Archive for Março 2008
A POUPANÇA E O TOTALITARISMO.
Existe uma “definição oficial comum” sobre a poupança.
Contudo, essa definição pressupõe sempre que a poupança nunca tem um valor por si só, que o acto de poupar será “natural”.
Não.
A poupança viaja sempre acompanhada.
O acompanhante é uma camada de moral. Um “subtexto moralizador”.
Esse subtexto moralizador tem 3 funções:
FUNÇÃO 1. Pedir desculpa pelas desigualdades existentes na sociedade; não as questionando.
FUNÇÃO 2. Defender argumentativamente que os mais pobres e necessitados de uma sociedade são pródigos e incapazes de poupar, porque vivem apenas para o presente e, precisamente por isso, são crianças-adultos imaturas, incapazes de controlar os seus impulsos.
FUNÇÃO 3. O que leva à função 3: os “ricos” são virtuosos opositores ao estilo de vida descrito na função 2 e é por isso que são ricos.
No discurso político “normal”, isto é, percebido como “comum”, isto traduz-se por, observarmos políticos e “fazedores de opinião” afirmando que a sociedade é “constituída por aqueles que trabalham e contribuem para o bem estar comum, identificado com a pátria (Normalmente é o eleitorado que vota neste político/partido político que gosta deste discurso… ); e os que vivem subsidiados ( geralmente os mais pobres, embora em Portugal a coisa esteja de tal forma distorcida que até ricos são subsidiados…)
Esta é a visão do mundo a preto e branco.
Convenientemente formatada ao gosto de quem tem “Poder”.
A classe média, obviamente, será uma” personagem”, que terá, quer os vícios, quer as virtudes dos dois protótipos simplistas anteriormente descritos.
Derivado destas definições simplórias retiram-se as soluções do “político” que produz este tipo de discurso e que são três.
1. Os “ricos” devem ser taxados em impostos de forma “leve”.
2. Os pobres devem ser “sempre taxados”.
3. O que origina a “razão racional” que está por detrás da criação de impostos sobre vendas, como o IVA, que é um imposto que poupa “o que poupa”e castiga o consumidor.
Quando o PS aumentou o IVA atacou quem era mais pobre ou de classe média e beneficiou quem tinha mais dinheiro – “quem o poupou”.
Quem o “poupou” são os Bancos/accionistas – todo um sector financeiro.
Que para salvar o pobre/classe média, irá, depois, oferecer crédito a quem já é pobre (argumento de venda: recuperar o seu estilo de vida; deixar de ser pobre).
O pobre/classe média mais se prejudica quando aceita.
Em termos reais tem menos dinheiro, mas é induzido a ir buscar mais dinheiro emprestado, a quem… mais o tem.
Os mesmos detentores de poder neste sistema.
Solução: “não emprestar” gratuitamente, dinheiro a ricos, ao estar-se a pedir empréstimos para consumo, (crédito) que, por via do pagamento de juros sempre artificialmente criados, apenas significam que se está a alimentar ainda mais esses, já ricos, jogadores do mercado.
É precisamente por isto que os Bancos ficam atrapalhados quando executando uma dívida de alguém que não pagou o credito, essa execução seja feita sobre uma casa – um imóvel, que é capital que não se pode emprestar; só vender.

JOSÉ SÓCRATES, antes Cyborg, agora Humano.
O Jornal Público, 30 de Março de 2008, apresenta um pequeno relato da viagem de José Sócrates por Viseu, a cidade dos Templários e do Rio Nabão ( ironia).
Durante 3 anos tivemos um “Cyclotron Cyborg humanoide”.
Assim somos informados.
Actualmente temos 
O ar lânguido não engana. O algodão já era.

Como cidadão não tenho qualquer tipo de paciência ou tolerância para esta hipocrisia e não aceito que chamem a isto “Política” ou dizer-se que se está a “fazer política”, ou que isto é comum “fazer-se em política”, tendo este tipo de atitudes.
Isto também não significa que este post subscreve a linha ” média “editorial do Jornal Público.

A táctica é encharcar os microfones de palavras para disfarçar o vazio das políticas.
Já dei para esse peditório no Guterrismo.
Estou farto de propaganda vazia do partido socialista quando no Governo e de mais do mesmo.
Se não sabem mais do que isto, dissolvam-se como partido político e desapareçam.
Inaugurações de betão e apertos de mão a velhinhos faziam-se no Cavaquismo ou no Salazarismo.
Quero ser enganado com mentiras novas.
PACHECO PEREIRA, ISTO É ABRUPTO 5.
No passado dia 22 de Março de 2008, um jornalista do Jornal público dedicou-se ao nobre exercício de tentar manter o emprego curvando a espinha. O método escolhido é o do costume: dar graxa ao senhor Pacheco Pereira ( e amigos).
Para isso escreveu um artigo inacreditável ( inacreditável porque completamente cretino).
Transcrevo uma parte do post para juntar ao meu arquivo pessoal de colecção de asneiras de Pachecos Pereiras (e amigos); um bom artigo de análise a este artigo de jornalismo sebento e rasca. Transcrevo, dizia, esta parte de um post feito no blog iphil.blogs.sapo.pt onde o autor desmonta as tretas do jornalismo de protecção que é feito às pseudo figurinhas da blogosfera portuguesa como é o caso do senhor Pacheco Pereira (e amigos).
Como isto já foi feito, escuso de estar a gastar latim fazendo-o eu próprio quando alguém já o fez suficientemente bem.
Entretanto e para preparar os magotes de milhares de milhões de pessoas que vem até este tugúrio infecto insiro uma imagem do blog ” We have Kaos in the garden“, mais um blog de que o senhor Pacheco e os amigos não gostam, embora retirada de Ferrão.Org
O texto que lá está e para o qual mando ligação é interessante. Chama-se Lobbies” que é uma palavra que eu associo sempre ao senhor Pacheco Pereira e ao Lobbi de ex-membros do PCTP-MRRP, dos quais muitos estão no Jornal Público, curiosamente…

A Maria João está a tentar não escrever sobre o artigo do Público (devem clicar na caixa de texto do artigo), que saiu na edição de ontem, dedicado à blogosfera nacional. Considerando que a noite não me correu como eu esperava, aqui fica a minha opinião a quente:
- O artigo começa por referir que existem cerca de 200 mil blogs em Portugal. Contudo, parece que só os “iluminados” são dignos que ter o seu blog, considerado como um blog que vale a pena ser lido…
- É triste perceber a “visão” obtusa desses “iluminados” sobre a “restante” blogosfera…por algum motivo não leio 99% dos blogs referidos no artigo…
- É bom perceber, as razões que levaram Pacheco Pereira a criar o seu próprio blog…
“E não lhe parece muito relevante saber se os portugueses criam muitos blogues por serem “pobrezinhos, solitários ou conservadores”. Pacheco Pereira sublinha que “muitos blogues são muito maus, como não podia deixar de ser, porque reflectem o mundo cá fora que também não é brilhante”, mas acredita que “o facto de haver milhares de pessoas em Portugal a ler e escrever blogues é um avanço no espaço público”.“
- É bastante divertida, a parte em que os “iluminados” discutem as habilitações dos “bloggers”…
“Rui Tavares, que se revelou no desaparecido blogue colectivo Barnabé, não tem dúvidas de que a dimensão da blogosfera é positiva, e acha que o próprio discurso sobre o atraso português deve ser escrutinado, já que tem dúvidas de que se possa falar de um “atraso cultural”. O que “talvez haja”, diz, “é um atraso académico”.“
- Só os “potenciais seleccionáveis” para colunistas é que tem espaço na blogosfera.
- Para os desatentos, os blogs não são dedicados à discussão política ou partidária.
- Pedro Mexia diz: “Entre a queda do Muro de Berlim e o 11 de Setembro, não se sabia muito bem o que eram a esquerda e a direita“. Eu pergunto…”E hoje, os partidos sabem responder a essa pergunta?”
- A Piéce de Resistance: Não tenho qualquer tipo de relação profissional com o Sapo e depois de ter pertencido a um planeta de blogs, posso de forma legítima, referir que os “iluminados” pouco ou nada sabem sobre “redes de blogs”, “publicidade” e “serviço GRATUITO de blogs”.
Em relação a este tópico em concreto, deixo-vos com o excerto do artigo:
“Pacheco Pereira recorre a analogias com o velho faroeste americano para caracterizar a blogosfera portuguesa e o modo como esta foi evoluindo. Acha que, entre os blogues com maior expressão, “existem várias tribos, e uma comunidade geral, uma “nação índia”, com regras de sociabilidade mais ou menos comuns”. Mas crê que se “passou de um ambiente “comunitário” primitivo para uma “luta de classes” agressiva, em grande parte”, argumenta, “porque a blogosfera é um campo de recrutamento dos media tradicionais e os bens são escassos na opinião”. E acrescenta que “já há tentativas de ganhar dinheiro, criando redes de blogues que se citam artificialmente uns aos outros para depois serem vendidas a algum operador que se pretenda instalar na blogosfera”. Recuperando a metáfora inicial, resume: “Continua o far west, mas já chegaram as companhias ferroviárias e os Pinkerton”. A recente transferência de muitos dos blogues mais conhecidos para a plataforma fornecida pelo Sapo, alguns deles a convite do próprio portal, parece dar-lhe razão.“
Depois destas palavras, espero que Pacheco Pereira compre o seu próprio domínio e alojamento, porque estas palavras adequam-se ao seu próprio blog…basta substituir “Sapo” por “Blogger/Google”. Claramente, existe um grave desconhecimento sobre os conceitos, acima referidos.
Pessoalmente, como referi no início deste tópico, não estou ligado profissionalmente ao Sapo, mas é com orgulho que mantenho o meu blog nesta plataforma e já estive anteriormente ligado a uma “rede de blogs”. Nos dois casos, nunca ganhei um único cêntimo, de cada uma das entidades e nunca o fiz com essa expectativa. Por isso, gostava que o senhor Pacheco Pereira, me explicasse se “notoriedade” e “reconhecimento” é equivalente a “obtenção de lucro”?
A Maria João lá em cima referenciada penso que é a responsável pela área de blogs do Sapo ( que eu não conheço pessoalmente … e caso conhecesse esta senhora demonstraria todo o seu apreço por mim oferecendo-me através do envio braçal das mesmas, caixas de fruta podre em reconhecimento disso mesmo … ) acabou afinal por escrever sobre o assunto:
Transcrevo várias partes truncadas, mas que chegam para se perceber o lixo jornalístico que por aí vai sob a forma de “jornalistas” do Jornal Público:
Embora antes, para desenfastiar, coloque aqui uma imagem de Pacheco Pereira de We have kaos in the garden (e de quem haveria de ser) ( post original AQUI ) feita à propósito de mais algumas estupidamente inacreditáveis declarações do senhor Pereira sobre o Tibete…

O artigo que foi publicado no fim-de-semana passado no Público é mais do mesmo. Se tivesse sido escrito há 2 anos atrás poderia ser exactamente igual. Não se mudava uma vírgula, e bateria certo.
O jornalista não percebeu a que é que José Pacheco Pereira* se queria referir, com “redes de blogues que se citam artificialmente uns aos outros para depois serem vendidas a algum operador que se pretenda instalar na blogosfera”.
Não percebeu a que rede se referia o autor do Abrupto. Eu percebi.
…
Respeita-se a opinião de José Pacheco Pereira no que diz respeito às redes de Blogs, que por sinal não são novidade, já não se entende que o jornalista estranhe que as pessoas decidam juntar-se, e agregar os seus Blogs, e potenciarem os seus conteúdos, e trocarem links. Não só não é novidade como, internacionalmente, são muitos os exemplos de casos de sucesso. Os blogs pertencem aos seus autores, são estes que decidem o que querem fazer deles. O próprio Público tem uma rede de Blogs. Acho lindamente.
…
Fala-se em 200.000 blogs” diz-se algures. Está errado. 200.000 Blogs existem, apenas no SAPO que ainda não é líder de mercado, faltou, lá está, pegar no telefone, e perguntar. Se no SAPO há 200.000, e o SAPO ainda não é líder, quantos haverá? Mais, bastantes mais. Eu aponto para, no total (actualizados e não actualizados) para qualquer coisa entre os 500.000 e os 600.000. Se estiver errada, será por omissão, e não por excesso.
Do que o senhor jornalista se esqueceu, foi de que a Blogosfera não é constituída, exclusivamente, pelos notáveis que escrevem também em órgãos de comunicação social tradicionais. Se calhar não se esqueceu, não sabia. Não perguntou.
…
Esta Blogosfera mais mediática (porque se perpetua e é perpetuada numa pescadinha de rabo na boca) é mesmo a menos expressiva, se formos fazer a contabilidade da Blogosfera.
E em todos os quadrantes da Blogosfera, há notáveis. Pessoas que escrevem muito bem, sobre o tema que escolheram para o seu Blog. Porque é que ter um blog sobre crianças é menos importante que ter um blog sobre política? Querem à força criar classes de Blogs, a primeira liga e a 2ª divisão. Mas estão enganados. Isto é democrático, meus senhores, e salvo algumas excepções tecnicamente mais apetrechadas, são os bons conteúdos que recebem visitas. Mais visitas.
Sobre Pacheco Pereira verificamos o inicio deste “discurso” e destas teorizações AQUI onde a mesma táctica de menorizar blogs (bloggers) já tinha sido tentado em 2006 – através de um nojento e asqueroso artigo publicado no jornal Público onde comparava bloggers a serial killers,metia fraudes nigerianas e phishing à molhada e mais uma série de disparates do mesmo estilo e pior.
Agora já estamos na “segunda fase”; em que se procuram “aliados” nos outros “blogs de referencia” para procurar fazer vingar uma certa lógica – criar porteiros especializados que digam quais é que são os bons e os maus blogs.
AQUI temos a continuação em que ele teorizou mas meteu o pé na argola e gerou anticorpos ( seguimento do primeiro post)
AQUI a parte 3 a chegar aos tempos mais recentes em que o Guru Pereira debate os motores de busca e técnicas de SEO e de como as pessoas que as utilizam são desonestas… o paradigma da honestidade está apenas em Pacheco ( e amigos); o resto é tudo desonesto…
E AQUI temos as preocupações dele com a “erosão da cultura milenar” ( tretas) e com os blogs; onde cita Andrew Keen, mas quem deveria citar era Allan Bloom e os neo cons do pensamento político norte americano.
O * refere-se ao facto de o artigo original da Maria João ter uma ligação para o blog do supra sumo do pedestal Pacheco Pereira e eu retirei essa ligação.
Fazendo parte do grupo de blogs absolutamente sem interesse nenhum tal qual catalogados pelo Pacheco considero também sem interesse nenhum, tal qual catalogados por mim, mandar para lá uma ligação.
Penso que se a pessoa minúscula chamada Pacheco Pereira se sente ofendido pela proliferação de blogs sem qualidade nenhuma, também se deveria sentir ofendido pela proliferação de ligações desses blogs para o seu; embora, curiosamente, nunca tenha protestado por isso…
Sobre redes de blogs: é uma critica à plataforma de blogs do Sapo, mas também à rede de Blogs Tubarão esquilo;
PEQUIM 2008. TIBETE. BOICOTE.
Através do Daniel Marques.Net chego a este relato na primeira pessoa directamente do Tibete.
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Devem saber o que se passa no Tibete… O que vos posso dizer eh que tudo eh muito mais violento do que mostram na televisao. Foi muito muito violento. Para os tibetanos vai ser um massacre. Nunca vamos saber quantos morreram ou morrerao. Para nos, alem de violento psicologicamente, foi mais perigoso porque acabou por se saber que fomos os dois (eu e o Miguel) as unicas testemunhas do principio de tudo (no mosteiro de Drepung, onde estavamos no dia 10 de Marco, por acaso).
Ficamos imediatamente controlados pela policia ao ponto de, a caminho para o Nepal, nos dizerem que estavamos presos no hotel. Nunca tinha sentido o que era estar “presa” nao porque tivesse feito alguma coisa mas porque nao queriam que falassemos. O nosso mail e telefone ficaram, tambem, imediatamente controlados e as nossas maquinas fotograficas bem inspeccionadas.
Vimos a maior violencia policial que podem maginar, sobre pessoas desarmadas. Nao vimos ninguem morrer, mas sabemos que muitos dos monges com quem estivemos durante todo o dia 10, morreram depois, nesse mesmo dia. Vai ser um massacre em Lassa. Tudo o que disserem nas noticias de contrario podem acreditar que eh mentira. Ha lugares no mundo onde pessoas morrem por terem opiniao. Nao se passa apenas na distancia da televisao, ou em filmes com actores conhecidos, passa-se na realidade e muito perto de nos.
Clara Faria Piçarra no Minisciente
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Um dos falsos argumentos utilizados para se dizer que não se deve boicotar os Jogos Olímpicos de Pequim consiste na afirmação de que “não se devem misturar duas coisas diferentes – a ditadura Chinesa e uma manifestação desportiva. E que isto (a insurreição no Tibete ) é tudo muito complexo.
Em 1979 e 1980 os países Ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, abriram um precedente. Misturaram duas coisas diferentes – a invasão do Afeganistão pela então USSR e os jogos Olímpicos de Moscovo.
Era, também, à época, uma situação muito complexa.
E no entanto…abriu-se um precedente…

É espantoso o que 28 anos de diferença podem fazer, alterando a percepção de coisas misturadas.
E alterando a percepção do que é complexo e do que não é complexo.
Talvez este mapa em baixo possa ajudar a perceber estas complexas mudanças de percepção. 
Este é um quadro que mostra a percentagem de empresas multinacionais oriundas de mercados ( países) emergentes e qual é o peso relativo dos países na percentagem considerados. A “unidade de medida a que corresponde o quadro é 100″. ( 46 empresas chinesas, 21 indianas, 12 brasileiras…etc…)
Estas empresas, estão presentes não só nos mercados de origem (Ásia) mas também na Europa, África e Estados Unidos. Uma delas é só a número dois a nível mundial no fabrico e venda de computadores portáteis.
É uma situação muito complexa, esta…
TRATADO EUROPEU e a camuflagem da propaganda e da caça ao voto…
Artigo do blog Watchdog de 27 de março de 2008.
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Caça ao voto, a quanto obrigas…
Para quem ainda nem há quinze dias afirmou convictamente que baixar os impostos seria uma “leviandade e irresponsabilidade”, depois ontem anunciou a medida de baixar a taxa do IVA de 21% para 20% já a partir de Julho, que em termos práticos não se sentirá na carteira do consumidor, e ainda vai mais além, deixando no ar a hipótese de em 2009 baixar novamente os impostos… Ora digam lá se Sócrates num curto espaço temporal não mudou a direcção do seu azimute, talvez querendo testar a sua popularidade junto do eleitorado com esta medida (com pouca substância, repito) e em nome da caça ao voto?

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“Somos contra o divórcio na hora. Não é compatível com o contrato do casamento, que não é propriamente um contrato que se rescinda sem mais nem menos“
Há cerca de um ano atrás, era assim que Ricardo Rodrigues, deputado do grupo parlamentar do PS, justificava a não adesão do seu partido à proposta de instituição do divórcio a pedido de um dos cônjuges apresentada pelo Bloco de Esquerda. Segundo a proposta então apresentada por este partido, ao invés do sistema actualmente vigente que faz assentar o pedido de divórcio na necessária invocação de uma ruptura de um qualquer dever conjugal, o divórcio passaria a ser possível apenas e só pelo desejo de um dos cônjuges em não mais continuar uma determinada relação.
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MSD no Devaneios Desintéricos.

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Dia 23 de Abril o tratado europeu será ratificado. Notícia Jornal Público.
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Os cidadãos não têm nada que ver com isto
A Assembleia da República vai aprovar o Tratado de Lisboa no próximo dia 23 de Abril, decidiu ontem a conferência de líderes parlamentares.
O primeiro-ministro anunciou em Dezembro que não iria propor um referendo, mas sim a ratificação no Parlamento.
Confrontado pela oposição sobre a promessa de fazer um referendo, Sócrates argumentou que o seu compromisso eleitoral era fazer a consulta ao falhado Tratado Constitucional e não ao actual Tratado de Lisboa.» (Público, 26/3)

Quietinhos. Sereis europeus, quer queiram, quer não. E sem debate nacional ou referendos, que isso é para os europeus crescidos e ricos. Para vós, duas horas de debate parlamentar com decisão tomada à partida. Assim é que é bonito. Deveis aprender a trautear o «hino da alegria» e a chorar perante a bandeira das doze estrelas em fundo azul. A nossa pátria é a Europa, e quem disser o contrário não é bom chefe de família.
Blog esquerda Republicana.
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Até ao dia 23 de Abril teremos caça ao voto e teremos encharcamento noticioso. A táctica é encharcar os microfones de palavras…
Enquanto um Tratado Europeu é ratificado de mansinho…
CAMPANHAS DE PUBLICIDADE DESPREZÍVEIS. PORNOGRAFIA PUBLICITÁRIA.
No artigo intitulado ” sistema queixa electrónica. Os antecedentes”, era escrito no fim do mesmo o abaixo transcrito:
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Nota final 3.
Fico a aguardar que a FCCN patrocine um sítio Internet que insista na necessidade de se proibir publicidade especificamente destinada à crianças e que proíba o uso de crianças na publicidade.
Já que o problema primordial parece ser a “preocupação com as crianças”, então convém preocupar mo-nos com todas as dimensões do problema e não só com algumas.
Convenientemente escolhidas a dedo.
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O Banco espírito Santo lançou ( faz isto todos os anos) por alturas de Outubro/ Novembro de 2007 uma campanha publicitária, visando incentivar as crianças a pouparem.
Este é o tipo de publicidade, ofensiva, de mau gosto, anti social, anti mercado, desprezível, manipuladora, destrutiva das relações de confiança entre os clientes e as empresas.
É uma campanha assente na mais completa mistificação e tentativa de manipular e enganar os pais, e a sociedade no seu conjunto. É algo abjecto e que está para além da mera publicidade enganosa.
O Banco Espírito Santo é um banco comercial. O comércio, pressupõe ( senão não seria comércio) a compra e venda de produtos ou serviços.
Sendo um banco, a sua actividade principal é, mesmo historicamente, a venda de dinheiro, cobrando juros por isso.
Um banco comercial empresta dinheiro a particulares ou empresas para que estas o invistam nas mais variadas coisas e cobra uma percentagem em juros por isso.
Um banco comercial também aceita depósitos em dinheiro de particulares ou empresas e remunera esses depósitos.
O que está em baixo, embora pareça isso, vai completamente para além disso.

Leia-se em cima uma parte das declarações absolutamente inacreditáveis da responsável de Marketing do banco.
Tradução concreta: banco com o braço esquerdo faz campanhas incentivando ao consumo, e com o braço direito faz campanhas incentivando à poupança.
Mesmo considerando isto legítimo, o que não é legitimo é “atacar” o tipo de consumidor que não se pode defender. A criança.
E usando os pais da criança como arma de ataque para isso.
O mais hipócrita e desonesto ali é a parte em que a responsável de marketing, afirma: ” o BES acredita na importância da poupança para a construção de uma sociedade equilibrada”.
Cinismo, falta de valores ( comerciais), hipocrisia. Ninguém outorgou ao BES a missão de educar crianças; isso pertence aos pais.
Isto dito, com a maior desfaçatez, no lançamento de uma campanha de poupança juvenil.
Mais espantoso ainda é que se diga que o acto de poupar está cada vez mais arredado dos hábitos dos adultos e da agenda dos adultos.
( Bom… para isso tem contribuído o BES e todas as outras entidades com as massivas campanhas de incentivo ao consumo, os constantes créditos ao consumo, a oferta de variados produtos de crédito para se consumir).
Para “incentivar à poupança” e para fazer chantagem emocional com a psicologia dos pais que são depois pressionados emocionalmente pelos filhos que lhes dirão que não gostam deles porque eles não lhes compram “X”, o BES oferece às crianças um livro de histórias escrito por Rosa Lobato Faria, e ilustrado através da marca Agatha Ruiz de la Prada.
(Visando estabelecer o conflito entre dar e não dar ao “filho”por parte do pai pressionado pelo filho a fazer isto para receber o livro de histórias ilustrado… )
Que, como todas as pessoas sabem é uma marca “barata”, que tem produtos baratos, e que é sinónimo de austeridade e de sobriedade ( isto é, de poupança…) na compra de roupa ou outros produtos do mesmo estilo.
Subverte-se tudo o que são conceitos de publicidade, de economia de mercado, de psicologia afectiva e familiar, mais a mais, até vindo de um banco que tem a pretensão ( é só mesmo isso:pretensão) a ser um banco conservador e austero.
O conservadorismo é arrumado de lado dando lugar à chantagem de progenitores apelando à criação artificial de disputas entre filhos e pais para através desta disputa lucrar.
Também é outra forma de enganar deliberadamente consumidores ( o mercado) com esta conversa acerca do incentivo à poupança juvenil por parte de crianças/adolescentes, porque os adultos não o fazem.
Há razões para não o fazerem e o BES lucrou com essas razões.
Também se deve salientar que o BES , tão amoroso que é quis “conhecer a perspectiva das crianças”…
O facto de essa perspectiva permitir definir perfis de consumo e comportamentos e poder agilizar e tornar mais fáceis as estratégias para melhor vender não teve nada a ver com este desejo intenso de “conhecer a perspectiva das crianças…”
A FCCN perante este caso de notória pornografia vai fazer alguma coisa?
Concerteza que não vai. Aí a “bola” é mandada para o código da publicidade e pseudo autoridades competentes que, concluirão, que tudo está de acordo com a lei.
E assim, se continua a usar a lei para subverter o sentido da lei…
Ninguém parece muito incomodado com isso.
Em termos de dados pessoais e privacidade o facto de crianças pequenas e a sua família terem perfis de consumo definidos por uma entidade privada, perfis esses obtidos através da permissão do uso destes métodos totalitários não incomoda ninguém?
Nem o óbvio totalitarismo destes métodos?
Aqui o “Estado” como recolector de informação é substituído por uma entidade privada.
Isso é tão perigoso como se fosse o Estado a fazê-lo.
SISTEMA QUEIXA ELECTRÓNICA. OS ANTECEDENTES.
Ontem entrou um artigo sobre a criação, por parte do governo português, de um sítio Internet que facilitava a queixa feita por cidadãos, de forma electrónica; cidadãos que “observassem um crime” poderiam denunciá-lo com toda a facilidade, com total “segurança” que o referido sítio Internet promoveria.
Importa pois, explicar, que esta ideia já teve antecedentes. E campos de treino…
Em 2007, por alturas de Fevereiro, salvo erro, já tinha existido um primeiro teste à passividade dos cidadãos, relativamente a esta questão e outras como esta.
Na altura criou-se um sítio Internet para promover a delação e cultivar o medo e a desconfiança.
A Fundação para a computação cientifica nacional – FCCN – um organismo estatal português decidiu, nessa altura, apoiar uma campanha.
Objectivo oficial: combater a pornografia infantil, a violência , o racismo veiculadas através da Internet.
Objectivo real: criar e desenvolver uma nova geração de denunciadores e delatores – legitimar estas acções como sendo normais e moralmente aceitáveis.
Na senda do progresso e das novas tecnologias, Portugal (tem) terá um site de Internet onde, para fins de treino e aperfeiçoamento destas competências importantíssimas para a vida do país, e para a prossecução da felicidade pessoal dos seus cidadãos, qualquer português será incentivado a delatar e a denunciar de forma consciente e inconsciente.

O sítio em questão apresenta várias características desagradáveis.
É um site onde se poderá fazer “oficialmente” denuncias de conteúdos ilegais. Passo a citar um excerto da noticia lá em cima enlaçada. “No site a ser criado, «jovens e adultos vão poder denunciar conteúdos pedófilos, de violência extrema ou xenófobos, e outros que alegadamente constituam crimes públicos…”
A democracia portuguesa (e europeia) continua o seu alegre caminho multicultural para a censura.
A FCCN prestou-se a ser a cabeça protectora que incentiva todos os denunciantes a obterem uns minutos de glória e a serem legitimizados; todos os ajustes de contas entre pessoas que não gostam umas das outras, e que sabendo que existe isto na Internet se podem denunciar; todas as pequenas irritações passarão a ter cobertura legal.
Até poderão ser feitos cursos de formação profissional com direito a entrega de diploma e tudo para formar profissionais competentes na área da delação. Uma nova industria está a nascer.
Na altura, para fazer o teste à mentalidade totalitária que está aqui camuflada, foi necessário arranjar um pretexto.
O pretexto foi a “pornografia infantil” , a “apologia do racismo” e a apologia da violência”.
Conceitos extremamente escorregadios (excepto a pornografia infantil) e onde cabe tudo e não cabe nada.
Mas é precisamente este “sentido lato” das coisas que coloca em perigo toda a gente e nenhuma gente.
Este blog, por exemplo, quando critica o governo, estará, segundo esta lógica a fazer a apologia da violência contra o governo. Este e outros blogs…
Quanto a Blogs e sítios racistas é o que menos falta há pela Internet portuguesa, estão abertos às dezenas e no entanto, pede-se às pessoas que os denunciem.
( E por “racismo” entendam-se blogs de brancos a atacarem pretos e de pretos atacarem brancos…)
Sem dúvida, porque as autoridades competentes estão demasiado ocupadas a trabalharem em comissões e reuniões de análise para repararem na existência desses mesmos sítios.
Quanto á pedofilia/pornografia infantil, a única maneira de a apanhar é através de investigações aturadas que, regra geral, não passam por ser feitas pelos participantes em actos de pedofilia que os “denunciem”…
Portanto resta achar que esta ideia foi apenas um ensaio para se criar o sítio da Queixa electrónica ontem mencionado.
Mais um pequeno golpe na liberdade e na democracia que o partido socialista promoveu conscientemente, tudo sempre, sob a capa da segurança…
Note-se, também as “entidades” que “patrocinam” o sítio em questão.

Como é necessátrio “dar credibilidade” ao sítio, chama-se entidades em que todos confiem.
Daí aparecer a APAV E O IAC, como “garantes ” da boa vontade e legitimidade das intenções por detrás deste sítio.É também “interessante” que apareça ali o Ministério da educação, aparentemente tão preocupado com a “apologia da violência” na Internet, mas tão pouco preocupado com a violência sobre professores na escolas.
São opções.
Também é interessante que apareça a Microsoft, uma empresa que é tudo, a nível informático, menos sinónimo de segurança em computadores e sítios Internet.
Quem quiser perceber porque é que a Microsoft é tudo a nível informático vai até AQUI e caso não seja intensamente estúpido percebe.
No sítio patrocinado pela FCCN também existe algures a expressão “outros”.Tradução: Outros = Todos.
Nota final 1.
Temos (tivemos em 2006) agora a instituição de um teste, para instituir os primeiros princípios( e delatores) de delação e denuncia através da Internet.
O motivo ( que arrasta todos os outros) : as crianças e a sua protecção.
Nota final 2.
Fico a aguardar que a FCCN patrocine um sítio Internet que proteja as crianças e denuncie conteúdos publicitários que visam fazer chantagem emocional sobre os pais para que estes acedam a comprar certas produtos desnecessários aos seus filhos.
Nota final 3.
Fico a aguardar que a FCCN patrocine um sítio Internet que insista na necessidade de se proibir publicidade especificamente destinada à crianças e que proíba o uso de crianças na publicidade.
Já que o problema primordial parece ser a “preocupação com as crianças”, então convém preocupar mo-nos com todas as dimensões do problema e não só com algumas.
Convenientemente escolhidas a dedo.
SISTEMA QUEIXA ELECTRÓNICA. DENUNCIAS E DELAÇÃO.

O nosso magnífico governo (e o espírito totalitário que o anima…) criou; isto é, gastou dinheiro para o nosso bem. Alvíssaras.
Criou um sistema em que o cidadão, seja ele qual for, ao que parece, poderá queixar-se electronicamente de qualquer malfeitoria que tenha visto a acontecer ou dela tenha tido conhecimento.
Parece uma boa ideia. Não é.
Quando acedi à página em questão apareceu-me o aviso mostrado em cima, segundo o qual, o certificado electrónico de segurança do sitio em questão não seria válido. Tal demonstra desde logo o trabalho bem feito. Um sítio electrónico que pretende garantir confidencialidade nas queixas feitas por cidadãos, faz com que o nosso navegador de Internet (Firefox) responda: ” é impossível verificar a identidade de queixas electrónicas. mai.gov.pt como sítio de confiança.
(O sitio, em baixo no fundo, tem a indicação que está optimizado para IE7, firefox e opera…)
Ou seja… que nos diz que o sitio em questão até pode não ser …verídico…pode ser uma página duplicada…não originária da fonte nela indicada…
Numa outra interpretação bem humorada poderemos dizer que nenhum governo é de confiança, seja qual for a sua cor política; este avisa-nos disso mesmo; só temos que prestar atenção ao aviso…
Também existem várias dimensões do problema.
Uma delas é o incitamento a delação que isto pode provocar. (Assunto já tratado AQUI numa perspectiva diferente…) O incitamento à desconfiança permanente de todos os cidadãos uns dos outros. Se todos, generalizadamente, começarem a usar isto por tudo e por nada teremos uma mentalidade de delação ainda mais instalada do que já está. E que terá tendência a alimentar-se a si própria.
Esta era a mentalidade que vigorava pré 25 de Abril de 1974.
Vou citar baptista Bastos em 2007, num artigo chamado “socialismo da delação” (mesmo correndo o risco de me chamarem comunista, coisa que não sou…nunca fui.)

Outra dimensão é o próprio sistema conceptual que está por detrás.
Supostamente,
existem forças de segurança subdivididas nos seus mais variados departamentos e meios que,
teoricamente,
deveriam fazer este trabalho de recolher informação; “vigiar e monitorizar ” a existência de crimes e preveni-los.
Verifica-se que não. Verifico que terão que ser os cidadãos a fazer o trabalho das forças de segurança denunciando os hipotéticos ou reais crimes que assolam a pátria.
Afinal, para que é que existem forças de segurança? Se são os cidadãos convidados a fazer o trabalho delas?
Numa outra linha de análise, poderão espíritos sensíveis contra argumentar que ” certas percentagens de crime até desceram” em Portugal desde há 14 anos para cá.
No entanto o governo que nos garante que as percentagens de crime desceram é o mesmo governo que incentiva à criação de mecanismos como estes…visando denunciar outras certas percentagens de crime que … não desceram?
Então algo está a falhar?
Ou os objectivos passam por um outro tipo de controlo?
Depois existe a notícia Destak, que confirma desde a abertura, o uso massificado para a “técnica da denúncia”: 140 denuncias até Março 2008, das quais apenas 48 foram consideradas como sendo crimes.
Das duas, uma.
- Ou existiu um filtro muito apertado retirando da classificação de crime, uma série de denuncias;
- ou eram apenas denuncias feitas para “lixar o próximo” ou movidas por um qualquer pânico repentino.
Fosse qual fosse a situação isto não é bom.
Entra-se no referido sitio e olhando para o menu do restaurante, existe uma lista de crimes e infracções que podem ser denunciadas.
Há aqui pérolas fantásticas.
Como sejam o “Roubo” ou o “Casamento de conveniência” ou os “danos contra a natureza”. Já nem esmiúço o resto…
Exemplo 1.
Sou roubado. Dirijo-me à esquadra de polícia mais próxima para participar. As pessoas tomam nota da queixa, dizem que não podem fazer nada e o assunto é arquivado daí a um ano ou dois.
Mas… agora… com a queixa electrónica isto será concerteza resolvido?!?!
Presencialmente, não é resolvido por queixa. Mas electronicamente, denunciado por um terceiro, será resolvido?
Exemplo 2.
O casamento de conveniência é brilhante.
O Estado português é que tem por obrigação, controlar isso. Suponho até que é por isso que existe registo civil de casamento, notários, bilhetes de identidade e verificações que se farão à posteriori….etc…
Aqui é dito aos cidadãos para irem dizer ao Estado, electronicamente, que outros cidadãos estão casados por conveniência. Por exemplo, imigrantes?
Ora porque é que eu hei-de arranjar chatices com terceiros denunciando-os por estarem a fazer uma ilegalidade que não me afecta a mim directamente?
Ah… tá bem, é porque devo ser um cidadão patriota… e cívico e ajudar o partido socialista no governo…
Isto são, aliás algumas das consequências da “incrivelmente mal feita política de imigração”. Incapaz a “esquerda moderna” de definir uma política de imigração com pés e cabeça, vem agora incentivar a que portugueses, presume-se, denunciem casamentos estranhos de estrangeiros ou de portugueses com estrangeiros…com o fim de arranjar a nacionalidade portuguesa ( europeia).
Era mais simples e mais barato alterar a política de imigração.
Mas depois… onde se iam arranjar ótarios para pagar a sumptuosidade da elite portuguesa através dos descontos que fazem e como se ia encharcar o mercado de trabalho com pessoas a quem é oferecido 400 euros de ordenado? Ou seja, como se conseguiria continuar a manter a política de deflação de salários?
Exemplo 3.
Outra engraçada, entre muitas outras, é a da poluição aparecer na lista das possíveis queixas electrónicas.
Todos os dias vemos inúmeros exemplos de poluição a ser feita. Basta olhar para os autocarros da Carris.
Deverei eu fazer queixa online da Carris? É uma dúvida que me atormenta…
E será essa queixa resolvida? Como? Proibindo-se autocarros de circular?
Continuando…
No espírito da administração aberta (coisa que a actual não é, antes pelo contrário) neste fantástico sitio de queixas electrónicas existe também uma zona (não, não é a zona do Stalker…) que nos manda para a legislação.
Isto é extremamente útil. A senhora Joaquina que vive em “Janelas Rombas de Cima” a quem alguém despeja 1 tonelada de lixo durante a noite no seu quintal ficará certamente agradecida por poder ir à Internet, ao Portal das queixas electrónicas, consultar o Código Penal…
Este é o estilo de pseudo administração aberta que este governo tenta incentivar…

Existe contudo sempre algo mais espantoso. Na imagem que se vê em cima do lado direito em cima existe “um mecanismo de camuflagem” ( esconda a sua visita) que impede que alguém perceba a nossa intenção de apresentar queixa.
Ao testar esta estrambólica página cliquei no referido subterfúgio da invisibilidade.
Fui dar ao portal do Sapo. ?!?!?!?!
Eu estava à espera de ir dar aos subterrâneos de um castelo medieval e fui dar ao portal sapo… Ok, nem sequer vou tentar perceber o estranho mecanismo retorcido que aqui está…
Mas o pior de toda esta lógica está para vir e demonstra a desonestidade destas pessoas, deste sistema, até mesmo para um leigo como eu, em informática.
Este site tem uma política de privacidade. Transcrevo uma parte, a das informações:
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“”" Que Informações recolhemos?
Recolhemos vários tipos de informação, dependendo de como usa o sistema.
Quando faz o registo da queixa, recolhemos o seu nome, morada, endereço electrónico, número de telefone e número de documento de identificação, entre outros.
Não é mantido qualquer histórico de apresentação de queixas.
Também poderemos recolher informação sobre a sua utilização do site para fins de análise com o objectivo de melhorar a sua experiência no site.
Exemplos da informação que poderemos recolher e analisar incluem o endereço do protocolo da Internet (IP), usado para ligar o seu computador à Internet; informação acerca do computador e da ligação, tal como o tipo e a versão do browser, o sistema operativo e a plataforma e a ligação para, através e desde o sistema, incluindo a data e a hora.”"”
—————-
Chamo a atenção para o que está sublinhado. e para a conversa escorregadia que aqui está.
A azul está a conversa encriptada. Podiam dizer caso fossem minimamente sérios, que inserem cookies no computador de quem visita a página em vez desta conversa de chacha. É isso que ali está a azul.
O que significa que controlam, de facto, a identidade de quem faz a denuncia.
A parte a azul claro basicamente significa que tudo o que um computador debita para um fornecedor de acesso à Internet e respectivo servidor, é verificado/gravado por estes senhores. Data e hora.
O que permite exactamente saber-se quem e onde, foi feita a denuncia. Tendo em conta que este país é um queijo cheio de buracos, saber-se-á sempre quem foi.
Agora imagine-se o seguinte e cru exemplo: denuncia-se um casamento de conveniência de uma prostituta com um membro da máfia russa ou similar.
Alguém ingénuo e mal informado denuncia isso. Arrisca-se a acabar baleado precisamente porque, entre muitas coisas, o próprio sistema electrónico de denuncias deixa rastos demasiado visíveis para que não sejam detectados.
Isto, ao mesmo tempo, que “garantem confidencialidade na apresentação da queixa.”
Não sei se isto é pura estupidez e irresponsabilidade ou apenas sacanice…
Tenho algumas dificuldades em perceber como é que se garante confidencialidade de apresentação de uma queixa estando ao mesmo tempo a gravar IP´s de computador e restante situação descrita.
Estamos pois, perante um conceito novo: a anonimidade conhecida.

