NUNCA MAIS QUERO OUVIR ESSA MÚSICA…
Cavalheiros, tiveram 4 horas. É melhor apresentarem resultados. Sr. Creedy?
A área de Bailey está em quarentena.
Já detiveram todas as testemunhas importantes.
Muito bem. Sr. Etheridge.
Encontraram um dispositivo de gravação…
dentro do sistema de transmissão para emergências.
O CD foi a abertura de Tchaikovsky de 1812.
Acrescente-o à lista negra! Nunca mais quero ouvir essa música!
Sim, Senhor.
Também monitoramos duplamente as escutas dos telefones.
Elas indicam uma alta percentagem de conversas sobre a explosão.
Sr. Dascomb, o que estamos a fazer sobre isso?
Diremos que foi uma demolição de emergência.
Estamos a fazer uma cobertura total pela Rede e pelo Interlink e…
vários peritos foram chamados para atestarem contra…
a integridade da construção Bailey.
Quero que Prothero fale hoje sobre o perigo desses velhos edifícios…
e que alegue que o prédio era o símbolo de um passado decadente.
Ele deve concluir que o novo Bailey se tornará o símbolo do nosso tempo…
e do futuro com que a nossa convicção nos recompensou.
Sr. Heyer?
As nossas câmaras de vigilância apanharam várias imagens do terrorista,
mas a máscara tornou a identificação retinal impossível.
Também conseguimos uma foto da rapariga e Creedy já mandou detê-la.
Quem é a rapariga, Sr. Finch?
Ainda não sabemos, Senhor. Mas estamos a trabalhar em várias pistas.
Algo mais?
Encontramos os foguetes e traços dos explosivos usados em ambos os lados,
mas infelizmente, apesar do alto nível de sofisticação, parece que…
estes dispositivos são de fabrico caseiro…
com produtos químicos de contrabando…
tornando-os muito difíceis de procurar.
Quem quer que ele seja, Chanceler, ele é muito bom.
Poupe-nos às suas anotações profissionais. Elas são irrelevantes.
Desculpe, Chanceler.
Cavalheiros, isto é um teste.
Momentos como este são uma questão de fé.
Fracassar seria semear a dúvida em tudo o que acreditamos,
E em tudo pelo qual lutamos. A dúvida levará este país ao caos novamente…
e não permitirei isso.
Cavalheiros, quero que encontrem esse terrorista…
e que lhe ensinem o verdadeiro significado do terror.
“A Inglaterra prevalece!”“A Inglaterra prevalece!”
(Conversa abaixo tida nos estúdios de televisão…)
Acha que o Povo vai engolir mais esta?
Por que não? Esta é a BTN.
O nosso trabalho é divulgar as notícias, não fabricá-las.
Isso é com o Governo.
↔
Diálogo transcrito do filme V for Vendetta.
Após ter destruído um edifício em Londres (Bailey) para demonstrar simbolicamente que poderia fazê-lo e assim, atacar a ideia de invencibilidade do sistema totalitário/governo disfarçado de sistema democrático, que o filme em questão retrata, o personagem “V” torna-se um alvo a abater.
O “Alto Chanceler”convoca o seu Conselho e tem este “dialogo” autocrático-religioso com os seus ministros. Carregado a castanho é a “voz” do ditador a interpelar os seus ministros…
- Primeiro post pode ser encontrado AQUI
(Ideias não sangram, sentem dor ou amam)
- Segundo post pode ser encontrado AQUI
(Discurso totalitário.Protótipo)
Caso existam problemas com o que eu escrevo a nível de entendimento conjugados com a falta de talento da minha parte a escrever, um enorme defeito meu…; importa esclarecer o seguinte.
A transcrição deste pedaço de texto do filme em questão, não significa que eu esteja convencido que se devem ir imediatamente fazer bombas artesanais e andar por aí a rebentar edifícios.
Só quando estivermos mesmo completamente numa ditadura total se deverão rebentar edifícios - caso se consiga fazer tal.
Ainda não é o caso. Apesar dos passos dados para isso nos últimos anos, quer na Europa, quer no mundo, quer neste sitio mal frequentado que dá pelo nome de Portugal.
Uma coisa é certa: em Portugal não vivemos numa democracia, mas sim numa qualquer outra coisa inclassificável que tem aspectos próprios de democracias e tem aspectos próprios de ditaduras e tudo conflui, embora, cada vez mais, com prevalência dos factores anti democráticos que se insinuam cada vez mais nesta sociedade.
Isto é independente do actual partido político que ocupa o governo e finge governar. Com qualquer outro partido político verificar-se-ia a mesma coisa.






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O meu palpite é que o caminho mais fácil para chegar a esse ponto é a questão económica (sem ser marxista há que admitir que o sr apanhou algumas coisas…). A classe média está muito vulneravel. Sem representantes e sem grande energia só podemos caminhar para cada vez maior submissão à classe política-empresarial (ainda tenho que pensar num novo nome para esta amalgama das duas classes que já não são distintas).
Pedro: pois…é a questão económica…
O problema é que esta “aliança da classe política empresarial” quase que leva a que se dê razão ao marxismo.
Há maneiras de retaliar, no entanto o problema é explicar às pessoas que cada vez que elas usam um cartão Multibanco em vez de um cheque, por exemplo, estão a contribuir para uma aliança da classe política e empresarial e que isso conduz a uma cada vez maior submissão …
Não sei onde é que as pessoas estão coma cabeça se julgam que as coisas não lhes irão tocar…