LUÍS FILIPE MENESES E ELVIS PRESLEY
Elvis Presley era um cantor. Elvis Presley abandonou o edifício. Elvis presley apesar de ter abandonado o edifício está algures, vivo ou morto, consoante as opiniões que se queiram ter. Elvis morreu no dia 18 de Abril de 2008. Declarou à imprensa que estava morto e que daí a um (mais ou menos) mês, no dia 24 de Maio de 2008, seria feito simultaneamente o seu funeral e a nomeação do seu sucessor, Tony Carreira.
Elvis Presley cantava muito, cantava muito alto, cantava desalmadamente, sobre o Estado e as reformas, sobre as privatizações, sobre Portugal. Também cantava de forma desafinada, dizendo “Love me Tender, Love me do “, o que quer dizer, como toda a gente sabe, que em 6 meses privatizava o Estado e a atmosfera por cima do Estado.
Elvis Presley é uma grande cantor que sabe de filosofia. Desenvolveu a
técnica do Mito do eterno retorno. Ele faz-nos perceber que o tempo Elvis é um tempo religioso e não religioso de cariz não linear. Na sua canção “Heartbreak Hotel”, que como toda a gente sabe quer dizer ( tradução minha) ” Por meio de mitos e rituais eu acederei ao tempo sagrado da liderança, no dia 24 de Maio e protegerei a humanidade religiosa; do PSD do terror da história Socrático”.
É um bonito poema. Simples. Singelo. Humilde.
Quase que consigo ouvir esta música mitológica ao escrever estas palavras. O tempo repetir-se-á precisamente por que Elvis divide o tempo em sagrado e profano. Agora estamos no tempo profano, no dia 24 estaremos no tempo não linear sagrado, como um ciclo re-actualizável.
Como Elvis ainda não saiu do edifício, já tendo saído do edifício e o edifício é profano, estamos na parte em que Elvis ensaia a sua tentativa de aproximação ao tempo religioso, a ocorrer, não em Las Vegas, mas no congresso do PSD.
Elvis está agora a resguardar-se, prevendo quantos dos seus fans estarão com ele, no dia da ressurreição. Porque Elvis abandonou o edifício. Elvis está morto, mas não morreu.
No palco é um bom cantor de música pimba, mas o palco não serve para governar um estábulo, quanto mais um Estado.



Não percebo o que preferes?
O Sócrates que ainda consegue fazer políticas mais de Direita do que o CDS/PP algumas vez teve a ousadia de propor?
O PCP do Jerónimo, que não vê corrupção em Angola?
O BE do José Sá Fernandes (que viabilizou o PS) ou do Rosas (que vive tão ligado ao “bochechas”) ou da Ana Drago (nem vale a pena dizer o que penso dela)?
Diz-me lá, não derrubando esta fascinocracia, quem é que tu achas que deve lá estar?
Este sacana do Sócrates conseguiu a maravilha de libertar a Direita Direita do complexo de fazer políticas de Direita. Libertou-os da timidez e do medo de serem chamados de fascistas.
A mim, estas merdas custam muito a engolir e a espinha está-me soldada.
Mário da Silva
18 18UTC Abril 18UTC 2008 em 12:38
O “piscar de olhos” está errado. Era mesmo só um fechar de parêntesis mas devo ter clicado no ponto-e-vírgula antes
Mário da Silva
18 18UTC Abril 18UTC 2008 em 12:43
Mário: o erro é pensar-se que se deve preferir alguma coisa.
Numa coisa que soube recentemente, existe um produto que causa prisão de ventre.
O mesmo produto, se o tomarmos que causa prisão de ventre , também tem propriedades e é vendido como “laxante”.
Ou seja o mesmo produto que causa uma doença, é uma contra agente, um antídoto da sua própria doença.
O que leva a pergunta:
Para que é que é originariamente feito um produto assim.
Com Meneses e os resto da maralha a questão é exactamente a mesma.
Não prefiro nenhum destas pessoas ou partidos políticos pela simples razão que nenhum vale a pena ou tem qualquer lógica ser apoiado.
Está-nos a ser vendida uma ilusão de que nós estamos a ter escolhas diferentes para podermos escolher e tal não é verdade.
É por aí que se deve começar a pensar.
Repara no paradoxo do teu comentário acerca do Sócrates. Ele conseguiu libertar a direita, dizes tu.
Pois.
Ele é de direita. Como não conseguir libertar a área política da qual ele faz parte?
O truque que a direita – uma certa direita política conseguiu criar- foi o de infiltrar quer no PS ,quer no PSD , e no caso do PS, subverter completamente por dentro aquele partido.
Ao ponto em que ACTUALMENTE a maior parte da população nem sequer consegue distinguir ou perceber o que´é que é esquerda e direita.Ou ter uma ideia clara do que é desenvolvimento, por exemplo.
Chama-se o fenómeno: ” Muitas luzes tornam indistinto o que se vê ou deveria ver”
Quanto à ligação que meteste, exactamente. Concordo contigo que estas coisas põem-te doido e custam a engolir.
A mim também.
Mas não tenhas dúvidas que uma actuação política visando à força derrubar esta coisa estaria condenada ao fracasso.
Em primeiro lugar porque já ocorreu uma coisa parecida há 34 anos com os péssimos resultados que deu.
Todos os anti democratas se colaram à “revolução” e sistematicamente e progressivamente a subverteram em nome da “modernidade”.
Agora o que é necessário fazer é ter disciplina na resistência a este estado de coisas e fazer sempre uma guerra de atrito porque o regime irá mudar quer queira quer não queira.
E quanto ao J.Coelho: não tenhas ilusões que quando o PSD esteve no poder ainda foi pior.O tipo de esquemas semelhante a esse ainda foi pior. Basta ver quando a senhora que se fala para candidata a líder do PSD, a sra Ferreira Leite vendeu dividas fiscais ao Citibank.
Só isso…
O principal problema neste momento é fazer com que o máximo número de pessoas compreendam isto e não o aceitem e comecem afazer pressão sobre a classe política, sobre as empresas, sobre os lobbies, sobre a comunicação social.
Mário: a situação de que estamos a falar já aconteceu historicamente.
Isto não é novo.
dissidentex
18 18UTC Abril 18UTC 2008 em 12:57
Quem? O Sócrates é uma criação da Direita? O gajo é um oportunista desde o principio dos tempos. E trafulha.
Os partidos não estão minados por dentro pelos seus contrários… estão é infiltrados todos por uma grande cambada de oportunistas que só pensam mas é no seu futuro pessoal. Quais anti-democratas! Eles são é oportunistas e mentirosos.
Olha o Jorginho… passou de porteiro a administrador de SGPS, passando, claro, pela necessária “Escola de Macau”. E até é o que «diz que é um dado adquirido que “um político é um mentiroso”».
Vês! Aqui também tenho de lêr com as minhas lentes filtrantes, eheh
Mário da Silva
21 21UTC Abril 21UTC 2008 em 16:13
Mário: aparte os oportunistas, os partidos especialmente o PS estão minados de gente que não é nem sequer desses mesmos partidos nem democrata.
O Jorge Coelho , apesar de ser uma personagem não agradável, tem alguma formação: não está ao mesmo nível de muitos dos políticos que po aí andam, olha por exemplo é de longe , superior ao senhor José Sócrates em preparação.
O problema são outras coisas.
Não simplifiques dizendo que as pessoas são só oportunistas e mentirosas mesmo que isso até se verifique.
Existe um problema mais grave que é o facto de muita gente não acreditar de facto na democracia como sistema ou não ter sequer sensibilidade para entender democracia e grande parte dessa gente estar dentro de partidos políticos.
Já existiram pessoas a ser ministros que deram entrevistas a dizer que aceitariam ser ministros quer fossem convidados pelo PS ou pelo PSD.
Isto, quem diz isto é uma pessoa que não é democrata e que seguindo esta mesma lógica , também aceitaria ser ministro em ditadura se fosse convidada.
É neste ponto que eu fiz o anterior comentário.
Tu está irritado (e correctamente) com o Coelho na Mota Engil , mas não deves ficar só pela ideia de que isto é um problema de oportunistas e mentirosos.
Há algo mais.
Além disso peço desculpa , mas o blog que citas com as pessoas -algumas que lá estão – para mim não é um blog credível.
Algumas das pessoas que lá estão não tem qualquer autoridade ética ou moral para falarem de Coelho ou do que seja.
dissidentex
21 21UTC Abril 21UTC 2008 em 16:31