NÃO AO BLOQUEIO DO WORDPRESS NO BRASIL.
No Brasil, em 2007 a modelo/actriz, ex-esposa do jogador de futebol Ronaldo, Daniela Cicarelli, filmou-se com o namorado a fazer sexo. Depois despejou ou deixou que alguém despejasse o conteúdo no youtube.
Após isso, exigiu que as imagens fossem retiradas do You tube. Conseguiu uma ordem judicial e as imagens foram retiradas do You tube pela simples razão que o you tube deixou, durante um dia, de ser possível alguém a ele aceder.
Perante os enormes protestos da comunidade de navegantes de Internet Brasileiros, a situação foi reposta.
Agora temos de novo, ao que parece, um caso diferente.
Para impedir o acesso a um blog brasileiro sedeado na plataforma wordpress do Brasil, alvo de processo judicial, a entidade que regula o acesso à Internet, a Abranet ( brasileira) revelou que a Justiça brasileira decidiu impedir, através de uma ordem judicial, o acesso a todos os blogs registados na plataforma wordpress Brasileira. A noticia é da Info.online.
Ou seja, os brasileiros ficarem impedidos de conseguírem entrar dentro dos seus blogs (quem os faz) e quem os visita.
Estamos a falar de 1 milhão de blogs.
O mais espantoso é que a plataforma WordPress tem um responsável pelos “termos de serviço” que responde rapidamente, e pode, individualmente , negar o acesso a um único blog se tal for possível.
Esta “opção” não foi usada.
Ao que parece, os provedores de Internet, os ISP´s já estão a posicionar-se para tomar parte no referido bloqueio.
É assim que se ataca – usando a lei - para subverter a lei- a liberdade de expressão.
É assim que se subverte o conceito de democracia – usando a lei, feita em “democracia” – para fazer censura, disfarçada de cumprimento da lei.

Entretanto, os brasileiros já se começaram a organizar e já foi criado um blog de resposta ao Bloqueio ao WordPress.
Na plataforma WordPress de Portugal.
Como é óbvio sou contra bloqueios continentais.
E em vários blogues brasileiros, mas penso que não só, já existe uma reacção massiva. Insiro ligação para este; o “Terramel”,que até fez um texto em Inglês para promover o assunto, e por sua vez, ligou a outros blogs de outros brasileiros preocupados com este assunto.
Cite-se uma parte:
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Well my friend, if you’re reading this and you’re not brazilian, you’re free to call our country a Banana Republic…
And if you’re brazilian you can read about it in these sites: Molobakk, RLSNews, Corto cabelo e pinto, Guia do PC, pBlog, MeioBit and Rodrigo Flausino. If want, you can join the blog Não ao Bloqueio do WordPress and put a badge against the block on your site.
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Não vou traduzir, mas penso que a expressão “Banana Republic” do texto citado acima, me parece algo semelhante e aplicávvel, aquilo que eu penso ser Portugal.
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Já aqui em Portugal “estas técnicas” anti blogs conhecem -se bem e até estão algo mais adiantadas, devido ao nosso querido e bem amado primeiro ministro até ter processado a pessoa que fazia um blog porque não gostou do que lá era dito.
O vírus totalitário disfarçado de ordem está instalado, ou dito de outra maneira, querem instalá-lo.





Eae blz??? axo q essa parada de bloquear site ja ta valendo! Hoje meu site foi bloqueado, por infringir os Termos de Uso. Temos q mobilizar uma galera aew… pq se nao vamos todos ficarmos sem blog!
Eu sei q tava errado… mas acho sacanagem bloquear e nem mandar um aviso previo! Meu site continha downloads pagos com cracks… mas quem nao encontra um crack na internet hoje em dia! Acho q e besteira isso!
desde ja agradeço, por desabafar aki!
Ate + se possivel me mande um e-mail filipealmeida92@hotmail.com
Lokodownloads
12 12UTC Abril 12UTC 2008 em 2:41 am
É triste essa história de bloqueio, é uma palhaçada isso, torço pra que seja resolvido logo!
Rick
12 12UTC Abril 12UTC 2008 em 2:43 am
Cara, muito obrigado por ter postado e linkado meu artigo
Fico muito feliz que você gostou! A propósito, os blogs portugueses são excelentes e vocês de Portugal são mto gente boa ;D Leio sempre os blogs do PlanetGeek que são em sua maioria portugueses e converso as vezes com a galera de lá
Abraços
do Terrinha
terramel
12 12UTC Abril 12UTC 2008 em 2:46 am
Um bloqueio continental é inadmissível. Faz bem em divulgar este assunto.
cadeiradopoder
12 12UTC Abril 12UTC 2008 em 12:02 pm
Cadeira: claro.
Um país , neste caso o Brasil, que emite uma ordem judicial para bloquear 1milhãod e blogs alojados na plataforma brasileira do wordpress é algo com que não se pode concordar.
Senão ainda existe contágio e um destes dias algum totalitário de meia tigela lembra-se cá do mesmo…
Terramel/ Rick/loko downloads
Obrigado eu pelo comentário e por terem divulgado o assunto aí no Brasil
dissidentex
12 12UTC Abril 12UTC 2008 em 12:26 pm
Caro Dissidente,
Esta “coisa” faz-me lembrar a conversinha que tivemos à uns artigos atrás sobre o que se podia fazer. Como vê o pessoal do Poder já se começa a posicionar em força.
Já à tempos eu tinha escrito sobre o déficit democrático e a internet local.
Até mais.
Mário da Silva
13 13UTC Abril 13UTC 2008 em 2:53 pm
Mario: o post deficit democrático e a Internet local é meritório, mas não concordo com a ideia da Internet como solução dos problemas.
Por exemplo, como aproximação dos eleitos locais aos eleitores.
O problema está no sistema autárquico local que deveria ser todo mudado de alto a baixo, mas não é porque existem 44.500 eleitos locais em todo o país e esses 44.500 são beneficiados por isso através de ordenados, ou subsídios ou favores de toda a espécie.
Mário: o pessoal do Poder tem um problema.
Como conseguir “vender a ideia” de que isto até é uma democracia e ao mesmo tempo atacar a Internet.
O problema deles é esse. Convencer as pessoas que estas estão a ser censuradas , mas que isso é democracia.
Como é óbvio as pessoas devem recusar ser censuradas.
E foi por isso que eu salientei a reacção dos brasileiros à tentativa de lhes censurar o wordpress.
Para lá disso teria que se reduzir o número de câmaras e do numero de procedimentos burocráticos, por exemplo.
dissidentex
13 13UTC Abril 13UTC 2008 em 3:05 pm
“mas não concordo com a ideia da Internet como solução dos problemas”
Certo. Não resolve todos…
Mas que a ferramenta está lá.
Permitia-nos saber o que se passa em tempo útil (e não passados cinco meses como é aqui na Moita já depois das negociatas irremediávelmente feitas).
Aproximava os cidadãos das decisões (que horários até às 17:30 para consultar processos quando a maioria da população trabalha em Lisboa e só chega às 20:00 a casa é piada).
Permitia uma mais séria Democracia.
Quanto à Democracia… nós aqui temos um presidente de Câmara que desliga o gravador nas reuniões privadas, não responde quando não quer, sai da sala em reuniões públicas se a conversa não lhe cheira.
Quanto à Censura… basta lêr este artigo e percebe-se tudo. Já só em cache porquê a celeuma foi tanta que o Podre Local foi obrigado a recuar.
Mário
14 14UTC Abril 14UTC 2008 em 8:07 am
“Para lá disso teria que se reduzir o número de câmaras e do numero de procedimentos burocráticos, por exemplo.”
Bastava que se cumprisse MESMO os procedimentos e a Lei e tudo funcionava sobre rodas.
Bastava que se implementassem sistemas de gestão de informação a sério e tudo funcionava sem esquemas.
Veja-se o que foi feito na DGCI, com um gestor sério, e como as cobranças começaram a funcionar bem.
Veja-se o que está a ser feito na mesma DGCI, assim que o gestor saiu e entrou um “camarada”, e como tudo está a descambar novamente.
A burocracia não é aquilo que nós temos, infelizmente.
E penso que reduzir o número de orgãos autárquicos é uma falsa questão. Não é no número que está o desperdício nem a corrupção.
Mário
14 14UTC Abril 14UTC 2008 em 8:11 am
Maário:
“…Veja-se o que foi feito na DGCI, com um gestor sério, e como as cobranças começaram a funcionar bem.
Veja-se o que está a ser feito na mesma DGCI, assim que o gestor saiu e entrou um “camarada”, e como tudo está a descambar novamente.”"
Não concordo nada com isto.
Desculpa lá.
O senhor que saiu foi bem posto fora(nem devia ter entrado) e beneficiou do trabalho que tinha sido feito antes dele.
Já vi tabelas de cobrança de impostos por anos comparando os anos dele com os de outros directores e os resultados dele são ridículos.
Há uma “série de truques” para criar a ilusão que se cobrou mais impostos na altura do sr MAcedo ,mas são isso mesmo truques.
Quanto a implementação de sistema etc melhores, acho que és um optimista incorrível…
Quanto À redução do número de câmaras também não concordo. (demorava muito tempo a explicar porquê é é muito complexo…)
Mas existem localidades – para aí umas 70/80 que de maneira alguma deveriam ser câmaras municipais.
A própria estruturação autárquica (isto é a existência dela) leva à corrupção, porque as autarquias para ganharem eleições tomam decisões e gastam dinheiro da maniera mais louca e irresponsável que há.
Começam a construir “Infraestruturas” sem terem público para as mesmas nem cuidarem de saber se existe dinheiro para as manter e quando passam alguns anos chega-se à conclusão que não há dinheiro e aí começam a pedir ao Estado Central mais dinheiro para sustentar coisas que de inicio nunca deveriam ter sido construidas.
O resultado é o sistema que temos que está a rebentar precisamente por causa disto.
Conheço um determinado local no centro do país em que separados por um raio de 20 KM existem 3 piscinas municipais para servirem numa das localidades
2.000 pessoas
noutra
4.100 pessoas
noutra
30.000 pessoas
As duas mais pequenas construiram porque a grande também tinha.
Quem paga?
O orçamento de estado que sustenta uma estrutura cara e desnecessária.
dissidentex
14 14UTC Abril 14UTC 2008 em 10:36 am
“Mas existem localidades – para aí umas 70/80 que de maneira alguma deveriam ser câmaras municipais.”
Concordo. Mas há outras que se calhar até deviam ser criadas.
“A própria estruturação autárquica (isto é a existência dela) leva à corrupção, porque as autarquias para ganharem eleições tomam decisões e gastam dinheiro da maneira mais louca e irresponsável que há.”
Este é o tipo de justificação pior para acabar com os municipios, a meu vêr.
Foi usado algo semelhante para acabar com o Crédito Bonificado para os Jovens.
Não se penaliza o criminoso mas sim todos por igual.
“Conheço um determinado local no centro do país em que separados por um raio de 20 KM existem 3 piscinas municipais (…) As duas mais pequenas construiram porque a grande também tinha.”
Isto é um excelente exemplo de como o municipalismo não devia funcionar
Porque se criaram empresas multimunicipais em algumas áreas? Para além de mais uns tachos pouco controláveis, foi essencialmente por razões de boa gestão de recursos.
As Agências de Energia são um excelente exemplo. Financiadas parcialmente pela UE requeriam, em Portugal, que os habitantes e área a servir tivessem um certo número.
Por isso temos uma AE para o Barreiro-Moita já que o Barreiro sozinho não tinha gente que chegasse para fazer uma sozinho. O mesmo em relação à ETAR.
O que é preciso é mais regulação e não menos Câmaras Municipais.
“Quanto a implementação de sistema etc melhores, acho que és um optimista incorrigível… ”
Pois sou, eheh!
Mas é só quererem mesmo. Já tive essa discussão[1][2] com um “especialista” do PCP local e demonstrei-lhe, com simplicidade e exemplos até nacionais, que se podia ter feito muito mais e muito melhor com o dinheiro do Estado no caso da negociata da Península Digital.
O que me aborrece no discurso do PCP[3] (e dos Verdes[4]) é o “discurso” e a realidade praticada onde têm realmente o poder de mudar; seja em relação ao uso do Software Livre seja em relação à moralidade dos processos e das “amizades”[5][6].
Até mais logo se possível, que isto hoje está complicado.
Sei que não se faz mas deixei um monte de artigos ligados. É que realmente eu já me cansei de falar há algum tempo atrás, e cá pelo burgo os “falantes” então são vários… E o copy-paste não faz muito o meu estilo. A copiar seria tanta coisa que ainda me tornava mais aborrecido. Assim quem tiver a pachorra vai lá lêr, quem não tiver não vai. E desculpe qualquer coisinha
[1] Quando a vaidade cega…
[2] Já chega de bater no ceguinho
[3] Sobre a promiscuidade…
[4] Tenham vergonha na cara! e Por causa de um artigo
[5] O Plano da Moita e Frei Tomáz volta a atacar
[6] A Sul
Mário
14 14UTC Abril 14UTC 2008 em 4:33 pm
Para voltar ao tema do seu artigo, olhe que pela EU a coisa não é assim tão diferente e os ISPs já são obrigados a guardar os dados dos acessos dos cidadãos.
Daí a “envelopes 9″ ou acessos via SIS para controlar quem é quem nem é muito difícil.
Mesmo estando por detrás o proxy do ISP isso dá alguma protecção mas o ISP guarda os acessos através da cache do proxy.
Fundamental para combater o terrorismo, o tráfico de drogas e seres humanos, a pedófilia, etc… mas também serve para outros fins pode ter a certeza.
Mas esses pelos quais se faz a Lei sabem bem usar as contra-medidas que abundam para quem as sabe e quer usar. Não interessa muito bem porquê nem como, mas eu sei bem a dificuldade que a Judiciária tem para apanhar certas pessoas do crime verdadeiramente organizado.
Isto no Brasil é a demonstração cabal da democracia (com dêzinho) que se vive verdadeiramente pelo mundo fora. A Democracia, essa coitada, é só para os discursos bonitos em tempo de eleições e para justificar as invasões cómodas na exploração dos recursos alheios.
Agora é que me vou mesmo
Mário
14 14UTC Abril 14UTC 2008 em 5:02 pm
Mário: O guardar dados de Ip´s não é nem nunca foi fundamental para combater o terrorismo.
O dinheiro e a informação – isto no caso dos terroristas islâmicos passa por outro lado, isto é, nem sequer passa pela Internet.
O trafico de drogas não é combatido de forma eficaz porque interessa não ser combatido de forma eficaz.
A pedofilia está quase no mesmo patamar por causa de existirem presumíveis clientes “com poder e dinheiro”.
A história dos ISp´s europeus é uma guerra que ainda vai dar que falar e que tem apenas e só a ver com os interesses americanos relativamente aos direitos de autor, ás patentes e copyrights e coisas do mesmo estilo e que os infiltrados amigos dos americanos subvertem e defendem dentro da Europa as ideias dos Norte americanos.
Nada mais.
dissidentex
14 14UTC Abril 14UTC 2008 em 8:50 pm
Tem-se apanhado muita coisa a partir da internet para além de “piratas” (termo particularmente infeliz).
O controle de comentários do WordPress anda parvo ;(
Mário
15 15UTC Abril 15UTC 2008 em 1:43 pm