DISSIDENTE-X

SOCIÓLOGOS- Campeonato nacional de tiro ao sociólogo.

Publicado em SOCIÓLOGOS by dissidentex em Maio 3rd, 2008

Uma nova modalidade está a nascer em Portugal. O tiro ao sociólogo. O primeiro campeonato nacional está em andamento. Até no Blog Esquerda -Republicana já se fala do assunto.

«[...] Cerca de 70 por cento dos portugueses consideram erradas as relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo; mesmo nas idades mais jovens, os números da desaprovação nunca descem abaixo dos 53 por cento. “Portugal ainda é um país homofóbico”, comenta Sofia Aboim, uma das autoras do Inquérito Saúde e Sexualidade (2007), do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa [...]»

(Jornal Público — 03.05.200 8)

está tudo louco; este país está doente…

C. NACIONAL DE TIRO AO SÓCIOLOGO.

Após terem surgido dúvidas por parte de alguns participantes, relativamente à modalidade “Tomahawk”, a organização pediu-nos para divulgar-mos o seguinte aviso:

» A organização do primeiro evento /campeonato de tiro aos sociólogos esclarece quem se inscreveu na modalidade “Tomahawk” que a arma designada por “Tomahawk” é o machado. Não o míssil.

Problemas de orçamento impediram a aquisição de Mísseis. Consideramos essa hipótese no futuro.

22 Responses to 'SOCIÓLOGOS- Campeonato nacional de tiro ao sociólogo.'

Subscribe to comments with RSS or TrackBack to 'SOCIÓLOGOS- Campeonato nacional de tiro ao sociólogo.'.

  1. Pedro Fontela said, on Maio 3rd, 2008 at 10:30

    Não percebi o teu comentário no ER… Não achas relevante? Parece-te manobra da sra para ganhar atenção ou do jornal para “encher chouriços”?

    ps: o “cheap shot” ao BE foi mauzinho…

  2. dissidentex said, on Maio 4th, 2008 at 10:37

    Fontela: não, não acho relevante.
    Acho que foram as duas coisas.

    A senhora quer ganhar notoriedade e portanto faz um estudo que diz tudo o que toda agente já sabe. E que acontece em todos os lados.

    O jornal é para encher chouriços e para dar uma de “jornal pluralista”. Com uma notícia dessas a seguir vem 10 a encapotadamente defender conservadorismo e neo cons e neo liberais.

    O cheap shot ao Be no ER, foi mauzinho mas eles às vezes merecem por se deixarem descair para ali.

    Apesar de tudo tem a obrigação de serem melhores que isso.

    E volto-te a dizer que os resultados deste estudo são “comuns” quer se goste deles ou não. Na Europa e em qualquer lado que faça um estudo destes.

    Há inúmeras razões tácticas, e pessoais para se dizer ser contra casamentos do mesmo sexo.
    É uma questão de estar com a maioria.

    E as pessoas gostam de estar com a maioria.

    Se a maioria disser que é contra “X” , pessoas sem opinião absolutamente nenhuma, pelo principio da simpatia, dirão que também estão com a opinião da maioria.

    Sabe-se isso desde o estudo Shere Hite. Essa , sim uma socióloga de jeito.

  3. dissidentex said, on Maio 4th, 2008 at 10:50

    Fontela: uma conhecida mutua que nós temos explicou-me que num país de leste, um inquérito recente semelhante dava 70% de resultados (idêntico aos de cá) , com a diferença de que lá nesse país se achava que os prevaricadores deveriam ser metidos em campos de concentração ou câmaras de gás.

    Ou seja, as pessoas, a mesma percentagem de pessoas de merda com ideias de merda dentro da cabeça existe mais ou menos em todo o lado e é relativamente estável.

    Portanto não me impressionam estes resultados.

    Ficava era surpreendido se apenas 10% da população dissesse o que 70% disse.

    Quanto á socióloga vai ter uma carreira frutuosa e brilhante, mas nota-se que é incapaz de pensar pela sua própria cabeça, antes pensa pelas correntes sociais-económicas que lhe darão estatuto e carreira académica, o que quer dizer que está no bom caminho para ser uma mediana incompetente académica douta, que é aquilo, aliás que o sistema de ensino português pede e exige.
    Isto por um lado.

    Por outro, não deixa de ser deliciosamente irónico,que a sociologia, supostamente uma ciência que apontasse as idiossincrasias da sociedade e procurasse ajudar a esclarecer s decisores políticos a melhor as combater e erradicar, adopte aquilo que o mercado da sociologia pede: estudos deste tipo, que são muito engraçados, mas rigorosamente inúteis para resolver o problema em questão.

    Isto aparece AGORA a propósito de quê?

    Como não acredito em coincidências diria que é mais uma vez uma certa esquerda a tentar criar um combate político sobre um assunto- desculpem lá mas é- um assunto de 3º linha linha na elencagem dos problemas que este país tem para resolver.

    Há problemas económicos e de liberdade mais importantes do que este e periodicamente estão sempre a surgir destas coisinhas para encher tempo de antena.Com todo o respeito pelos interessados e pelo assunto em questão.

    Mas desinformação vinda de um certo lado esquerda não perdoo.

    Há fábricas a fechar e um milhão de pessoas a receber por recibo verde,entre muitos outros problemas e vão-se fazer estudos sobre a opinião de pessoas acerca de preferências sexuais?
    Ora batatas..

    E depois de se saber isto como se faz?

    Faz-se uma lei a proibir as pessoas de terem estas opinião, goste-se ou não dela?

    Percebes o meu ponto Pedro?

  4. dissidentex said, on Maio 4th, 2008 at 11:02

    Fontela:

    E após uma breve busca pelo nome da senhora temos uma doutorada em sociologia com um percurso totalmente feito cá em Portugal, e licenciada em sociologia pelo ICSTE , a fábrica de teorias de merda ligada ao PS,

    que ainda não deve ter chegado aos 40 anos de idade, mas agora , como academicamente já não há mais nada é apenas preciso alcançar a glória.

    Por muito que se goste de sociologia e eu até gosto, continue-se a passar cartão aos sociólogos da treta portugueses. liderados simbolicamente por esses dois expoentes máximos que são Filomena Mónica e António Barreto e vamos ver isto mesmo a ir parar a um qualquer sitio muito desagradável.

  5. A said, on Maio 5th, 2008 at 6:32

    “… a tentar criar um combate político sobre um assunto- desculpem lá mas é- um assunto de 3º linha linha na elencagem dos problemas que este país tem para resolver.

    Há problemas económicos e de liberdade mais importantes do que este e periodicamente estão sempre a surgir destas coisinhas para encher tempo de antena.Com todo o respeito pelos interessados e pelo assunto em questão.”
    Gostava muito de reforçar isto porque o acho especialmente importante no momento que atravessamos. Acabo de ouvir no noticiário da rádio que há cerca de cinco milhões de portugueses emigrados (OCDE dixit)

  6. dissidentex said, on Maio 5th, 2008 at 8:20

    A: o problema é interessante, mais ainda. Porque é que 5 milhões emigraram?

    Porque é que estão a sair pessoas outra vez em massa?

  7. Pedro Fontela said, on Maio 5th, 2008 at 9:34

    Eu perceber percebo Dissidente mas o mundo não para noutras áreas porque existe uma crise económica certo? Sabes que isso da prioridade é uma questão de sentir a coisa na pele…

  8. dissidentex said, on Maio 5th, 2008 at 10:30

    Fontela: o mundo não para, mas existem de facto outras prioridades, por muito que esta seja uma prioridade.

    É que , e perceberás pelo post a seguir a este, é que se as coisas que eu mostrarei no post a seguir a este ocorrerem deixará de fazer qualquer sentido existirem sociólogos a fazerem estudos sobre homofobia ou outros. Deixará de existir dinheiro para isso.

  9. Catarina said, on Maio 5th, 2008 at 12:43

    Dissidente, meu amigo:
    Da forma como as coisas estão, coloca-se um problema ainda mais candente.
    Pergunta você: «Porque é que 5 milhões emigraram?» Pergunta errada. A pergunta certa é porque é que os restantes 9 milhões e tal não emigraram?»
    Pergunta o meu amigo de novo: «Porque é que estão a sair pessoas outra vez em massa?» Pergunta errada de novo. A pergunta certa é «Porque é que ainda cá está alguém?»
    Claro que a resposta é, provavelmente, simples e parecida com isto: «Porque é o nosso paía e, apesar de tudo, gostamos dele.», ou com isto «Porque, verdadeiramente, não temos para onde ir.».

  10. dissidentex said, on Maio 5th, 2008 at 3:09

    Catarina:
    a maior parte das pessoas ainda não vê as coisas dessa maneira.
    Diria mesmo que a grande maioria não vê as coisas dessa maneira.

  11. sarahfranco said, on Maio 5th, 2008 at 6:43

    fontela, d-ex,

    sobre os 70%:

    uma vez falei com um tipo daqueles que faz investigação com trabalho de campo a sério sobre a questão da prostituição e da exploração da prostituição.

    ele era a favor da liberalização, coisa que eu não apoio, e expliquei-lhe porquê dando o argumento dos trabalhadores da construção civil: ou seja, a actividade é legalmente considerada uma acitvidade económica legal, dependendo das tarefas não exige uma formação específica e o que vemos em todo o lado é os patrões a preferirem explorar mão de obra imigrante ilegal, ou , tratando-se de nacionais, não cumprir a legislação laboral.

    ele continuou na dele e eu na minha, mas a conversa foi muito interessante porque ele contou-me como as prostitutas mentem e enganam os sociólogos, os caridosos profissionais e restante fauna apresentando-se como vítimas para poderem sacar o que conseguirem.

    tal não significa que elas até nem sejam vítimas.

    mas ele explcou-me como o método correcto implica muito tempo de trabalho de campo, e uma técnica de entrevista com perguntas indirectas:

    ex: a prostituta diz que teve 10 clientes no seu ‘turno’. depois ele faz outras perguntas, e dada altura pergunta quanto tempo passa com cada cliente. daí a um bocado diz-lhe ‘ mas se passou X tempo, e trabalhou Y horas não deu tempo para 10 clientes…

    onde quero chegar:

    nos inquéritos as pessoas respondem o que acreditam que o seu interlocutor quer ouvir.

    dizer que 70% acha não sei quê a mim diz pouco. até seria razoável o número, a ser fiável. significa que há 30% de pessoas que não são homofóbicas, número este que me parece muito exagerado.

    uma questão como esta implicaria um estudo a 10 anos, com inquéritos bem feitos e uma análise de evolução dos valores vigentes na sociedade.

    a mudança social é uma coisa que leva tempo, e apresentar estudos ‘estáticos’ como este apenas contribui para que, no caso em apreço, metade dos 30% que ficaram de fora também se sintam representados nos 70%:

    ou seja, este estudo reforça o estereótipo anti-LGTB ao reforçar a crença que muita gente tem de que o normal é rejeitar “essa gente esquisita”.

    ora, a ciência tem de bedecer a valores éticos. Fazer um estudo cujo resultado e as implicações sociais são óbvias à partida não é sério.

  12. dissidentex said, on Maio 5th, 2008 at 6:51

    SF:

    “”…ou seja, este estudo reforça o estereótipo anti-LGTB ao reforçar a crença que muita gente tem de que o normal é rejeitar “essa gente esquisita”.

    ora, a ciência tem de bedecer a valores éticos. Fazer um estudo cujo resultado e as implicações sociais são óbvias à partida não é sério.”"

    Exactamente.
    Resta saber se o estudo não é feito para isso mesmo; para reforçar o estereotipo LGBT, e paralelamente para dar notoriedade à equipa de sociólogos que faz o estudo.

    Mais um nicho de mercado.

    Isto lembra-me o estudo da shere hite sobre sexualidade nos EUA, mas ao contrário, dado que esse era sério: ela teve imenso tempo a fazê-lo e utilizou inúmeras amostras.

    Quando os resultados sairam de forma fiável, lembro-mede ter lido algures que na época em que o fez pelo menos entre 10 % dos americanos não eram filhos legítimos dos pais com que estavam, tendo em conta as respostas do estudo.
    Mas as respostas “cruzadas ” de estudo através de perguntas que cruzavam isso mesmo.

    Aqui existe a “quantificação” de se falar em 70% e retirar a conclusão:os portugueses são homofóbicos.
    É evidente que são, mas não é esta a forma correcta de o provar até porque as pessoas mentem e mentem descaradamente sobre isto, sobre este tipo de assuntos.

  13. Catarina said, on Maio 5th, 2008 at 7:18

    Zás! Comentário no post errado. Alguma vez teria de ser… Deite-se à conta dos miolos de qualquer profe já nem funcionarem nesta altura do ano… ;_)

  14. Catarina said, on Maio 5th, 2008 at 7:23

    Já agora, claro que os portugueses são homofóbicos. Tal como são racistas e xenófobos e anti semitas.
    Se a pergunta for: «Acha que o seu vizinho X, que é gay e o namorado, que todos os dias lhe seguram a porta quando vai a entrar com as compras, devem ser perseguidos?» , a resposta será «Não, de maneira nenhuma, são tão bons rapazes!»
    Quando se pergunta às pessoas sobre um grupo de «outros», elas discriminam quase sempre. Se se lhes coloca a questão em termos de «O que é que nós devemos fazer a respeito deles?» a resposta será quase sempre »Matar e esfolar!»

  15. dissidentex said, on Maio 5th, 2008 at 7:36

    Catarina: por exemplo eu sou sociologofobico, com muita honra.

    Quando me perguntam se devemos alvejar os sociólogos com Kiwis podres, digo sempre que sim.
    Exijo que a minha liberdade de expressão seja respeitada.

    Já frequentei os sociologofobicos anónimos mas não conseguiram curar-me…

  16. Catarina said, on Maio 6th, 2008 at 10:40

    Eu não sou tão extremista. Haverá sociólogos sérios e respeitáveis - não me lembro de nenhum, neste momento, mas deve haver. Em compensação - lá está! - odeio os kiwis. Acho que um fruto que depois de maduro continua verda é repulsivo.
    Sempre estranhei que os sociólogos - e as pessoas que investigam ou tentam investigar sobre sexo - nunca encarem a hipótese de as pessoas mentirem nos inquéritos. Pela minha experiência, quando se trata de investigação em que o inquérito visa a vida privada ou a imagem das pessoas, elas tendem a mentir. Mentem porque lhes pareceque é que o investigador quer ouvir - ou ler - , mentem para se fazerem mais interessantes, mentem para manter a imagem que têm de si mesmos, mentem para parecerem melhores do que são…

  17. dissidentex said, on Maio 6th, 2008 at 11:27

    Catarina: “não me lembro de nenhum neste momento, ….”

    que deliciosa ironia :-) :-) :-)
    Que veneno tão bem injectado :-)

    Quanto ao resto da mensagem é estranho é. E não só sobre sexo, mas sobre todo o resto: as pessoas mentem, e em Portugal mentem muitíssimo.

    Por exemplo , no meu caso toda a gente está convencida que eu sou humano.

    Mas não. Eu sou um monstro, proveniente de zorg6 um planeta nos confins do sistema estelar e tenho 27 pernas e e 30 olhos em forma de losangulo..

  18. sarahfranco said, on Maio 6th, 2008 at 5:25

    catarina, d-ex:

    as pessoas que trabalham em consultas de sexualidade, leia-se os séxólogos, esse têm uma noção muito clara da realidade, sem para isso precisarem de estatísticas.

  19. dissidentex said, on Maio 6th, 2008 at 7:19

    Sarah franco: nós lá em zorg6 erradicamos essa profissão.

  20. sarahfranco said, on Maio 7th, 2008 at 7:17

    erradicaram e bem!!!

    por mim os psiciatras nem como almeidas da câmara deviam trabalhar. se fossem varredores de lixo, de manhã virariam os caixotes e espalhariam o lixo pelas ruas, para depois terem desculpa para ganhat horas extraordinárias…

  21. dissidentex said, on Maio 7th, 2008 at 9:54

    Sarah franco: zorg6 é uma grande planeta!

  22. Catarina said, on Maio 8th, 2008 at 12:22

    «zorg6»? O que é que vocês andam a fumar, malta? Mas, enfim, como os portugueses mentem à brava, deduzo que o dissidente é, de facto, em engenheiro hidráulico, moreno, de olhos verdes (isto é o final de uma anedota que a minha mãe costuma contar, mas nunca me lembro do resto!). :-) :lol:

Leave a Reply