CARRO ELÉCTRICO NISSAN RENAULT DE SÓCRATES.
Existe um novo Messias. Chama-se Carro eléctrico da Renault – Nissan de Sócrates. Ele vem de terras do Oriente até a um dos berços da civilização europeia – a França e com passagens pela Dinamarca e Israel chega a Portugal.
População de Israel – 6.3 milhões de pessoas. População da Dinamarca – 4.484. 000 milhões de pessoas.
População de Portugal – 10.5 milhões de pessoas apáticas. Um país situado quase no Oriente, outro no norte da Europa, outro no Sul da Europa. Que apropriado para testar diferentes condições climatéricas… São estes os 3 países que foram “escolhidos” ao invés de terem escolhido ser os “testadores” do novo carro da Nissan.
Características: países pequenos, com os mercados adequados em tamanho e população/poder de compra para que se teste este veiculo eléctrico, sem a Nissan-Renault ter grandes prejuízos.
Criando ao mesmo tempo a economia de escala na produção que permita produzir para os 3 países (ou outros) em condições aceitáveis (para a Nissan-Renault).
Notícia Público de 8 de Julho de 2008
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- A critica a este projecto deve ser vista em várias dimensões. Desde logo, pelo facto de ser só por existirem problemas com o preço da gasolina, que se avançou para esta hipotética solução. O que demonstra “a capacidade zero” de prevenir o futuro e pensar a longo prazo.
- A solução “carro eléctrico” não resolve os problemas de transporte de mercadorias – estas continuarão a ser transportadas por camiões a /gasóleo. O alto preço do custo de transporte manter-se-à.
- Como é que se vai convencer pessoas a trocarem o seu relativamente novo carro a gasolina, por um carro eléctrico, dizendo-lhes que deverão economicamente aceitar a desvalorização do seu actual bem para investirem em algo novo do qual não tem garantias que venha a ser muito eficaz ou usável?
Exemplo: cito parte de um texto do Esquerda Republicana a propósito deste assunto, num excerto do Jornal Público.:
…”a introdução num país [de carros eléctricos] depende mais da existência de infra-estruturas de abastecimento do que da capacidade da marca”. [...] Com mais ou menos apoios públicos, assim se ditará também a dimensão do envolvimento de Portugal na que é considerada a próxima geração automóvel, até se chegar ao hidrogénio. [...]
No modelo da Nissan, os proprietários dos carros não serão donos das baterias, mas de pacotes de serviço de recarregamento das pilhas de troca por avaria. As parcerias com os países interessados têm de passar por infra-estruturações, como a rede de reabastecimento das baterias. Israel, por exemplo, compromete-se a ter, dentro de três anos, meio milhão de postos de recarregamento. [...]»
Como se percebe na expressão “próxima geração automóvel, até se chegar ao hidrogénio.
Significa isto, na realidade, que existe um espaço de tempo, entre a solução actual e a definitiva solução de transportes (o hidrogénio?). Esse espaço de tempo terá que ser ocupada por algo – para se manterem indústrias e quotas de mercado a facturar e aí surge o… “carro eléctrico”.
O que também significa que os primeiros a consumirem o carro eléctrico, isto é, a comprarem, serão os que pagarão os elevados custos de investigação e desenvolvimento. Isso será “mascarado” através de uma “falácia”, de uma ilusão que se criará: a de se comparar o preço da gasolina/carro a gasolina, com o preço do carro eléctrico dizendo que o carro eléctrico é mais barato.
A segunda parte do texto é também muito interessante: quem é o dono do combustível?
Em circunstancias normais é quem o compra. Aqui compra-se o carro e necessita-se de por combustível (energia). O depósito de combustível não é de quem compra o carro e que a ele está agregado, mas sim da NIssan-Renault (que controla o abastecimento). Quem paga as estruturas de combustível são os países que no carro apostam.
Ou seja, (1) o consumidor paga impostos que pagam a criação de estruturas de “apoio” à distribuição em regime de monopólio da Nissan-renault, e ao mesmo tempo o (2) consumidor paga a compra do carro e o combustível (a energia). E ainda se consegue dizer que isto é mais barato do que a gasolina…só se for para a Nissan-Renault…
O país que dá pelo nome de Portugal está a subsidiar um projecto piloto à Nissan – Renault, sem quaisquer contrapartidas.
Ainda no artigo do esquerda Republicana
“…uma ideia essencial: a oportunidade de negócio não parece estar tanto na comercialização dos novos veículos, mas antes na sua exploração ao longo do seu tempo útil de vida, através do sector do abastecimento.
“…porque não posso recarregar o meu veículo eléctrico “ao sol”, através de placas fotovoltaicas? porque tenho que o fazer usando as placas fotovoltaicas da… nissan?!? sem dúvida que é um excelente negócio vender um produto que requer reabastecimento na marca, a um preço que pode representar um serviço de custo nulo! e porque se insiste tanto no “santo graal” dos carros a hidrogénio (logo, carros a combustível que terá de ser adquirido em postos de abastecimento próprios) ao invés de uma aposta muito forte na I&D da ideia solar?
parece-me que a gasolina foi apenas um primeiro passo no sector do abastecimento dos transportes. a última coisa que este lobby deseja é que eu possa “abastecer” o meu carro em casa fazendo uso dos painéis que coloquei no telhado…
Exactamente o que eu penso deste negócio.
O actual governo “de esquerda” apenas cria uma nova escravidão comercial ao país fazendo este enorme favor à Nissan Renault. Onde está a concorrência na produção de energia, ou seja de todos os consumidores a serem incentivados a produzir energia? Onde estão os padrões comuns de produção acessíveis a todos e não padrões “fechados”
Ler a este respeito um artigo no “Cabalas” sobre os primeiros carros electricos construidos em 1996 nos EUA, pela general Motors.
- Não tinham tubo de escape, zero emissões poluentes.
- Rápidos, silenciosos, faziam 0 aos 100 km em 9 segundos.
- Recarregáveis com energia eléctrica na garagem de casa.
As viaturas não podiam ser compradas, mas apenas alugadas, e os contratos de aluguer não foram renovados.
E também conta a história das primeiras aventuras da Nissan, em 1997 e 2005, que produziu viaturas e após o uso delas, recuperou-as não permitindo o aluguer das mesmas, e destruiu-as posteriormente.
As próprias marcas automóveis auto boicotaram as viaturas electricas.
Excepto em Portugal, onde surgem os “novos Messias”. Ou como um país pequeno, pobre e periférico está a pagar a uma multinacional 1/3 dos custos de produção, investigação e desenvolvimento de um novo modelo de carro. Vamos votar PS?


so vontade de dizer mal… citando os esquerdistas os tais que tambem so sabem dizer mal sem a responsabilidade de governar ou apresentar alternativas.
Basta de criticas vãs e destrutivas, venham os carros electricos pois são muito bem vindos.
Paulo
20/06/2009 em 14:48
solução “carro eléctrico” não resolve os problemas de transporte de mercadorias – estas continuarão a ser transportadas por camiões a /gasóleo. O alto preço do custo de transporte manter-se-à.
completamente falso. Nos estados unidos os autocarros e os camiões de carga são electricos ha ja muito tempo
netcode
17/10/2008 em 15:27
Abraracourcix: “(…) Essa do governo trocar todos os carros de Estado pelos novos carros eléctricos seria uma excelente ideia. Pelo menos assim possíveis anomalias e erros iniciais seriam suportados também pelos responsáveis pela ideia (…)”
Ãh! Do ordenado deles? É para rir, essa… Sair-nos-á do pêlo, isso sim.
Mário da Silva
13/10/2008 em 0:46
[...] praticamente só havia pontos de interrogação sobre os moldes em que este se desenrolaria, alguns pessimistas impenitentes tiveram razão, mesmo antes de tempo, nas suas [...]
Sócrates e o triunfalismo precoce « O irredutível gaulês
04/08/2008 em 13:16
[...] TGV´s e aeroportos. O mais espantoso e focalizando no sector automóvel, é o facto de se ir fazer uma espécie de negócio com a Renault -Nissan, e não criar – por exemplo – duas [...]
MARCAS NACIONAIS E O SEU DESAPARECIMENTO. « DISSIDENTE-X
30/07/2008 em 8:20
[...] petróleo – cenário não catastrofista Estava a comentar mais uma interessante análise do Dissidente X quando me apercebi do rumo que o meu comentário levou, e do peso do que estava a escrever. Porque [...]
O fim do petróleo - cenário não catastrofista « O irredutível gaulês
16/07/2008 em 21:12
Rezaf:
os tiroteios em Loures são perfeitamente normais. São apenas manifestações da livre liberdade de expressão de uma minoria étnica. Tudo perfeitamente normal.
Quanto ao resto ficaste a perceber o que é que um país a sério, mesmo com problemas(a Itália) é comparado com “isto”.
dissidentex
14/07/2008 em 13:14
“Pois ….. quem pode pode.
Uns tem Florença, outros estão aqui escravos do blog….
Além disso para que é que se quer evitar incêndios?
É bom é estar tudo a queimar .
NEROS DE Portugal manifestem-se.” – X
Isto já está a arder. Estive uma semana sem saber o que se passava neste país. Quando voltei, fiquei a saber que o pessoal anda aos tiros em Loures. E que o Presidente da Asae anda a ser investigado pela PJ. E que coisas como o BCP ainda existem. E que o Engenheiro quer pôr IA nos carros eléctricos que, segundo a Quercus, são isentos deste imposto. E que o fantasma do tijolo central, constituido por mortos-vivos vindos do além político, assombra este país. E que os fornecedores de gás, a la HP, não baixaram os preços aquando da descida do IVA. E que o pão em itália é mais barato que cá. A água também. O combustível também. Não muito, mas é. E que o assassino de uma rapariga italiana (Frederika Squarise) desparecida em lloret del mar foi apanhado em três tempos. Minto, dois. E só se soube disso quando o tipo foi apanhado. Cá, foi o que se viu com os McCann. E soube também que os bancos foram proibidos de cobrar comissões por renegociação de contratos de empréstimos. E soube também que carnaval dos exames ainda não acabou. só não sei como ficou aquela anedota da erse.
Quando cheguei, tive a sensação que o buraco onde eu vivia há uma semana atrá se tinha tornado numa cratera.
HDias: São criticados em tudo o que fazem, porque o que fazem nem é governar, muito menos representar os seus, os meus e os interesses de todos os que depositaram (ou não) confiança neles através do voto. Ora, pisar um castelo de areia até eu sei fazer. Construir um minimamente bonitinho já é outra conversa. E é para isso mesmo que eles são pagos a ouro, diamantes e carros de alta cilindrada nada ecológicos. Supostamente, a responsabilidade no posto de trabalho deveria aumentar proprocionalmente com a remuneração e quaisquer outras benesses. E como esta raça política falhou por completo nas suas responsabilidades (não serviu e zelou pelo povo que lhes paga os ordenados, reformas gordas, etc…), não deveriam ser escorraçados imediatamente pelo seu superior imediato, o Cyborg Silva? Eu acho que os “meninos d’oiro” da selecção devriam ser despedidos pela mui pobre prestação no circo do Euro 2008. Alguém que é pago assim tão bem, deveria ser quase infalível (99.9%) no que é pago para fazer.
Rezaf
14/07/2008 em 0:12
Caro Hdias:
Por acaso este artigo até me demorou mais de uma hora, uma vez que envolveu alguma pesquisa, a leitura das notícias de jornal, a leitura de artigos em outros blogs e a consulta de alguns documentos que aqui tinha sobre o assunto.
Para quem lê e que lê em 2 minutos isto parece uma coisa simples de fazer porque a “apresentação ” é muito engraçada e simples mas isto demora um pouco mais a fazer do que parece.
Quanto ao se estado de alma acerca do governo peço desculpa, mas a comparação com outros que lá estivessem fariam melhor é uma comparação que não se aplica.
Quem lá está é este governo e não outro, portanto é este que é criticado ou elogiado. Não outro. Quando lá estiver outro governo outro governo é criticado ou aplaudido.
Todas as iniciativas são criticadas porque quase todas as iniciativas deste governo são de uma estupidez atroz. E escrevo estupidez para não escrever “propositadamente”.
Quanto ao meio ambiente não sou eu que sou culpado da poluição. Quem definiu a política energética do país é que tem que responder à sua pergunta.
E quanto às suas questões pertinentes sobre carros,ares condicionados e o resto, deve pedir explicações especialmente ao senhor que é actualmente o Presidente da República.
Foi durante os 10 anos de mandato dele como primeiro ministro em 3 governos, que os ” milhões de pessoas consumistas “se tornaram em milhões de pessoas consumistas – isto em Portugal.
Na altura as pessoas que criticavam isso também eram acusadas de estarem em secretárias sem nada fazerem e só a criticarem…
Agora que os estragos estão feitos….verifica-se que afinal existiam pessoas que tinham razão em criticar.
Quanto à sua questão do painel solar, experimente pedir autorização administrativa a uma câmara municipal para instalar um painel solar – a legislação é feita pelo actual governo e executada pelas Cm´s…
E registo a sua bem intencionada ingenuidade ao achar que apenas será pelo esforço de umas quantas pessoas que se irá fazer algo pelo ambiente.
Isto – esta iniciativa do actual governo – nada tem a ver com o ambiente, mas sim com problemas de ganhar eleições e de tentar não rebentar com a economia portuguesa já imediatamente.
dissidentex
13/07/2008 em 21:46
Não votei neste governo e nem acho que outro que lá estivesse teria feito melhor, mas todas as iniciativas são criticadas ou são encontradas “brechas” em tudo o que fazem.
Uma pergunta: como contribuem para o meio ambiente as pessoas que estiveram sentadas na secretária durante 15 minutos a escrever estas opiniões?
Será que a culpa é do governo ou dos milhões de pessoas consumistas que não podem viver sem carro, ar condicionado, que não fazem reciclagem e que não se preocupam como vivem e morrem todos os animais que nos chegam à mesa para nos alimentarmos?
Em vez de se endividarem para irem de férias para o Brasil, comprem antes um painél solar…
Tudo isto é ambiente, tudo isto é planeta Terra. E tu que estás a lêr, só criticas ou tb ajudas??
HDias
13/07/2008 em 21:29
REZAF:
“Estive numa conferência sobre catálise em Florença”
Pois ….. quem pode pode.
Uns tem Florença, outros estão aqui escravos do blog….
Além disso para que é que se quer evitar incêndios?
É bom é estar tudo a queimar .
NEROS DE Portugal manifestem-se.
A história do hidrogénio explodir é verdade . Também já li e vi programas sobre isso.Aquilo é muito instável nos depósitos -apesar de ser abundante na natureza.
Obrigam-nos a aturar uma série de coisas porque a estruturação das sociedades assim está organizada e os modos de produção também.
É claro que não se gosta disto.
dissidentex
13/07/2008 em 15:23
Estive numa conferência sobre catálise em Florença e falou-se numa coisa muito interessante que é a gama-valerolactona. Esta substância utilizada na indústria da perfumaria e alimentar, pode ser produzida através de fontes não-alimentares (celulose, lenhinas, etc…) e convertida em combustível pronto a ser utilizado.
O bom disto é que poderíamos evitar muitos incêndios florestais se existisse uma empresa que fizesse a limpeza de florestas de folha caduca (coisa que ninguém quer fazer) e convertesse essa biomassa em algo útil, mesmo que não seja para combustível. Pelo menos, dava para aguentar até termos infra-estruturas para começarmos a implementar carros eléctricos ou a ar comprimido. Eu já estou a pensar em fazer algo do estilo (se me deixarem fazer, claro).
Não me parece que o hidrogénio seja uma boa escolha, até porque tem uma tendência para explodir com muita violência e a células de combustível acabam por ser pilhas que podem conter hidretos metálicos, que também são maus.
Temos tantas alternativas que não necessitam de fontes petrolíferas ou alimentares. Porque nos obrigam a sustentar, e a muito custo, uma via energética obsoleta, só para que os gatos gordos não emagreçam de um dia para o outro?
Rezaf
13/07/2008 em 14:30
ABRACOuRCIX.
O que li era que apesar de tudo o hidrogénio necessitava de muito petroleo para ser feito, embora não tanto em gasto como o actua gasto em petróleo.
E que o hidrogénio punha problemas ao nível dos depósitos de hidrogénio terem que ser absolutamente estanques, isso ser muito difícil de fazer, porque a mais pequena fissura originaria explosões.
Produção nacional: Existe por exemplo uma fábrica portuguesa de pneus- Camac – que está em dificuldades financeiras. Houve alguma negociação para os por a serem
fornecedores? Creio que não..
Baterias: eu pensi no problema sobre a lógica do monopólio, partindo do principio que as baterias seriam ecologicamente recicláveis. Não sendo ainda se torna a coisa pior.
Estruturas: desconfio por principio das Sonaes e das galps a meterem-se nisso.
Quanto ao preço de petróleo não precisas de me convencer.
Vai estar perto dos 200 dólares o barril pelo menos dois anos e quando descer será para os 100.
Num cenário ou noutro, as coisas serão más economicamente na mesma, para uma economia como a portuguesa. Ele vai para os 100 dólares, mas não é já.Depois fica ai durante uns 10 anos. Até começar a subir sustentadamente de novo ou a procura começar a ser desviada
dissidentex
13/07/2008 em 12:53
Sim,é verdade, voltei ao activo. E este comentário saiu de tal forma que acho que o vou adaptar a post no Altermundo.
Abraracourcix
13/07/2008 em 12:29
Várias notas:
1. mihura: essa do governo trocar todos os carros de Estado pelos novos carros eléctricos seria uma excelente ideia. Pelo menos assim possíveis anomalias e erros iniciais seriam suportados também pelos responsáveis pela ideia.
2. dissidente: o hidrogénio não necessita necessariamente de petróleo para ser produzido, mesmo em grandes quantidades. Mas como dizes e bem, tal ainda não é possível com as tecnologias generalizadas hoje em dia. Tem havido avanços quanto a isto e quanto à segurança dos depósitos, não sei se demorará 20 anos a chegar lá, mas quem poderia acelerar o processo de investigação não está interessado porque prefere antes disso tirar partido dos altos preços do petróleo. Portanto, gera-se uma situação de irresponsabilidade em que só quando o petróleo estiver a acabar é que se pensará a sério nisto.
3. fábricas nacionais a fornecer componentes para os carros talvez estejam a pensar usar os “clusters” por exemplo da Autoeuropa, que fornecem componentes para os carros aí fabricados. Dos preços li que a ideia é haver incentivos no Imposto Automóvel para que os carros eléctricos sejam mais baratos que os convencionais. Mas nestes dois pontos é como dizes, ainda não há nada de concreto, só ideias luminosas – algo em que os portugueses são pródigos, ao contrário do “pormenor” de as passar à prática, em que somos péssimos…
4. Raio e dissidente: a parte da troca de baterias não tem só o problema do monopólio natural que a nissan e renault vão ter. Qualquer bateria de telemóvel ou aparelhos eléctricos é extremamente nociva para o ambiente. Quais serão os impactos de ter milhões de baterias a ser trocadas TODOS OS DIAS? Vão-se reciclar? Por em aterros?
5. Pelo que também li, a ideia para generalizar o carro eléctrico passa pela criação de infra-estruturas de abastecimento com as empresas que alegremente já se puseram em bicos de pés para participar na luminosa ideia (Galp, hipermercados). Isso foi pensado, mais uma vez resta saber como vai ser posto em prática.
6. Raio e dissidente, e de caminho todos os que lerem isto: não estou a ser catastrofista e sei precisamente o que vou dizer e o peso do que vou dizer. Podem gravar as minhas palavras – O preço do petróleo não vai baixar, pelo menos não significativamente (gostava de acreditar nos 100 dólares…), e não mais do que no curto prazo (dias, semanas no máximo).
O preço do petróleo não vai baixar nunca mais. O grande problema é que ainda não nos consciencializámos disto – ou não nos quisermos consciencializar, tal como custa acreditar que um parente próximo está para morrer, é o tipo de má notícia que temos tendência a negar para manter a sanidada mental – como tal ainda não pensámos a sério, mesmo a sério, em como terá de ser o mundo depois disso.
Raio, o petróleo vai acabar, isso é óbvio – por isso se chama recurso não renovável. Quando vai acabar, suspeito que as petrolíferas tenham uma ideia bem mais nítida do que o que deixam transparecer… Especula-se muito sobre o “pico do petróleo”, o momento em que a produção petrolífera chegará ao máximo e começará a baixar, alguns dizem mesmo que esse pico já passou e não nos dizem para não criar alarmismo… Acredito que se não aconteceu (nãio excluo a hipótese), está para acontecer nos próximos anos, o que explica a histeria crescente dos mercados. Mas claro que ninguém nos vai avisar disto…
Abraracourcix
13/07/2008 em 12:28
[...] A lógica da APLE é a mesma da lógica do carro eléctrico Nissan-Renault de Sócrates. Os primeiros consumidores a entrar na compra do produto/serviço são aqueles que pagam o custo de [...]
IPHONE 3G DA APLE « DISSIDENTE-X
13/07/2008 em 11:17
Raio: concordo. Devemos dar o benefício da duvida até porque os contornos deste negócio não estão ainda muito bem definidos.
O meu ponto não é estar contra a ecologia, ou contra o carro eléctrico por si só, mas antes contra aquilo que me parece ser a maneira como o negócio estará a ser desenvolvido.
Há essas 3 formas de abastecer de energia. Ao que parece será utilizada a lógica da troca de bateria, fornecida pela Nissan-Renault.(Para dar rapidez ao abastecimento)
Isso vejo com muitos maus olhos porque estão em sistema de monopólio e as baterias deles deverão presumívelmente ser construídas com um sistema/formato próprio só possibilitarão que sejam as feitas pela Nissan -Renault a funcionar.
Deveria existir aqui uma solução em que qualquer pessoa que conseguísse produzir energia o pudesse fazer e auto abastecer-se.
O preço do petróleo vai baixar mas vai demorar uns bons dois anos e a baixa irá mantê-lo nos 100 dólares o barril. Que é algo muito difícil para a economia portuguesa/cidadãos de aguentarem custos a esse preço.
Não sou contra a criação da infra estrutura mas sim a forma como irá ser feita; parece-me que irá ser paga exclusivamente pelos contribuintes portugueses, não pela Nissan-Renault
E percebo a ideia de que a critica sistemática ao governo desvaloriza quem critica e funciona a favor do Governo – aceito perfeitamente que se calhar, por vezes estou a incorrer nesse erro, mas nem sequer tenho estado a ser tão critico como tenho vontade de ser, até porque acho este governo muito mau e a várias dimensões.
Ou seja, até me refreio um pouco de os criticar mais.
Mas aceito a crítica no que me diz respeito… e o reparo de que, de facto, por vezes as criticas sistemáticas funcionam um pouco a favor deste governo.(Podem funcionar)
dissidentex
12/07/2008 em 15:31
Devemos dar o benefício da dúvida.
Segundo li o carro eléctrico pode ser abastecido de três formas diferentes:
a) Na garagem da casa em 6 ou 7 horas;
b) Num parque público ou bomba de gasolina em meia hora;
c) Numa bomba por troca da bateria em cinco minutos.
Embora não acredite que o petróleo vá acabar e ache que o preço actual acabará por baixar, acho muito importante que se comece a tentar vulgarizar os automóveis eléctricos. Poluem menos e são benéficos para a balança de pagamentos.
O hidrogénio não é para amanhã, além de me parecer perigoso.
E, para vulgarizar o automóvel eléctrico é necessária uma infra-estrutura.
É para isto que o Governo está a avançar. Não me parece errado e a critica sistemática a tudo o que o governo faz desvaloriza quem critica e, em última análise, é favorável ao Governo.
O Raio
12/07/2008 em 15:08
Mihura: sei pouco sobre hidrogénio e similares, mas sei o seguinte:
a) o hidrogénio para ser produzido em quantidades enormes,também necessitaria de petróleo.
b) o Hidrogénio é muito difícil de conter dentro de um depósito pelo menos com as tecnologias actuais, se alguém bater num carro a hidrogénio aquilo explode logo – é uma substancia muito volátil e perigosa
c) Tecnologicamente ainda demora uns 20 anos.
Eu referi que estamos a pagar, isto é, vamos pagar a grandes empresas pela simples razão de que é Portugal /a Dinamarca/ e Israel que vão subsidiar indirectamente os testes destes carros.
A Dinamarca e Israel tem economias para isso e interesse estratégicos( Israel para isso) , nós não temos.
O que temos é uma enorme dependência do petróleo- somos a economia europeia mais dependente.
Teoricamente faz sentido carros eléctricos. Mas da maneira como este negócio é feito não faz sentido.
Fábrica cá? Onde está? Industrias nacionais a fornecerem componentes para as fábricas que fabricarão isto? Não se sabe se há.
O combustível (a energia) é só fornecida nos postos da Nissan -Renault e nos restantes sítios que os construírem e que não os irão construir de borla. – Dai a conversa dos incentivos fiscais.(Para estas estas empresas que construir postos de abastecimento de energia eléctrica, está-se mesmo a ver…
Portanto não estou muito bem a ver quais é que são as reais vantagens disto.
Ou melhor, quem entrar de inicio a comprar pagará uma preço muito caro porque estará pagar os custos de investigação.
É mesma coisa que se passou com as pessoas que compraram por exemplo os primeiros ecrans de plasma que eram caríssimos, à volta de 5000 euros. Agora o preço está a 800 mais ou menos.
E não acredites que os carros do governo venham a ser substituídos por estes…
Depois existem outras coisas:
a) preços destes carros quais é que vão ser?
b)substituição dos autocarros por autocarros eléctricos, vai haver?
C) E os táxis?
dissidentex
11/07/2008 em 14:07
Bem, eu também não percebi essa do carro eléctrico, não me informei bem mas pelo que me parece acho que mais vale esperar pelo de hidrogénio nem sei para que comprar essa porcaria, a não ser pelo que referiste de estarmos a pagar a grandes empresas.
É nesta altura que espero que a mentalidade retrograda, desconfiada e vaidosa (já que o carro parece um brinquedo lol nada daqueles carrões tipo Toyota Prius) dos portugueses funcione para que ninguém compro isso ou então venha se informar exactamente onde se vai meter. Mas isto da-me uma ideia todos os carros do governo são substituídos por estes e assim poupam dinheiro e dão o exemplo.
Ja me esquecia afinal o imposto que o socras disse que ia baixar nem existe lol vi isso ainda a pouco nas noticias.
mihura
11/07/2008 em 13:42