GLOBALIZAÇÃO E CENÁRIOS PARA PORTUGAL.
♦ Hoje é dia 23 de Abril de 2008. Vai ser ratificada a constituição europeia que não se chama constituição e que vai alterar, para sempre, a natureza de ser dos Estados europeus.
No dia 29 de Maio de 2006, aconteceu uma edição do programa de suposto debate “Prós e Contras”. Aparentemente discutiu-se os caminhos que Portugal iria, eventualmente seguir, no futuro.
Várias dimensões e questões se colocaram. Ou o país fica fechado sobre si mesmo, ou fica aberto e integrado dentro de uma região como a Europa. Ou fica integrado na Europa, mas com algum proteccionismo interno ou não, etc.
Ou Portugal deverá poder ou não poder escolher diferentes (ter capacidade de escolha) estatutos estratégicos, ou conseguirá escolher diferentes estatutos estratégicos. Ou a “elite” portuguesa quererá escolher estatutos estratégicos. Ou terá interesse nisso.
Blog Macroscópio, 30 de Maio de 2006 - uma análise a esta questão. 4 cenários apresentados relativamente à qual é a posição relativa e absoluta de portugal no que toca á Globalização e questões conexas.
Os 4 modelos provém da tese de doutoramento do autor do blog. São hipóteses teóricas de cariz técnico baseadas no planeamento por cenários. É indicada a fonte (o post) e é indicada a obra original, na transcrição. Em baixo, transcrição do 4 cenários teóricos:
QUATRO CENÁRIOS DE PORTUGAL EM CONTEXTO DE GLOBALISMO PORTUGAL GLOBALIZANTE.
Cenário 1
FUNÇÃO EUROPEIA GLOBALIZANTE E UM PORTUGAL PRÓSPERO (AUTÓNOMO)
Isto corresponde a um cenário idílico que só tem lugar em sonho
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Cenário 2
PORTUGAL GLOBALIZADO DENTRO DUMA FUNÇÃO EUROPEIA COM UMA FUNÇÃO DELEGADA (subordinação do País e da Europa ao mundo)
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Cenário 3
PORTUGAL GLOBALIZADO E FORTEMENTE DEPENDENTE. RESULTADO: INTEGRAÇÃO NA PENÍNSULA IBÉRICA SOB COMANDO POLÍTICO DO REINO DE ESPANHA (COM GRANDE DUALIZAÇÃO SOCIAL)
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Cenário 4
PORTUGAL GLOBALIZADO DE TIPO REGRESSIVO, ISOLADO E AUTO-DESTRUTIVO E INVIÁVEL COMO PROJECTO NACIONAL. É O BLOQUEAMENTO INTERNO E PERDA DE IDENTIDADE. CONSEQUÊNCIA: DISSSOLUÇÃO DE PORTUGAL E SUA INTEGRAÇÃO EM ESPANHA COMENTÁRIO DAQUELES 4 CENÁRIOS QUE SE COLOCAM A PORTUGAL:
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O 1º cenário corresponde ao estatuto de Portugal globalizante e representa uma posição estratégica (de tipo-ideal), mas não corresponde à sua realidade económica e social nem coincide com a sua dimensão política. A verificar-se este estatuto significaria que Portugal disporia das condições gerais de viabilidade e sustentabilidade dos seus próprios projectos de modernização e desenvolvimento, independentemente da posição estratégica da União Europeia.
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O 2º cenário estratégico de Portugal é mais realista com as condições de viabilidade e sustentabilidade do país: o cenário de Portugal globalizado. Pondo de lado a função europeia de Portugal, cometendo à cultura lusíada um papel verdadeiramente grandioso que a nação não pode assumir, o país teria uma função europeia “delegada” onde se procurariam fazer uma de duas coisas, ou ambas: continuar a afirmar a posição da UE no mundo e, para compensar a dependência de Portugal neste cenário estratégico, estabelecer redes de associação em ordem a reunir os recursos e as vontades necessárias para o desenvolvimento das estratégias do país.Este caminho passaria, naturalmente,pela intensificação dos laços de cooperação com os PALOPs. Coisa que hoje não existe ou só está materializada em aspectos empresário pontuais, sem expressão permanente ou estrutural na relação Portugaç-África – que deveria ser um dos pilares da sua política externa.
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O 3º cenário inscreve Portugal numa situação de grande dependência face à envolvente, designada de globalização competitiva. Esta configuração toma como ponto de partida o verdadeiro estatuto estratégico de Portugal presentemente. Correspondente a um papel limitado ao espaço europeu, mas sem qualquer protagonismo ou vocação globalizante (excepto na língua, embora até aí o papel maior cabe – ironicamente – à “ex-colónia” – o Brasil) e fortemente dependente do sucesso (pleno) da sua integração europeia e dos Quadros Comunitários de Apoio (QCA) na sociedade nacional sem os quais não se efectivaria a modernização desejada.
- Vistas assim as relações entre a política e a geografia, entre Portugal e o mundo – como se do Espírito das Leis de Montesquieu se tratasse, a localização periférica de Portugal no contexto europeu significa que o país perdeu capacidade de iniciativa (por falta de recursos, dimensão política e escala económica) e depende profundamente dos projectos (e dos recursos) de modernização europeia para viabilizar as suas próprias condições de modernização e desenvolvimento.Logo, se a Europa não cresce Portugal fica bloqueado – como, de resto, se encontra há quase meia dúzia de anos.
- Se, porventura, a Europa se fechasse ao mundo (neste 3º cenário de Portugal fortemente dependente e vulnerável) e aparecesse como uma configuração fragmentada, aí o cenário ainda seria pior para Portugal. Emergia um país a duas velocidades, dual do ponto de vista social e repleto de clivagens entre as classes muitos ricas e as classes muito pobres (pelo efeito de ausência da classe média).
- Naturalmente, o que é válido para Portugal em termos de cenarização das condições de modernização e desenvolvimento por efeito do contexto de globalização competitiva, também se aplica às outras sociedades europeias, embora estes desafios se coloquem com maior acuidade a Portugal por causa das suas condições geográficas, de recursos e de pobreza e de atraso estrutural crónico relativamente aos demais países da Europa com quem hoje nos queremos (estatísticamente) comparar. O mesmo é dizer que a sua periferização dificulta a sua consequente integração nas redes europeias de que dependem os níveis de modernização (continuados) indispensáveis ao progresso das sociedades. Talvez por isto, meia dose de ironia, o TGV custe tanto a levantar vôo ou a OTA ainda não tenha entrado nos carris. Razão tem Belmiro de Azevedo quando diz que não se preocupa com estes dois abcessos porque tem confiança que os portrugueses já se tenham esquecido deles. Os tugas agora querem é bola, e com a ajuda de Marcelo no fute-comentário ainda melhor.
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O 4º cenário - é o mais pessimista para a economia e sociedade nacionais. Ou seja, configura um estatuto estratégico em que Portugal apareceria (ou aparece) numa situação altamente globalizada e regressiva. Naturalmente, este cenário configura a pior situação possível para o país. Significaria que a comunidade nacional, agora numa posição de fatalismo e descrença, encontado aos 3Fs – (Fado, Futebol e Fátima) não conseguiria apenas acompanhar os níveis mínimos de modernização soprados pelos ventos da Europa, como também a identidade política, teria perdido toda a capacidade de iniciativa política ficando, neste caso, absolutamente dependente dos inputs vindos do exterior.
- Chamaria a este cenário – o cenário Mr. Maggo, ou seja, o cenário Medina Carreira que, aliás, como disse, é o único advogado a fazer as contas ao país e cuja apreciação estrutural – em termos de diagnóstico – me parece sábia e realista. Portanto, não creio, como referi, que Mr. Magoo – e até é afectuosamente que assim o designamos, esteja a levantar labaredas para que Sócrates lhe dê um tacho. E quem diz um tacho diz uma panela ou a presidência duma qualquer Comissão de Avaliação daquilo que todos nós já sabemos: o Estado está gordo e banhudo, cheio de adiposidades, não consegue correr.
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- Perante esta situação regressiva, Portugal não teria qualquer contributo a dar à Europa, mesmo que esta se abrisse ao mundo e aí mantivesse uma posição relevante. O país seria automaticamente “engolido” pelas redes ibéricas tornando-se uma mera província da Península. E no caso ainda mais problemático de a Europa se fechar e fragmentar ao mundo, mantendo um estatuto de Europa-fortaleza, Portugal ficaria totalmente bloqueado restando-lhe a autodestruição da sua própria identidade nacional.
- Conclusão: temos de reinventar Portugal.
Notas: esta cenarização foi extraída da n/ tese de doutor/ denominada – Globalização – a crise do Estado soberano?, Lisboa, ISCSP, 2004, págs. 547-554
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Por falar em “Portugal ser engolido pelas “redes Ibéricas”. Observe-se um mapa de 2000, apesar da diferença de 8 anos; onde já se pode perceber muita coisa.
É um “mapa de fluxo” de telecomunicações na Europa medido no ano de 2000. Como a progressão da aquisição de equipamentos e o aumento do número dos consumidores será mais ou menos estável entre os vários países e, apesar do esforço português, de tentar apanhar os mais desenvolvidos, reduzindo a diferença, penso que se demonstra que a diferença, já naquela altura, demonstrava muita coisa.
O autor do texto e da tese de doutoramento pensa que Portugal está no 3º cenário. A conclusão é minha.
Creio que está no quarto cenário, com os governantes portugueses e a “elite” a venderem (tentarem vender) a ideia aos portugueses que Portugal está no primeiro cenário, ou na pior das hipóteses, no segundo cenário. Notícia Expresso de 19-04-2008 – onde podemos ver uma declaração exemplificativa de cariz estúpido-político de que Portugal está no primeiro cenário, mostrada uma parte, em baixo.
Creio que está no quarto cenário aqui descrito, mas só em alguns
aspectos, noutros não. Nesses outros aspectos estará ainda em pior situação e com outro tipo de nuances e problemas para resolver. (Nota: o facto de eu achar que está no 4º cenário nada tem directamente que ver com o post do Blog Macroscópio ou deve ser entendido como crítica ao mesmo e ao autor.)
Veja-se, outra vez, por exemplo, neste simples mapa acima mostrado, o tamanho das redes de fluxo comunicacional, da Suécia, da Bélgica, da Holanda, da Finlândia, da Dinamarca.
Só para dar um pequeno exemplo. Países, sensivelmente em termos de população, da mesma dimensão (excepção à Holanda) ou menor dimensão.
No ano 2000 vê-se, claramente, que estão extraordinariamente adiantados nesta área.
Não é “normal” que estejam tão adiantados. Já nesta altura!
Isto é por acaso?





E lá cederam mais uma parcela da nossa Soberania sem o levar a votos!
E quem disse que a Europa era uma “inevitabilidade”?
Clavis Prophetarum
23 23UTC Abril 23UTC 2008 em 7:54 pm
se fizessem um referendo para optar entre a “União Europeia” regida pelos senhores altos e loiros do norte e uma “União Lusófona” arriscavam-se – esta nossa politicada – a ter uma valente surpresa…
Clavis Prophetarum
23 23UTC Abril 23UTC 2008 em 7:56 pm
Clavis: pois.
Vamos a ver quanto tempo se aguenta esta construção, especialmente no caso português, e a partir da altura em que os fundos estruturais deixarem de aparecer.
Quanto a uma união lusófona tenho dúvidas embora não tenha dúvidas que caso se perguntasse às pessoas se elas gostariam mais de uma união lusófona em comparação com a UE, penso que se inclinariam mais para apoiar uma união lusófona.
dissidentex
23 23UTC Abril 23UTC 2008 em 8:26 pm
Eu não. Pardon my french mas acho que os países lusófonos «herdaram» de Portugal o que Portugal tem de pior: a resignação resingona, a inferioridade invejosa, a inércia, a pequenez das ideias. Isso multiplicado por uma data de milhões de lusofalantes parece-me depressivo demais. Se vamos a isso, eu sou pela união ibérica, sempre nos acrescenta um bocadito de alegria e alguma grandiosidade.
Catarina
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 11:25 am
Catarina: eu penso que em parte é verdade, herdaram o que de pior nós temos.
E penso que precisamente por causa dessas características será talvez difícil alguma vez existir uma união de qualquer coisa, mas enfim vamos a ver, até porque as coisas dão muitas voltas.
Quanto à uma união Ibérica, tenho dúvidas que a Espanha queira uma união política com Portugal, ou que seja sequer do nosso interesse.
A questão deve ser enquadrada com os 4 cenários lá em cima.
Penso que, infelizmente, está o país a ser “trabalhado” para um 5º cenário, ainda mais regressivo e em pior aspecto do que o 4º cenário ali em cima idealizado.
Aquilo não são meras hipóteses académicas de trabalho numa tese de doutoramento.
São a descrição de coisas sérias e que começamos todos os dias a ver acontecer.
Tendo em conta a estrutura, o tamanho, o mapa social e económico deste país, ou há mudanças ou corremos mesmo o sério risco de nos tornarmos uma espécie de balkans pobres , corruptos e totalmente sem lei, que depois tenhámos sonhos com uma união lusófona ou com uma Ibéria.
Quer num caso quer noutro existem problemas, e no caso de uma Ibéria ainda mais.
Além disso a “elite” e mentirosos e parasitas que controla este país apenas o quer destruir e sugar enquanto pode e acha que o pode fazer eternamente.
As coisas estão agora, a começar a partir-se, porque esta crise e séria e veio para ficar.
Perante a estranha apatia das pessoas que continuam a ser extremamente prejudicados e nada mas nada fazem em termos de manifestações de desagrado e de oposição ao estado das coisas.
Isto já vai para lá do simples facto de estar o partido de medíocres e arrotadores de liberdade à frente do governo.
Todo o regime é absolutamente péssimo e necessita de ser mudado para uma forma democrática de regime e não para esta badalhoqueira.
dissidentex
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 11:42 am
Aquilo era eu a pensar por escrito. Claro que qualquer coisa que se fizesse só resultaria depoiis de termos exportado para… sei lá, para Plutão? Será suficientemente longe? a camarilha de filhos-de-senhoras-de-mau-porte que tem exercido o poder nos últimos … 200 anos? Mais? Era apenas um sonho.
Eu limito-me a ir pensando,sobretudo no campo em que me movo que é o da educação. Mas continuo a lê-lo com muito interesse e a deixar-lhe, now and then, o meu comentário.
A dura realidade é que eu também não sei que caminho tomar – se eu soubesse, era eu a autora do blogue, e o caro dissidente-X estaria a pedir-me emprego!
Catarina
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 11:53 am
Catarina: atenção que eu não sou um guru que tudo sabe.
Tenho falhas e defeitos como toda a gente.
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E quanto a questão da educação o principal problema é justamente e agora esse.
Num cenário regressivo, deixa de ser considerado como “necessário” a existência de “educação”.
A própria integração na Europa com este passo no sentido do tratado leva – a longo prazo – a isso mesmo.
Daqui por uns anos “alguém” chega á conclusão que não há “viabilidade económica” para que certos países tenham por exemplo, ensino superior.
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Quanto a este site: isto não é um sitio profissional. Nem estou a fazer favores a ninguém quer quanto faço criticas ,quer quanto faço elogios.
Apenas decorrem os posts das minhas observações de uma série de coisas e de pesquisa e de acesso a dados públicos e interpretações sobre os mesmos, divulgando isso mesmo ás poucas pessoas que fazem o amável favor de aqui virem.
E isto é sujeito a critica. Por vezes também me engano ou escrevo algo com uma intenção em mente e sai escrito outra coisa.
Agora não nego que nos últimos dois anos o que comecei a saber acerca de certos assuntos me está a por em pé de guerra com umas certas situações.
As pessoas que aqui vem ou percebem as coisas e as divulgam e reagem ou então deixem-se estar.
Eu sei que caminho tomar e o caminho a tomar passa pela contestação sistemática quer a nível individual, quer colectivo a uma série de coisas.
As pessoas infelizmente deixam-se vencer pela inércia.
Nunca o poder esteve tão frágil, e nunca as pessoas estiveram tão apáticas perante um poder tão frágil.
Essa é a única parte que eu não compreendo.
Por poder não se entenda só o PS.
dissidentex
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 12:33 pm
Também estou a sentir “nos ossos” que o cenário que se prepara é ainda pior do que o actual, que já é muito mau. Tenho o mesmo receio em relação à educação.
Vejo a emigração cada vez mais intensa dos jovens, sobretudo dos qualificados, por falta de oportunidades aqui. Vejo a mediocridade, a falta de qualidade e de vergonha de toda a elite, no poder e seus arredores.
Vejo a falta de perspectivas das pessoas em geral, que estão cada vez mais entregues à necessidade de sobreviver, não de viver com vontade e gosto. Sobretudo, as “ambições”anunciadas do país são de uma mediocridade confrangedora.
Como se pode dar uma volta nisto?
Protesto todos os dias, mas é pouco. Será preciso substituir o conformismo por um sentimento mais construtivo.
A
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 2:46 pm
A: a saída dos jovens é , do ponto de vista das elites de corruptos que aqui temos, uma benesse extraordinária.
Repare: estas canalhas querem expulsar as pessoas jovens, que serão , em princípio as pessoas mais dinâmicas e que exigem mudança.
Como não se quer mudança de espécie alguma nada melhor do que expulsar , parecendo não o estar a fazer, estas pessoas.
Pode-se dar uma volta a isto protestando todos os dias.
Não indo votar.
Hostilizando políticos e o poder.
Criticando tudo o que há a criticar.
Não acredito nas parte do sentimento mais construtivo,pela simples razão que estas pessoas que supostamente estão no poder detestam construção e pessoas com ideias sejam quais forem.
Por pessoas no poder não se entenda só o PS, note-se.
Como se detesta a construção , não é possível a ninguém estar com ideias e aplicá-las estando ao lado com esta mesma gente que puxa sempre o país para baixo.
O resultado é que alguém começa com ideias ou fazer o que seja, e imediatamente a cambada de medíocres e trapaceiros começa a trabalhar contra.
Somos permanentemente chantageados por esta gente que nos “obriga” a sermos felizes sem o sermos e a acharmos que está tudo bem sem estar.
Quanto às ambições anunciadas do país elas não são do país.
São da Europa e dos interesses financeiros europeus e dos pagamentos que são feitos em nome desses interesses aos políticos e empresários portugueses
dissidentex
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 3:26 pm
Meu caro dissidente-X:
Aquela do você pedir-me emprego foi uma citação (involuntária) que faço muito, do filme Victor Victoria. Não pretendia insinuar nada, juro!
Mas então, se não podemos fazer nada – fazer, construtivamente falando, claro! – o que nos resta? Ficamos para aqui a deprimir-nos nos comentários dos blogues? Irmos deprimir-nos para outro lado?
Eu tento dar o meu modesto contributo para que as pessoas não estajam tão apáticas: borrifando-me para a subida na carreira (da forma como as coisas estão, já não devo subir mais…) esforço-me por ensinar. Por ENSINAR. Mando o manual à malvas e dou a ler e a comentar aos meus meninos coisas que os façam pensar. E não só as lêem, mastambém pensam sobre elas. Os miúdos aprendem a pensar mais depressa do que se pensa. É verdade que alguns dos meus melhores ex-alunos já deram o salto para países mais civilizados…
Catarina
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 4:25 pm
Catarina: Eu penso que podemos fazer muita coisa.
Agora o que eu noto é que a maior parte das pessoas não está minimamente interessada em fazer seja o que for.
O próprio facto dos blogs existirem já é fazer algo. Incomoda muita gente que os Blogs existam e que falem de certas coisas.
Posso por exemplo informar que os dois artigos sobre a publicidade nas escolas a vir a ser feita por empresas, um deles incomodou uma agência de comunicação que periodicamente monitoriza este blog.
E só estou a falar para 15 pessoas. Espero que isto seja entendido…
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Quanto a ensinar não deve ser feito só nos alunos, mas também o mais que se puder com conhecidos e amigos, familiares,etc.
E que as pessoas pensem sobre as coisas.
É aliás (também) por isso que eu faço este blog: também porque me permite “mostrar ” certas coisas a quem as quer ver.
Há muitas maneiras. co relativamente poucos custos, porque a questão também está em “ocupar espaço”.
Se um blog chamado D-x ocupa espaço com 15 pessoas, isso significa que um blog do lado contrário a estas coisas que se postam aqui , pelo menos perdeu a capacidade de atrair 15 pessoas.
Só isso.
Eu se quisesse atraia 200.Ou 2000.
O problema é como se atrai 200 e quais 200 que se atraem.Ou 2000
Ms como a Catarina sabe, uma vez que começou a acompanhar daí, no “armadilha” , que eu quer a minha parceira descobrimos que éramos muito mais atacados, politicamente pelas pessoas da nossa área do que da área oposta.
Penso que isto deve dar que pensar.
No entanto mesmo que existam estados de alma e depressão a ideia é ir contra a corrente porque isso incomoda brutalmente o “poder” embora este disfarce bem e tente ocultar isso.
E acima de tudo perceber as vigarices de uma certa gente.
dissidentex
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 5:02 pm
Acho que você tem toda a razão! Por que raios pensa que corro a net à procura do seu blog quando você muda de nome, desde que nos conhecemos?… bloguisticamente falando. Acho que foi você que me apareceu lá pelo falecido Histórias, não foi?
Catarina
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 5:28 pm
Catarina: eu apareci lá porque marco nos favoritos alguns blogs.
Eu mudei de blogs por razões bastante especiais.
E a minha parceira também tem um blog, embora momentaneamente desactivado e relativamente a outros assuntos
dissidentex
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 5:41 pm
‘Inda se fora só a “trabalhar”… ‘távamo safos
Esta é que é a sua perspectiva que, a meu vêr, está errada.
Os que o atacam não são da “sua área” política.
Até podem ser, aparentemente, mas não no cérebro nem no coração.
Dizerem que é por causa da nossa dimensão ou atraso à partida que agora estamos assim é de uma sem-vergonhice que até ofende. E os outro países europeus de igual dimensão e que começaram tão ou pior que nós?
Um simples exemplo numa área minuscula:
A Grécia, que começou mais atrasada que nós e já nos ultrapassou, apostou no Sol enquanto energia renovável. E desenvolveu as tecnologias e competências para a explorar. São os maiores produtores europeus de paineis solares.
* Portugal investiu numa energia eólica que nós não temos assim tanto, e que ainda por cima a maior parte está em zonas problemáticas. E na aquisição de mega-parques eólicos aos estrangeiros.
* Portugal investiu (ou deixou investir) Ainda hoje quase nada e nem é prioridade, embora o Sol que por cá seja quase constante.
* Portugal investiu quase zero na energia das marés.
* Portugal desinvestiu na área náutica, ao longo de décadas, e hoje temos estaleiros que dão mais prejuízo que lucro. Nem na área de lazer ditamos nada, embora os iates até sejam uma invenção nossa.
Eu, há muitos anos, vi um programa na MSNBC em que era entrevistado um ex-primeiro ministro de Singapura e ele disse duas coisa muito importantes, entre muita coisa que valia a pena ouvir:
1. Singapura analisou qual o mercado/negócio em que poderia oferecer a diferença em termos geo-estratégicos e apostou nessa área.
2. Quem se contenta com ser o segundo rapidamente será o último.
De resto isto é tudo cada vez mais deprimente.
Mário da Silva
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 8:26 pm
Mário: sobre Singapura. Aquilo é uma ditadura “Hich tech” muçulmana.
Além disso tinha condições para fazer tal porque Singapura era uma área portuária e industrial de grande importância pertencente ao Império Britânico até À 2ºguerra mundial, ou seja, já era na altura uma área/zona/ país extremamente desenvolvida, do mais desenvolvido do mundo.
Aquilo não foi só porque analisaram o mercado/negócio; eles já tinham vantagem estrutural e tinham quadros desde há muito tempo.
Além disso é uma ditadura e pode-se tomar decisões sem essas coisas aborrecidas como eleições etc…É uma sociedade que gera muito fascínio cá, mas as pessoas que a defendem em Portugal . não duravam meia hora a viver e trabalhar lá.
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” Quem se contenta com ser o segundo rapidamente será o último.”
Isto é um slogan. é apenas aplicável á coca cola/pepsi e ao yahoo/google. Tanto é um slogan verdadeiro como é falso.
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Quanto a parte em que eu dizia que nos tinham atacado era uma questão política, não de economia, e que demorava bastante e era difícil aqui de conseguir explicar.
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Quanto ao exemplo da área minúscula/Grécia: a Grécia é um país com inúmeros problemas talvez ainda mais do que portugal.
A questão ambiental, temos que agradecer aos governos de direita- aqui temos que agradecer ao PSD, especialmente, e não tanto ao PS apesar do PS ter culpas, porque os grandes “bloqueadores” na area ambiental foram sempre os ministros do PSD enquanto este esteve no Governo.
Especialemente o Governo Barroso/Lopes.
A ideia era seguir a política americana de ambiente e fazer na economia o mesmo que eles fazem na economia deles.
Ou seja, usar a ineficiência ambiental de empresas portuguesas e do país como forma de ganhar competitividade.Como?
Através do facto de que assim, essas empresas nessas condições não teriam que gastar dinheiro com protecções para evitar poluição, usarem matérias recicláveis para produzirem o que quer que estivessem a produzir ,etc.
Além disso, Mário, existe a questão europeia, onde também se tentou sempre guardar as partes de leão de certas áreas para certos países.
E existiu a parte política, por exemplo, por parte do senhor Cavaco Silva que seguiu as lógicas da senhora Margaret tatcher e as ideias dali visando dar “liberdade individual” ás pessoas.
Como se fazia?
Incentivando o uso de transporte individual para E TAMBÉM dessa forma combater o comunismo(aquilo que se julgava ser) e o espírito comunitário instigando nas pessoas a ideia de era muito bom andar de carro.
Atrás disso vieram as autoestradas, que por sua vez geravam negócios na construção civil, que por sua vez aumentavam o consumo etc.
E foi precisamente nessa altura -desde 1985/87 que qualquer política ambiental foi atrasada – na prática 20 anos.
E uma conselho: vale o que vale.
Não vejas MSNBC´s nem CNN´s nem fox news, especialmente esta porque aquilo é apenas encharcamento ideológico pró América e pró os muito particulares interesses de certas empresas e grupos de interesse norte americanos.
Eles vendem muito bem uma certa ideia de certas coisas, mas é necessário filtrar a conversa deles em relação ao mercado.
E já agora, quanto a Singapura , aquilo é(foi) , também e de algum modo um mercado protegido.
É muito fácil escolher fazer coisas quando se começa com protecções e não se tem
” concorrentes ” estrangeiros a chatear.
Na Àsia durante os anos 70 e 80 em todos so países com economia de mercado as coisas funcionaram assim.
Aqui em Portugal, o problema é de outro tipo, que não tema ver estritamente com questões económicas.
Não te deixes fascinar pela conversa de que se “escolhêssemos uma nicho de mercado e o analisaremos etc e tal” as coisas funcionariam bem, porque não é assim que o Jogo está a ser jogado.
dissidentex
24 24UTC Abril 24UTC 2008 em 10:57 pm