DISSIDENTE-X

Escrevo para mim próprio.

PACHECO PEREIRA, Isto é ABRUPTO 2

Post Número 1 sobre o Guru JPP

Na continuação da análise / micro ensaio sobre o Sr José Pacheco Pereira, adiante designado por o “Guru JPP” relembro os milhares de leitores deste magnifico espaço sideral que no fim do anterior post o Guru JPP dizia que:

  1. vamos deixar de lado a polémica das caixas de comentários ( a partir daí, no artigo, só falava disso…)
  2. caracterizava os “comentadores” como pessoas que “habitavam” as caixas de comentários ( e o que tem ele a ver com isso?)
  3. Que o comportamento das pessoas era compulsivo ( Numa incursão pela psiquiatria e pela psicologia…)
  4. Que as pessoas se deslocavam de caixa de comentários em caixa de comentários (não o podem fazer pelas Leis de Pacheco; é proibida a navegação…) simulando o comportamento de gafanhotos (que horror, só podem enviar emails para o Abrupto para depois serem lá publicados, agora circular pelas caixas de outros blogs, não…)
  5. E, finalmente, que as pessoas escrevem centenas de frases nos sítios mais dispares, (Por exemplo, este blog) revelando uma disponibilidade quase total para comentar (Por oposição ao Guru Pacheco que não comenta na SIC e antes comentou na TSF, todos os fins de semana não escreve para o Público, não vai a conferencias na Universidade católica, (onde o comentador que não gosta de comentários fala de comentário político…) nada, o homem vive num mosteiro medieval…)

E continuemos a citar mais uma parte deste artigo do Guru JPP acerca dos frequentadores da “rede” e das caixas de comentários, as tais que ele não voltaria a falar mas usa meio artigo a falar deles…

“…. São pessoas que estão a escrever do seu local de trabalho ou de estudo, de empresas ou de escolas, onde têm acesso à Internet. Há, no entanto, alguns casos de comentadores caseiros e noctívagos, que só podem estar a escrever noite dentro, como era o caso nos primeiros anos da blogosfera portuguesa, antes de se democratizar.”"

No caso português, os comentadores não parecem ser muitos, embora a profusão de pseudónimos e nick names dê uma imagem de multiplicidade. São, na sua esmagadora maioria, anónimos, mas o sistema de nick names permite o reconhecimento mútuo de blogue para blogue. Estão a meio caminho entre um nome que não desejam revelar e uma identidade pela qual desejam ser identificados. Querem e não querem ser reconhecidos. É o caso da “Zazie”, do “Euroliberal”, do “Sniper”, do “Piscoiso”, “Maloud”, “Bajoulo” “Xatoo”, “Atento”, Dasanta”, “José”, “e-konoklasta”, “Cris”, “Sabine”, “José Sarney”, “Anticomuna”, etc., etc,

O tom desta parte é muito interessante. O mau carácter do homem vê-se em todo o seu esplendor, com as insinuações feitas a coberto de ser figura pública e escrever em jornais tendo por isso um enorme e crédulo publico a quem enfiar patranhas.

Repare-se:

“São pessoas que estão a escrever do seu local de trabalho ou de estudo, de empresas ou de escolas, onde têm acesso à Internet”

A insinuação é a seguinte. Que estas pessoas, tem acesso ilegitimo à Internet e pior, usam-no, prejudicando – supostamente – as empresas onde estão.

O facto de isso, essa eventual e hipotética acção de prejuízo para as empresas ser um assunto PRIVADO que APENAS DIZ RESPEITO aos RESPONSÁVEIS DAS MESMAS e no qual NINGUÉM encomendou sermão e missa Guru JPP para se meter ou opinar. Dito de outra forma: o que é que este gajo tem a ver com isso? Em que que lhe diz respeito ou não diz respeito acerca do que as pessoas fazem no seu local de trabalho? Este é o mesmo senhor que “defende” uma sociedade “Liberal”…

Com um sistema de segurança e vigilância chamado Guru Pacheco.

Nesta altura – parece-me apropriado instituir um pequeno intervalo para as pessoas irem à casa de banho pensarem se se masturbam ou não. Nada mais apropriado do que inserir um pequeno momento estético do – quem mais poderia ser – We have kaos in the garden – do dia 24 de Fevereiro de 2006, um apropriado momento chamado Pacheco pereira terrorista cultural.

PACHECO PEREIRA - KAOS - TERRORISTA CULTURAL

Após este momento de chichi observe-se a habilidade do Guru JPP a argumentar de forma desonesta e a vigarice do argumento na frase a seguir:

“…Há, no entanto, alguns casos de comentadores caseiros e noctívagos,…”

O truque de mercado está aqui. O “piscar de olhos” aos verdadeiros “comentadores”. Aqueles verdadeiros heróis, que estão, laboriosamente, o dia inteiro a trabalhar para o engrandecerem a Pátria ( e para terem dinheiro para comprar o Jornal Público à quinta feira continuando a alimentar a conta bancária do Guru JPP – estão a ver a insinuação estilo Guru Pacheco que eu aqui meti copiando os métodos dele?) e “os outros” – os malandros que que escrevem durante as horas de trabalho.

Este senhor apenas consegue”apelar” ao pior das pessoas, à mesquinhe, a inveja, a maledicência , em vez de apelar ao melhor.

Em seguida, o Guru JPP, o auto proclamado campeão da ética, sem qualquer pinga da mesma, revelou nomes, isto é, nick names de “comentadores”.

  1. Revelou nomes de comentadores, e, algumas destas pessoas eram conhecidas pessoais dele. Exemplos: Zazie, e quem assinava José. Que SALVO ERRO, quem assinava José tem um blog chamado Grande loja do queijo Limiano, Zazie tem um blog chamado Cocanha, e SALVO ERRO, Julgo que o pseudónimo “José Sarney” era um pseudónimo que o senhor António Balbino Caldeira usava. Salvo erro, parece-me segundo as minhas impressões e se bem me recordo. Sujeito obviamente a confirmação junto dos próprios. Caso não se confirme obviamente o que escrevi em cima não se confirma.
  2. Mencionava ainda outros comentadores, que; o Guru JPP, não se deu ao trabalho de verificar os respectivos blogs. Alguns dos outros comentadores tinham identificações próprias e moradas nesses blogs. Tanta “Ética”e princípios que o Guru defende e não pensou que ao estar a usar um artigo de jornal para divulgar nick names de comentadores na Blogosfera pudesse estar a revelar junto de amigos e familiares das pessoas que tinham estes blogs a sua identidade visível e a humilhá-los em publico?

As razões são outras :

  • Ele necessitava de humilhá-los em público.
  • Ele necessitava de destrui-los em público, usando o Jornal Público para isso.
  • Ele necessitava de meter no mesmo artigo estes nicknames conjuntamente com ameaças de phishing e assassinos em série e o resto da conversa.
  • Porque estes comentadores comentavam quase todos num blog que ele queria atingir.
  • Que ele precisava de atingir. Para demonstrar poder…
  • Porque só assim, o imenso ego inchado e a vaidade irritante e mesquinha do Guru se veriam recompensadas ( estão a ver como se utiliza a mesma técnica do Guru JPP? Os comentadores da “Rede” são compulsivos /O Guru JPP tem um imenso ego inchado e uma vaidade irritante – vêem como se faz? A única diferença é que é legitimo “ser compulsivo a comentar ou fazer um blog; já não é legitimo ser egocêntrico e usar um jornal para atingir “terceiros” usando “segundos” para o fazer… )

Em seguida e após toda esta preparação no artigo para atingir quem ele queria atingir, o Guru Pacheco continuava a destruir metodicamente os comentadores; isto é a “valia” dos comentadores. E dizia que:

” … quase sempre centrados na actividade de dizer mal de tudo e de todos.
Imaginam-se como uma espécie de proletariado da Rede, garantes da total liberdade de expressão, igualitários absolutos, que consideram que as suas opiniões representam o “povo”, os “que não têm voz”, os deserdados da opinião, oprimidos pelos conhecidos, pelos célebres, pelos “sempre os mesmos”. São eles que dizem as “verdades”. Mas não há só o reflexo do populismo e da sua visão invejosa e mesquinha da sociedade e do poder, há também uma procura de atenção, uma pulsão psicológica para existir que se revela na parasitação dos blogues alheios. Muitos destes comentadores têm blogues próprios completamente desconhecidos, que tentam publicitar, e encontram nas caixas de comentários dos blogues mais conhecidos uma plataforma que lhes dá uma audiência que não conseguem ter.”

É delicioso que um comentador político que desde 1985 ocupa os meios de comunicação social

a dizer mal de tudo e de todos;

Esteja no dia 20 de Abril de 2006;

preocupado com 15 nick names, alguns duplicados, o que, presumivelmente, até reduziria o número dos comentadores. O Guru JPP é terno com estas preocupações. Parece um ursinho de peluche democrático, não acham?

Nesta altura torna-se necessário inserir uma imagem de homenagem ao Guru Pacheco de – onde mais poderia ser- e o contrato obriga a isso- do blog We have kaos in the garden, que no dia 27 de Fevereiro de 2006 descobria como é que o Guru JPP , um idiota que na única eleição a que concorreu como político profissional ficou em terceiro lugar concorrendo contra 3 candidatos inclusivé (Loures -1989), descobriu, escrevia, o que o Guru JPP faz nas horas livres: teoremas de estratégia política visionária!

PACHECO PEREIRA - KAOS - ESPECIALISTA EM ESTRATÉGIA POLÍTICA

Após esta revelação continuemos.

No texto do artigo que eu cito e transcrevo partes, o Guru JPP depois, descamba para o imaginário marxista primário (Em Pacheco Pereira tudo é primário menos a violência subterrânea dele a atingir terceiros que não se podem defender), exclamando que se imaginam “o proletariado da “Rede”. Tendo em conta o que será o perfil típico do leitor do Jornal Público, a expressão “proletariado” não é por acaso que é usada.

Trata-se de mentalizar psicologicamente quem lê a achar que “está em marcha uma qualquer sublevação a partir da “Rede”( Está mas não é aquela que o Guru JPP queria que fosse) e visa “excitar o imaginário “ destas pessoas fazendo associar o que se passou há30 ou 40 anos atrás com o que se estará a passar agora. A luta ideológica ( mas não só) é precisamente aquela que o Guru Pacheco criou com este artigo ( e outros) ao reclamar contra estas pessoas por “serem elas que dizem as verdades” e continuava exclamando que:

“…Mas não há só o reflexo do populismo e da sua visão invejosa e mesquinha da sociedade e do poder, há também uma procura de atenção, uma pulsão psicológica para existir que se revela na parasitação dos blogues alheios.”

A argumentação é colocada da seguinte maneira:

  • Quem comenta é populista. ( Logo, os comentadores são populistas)
  • O populismo, é mau; (De facto é, mas numa população de 10 milhões de pessoas 15 nicknames são um perigo populista?)
  • Tem um visão invejosa e mesquinha da sociedade ( por oposição ao Guru JPP que NUNCA DE FORMA MESQUINHA mistura no mesmo artigo, insinuações acerca de ONDE estão estas pessoas mesquinhas a aceder à Internet durante o dia – estas são mesquinhas e populistas por comentarem, mas o Guru JPP, não é mesquinho ” por insinuar o sitio de ONDE” elas estão a comentar?)
  • E do Poder ( aqui é que está o principal problema do Guru JPP, o sentir que o PODER de influencia dele – em Abril de 2006 estava-se a começar a desvanecer…este artigo foi um tiro no pé)
  • Depois continua-se para a parte psicológica, tentando inferiorizar as pessoas que comentam, falando em “Procura de atenção, “Pulsão psicológica” ( lá em cima ainda no primeiro post eram pessoas compulsivas;aqui mais em baixo, seguindo a lógica do artigo do Guru JPP, tem pulsões psicológicas, um “truque de escrita”, para não repetir as mesmas palavras mais do que uma/duas vezes. Eu também faço isso aqui quando escrevo… que original…)
  • E – Para existir; ou seja, o Guru JPP acha que estas pessoas não existem, e como não existem parasitam blogs alheios para existirem.

Esta parte é hilariante e demonstradora do mau carácter do senhor em questão, uma vez que, pessoas que “querem existir” enviam- emails frequentemente para a caixa de emails do blog Abrupto, e

pasme-se

O Guru JPP

até aceita publicar essas merdas irrelevantes de pessoas que não existem e

pasme-se outra vez

até filtra esses mesmos comentários de pessoas que não existem , numa aparente interactividade dele com os leitores dele. Temos pois que:

  1. Os idiotas que enviam emails para o Abrupto na secreta esperança de serem publicados são cidadãos decentes e honrados que apenas fazem aquilo que as ovelhas bem comportadas fazem.
  2. Os camelos que inserem comentários em “blogs alheios” são pessoas que tem pulsões; são compulsivos, julgam-se o “proletariado da rede”, são populistas e mesquinhos, etc.

O que ambos fazem é – basicamente o mesmo, mas uns são classificados como “sérios”, outros são classificados como uns bandidos, cheios de problemas psicológicos e taras estranhas.( quem sabe se não serão assassinos em série…)

Em seguida o Guru continua comentando o “viveiro” destes comentadores cheios de taras e manias. Dizendo que:

“…Muitos destes comentadores têm blogues próprios completamente desconhecidos, que tentam publicitar, e encontram nas caixas de comentários dos blogues mais conhecidos uma plataforma que lhes dá uma audiência que não conseguem ter.”

O crime horrível que existe aqui é o facto de estes comentadores terem blogs próprios que ninguém conhece, e que – veja-se só o horror- tentam publicitar.

Exemplo:

Muitos destes investidores têm negócios próprios completamente desconhecidos, que tentam publicitar, e encontram nas plataformas de blogues mais conhecidos uma plataforma que lhes dá uma audiência que não conseguem ter.
Acho que se percebe o que é que eu fiz em cima não?

O Guru JPP quando abriu um blog na Internet fê-lo apenas por amor à arte, por despojamento material, e nunca publicitou esse mesmo blog, escrevendo artigos nos Jornais a falar de Internet, e dessa forma suscitando a curiosidade de quem o lia em “ir ver o blog do Pacheco Pereira”.

Não, o Guru JPP, é “virgem” publicitário na auto promoção e até tem horror à publicidade. os intelectuais são assim: nunca se publicitam a si mesmos. Perceberam calhaus? Percebeste ò Dissidente-x?

Depois avança e diz que: estes comentadores ainda encontram nas caixas de comentários de blogs mais conhecidos uma audiência que não conseguem ter.

Diz isto um tipo que tem um blog sem caixa de comentários aberta. Que autoridade moral ou conhecimento próprio tem uma pessoa que não se sujeita a ser escrutinado via caixa de comentários nem a ter que enfrentar principio do contraditório nas caixas de comentários

do seu próprio blog?

Embora como já disse antes, a expressão “blogues mais conhecidos”seja um “disfarce para atacar um determinado blog que existia à data – 2006.

Nesta altura vou inserir uma imagem de uma avestruz:

avestruz.jpg


Representa a minha mais sincera homenagem ao pensamento político, social, económico etc e tal do Guru JPP. Embora com ligeiro favorecimento da avestruz que me parece ser mais evoluída.

Representa também o facto de estarmos a chegar( passamos por 6) às 2400 palavras e é necessário matar os milhares de leitores deste blog de forma lenta e suave e não tudo de uma só vez.

Isto é uma série coleccionável em fascículos que será vendida num qualquer blog chamado Dissidente -x.

Este post é dedicado, por diferentes razões a 3 blogs

Marketing de busca devido a um post sobre o Pacheco;

Bruno Amaral. Com devido a uma carta aberta e seguintes posts sobre o mesmo assunto

Macroscópio por razões diferentes. Lá mora uma alma caridosa que gosta (tretas) muito (tá bem tá) do Guru Pacheco Pereira e tem dedicado ao longo dos tempos alguns posts a fazer elogios ao Pacheco (ainda casca mais no tipo do que eu )

Escrito por dissidentex

27 27UTC Janeiro 27UTC 2008 às 16:09

12 Respostas

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  1. Uff… Boa dissertação.
    O pensamento de JPP reflecte o incómodo de um reputado comentador quando tem de concorrer num espaço totalmente livre ao comentário como é a blogosfera. Neste contexto, qual o adjectivo apropriado a atribuir-se aos insolentes desconhecidos que se atrevem a pensar e a comentar? Populistas. São todos populistas e, como tal, um perigo para a sociedade. Tipico…

    JRV

    27 27UTC Janeiro 27UTC 2008 em 16:35

  2. JRV: Obrigado pelo comentário.
    isto ainda não acabou porque isto pega na ” origem ” e leva até aos dias de hoje e o que ele actualmente defende…

    dissidentex

    27 27UTC Janeiro 27UTC 2008 em 16:41

  3. Nunca pensei que voltasses àquele texto do JPP… depois dele, nunca mais olhei o JPP da mesma maneira: ele mostrou dessa maneira laboriosa, que tu desmontas bem, que não valia nada.

    sabine

    27 27UTC Janeiro 27UTC 2008 em 18:11

  4. Sabine: no post 3 e (eventualmente) no 4 irás perceber melhor ( pelo menos assim espero) o porquê de ter voltado a este assunto.

    Ele nunca valeu nada e como é – como todos os intelectuais – intensamente estúpido e arrogante pagou e está a pagar bem caro esse post e tudo o que veio a seguir.

    Agora está a começar a sentir a ” pressão ” do que escreveu por essas alturas. Daí eu ter voltado ao assunto.

    dissidentex

    27 27UTC Janeiro 27UTC 2008 em 20:54

  5. Caro X, tu sabes que acho o JPP um bocado infectado de GURISMO, mas quando entras nesta espiral de humor negro e raiva tenho dificuldade em acompanhar-te. Ainda que aprecie a tua prosa desassombrada e o teu ácido sentido de humor, pergunto-me se será tanto assim…
    Não gosto muito da prosa do senhor – como escrita (dentro da mesma geração) prefiro o Vasco – mas vejo nele um homem que se preocupa com o estado das coisas e faz um esforço honesto para as desmontar. E isso eu admiro. Embora não frequente o Abrupto, porque me aborrece um pouco, leio o JPP nos jornais, e por vezes vale a pena.

    bianca castafiore

    29 29UTC Janeiro 29UTC 2008 em 9:28

  6. BC: é tanto assim e mais, precisamente pelo que está no teu comentário.
    Nos blogs ele “fala” para pessoas que quer atingir na vida dos jornais; nos jornais ele fala para atingir a Blogosfera.

    Pelo meio defende o poder político que tem, de forma totalmente ilegítima, na blogosfera, querendo “controlar” o que todos os outros escrevem, e constituindo DE FACTO um obstáculo a que a Blogosfera portuguesa se desenvolva.

    No post 3 que estou a preparar isso ficará mais visível.
    Tudo nele são truques, jogadas de decepção e logro, declarações contraditórias, tentativas de fomentar o controlo da informação controlado nas mãos de poucos, sendo que um dos poucos é ele.

    Joga com o simbólico da exposição mediática dele para condicionar tudo o resto. Qualquer gato pingado – os tais que ele critica como sendo “Proletários da Rede”, linka blogs e sites para ele, que contribuem para o aumento da visibilidade e do reconhecimento dele na Blogosfera e fora dela.

    Aí ele já não se importa pelo facto de o “Proletariado da Rede” contribuir para o aumento da notoriedade dele?

    Eu ficaria horrorizado se os ácidos e os invejosos mesquinhos de que eu não gosto me linkassem em massa…
    Mas o “homem ético ” que ali está , nesse momento manda a ética fazer um pequeno intervalo de 10 segundos ou até mesmo um minuto enquanto a pessoa linka para ele e depois desse conveniente “buraco negro” ter acontecido ele continua com o discurso anti Blogosfera.

    E acrescento mais: tenho sérias dúvidas que ele seja realmente uma pessoa que se preocupa com as coisas. Muitas das preocupações dele são Tácticas, são preocupações que apenas existem para cavalgar a onda política e social do momento e jogam na “imagem dos contrários” como um espelho que nos reflecte.

    Ele faz esta habilidade desde 1985 , quando – nessa época – a “Esquerda” estava cheia de intelectuais e pessoas de cultura. Pintores , escultores, escritores, jornalistas, analistas políticos, etc.

    E um dos argumentos que se usava para criticar o Sr. Cavaco silva – primeiro ministro era
    o facto de “as pessoas de cultura” não estarem com ele, só Tecnocratas.

    E o senhor Pereira viu o “furo” e avançou para o lado do Sr Cavaco, tornando-se uma “pluma intelectual no chapéu dos troféus ” do Cavaquismo.

    Tendo sido ele escorraçado da esquerda por ter pertencido ao PCTP-MRRP, então procurou albergue noutros lados – tornando-se o intelectual de serviço do PSD.

    E foi a partir daí que ele foi projectado para onde está.

    Faz o jogo do intelectual pretensamente independente e circula entre as supostas correntes opostas ao pensamento único do momento.

    Exemplo: Quase tudo é a favor do Tratado europeu.
    Pereira é contra!

    Ele não é contra por ser contra esta Europa. Ele é contra porque lhe convém nesta altura ser contra;
    e porque o Tratado europeu não vai tão longe em certos assuntos como ele e os senhores a quem ele procura agradar queriam que fosse.
    E que ainda por cima existisse uma votação da população a legitimar precisamente esse estado de coisas que ele e os interesses por detrás dele querem legitimar.

    Que é para depois quebrarem a contestação – que eventualmente surgisse – a ser aprovado algo com essas características.

    E dessa forma deslegitimizarem qualquer movimento oposicionista ao Tratado.

    Para ele a nível pessoal seria fantástico – tornar-se-ia o Intelectual do Regime.

    Ele sabe muito de filosofia e sabe muito bem o que Foi a trajectória política de Hegel durante o Estado Prussiano e de como durante 40 anos toda a filosofia foi afastada e só Hegel existia.

    Aqui é a tentativa à micro escala de repetir ou tentar repetir o mesmo movimento 150 anos depois- ele trabalha para isto há imenso tempo.

    E O VPV é a mesma coisa, embora com outras nuances…

    dissidentex

    29 29UTC Janeiro 29UTC 2008 em 11:39

  7. [...] O segundo post desta série encadernada encontra-se AQUI [...]

  8. OK, X, mas se o JPP é um chato na blogosfera, também é o homem que faz investigação histórica a sério e teve a coragem de enfrentar algumas SÉRIAS feras do circo. E isso merece respeito.
    Quanto à questão da tratado europeu, eu, que não gosto nem de um nem de outro (o tratado e o Pacheco) não me atrevo a fazer adivinhação sobre os seus motivos… Ele pode ser arrogante e guru – como penso que ele é – mas custa-me acreditar que seja desonesto, sinceramente. Não vi mais ninguém largar o tachinho da União Europeia ( uma pipa de massa, como sabemos) apenas por questões de coerência.
    E digo-te mais: ele não precisa do PSD para ser alguém. O PSD é que precisou dele naquela altura. Ou o Cavaco, talvez. O homem tem obra feita, ao contrário de outros intelectuais que só vivem de subsídios.

    bianca castafiore

    31 31UTC Janeiro 31UTC 2008 em 11:04

  9. BC:ele FEZ investigação histórica num “nicho de mercado” que era “vazio” e apetecível para que se fizesse “investigação histórica”.

    O nicho de mercado do PCP e do comunismo.
    Foi uma aposta estrategicamente escolhida. dessa forma legitimava-se aos olhos quer da Direita, quer do PS , que nunca o hostilizaria por ele fazer “essa investigação histórica”.

    Daí retirou-se “prestígio”, retirou-se uma lugar de “historiador” e a história do tachinho não é bem assim.
    Ele largou para dizer que tem uma posição de independência. Mas retirou benefícios por outro lado.

    Ok, o homem até é coerente nisso, mas retira beneficios de outras formas.

    Ele não precisa do PSD para ser alguém AGORA, no momento histórico actual.Antes pelo contrário, agora precisa mais o PSD dele do que antes.

    Mas, à época fou-lhe muito útil e foi uma jogada muito útil para ele e para o PSD.

    Só existiam “dois” intelectuais no PSD: Pacheco Pereira e Vasco Graça Moura.

    Furavam “o piquete de greve em 1985″.

    É legitimo escolherem o lado. Já não é legitimo é tentar-se fazer passar a ideia de que as coisas não foram tácticas especialmente no caso do JPP.

    E quanto aos intelectuais e aos subsídios: alguém os concede. Quem os concede? E porquê?

    dissidentex

    31 31UTC Janeiro 31UTC 2008 em 12:26

  10. Quando eu digo que “só recebem subsídios” quero eu dizer que não percebo sequer por que os recebem, visto que não é visível nenhum contributo minimamente significativo… apesar da protecção oficial… :)
    Quanto ao resto, não vejo mal em que as nossas escolhas nos tragam benefícios, Dissidente X, desde que sejam compatíveis com os valores que defendemos coerentemente.
    Quem me dera que as minhas escolhas me trouxessem alguns benefícios, mas… hélàs!…

    Ser “independente” à custa de perder uns valentes dinheiros é uma jogada que os nossos notáveis não são muito dados a fazer… Tenho a certeza que sabes do que estou a falar, e até serás capaz de citar casos de que eu nem dei conta, porque dás muito mais atenção a estas coisas do que eu costumo dar! O amor à independência está longe de ser uma virtude nacional, diria eu. E é pena, sem dúvida!!!!

    bianca castafiore

    31 31UTC Janeiro 31UTC 2008 em 21:11

  11. BC: Sim, eu percebi que nem sequer se percebem porque recebem subsídios.

    Quanto ao resto, e à questão de “ele perder dinheiro” não concordo inteuiamente com isso porque o que perde de um lado ganha do outro.
    Tendo ido para Bruxelas teria que deixar, provavelmente ou de certeza o lugarzinho na Universidade portanto fica quase ela por ela.

    E a questão das escolhas não pode ser colocada só assim desse ponto de vista.
    Uma coisa é isso estar colocado como no teu comentário – nesse padrão de análise.

    Outra coisa é politicamente as escolhas que se fazem servirem para subverter um sistema.
    Atenção que isto não é feito só pelo JPP nem por pessoas de direita; à esquerda há exemplos também.

    E a coerência dele é flutuante. Espero conseguir demonstrar isso com o quarto post.

    O “truque” é que ele sabe muito bem disfarçar a coerência flutuante e fazer isso parecer como não sendo coerência flutuante, mas sim “independência e outro tipo de adjectivos” com que ele se auto caracteriza.

    Politicamente, quem o vê e ouve agora e se lembra do discurso há 20 anos e ouve agora, a inflexão para o que ele julga ser o próximo cavalo – o neoliberalismo económico / político – é constante e clara.

    É aliás por isso que fez as tristes figuras em relação à Guerra do Iraque que fez com as defesas absurdas da invasão e as comparações ridículas em relação ao 25 de Abril no Iraque.

    Actualmente ele fala disso?

    Onde estão as posições dele em relação ao Iraque?

    Foram “transformadas” em posições contra o Tratado europeu.

    As metamorfoses são assim, mas não são as do Kafka.

    dissidentex

    31 31UTC Janeiro 31UTC 2008 em 22:10

  12. [...] O segundo post desta série encadernada encontra-se AQUI [...]


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