HOSPITAL AMADORA SINTRA. RECLAMAÇÕES. INCOMPETÊNCIA.
A competência da gestão privada dos hospitais portugueses especialmente do Hospital Amadora-Sintra mede-se de forma clara, cristalina, concreta.
Um cidadão otário deste país no dia 7 de Novembro de 2007, marcou um exame no magnifico hospital Amadora Sintra .
O exame foi passado pelo respectivo médico do hospital, no mesmo dia.
A habitual medida da incompetência do Hospital Amadora Sintra para marcar este tipo de exames mede-se em 3 meses. Tradução: costumam demorar 3 meses a fornecerem uma data da efectivação do exame.
É o padrão médio da ( in) competência.
Na altura em que marcou o exame, o cidadão até requereu que o mesmo ATÉ FOSSE efectivado nos meses de Abril ou Maio de 2008.
Acrescentou dessa forma, mais 3 meses de prazo ao que é o costume do Hospital amadora Sintra; o tal de gestão privada, competente e perfeita.
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Passou o mês de Abril de 2008 e nada aconteceu. No dia 7 de Maio de 2008 e porque já sabe o que a casa gasta, o cidadão dirigiu-se ao departamento onde foi marcado o exame, para saber qual era a data do mesmo.
Tendo sido informado que não existia qualquer exame marcado em seu nome.
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Previamente, no dia 7 de Novembro de 2008, o cidadão dirigiu-se ao Gabinete do Utente do referido hospital, derivado de uma outra questão, para fazer aquilo que qualquer pessoa que lá vá deveria fazer: apresentar uma reclamação por escrito.
Ficou combinado com a funcionária do Gabinete do utente, de nome Laura Lopes, que ela própria iria falar com o departamento responsável pelo exame e transmitiria TAMBÉM E DE NOVO o mesmo recado que o cidadão já tinha transmitido presencialmente, nesse mesmo dia.
Duas pessoas diferentes, uma das quais é funcionária do hospital;
transmitiram o mesmo recado ao mesmo departamento do Hospital no mesmo dia 7 de Novembro de 2008.
Em cima disso, a funcionária Laura Lopes, ainda, como se poderá ver na imagem mais abaixo, escreveu à mão, NA FOLHA DE MARCAÇÃO DO EXAME, no canto superior esquerdo – a zona de visão mais definida que há – o seguinte:
” Marcar Abril de 2008″
“O senhor pede para ser avisado por carta s.f.f”
e assinou.
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Voltemos a Maio de 2008.
No dia 9 de Maio de 2008, o cidadão volta ao Hospital Amadora Sintra para saber dos desenvolvimentos do caso.
É informado pela funcionária Laura Lopes, que esta teve que se chatear com o departamento do referido exame, para obter uma data, mas que podia informar o cidadão que seria ainda enviada uma carta com a nova data na semana a seguir.
Competência. Profissionalismo. Rigor da gestão privada.
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O cidadão solicita ainda à funcionária Laura Lopes – a única pessoa que parece saber alguma coisa do que anda a fazer no Hospital Amadora Sintra – que investigue qual é que foi o obstáculo insuperável que impediu que um exame fosse marcado e já com o prazo diferido em mais 3 meses.
No dia 12 de Maio recebe o cidadão efectivamente, uma carta em correio azul (mas para quê, em correio azul?!) informando-o da nova data.

A nova data é 30 de de Junho de 2008.
Apenas sensivelmente 7 meses e 3 semanas a contar da data 7 de Novembro de 2007.
Competência. Rigor. Profissionalismo. Gestão privada. Cidadãos de Braga, preparem-se. O grupo Mello vai para aí gerir o vosso hospital.
Voltando um pouco atrás.
Quando requereu a efectiva marcação de nova data o cidadão solicitou que a mesma fosse feita ou nos finais de Maio de 2008, ou nos princípios de Junho de 2008.
Como acto de retaliação pelo facto de o cidadão já ter apresentado uma 15 reclamações por escrito e mais algumas verbais em 4 diferentes sítios da administração pública ou no próprio hospital, sem que o assunto fosse efectivamente resolvido,
suspeita o cidadão que esta não efectivação de marcação de exame
é apenas uma tentativa de retaliação por isso mesmo.
Como tal afixa-se neste blog.
Também se afixa neste blog a mensagem de resposta da responsável pela entidade que supostamente põe na ordem a gestão do Hospital Amadora sintra.
Uma senhora chamada Isabel Teodoro, que respondeu no feriado de dia 15, de um organismo qualquer (escreve-se qualquer porque cidadão que já contactou previamente com este lugar, começa a não perceber exactamente para que serve, uma vez que os problemas não são resolvidos e nunca são resolvidos) entre muitos que existem no Estado português chamado
Observatório regional de apoio ao SIM – cidadão, que supostamente trata destas coisas.


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Importa também dizer que considero que toda a gente que tenha problemas destes ou semelhantes ou noutras áreas deverá apresentar reclamações sistematicamente, e não ceder em nada.



Mau! Mas este não foi o que foi novamente nacionalizado?
E que até deu bronca porque retiraram os Melos do Amadora Sintra por motivos razoáveis e depois assinaram contracto com eles num outro do Norte?
Foi ou não foi este? A “nacionalização” voltou para trás e ninguém nos informou?
Mário da Silva
27 27UTC Maio 27UTC 2008 em 21:07
Mário: só a partir do final de 2008 é que este hospital passa para o Estado.
Até lá continua o festival.
Em Braga as pessoas de lá vão ter que aturar coisas destas e outras.E acima de tudo vão ver piorar de forma tremenda a qualidade dos cuidados de saúde que até aqui tinham.
dissidentex
27 27UTC Maio 27UTC 2008 em 21:27
O do Barreiro funciona muito melhor agora. É complicado ter-se uma primeira consulta e há imensos serviços que só são assegurados pelo Hospital de Almada (o que é inacreditável), mas depois da primeira tudso funciona muitissimo bem. Prestáveis e muito simpáticos, embora já tenha feito uma reclamação mas foi prontamente resolvida e
sem tretas.
Infelizmente a debandada dos médicos e outros técnicos de Saúde é imensa e com as cada vez mais urbanizações que se vão contruindo a esmo não faltará muito para entrar na mesma rotura em que entrou o Hospital de Almada.
Mário da Silva
27 27UTC Maio 27UTC 2008 em 21:54
Este comentário não tem nada a vêr mas estamos necessitados de publicidade ao assunto:
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#2 Mais algumas sobre a nossa estação
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Os Alhos Vedrenses e Moitenses agradecidos.
Mário da Silva
27 27UTC Maio 27UTC 2008 em 22:05
Este tipo de funcionamento está a ter sucesso, pelo menos na medida em que prefiro ficar a agonizar em casa do que agonizar naquele serviço de “urgências”. Enfim, sempre poupo uns trocos ao Estado.
Daniel Marques
28 28UTC Maio 28UTC 2008 em 15:45
Daniel: o problema é que aqui o que está descrito nada tem a ver com urgências.
É uma marcação feita por consulta externa.
O assunto pura e simplesmente é resolvido desta maneira que se vê.
dissidentex
28 28UTC Maio 28UTC 2008 em 17:45
Estava a navegar na internet à procura de uma resposta a uma questão que não cabe aqui, quando encontrei este post e, após uma leitura e análise, não podia deixar de manifestar algumas palavras, até porque trabalho neste meio e conheço os seus circuitos. Antes de mais, não posso deixar de transmitir que o país em que trabalho não me enche de orgulho. Antes pelo contrário. Por vezes sinto vergonha de ter como nacionalidade as cores da bandeira portuguesa. No entanto, e num universo mais vasto sinto-me bastante mais tranquila por saber que ainda há gente que vive, labuta, luta e sofre por outras gentes e que, muitas vezes – porque são quem dão a cara – sofrem críticas e acusações infundadas e extremamente injustas. Não nos podemos esquecer que todos nós somos responsáveis pelo estado do mundo. Uns mais que outros. Lamento profundamente a situação por que passou. Lamento profundamente que um ser humano que já deu tanto de si aos outros e à própria vida se veja obrigado a passar por situações deste tipo. Lamento também que haja gente, por incrível que pareça, que morra à espera de uma intervenção cirúrgica porque as listas de espera são infinitas. No entanto, e porque como já referi, conheço o meio e os circuitos gostava de ajudar a esclarecer algumas coisas, até porque, embora compreendendo o desespero e frustração com que muitas vezes nos debatemos, isso não nos dá o direito de sermos injustos e de injuriarmos outras pessoas ou serviços. Os Hospitais públicos dependem, actualmente, da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). O gabinete do utente aqui mencionado, e pelo que pude verificar dos posts aqui colocados pertence, não ao Ministério da Saúde mas sim à ARSLVT. Sempre que é feita uma reclamação esta terá, em qualquer circunstância e obrigatoriamente, independentemente das circunstâncias, de ser respondida pela instituição visada, neste caso o Hospital Amadora-Sintra. Apesar destas instituições pertencerem ao âmbito de competências da ARSLVT, devido ao seu estatuto de EPE ou de parcerias público-privadas que as torna financeira e juridicamente autónomas a ARSLVT não tem qualquer hipótese de intereferência num processo de cariz mais sensível. Não pode, por exemplo, abrir um processo de averiguações. Pode solicitar à instituição que o faça ficando esta decisão ao seu critério. No entanto, e por experiência pròpria, sei que quando assim é, a ARSLVT procede ao envio do processo para a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) informando-os dos procedimentos efectuados. Tudo o resto passa a depender da IGAS.
Tive oportunidade de conhecer a Dra. Isabel Teodoro no decorrer de um processo sobre uma reclamação que fiz na sequência de uma alegada negligência médica. Não sou propriamente nova e já conheci muita gente. Tive oporunidade de ver em que condições trabalha o gabinete do utente da ARSLVT, e nunca conheci ninguém que fosse, apesar das limitações impostas pelo excesso de trabalho e pela necessidade de resolução de tantas situações que à maior parte de nós nem passaria pela cabeça pela precariedade e profunda miséria em que tanta gente vive, nunca conheci ninguém tão disponível e com uma dimensão humana tão grande. Tenho a certeza de que se houvesse muito mais gente como a Dra. Isabel Teodoro, este seria um mundo muito melhor. Acho, por isso, injusta a forma como o gabinete do utente da ARSLVT é aqui visado, porque tenho a certeza de que tudo fazem, na medida do que lhes é possível para nos ajudarem enquanto utentes. Eu senti-me ouvida e nunca negligenciada. Além disso, e pelo que vi, a Dra. Isabel Teodoro foi extremamente correcta e afável na resposta que lhe endereçou. Quanto ao tempo útil, talvez fosse mais fácil e correcto procurar saber o que originou um atraso de 3 ou 4 dias no encaminhamento da exposição. Não sei se sabe, mas se fizer uma reclamação directamente para o primeiro-ministro, esta será reencaminhada para o ministério da tutela – neste caso o da Saúde – que por sua vez a reencaminhará para a ARS respectiva a quem compete o reencaminhamento para a instituição visada. É, infelizmente, a burocracia em que vivemos. A falta de médicos de família é um mal que assola o nosso país mas que tem a ver unicamente com uma política de educação que temos vindo a pagar ao longo dos últimos anos. Isso não nos dá o direito de culpar os Directores dos Centros de Saúde.
Gostava de deixar aqui a questão de se a resposta à sua reclamação foi dada ou não e, se foi, em quanto tempo. É que as instituições têm 30 dias para nos responderem e se, passados esse dias ou se não concordarmos com a resposta fizermos nova reclamação, aí já deverá ser, nestes casos, a ARSLVT a responder.
Dissidentey
31 31UTC Maio 31UTC 2008 em 22:29
SANDRA COSTA:dissidenteY
Espero que não seja a mesma Sandra Costa da ARSLVT.
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E apesar da sua muito interessante exposição devo esclarece-la que não EXISTE NUNCA EM TEMPO ALGUM qualquer justificação que consiga explicar porque é que um hospital demora 7 meses e 3 semanas a marcar uma RM.
Nem em África.
Quanto as explicações burocráticas que levanta são absolutamente zero para mim.
Os problemas que aquele hospital arranja às pessoas são mais que muitos.
Quanto à Doutora Isabel Teodoro tudo o que escreveu é muito interessante, mas não resolve problemas nem põe aquele hospital na ordem que aquele hospital deveria ter.
Eu não estou interessado em ser “ouvido” ou “escutado”. Nem a maior parte das pessoas que tem o lamentável problema de terem que recorrer aquele hospital.
Estou interessado é em que o hospital resolva problemas e que não os aumente a quem lá vai.
A mim e a todas as pessoas que tem o azar de frequentar aquilo.
Outra coisa: isto é um conjunto de artigos sobre questões que se passam naquele hospital.
Este artigo é um post sobre uma marcação de uma RM á qual as pessoas foram avisadas 3 VEZES e uma delas por escrito e mesmo assim conseguiram falhar a data de marcação.
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Quanto à resposta da Doutora Isabel Teodoro eu preferiria que não me tivesse sido nada respondido mas sim que o problema fosse resolvido.
E já agora porque é que as instituições são juridicamente autónomas das ARSLVT´S?como vem escrito no seu comentário?
Precisamente para esvaziar de qualquer efeito útil as reclamações ou não será?
Já que estamos a pensar pensemos também nisso.
dissidentex
31 31UTC Maio 31UTC 2008 em 22:51
De facto, o meu nome não é Sandra Costa e não faço a mínima ideia do porquê ter surgido este nome. Explicaram-me que pode ter a ver com o endereço de correio electrónico que não é o meu mas sim de uma prima e amiga cujo nome é, curiosamente esse mas que nada tem a ver com a ARSLVT.
Não pretendi, de maneira nenhuma, justificar ou defender quem quer que fosse. Queria só manifestar-me em relação ao facto de me ter apercebido, por experiência própria, que estas situações ultrapassam muitas vezes a vontade dos intermediários. O problema está em quem toma as decisões e não em quem as propõe, infelizmente. Quanto ao esvaziar o efeito das reclamações, talvez tenha razão mas há quem encare as reclamações como dádivas e contribuições positivas para a melhoria dos serviços prestados. Hoje em dia, as reclamações estão a ser valorizadas e encaradas como instrumentos de gestão e de avaliação da satisfação dos cidadãos. Acho é que, apesar de tudo, não podemos generalizar. Se eu não gostar de um médico não vou passar o resto da vida a dizer que os médicos são todos uma cambada de incompetentes. É só isto. Espero que a sua situação seja devidamente solucionada e que alguém lhe dê a mão. É o que desejo. E peço desculpa por qualquer coisa mas, como já disse, sou nova nestas coisas. Boa sorte.
dissidentey
31 31UTC Maio 31UTC 2008 em 23:58
dissidentey:
no amadora sintra ninguém encara as reclamaçõescomo dádivas ou beneficios.
Como poderiam lá fazer isso , se são os melhores do mundo e nunca erram?
É impossível que num hospital de estilo estalinista dogmático as pessoas , especialmente a classe médica que lá anda a pairar e finge que percebe alguma coisa do que anda a fazer.
Eles são todos fantásticos e nunca erram.
E de facto lá num certo e determinado departamento são todos incompetentes menos um.
dissidentex
1 01UTC Junho 01UTC 2008 em 9:16