PACHECO PEREIRA, Isto é abrupto 3
O primeiro post desta série encadernada encontra-se AQUI
O segundo post desta série encadernada encontra-se AQUI
No post dois, anterior a este o Guru Pacheco em 20 de Abril de 2006 afirmava que:
- Grupos de pessoas compulsivas invadiam caixa de comentários de blogs alheios;
- que o faziam a partir dos seus locais de trabalho ou estudo;
- que eram pessoas que tinham acesso à Internet;
- que se imaginavam como uma espécie de proletariado da “Rede” ;
- que representavam o populismo , uma visão invejosa e mesquinha da sociedade;
- que estas pessoas tinham blogs perfeitamente desconhecidos;
- e que procuravam alcançar notoriedade comentando em blogs alheios.
Continuando a análise e citação do texto publicado no Jornal Público de 20 de Abril de 2006, O guru JPP descobre uma nova espécie: ( é preciso ver que só o Guru JPP é capaz de descobrir novas espécies na Blogosfera…)
“…Não são bem Trolls, sabotadores intencionais, mas têm muitas das suas formas perturbadoras de comportamento.”
Estão a ver; é uma subespécie que só o Guru JPP – na aurora de uma nova era de descobrimentos científicos é capaz de catalogar. Não são bem “isto” mas tem os comportamentos de “isto”. Fantástico! Que precisão! E foi ele, o Guru JPP que os descobriu, a esta nova subespécie… vagamente parecida com um ornitorrinco…
“…A sua chegada significa quase sempre uma profusão de comentários insultuosos e ofensivos que afastam da discussão todos os que ingenuamente pensam que a podem ter numa caixa de comentários aberta e sem moderação. Quando há um embrião de discussão, rapidamente morto pela chegada dos comentadores compulsivos, ela é quase sempre rudimentar, a preto e branco, fortemente personalizada e moralista…”
Estão a ver o idílico cenário aqui descrito?
Primeiro e antes, laboriosos e honestos cidadãos comentavam de forma digna criando embriões de discussão. Mas, depois, nuvens negras vieram e surgiu esta nova subespécie, mais ameaçadora, que “… Não são bem Trolls, sabotadores intencionais, mas têm muitas das suas formas perturbadoras de comportamento….” ; ameaçam a democracia, a Constituição, a Ordem, o Bolo Rei em Dezembro… ( isto é, ameaçam o prestigio do Guru JPP em continuar a escrever asneiras e a ter toda a gente a aplaudir; e ameaçam o “modelo”de blog decalcado do Blog do Guru JPP. ).
Eles chegam, qual Nêmesis constipada, e afastam da discussão todos (os honestos e ingénuos cidadãos a quem Deus e uma qualquer autoridade de fiscalização – a ASAE das caixas de comentários – concederam ao Guru JPP o encargo de proteger…) e a discussão transforma-se em “preto e branco” e é “rudimentar”( por oposição às fotografias de flores e estrelas em galáxias distantes ou as tricas sobre o PSD que são regularmente postados no blog do Guru JPP, que são complexas e a cinzento…) e, sacrilégio- mor, ela (a discussão ou o embrião de debate abortado) é fortemente moralizada e personalizada.
É natural que seja. As pessoas tem tendência a olharem para coisas concretas na sua vida. ( Mude-se as pessoas de acordo com a formatação do Guru JPP? ) Como por exemplo, se perderem o emprego, é natural que falem do desemprego. E que sintam isso de forma “personalizada”. Nem todos podem viver na estratosfera como o Guru JPP debitando asneiras…e ainda sendo bem pagos por isso. Portanto, é natural que as pessoas reajam emocionalmente a certas questões que lhes colocam em blogs ou que lá vêem escritas… Os blogs, como diria o outro, não são chás dançantes…
“…O que lá se passa é o Faroeste da Rede: insultos, ataques pessoais, insinuações, injúrias, boatos, citações falsas e truncadas, denúncias, tudo constitui um caldo cultural que, em si, não é novo, porque assenta na tradição nacional de maledicência, tinha e tem assento nas mesas de café,…”
Repare-se na expressão “o que lá se passa”. Ou seja, “sítios Secretos “ onde um conjunto (de conjurados com os olhos sedentos de sangue) de compulsivos, mesquinhos, e restantes adjectivos do Guru JPP fazem tenebrosas coisas inconfessáveis. Este “o que la se passa” deve também traduzir-se relacionado com o “especifico blog” que o Guru JPP pretendia atingir em Abril de 2006″
A explicação fornecida (para o êxito momentâneo deste especifico blog que tanto incomodou JPP, ao ponto de escrever um artigo como este, usando segundos para atingir terceiros…) está no “caldo cultural”. E na:
“Tradição nacional da maledicência” Que
“costumava ter assento nas mesas de café”
Mas agora(2006) está em ” sítios em que o que lá se passa”, ui,ui…
Viram como isto, afinal, é fácil: Junta-se 1 Caldo cultural + 1ª tradição nacional de maledicência + mesas de café = deixem-se disso e vão ao Abrupto, onde há cultura + caixas de comentários fechadas + não há ambiente de café mas de Opera. O Nec Plus Ultra da fina flor do entulho! (a expressão nec Plus Ultra é Latim -visa enganar os ótarios pretendendo convence-los que eu até sei latim…)
Repare-se na apresentação Google do “sitio apresentável do Guru JPP”, hoje:

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ADENDA 30 JANEIRO 2008 -10 HORAS DA MANHÃ – COMENTÁRIO DO ANTÓNIO DIAS. SOBRE A IMAGEM ACIMA.
“…porque assenta na tradição nacional de maledicência, tinha e tem assento nas mesas de café, mas a que a Rede dá a impunidade do anonimato e uma dimensão e amplificação universal.
A “rede” esse sitio que dá impunidade ao anonimato e e dimensão e Amplificação Universal, são de facto horríveis. Diria mesmo mais: Amplificação Galáctica! ( Sei que tenho leitores de Feed, por exemplo, em Alpha Centauri e Zorg 5…)
Conclui-se, pois, que é muito mais correcto, ético e moral escrever um artigo de Jornal aproveitando-se da elevada notoriedade pública para isso ser aceite, e meter nicknames de terceiros nesse artigo chamando a essas pessoas compulsivos, mesquinhos, invejosos, etc. De facto, insultar às claras tem mais estilo. São insultos na mesma mas tem mais estilo. É o que nos é dito. Só eu, na minha santa ingenuidade é que acho que insultos são insultos, independentemente da forma como são feitos…e por quem são feitos.
Mas aqui, o que existe é a tentativa de legitimar os insultos feitos por certas pessoas como sendo aceitáveis derivados da posição onde estão e não aceitáveis outros feitos por outras pessoas nas posições onde estão ( Se isto não é luta de classes ideológica promovida para criar excepções para “comentadores políticos, então não sei o que seja luta de classes… )
- Insultos, mais ainda vindos do autor de um blog onde existe a “poesia, a arte e a literatura…”
Também descobrimos que no artigo de 20 de Abril de 2006 no Jornal Público o Guru JPP dedicava-se à Filosofia e ao Código Penal. São as duas disciplinas que promovem a busca pela descoberta da Verdade. Assinando nos jornais, o Guru JPP; como historiador, mas sendo licenciado em Filosofia, e ex-político, ele interroga-se, não sobre arte, cultura ou literatura, ou até mesmo sobre História ou política, mas sim sobre:
O que é que gera esta gente, em que mundo perverso, ácido, infeliz, ressentido, vivem?
Assim de repente atrevo-me a dizer que “o que gera esta gente” é terem que conviver na mesma sociedade com pessoas como o “Guru JPP”. Mas eu sou um tipo amargo e de mal com o mundo ( já me asseguraram isso…).
Li esta frase e senti-me solidário com o Guru JPP. Ele tinha uma dor lancinante no peito. Eu, em solidariedade, tambem…
Com efeito, este mundo perverso, ácido, infeliz, ressentido, onde estas pessoas vivem, não compra jornais diários. Logo, não compra o Jornal Público às quintas feiras… o que é sem dúvida uma consequência horrível derivada do mundo perverso e ácido e o Estado e o Governo devem já intervir impedindo que isto aconteça. ( regulamentando os Blogs ? e quem os faz, afastando jogadores do jogo, jogadores esses que, depois de afastados voltarão a comprar jornais? … especialmente à quinta feira … )
Mas o Guru JPP, genial como só os Gurus auto nomeados conseguem ser explica a seguir qual é a fibra de que é feito este mundo que ele, amavelmente, levou ao conhecimento dos leitores do Jornal Público:
“…O mesmo que alimenta a enorme inveja social em que assentam as nossas sociedades desiguais (por todo o lado existe este tipo de comentadores), agravada pela escassez particular da nossa. Essa escassez não é principalmente material, embora também seja o resultado de muitas expectativas frustradas de vida, mas é acima de tudo simbólica.”
Em esquema, eu ajudo a descodificar o mestre:

Estão a perceber, seus calhaus, a dimensão do pensamento do mestre? Sociologia de polichinelo.
-
A culpa destas pessoas existirem é da “sociedade”.( sociedade e as suas costas largas…)
-
que gera um mundo perverso e acido ( no qual o Guru JPP nenhuma responsabilidade tem, presume-se.. );
-
que por sua vez gera “inveja social” (ou seja inveja do Guru JPP…);
-
que por sua vez, é agravada pela escassez particular da nossa ( a escassez visitas ao blog do Guru JPP?);
-
que deriva das expectativas frustradas da vida( é proibido na sociedade feliz gerida por Gurus JPP à maneira duma sociedade platónica, ter-se expectativas frustradas…)
- e mais ainda, acima de tudo é “simbólica”.
Isto é fantástico.
Estou entusiasmado.
Continuemos:
Numa sociedade que produz uma pulsão para a mediatização de tudo, para a espectacularização da identidade, para os “15 minutos de fama” e depois deixa no anonimato e na sombra os proletários da fama e da influência, os génios incompreendidos, os justiceiros anónimos, o “povo” das caixas de comentários, não é de admirar que se esteja em plena luta de classes.
– Como a sociedade produz uma pulsão para a mediatização ( em vez de produzir obedientes e disciplinados leitores fieis do Abrupto), estes compulsivos ácidos (ovelhas que sairam do redil) querem ter “15 minutos de fama” ( só os Gurus devem ter fama, os outros não) e espectacularizam a identidade ( estão a ver o impacto da palavra espectacularizar?). Vê-se mesmo que leu Guy Debord e o seu livrinho “a sociedade do espectáculo”…). Ou julgam que isto é algo de original?
Mas o que é engraçado é que o senhor cita Marslhal Mclhuan – o nome Marslhall Mclhuan, mas não cita o nome Debord, mas pede emprestados os conceitos… Porque citar “Debord ” pode levar a que se pense que o Guru JPP é “ácido”… e está a regredir para os anos 60…
É por essas razões todas que se está em luta de classes, seja lá o que isso for. Ou seja, a classe de pessoas que não passam cartão ao Guru JPP e a classe das que passam.
NOTA: O blog que o Guru JPP queria atingir chamava-se O espectro. Era feito por Vasco Pulido Valente, um cromo que não gosto nada e pela mulher de Vasco Pulido Valente, chamada Constança Cunha e Sá.
Por razões que desconheço (e não me interessam por aí além) o Guru JPP detesta estes dois, que lhe pagam na mesma moeda. Para o chatearem e atacarem a influência DELE E PROVAREM UM CERTO PONTO DE VISTA abriram o blog e abriram com caixa de comentários totalmente aberta. Nos 3 meses que estiveram abertos, o Guru foi sistematicamente (proporcionalmente) batido em audiências. Como revanche, em Abril de 2006 o Guru largou a bomba em cima do já encerrado blog.
É em que é que isto tem a ver com o Blog Marketing de Busca? Que eu citei nos dois anteriores posts?
Tem a ver pelo seguinte:
Em meados de Dezembro de 2007, o Guru JPP voltou, a referir-se à Blogosfera. Uma em entidade que sente estar a perder o controlo e onde luta desesperadamente para não perder influência. Mas agora a táctica é diferente.
É a “Blogosfera política e só essa” que lhe interessa controlar e já não toda a Blogosfera. Já não a consegue controlar TODA.
Cito-o em 2004:
“(…) Cerca de 20 a 30 blogues portugueses fornecem todos os dias novas ideias, reflexões, informações, que um cidadão avisado e culto não deve perder.
Não tenho nenhumas dúvidas de que os blogues vieram para ficar, enquanto a evolução tecnológica não permitir a migração do que hoje se pode fazer num blogue para outra plataforma mais eficaz e superior. (…)”
fornecem todos os dias novas ideias, reflexões, informações, que um cidadão avisado e culto não deve perder.
mas sim porque são lidos pela gente certa.
Os blogues são escritos por uma elite para uma elite,
Um grupo tem relevo especial neste ecossistema que é a blogosfera: são os jornalistas.
Isto nunca foi inteiramente verdade! Ms que importa, se era o Guru JPP a dizê-lo…
Mais ainda quando e a partir da altura em que 20 ou 30 passaram a 200 ou 300 e depois a 2000 ou 3000 mil já passaram a ser:
” …os proletários da fama e da influência, os génios incompreendidos, os justiceiros anónimos, o “povo” das caixas de comentários, …”
Eu sou o Rei Sol diz o Guru JPP! A elite está comigo. Existe gente “certa”.A blogosfera a 20 ou 30 é um ecossistema harmonioso! Preservem os ecossistemas, defendam o ambiente, salvem os Pandas da Blogosfera! ( isto é o Abrupto…)
Após este enlevo ecologista proclamatório é necessário fazer um pequeno intervalo publicitário para mostrar o que muita gente , mesmo sem ser “proletária da “Rede”, desejaria fazer ao Guru, apenas porque está farta dele:

Após a Ecologia, o Ambiente, a Culinária e o Bico de Gás e o azeite de 0.5 graus de acidez, passemos a coisas sérias.
Em 18 de Dezembro o “Marketing de Busca” salientou algo que o Guru JPP regurgitou. Isto porque o António Dias, que faz o Marketing de Busca, “desmonta” o sucesso Guru JPP”. O Guru JPP referia-se no post que escreveu sobre a blogosfera a “Truques para subir no Google”.
Ou seja, hipoteticamente, especulo eu, Proletários ácidos, invejosos, em plena luta de classes, infelizes e ressentidos apontaram uma pistola ou várias ao Google ( ou foram comentar nos Blogs do Google matando qualquer embrião de discussão… não sabemos…) e subiram nos rankings do Google para aparecerem melhor posicionados nos motores de Busca.
Insinuava( implicitamente) o Guru JPP que seria esta a razão para que o Abrupto estivesse em queda de audiências. E que o Abrupto é que era “ético” nos seus procedimentos…
Citando o António dias:
António, António, paternalistícamente te digo que tu és tão ingénuo…
Bloggers manipuladores?
Claro que não!
Então não se vê logo que são:
” Proletários ácidos, invejosos, em plena luta de classes, infelizes e ressentidos?”

Se até no Jornal Sério e Credível do qual eu mostro a capa, diz que são, porque afirmas que são bloggers manipuladores?
Talvez digas isso porque és um dos:
“…conselheiros especializados de como se sobe nas listas, como se falsificam rankings, listas e lugares no Google. “
Malvado Gnomo do SEO…
E chegados às 2500 palavras este post fica por aqui até ao post 4 onde espero terminar esta agradável conversa à lareira sobre ácidos e invejosos, proletários da rede e Gurus…
No próximo capitulo oferecemos uma chávena de chá virtual com o logótipo ” Pure Abrupto” e descobriremos se o António Dias faz parte da Secreta Sociedade dos Conselheiros Especializados De Como se Sobe Nas Listas e se Falsificam os Rankings, Lista e Lugares no Googgle a: ” SSCEDCSSNLFRLLGOOGLE”.
Divulgamos em exclusivo o Outdoor publicitário desta sociedade secreta (Só aqui neste blog):

Depois da Opus Dei, e da Maçonaria só nos faltava mais esta…



Pxxxx, a descrição que aparece nos resultados do Google não me parece que seja da responsabilidade dele. Provavelmente foi retirada da directoria do Google, que copia a dmoz. Já aconteceu comigo…
antónio
30 30UTC Janeiro 30UTC 2008 em 9:33
antónio:
Ahh. boa informação , então o tipo não é totalmente Evil…só quase…
Mas de qualquer forma , se é retirada da Dmoz alguém a colocou lá. Ele?
dissidentex
30 30UTC Janeiro 30UTC 2008 em 10:00
»»»»»Não porque os blogues sejam lidos por muita gente, mas sim porque são lidos pela gente certa. Os blogues são escritos por uma elite para uma elite,««««««
espantoso, então o problema dos blogs é não estarem restrito À GENTE CERTA. que chatice, esta coisa de as tarifas terem baixado e de os computadores estarem mais baratos que permite ao reles povo ter um acesso mais facilitado à net.
curiosamente, eu ando neste mundo da net há muito tempo e acompanhei o surgimento da primeira onda de blogs em portugal, e eles metiam-me nojo, porque funcionavam como um clube de compinchas, completamente fechados nas suas redomas. excepção feita ao gato fedorento, note-se.
cão rafeiro
30 30UTC Janeiro 30UTC 2008 em 14:43
Cão: pois isso era o que ele dizia em 2004. Piscava o olho aos jornalistas, que, dessa forma, não o criticavam por coisa nenhuma que ele dissesse ou fizesse , falava em gente certa e elite, tudo no mesmo artigo para convencer as pessoas disso mesmo; que eram certas e membros da elite.
O problema dele é muitas coisas, mas também é esse: defender encapotadamente uma lógica de controlo ditatorial sobre um meio de comunicação/trabalho, usando a cultura – o nível da cultura pretensamente mais alto que daí derivava para justificar isso.
dissidentex
30 30UTC Janeiro 30UTC 2008 em 15:53