SOCIÓLOGOS- Campeonato nacional de tiro ao sociólogo.
Uma nova modalidade está a nascer em Portugal. O tiro ao sociólogo. O primeiro campeonato nacional está em andamento. Até no Blog Esquerda -Republicana já se fala do assunto.
«[...] Cerca de 70 por cento dos portugueses consideram erradas as relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo; mesmo nas idades mais jovens, os números da desaprovação nunca descem abaixo dos 53 por cento. “Portugal ainda é um país homofóbico”, comenta Sofia Aboim, uma das autoras do Inquérito Saúde e Sexualidade (2007), do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa [...]»
(Jornal Público — 03.05.200
está tudo louco; este país está doente…
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Após terem surgido dúvidas por parte de alguns participantes, relativamente à modalidade “Tomahawk”, a organização pediu-nos para divulgar-mos o seguinte aviso:
» A organização do primeiro evento /campeonato de tiro aos sociólogos esclarece quem se inscreveu na modalidade “Tomahawk” que a arma designada por “Tomahawk” é o machado. Não o míssil.
Problemas de orçamento impediram a aquisição de Mísseis. Consideramos essa hipótese no futuro.





Não percebi o teu comentário no ER… Não achas relevante? Parece-te manobra da sra para ganhar atenção ou do jornal para “encher chouriços”?
ps: o “cheap shot” ao BE foi mauzinho…
Fontela: não, não acho relevante.
Acho que foram as duas coisas.
A senhora quer ganhar notoriedade e portanto faz um estudo que diz tudo o que toda agente já sabe. E que acontece em todos os lados.
O jornal é para encher chouriços e para dar uma de “jornal pluralista”. Com uma notícia dessas a seguir vem 10 a encapotadamente defender conservadorismo e neo cons e neo liberais.
O cheap shot ao Be no ER, foi mauzinho mas eles às vezes merecem por se deixarem descair para ali.
Apesar de tudo tem a obrigação de serem melhores que isso.
E volto-te a dizer que os resultados deste estudo são “comuns” quer se goste deles ou não. Na Europa e em qualquer lado que faça um estudo destes.
Há inúmeras razões tácticas, e pessoais para se dizer ser contra casamentos do mesmo sexo.
É uma questão de estar com a maioria.
E as pessoas gostam de estar com a maioria.
Se a maioria disser que é contra “X” , pessoas sem opinião absolutamente nenhuma, pelo principio da simpatia, dirão que também estão com a opinião da maioria.
Sabe-se isso desde o estudo Shere Hite. Essa , sim uma socióloga de jeito.
Fontela: uma conhecida mutua que nós temos explicou-me que num país de leste, um inquérito recente semelhante dava 70% de resultados (idêntico aos de cá) , com a diferença de que lá nesse país se achava que os prevaricadores deveriam ser metidos em campos de concentração ou câmaras de gás.
Ou seja, as pessoas, a mesma percentagem de pessoas de merda com ideias de merda dentro da cabeça existe mais ou menos em todo o lado e é relativamente estável.
Portanto não me impressionam estes resultados.
Ficava era surpreendido se apenas 10% da população dissesse o que 70% disse.
Quanto á socióloga vai ter uma carreira frutuosa e brilhante, mas nota-se que é incapaz de pensar pela sua própria cabeça, antes pensa pelas correntes sociais-económicas que lhe darão estatuto e carreira académica, o que quer dizer que está no bom caminho para ser uma mediana incompetente académica douta, que é aquilo, aliás que o sistema de ensino português pede e exige.
Isto por um lado.
Por outro, não deixa de ser deliciosamente irónico,que a sociologia, supostamente uma ciência que apontasse as idiossincrasias da sociedade e procurasse ajudar a esclarecer s decisores políticos a melhor as combater e erradicar, adopte aquilo que o mercado da sociologia pede: estudos deste tipo, que são muito engraçados, mas rigorosamente inúteis para resolver o problema em questão.
Isto aparece AGORA a propósito de quê?
Como não acredito em coincidências diria que é mais uma vez uma certa esquerda a tentar criar um combate político sobre um assunto- desculpem lá mas é- um assunto de 3º linha linha na elencagem dos problemas que este país tem para resolver.
Há problemas económicos e de liberdade mais importantes do que este e periodicamente estão sempre a surgir destas coisinhas para encher tempo de antena.Com todo o respeito pelos interessados e pelo assunto em questão.
Mas desinformação vinda de um certo lado esquerda não perdoo.
Há fábricas a fechar e um milhão de pessoas a receber por recibo verde,entre muitos outros problemas e vão-se fazer estudos sobre a opinião de pessoas acerca de preferências sexuais?
Ora batatas..
E depois de se saber isto como se faz?
Faz-se uma lei a proibir as pessoas de terem estas opinião, goste-se ou não dela?
Percebes o meu ponto Pedro?
Fontela:
E após uma breve busca pelo nome da senhora temos uma doutorada em sociologia com um percurso totalmente feito cá em Portugal, e licenciada em sociologia pelo ICSTE , a fábrica de teorias de merda ligada ao PS,
que ainda não deve ter chegado aos 40 anos de idade, mas agora , como academicamente já não há mais nada é apenas preciso alcançar a glória.
Por muito que se goste de sociologia e eu até gosto, continue-se a passar cartão aos sociólogos da treta portugueses. liderados simbolicamente por esses dois expoentes máximos que são Filomena Mónica e António Barreto e vamos ver isto mesmo a ir parar a um qualquer sitio muito desagradável.
“… a tentar criar um combate político sobre um assunto- desculpem lá mas é- um assunto de 3º linha linha na elencagem dos problemas que este país tem para resolver.
Há problemas económicos e de liberdade mais importantes do que este e periodicamente estão sempre a surgir destas coisinhas para encher tempo de antena.Com todo o respeito pelos interessados e pelo assunto em questão.”
Gostava muito de reforçar isto porque o acho especialmente importante no momento que atravessamos. Acabo de ouvir no noticiário da rádio que há cerca de cinco milhões de portugueses emigrados (OCDE dixit)
A: o problema é interessante, mais ainda. Porque é que 5 milhões emigraram?
Porque é que estão a sair pessoas outra vez em massa?
Eu perceber percebo Dissidente mas o mundo não para noutras áreas porque existe uma crise económica certo? Sabes que isso da prioridade é uma questão de sentir a coisa na pele…
Fontela: o mundo não para, mas existem de facto outras prioridades, por muito que esta seja uma prioridade.
É que , e perceberás pelo post a seguir a este, é que se as coisas que eu mostrarei no post a seguir a este ocorrerem deixará de fazer qualquer sentido existirem sociólogos a fazerem estudos sobre homofobia ou outros. Deixará de existir dinheiro para isso.
Dissidente, meu amigo:
Da forma como as coisas estão, coloca-se um problema ainda mais candente.
Pergunta você: «Porque é que 5 milhões emigraram?» Pergunta errada. A pergunta certa é porque é que os restantes 9 milhões e tal não emigraram?»
Pergunta o meu amigo de novo: «Porque é que estão a sair pessoas outra vez em massa?» Pergunta errada de novo. A pergunta certa é «Porque é que ainda cá está alguém?»
Claro que a resposta é, provavelmente, simples e parecida com isto: «Porque é o nosso paía e, apesar de tudo, gostamos dele.», ou com isto «Porque, verdadeiramente, não temos para onde ir.».
Catarina:
a maior parte das pessoas ainda não vê as coisas dessa maneira.
Diria mesmo que a grande maioria não vê as coisas dessa maneira.
fontela, d-ex,
sobre os 70%:
uma vez falei com um tipo daqueles que faz investigação com trabalho de campo a sério sobre a questão da prostituição e da exploração da prostituição.
ele era a favor da liberalização, coisa que eu não apoio, e expliquei-lhe porquê dando o argumento dos trabalhadores da construção civil: ou seja, a actividade é legalmente considerada uma acitvidade económica legal, dependendo das tarefas não exige uma formação específica e o que vemos em todo o lado é os patrões a preferirem explorar mão de obra imigrante ilegal, ou , tratando-se de nacionais, não cumprir a legislação laboral.
ele continuou na dele e eu na minha, mas a conversa foi muito interessante porque ele contou-me como as prostitutas mentem e enganam os sociólogos, os caridosos profissionais e restante fauna apresentando-se como vítimas para poderem sacar o que conseguirem.
tal não significa que elas até nem sejam vítimas.
mas ele explcou-me como o método correcto implica muito tempo de trabalho de campo, e uma técnica de entrevista com perguntas indirectas:
ex: a prostituta diz que teve 10 clientes no seu ‘turno’. depois ele faz outras perguntas, e dada altura pergunta quanto tempo passa com cada cliente. daí a um bocado diz-lhe ‘ mas se passou X tempo, e trabalhou Y horas não deu tempo para 10 clientes…
onde quero chegar:
nos inquéritos as pessoas respondem o que acreditam que o seu interlocutor quer ouvir.
dizer que 70% acha não sei quê a mim diz pouco. até seria razoável o número, a ser fiável. significa que há 30% de pessoas que não são homofóbicas, número este que me parece muito exagerado.
uma questão como esta implicaria um estudo a 10 anos, com inquéritos bem feitos e uma análise de evolução dos valores vigentes na sociedade.
a mudança social é uma coisa que leva tempo, e apresentar estudos ‘estáticos’ como este apenas contribui para que, no caso em apreço, metade dos 30% que ficaram de fora também se sintam representados nos 70%:
ou seja, este estudo reforça o estereótipo anti-LGTB ao reforçar a crença que muita gente tem de que o normal é rejeitar “essa gente esquisita”.
ora, a ciência tem de bedecer a valores éticos. Fazer um estudo cujo resultado e as implicações sociais são óbvias à partida não é sério.
SF:
“”…ou seja, este estudo reforça o estereótipo anti-LGTB ao reforçar a crença que muita gente tem de que o normal é rejeitar “essa gente esquisita”.
ora, a ciência tem de bedecer a valores éticos. Fazer um estudo cujo resultado e as implicações sociais são óbvias à partida não é sério.”"
Exactamente.
Resta saber se o estudo não é feito para isso mesmo; para reforçar o estereotipo LGBT, e paralelamente para dar notoriedade à equipa de sociólogos que faz o estudo.
Mais um nicho de mercado.
Isto lembra-me o estudo da shere hite sobre sexualidade nos EUA, mas ao contrário, dado que esse era sério: ela teve imenso tempo a fazê-lo e utilizou inúmeras amostras.
Quando os resultados sairam de forma fiável, lembro-mede ter lido algures que na época em que o fez pelo menos entre 10 % dos americanos não eram filhos legítimos dos pais com que estavam, tendo em conta as respostas do estudo.
Mas as respostas “cruzadas ” de estudo através de perguntas que cruzavam isso mesmo.
Aqui existe a “quantificação” de se falar em 70% e retirar a conclusão:os portugueses são homofóbicos.
É evidente que são, mas não é esta a forma correcta de o provar até porque as pessoas mentem e mentem descaradamente sobre isto, sobre este tipo de assuntos.
Zás! Comentário no post errado. Alguma vez teria de ser… Deite-se à conta dos miolos de qualquer profe já nem funcionarem nesta altura do ano… ;_)
Já agora, claro que os portugueses são homofóbicos. Tal como são racistas e xenófobos e anti semitas.
Se a pergunta for: «Acha que o seu vizinho X, que é gay e o namorado, que todos os dias lhe seguram a porta quando vai a entrar com as compras, devem ser perseguidos?» , a resposta será «Não, de maneira nenhuma, são tão bons rapazes!»
Quando se pergunta às pessoas sobre um grupo de «outros», elas discriminam quase sempre. Se se lhes coloca a questão em termos de «O que é que nós devemos fazer a respeito deles?» a resposta será quase sempre »Matar e esfolar!»
Catarina: por exemplo eu sou sociologofobico, com muita honra.
Quando me perguntam se devemos alvejar os sociólogos com Kiwis podres, digo sempre que sim.
Exijo que a minha liberdade de expressão seja respeitada.
Já frequentei os sociologofobicos anónimos mas não conseguiram curar-me…
Eu não sou tão extremista. Haverá sociólogos sérios e respeitáveis - não me lembro de nenhum, neste momento, mas deve haver. Em compensação - lá está! - odeio os kiwis. Acho que um fruto que depois de maduro continua verda é repulsivo.
Sempre estranhei que os sociólogos - e as pessoas que investigam ou tentam investigar sobre sexo - nunca encarem a hipótese de as pessoas mentirem nos inquéritos. Pela minha experiência, quando se trata de investigação em que o inquérito visa a vida privada ou a imagem das pessoas, elas tendem a mentir. Mentem porque lhes pareceque é que o investigador quer ouvir - ou ler - , mentem para se fazerem mais interessantes, mentem para manter a imagem que têm de si mesmos, mentem para parecerem melhores do que são…
Catarina: “não me lembro de nenhum neste momento, ….”
que deliciosa ironia

Que veneno tão bem injectado
Quanto ao resto da mensagem é estranho é. E não só sobre sexo, mas sobre todo o resto: as pessoas mentem, e em Portugal mentem muitíssimo.
Por exemplo , no meu caso toda a gente está convencida que eu sou humano.
Mas não. Eu sou um monstro, proveniente de zorg6 um planeta nos confins do sistema estelar e tenho 27 pernas e e 30 olhos em forma de losangulo..
catarina, d-ex:
as pessoas que trabalham em consultas de sexualidade, leia-se os séxólogos, esse têm uma noção muito clara da realidade, sem para isso precisarem de estatísticas.
Sarah franco: nós lá em zorg6 erradicamos essa profissão.
erradicaram e bem!!!
por mim os psiciatras nem como almeidas da câmara deviam trabalhar. se fossem varredores de lixo, de manhã virariam os caixotes e espalhariam o lixo pelas ruas, para depois terem desculpa para ganhat horas extraordinárias…
Sarah franco: zorg6 é uma grande planeta!
«zorg6»? O que é que vocês andam a fumar, malta? Mas, enfim, como os portugueses mentem à brava, deduzo que o dissidente é, de facto, em engenheiro hidráulico, moreno, de olhos verdes (isto é o final de uma anedota que a minha mãe costuma contar, mas nunca me lembro do resto!).
