CRISE FINANCEIRA AMERICANA – AS RAZÕES.
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A lista completa de artigos relacionados com este assunto pode ser encontrada na página da barra lateral ” Z – Crise financeira norte americana”
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O inicio.
- A bolha especulativa – como surgiu a bolha do imobiliário nos EUA e como ela rebentou nos mercados accionistas.
No inicio dos anos 90 o mercado bolsista americano entrou em ebulição. Começou a subir e isso, por sua vez, originou um aumento dos negócios (e novas subidas), devido às novas empresas de tecnologia e novos tipos de empresa potencialmente muito lucrativos que passaram a estar cotadas em Bolsa.
Novas empresas de computadores, e empresas da área Internet (as chamadas Dot.com) eram as “novas estrelas”. Tal originou uma subida explosiva nas cotações das acções, misturada com especulação, novos investimentos, geração de novos negócios, expectativas altas…etc.
Especialmente desde 1996 (pelo meio com o crash de 1997, para voltar a ganhar balanço…) até ao ano 2000 o mercado de acções subiu imenso. Em Março/Abril 2000 rebentou a bolha, e o mercado teve uma queda enorme.
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A queda do mercado bolsista gerou o medo dos agentes económicos americanos e na parte política; da possibilidade do surgimento de uma enorme recessão ou crise económica.
Querendo evitar a recessão e “ajudar” os interesses financeiros/políticos americanos, Alan Greenspan, o então Presidente da Reserva Federal (o banco central), de acordo com o poder político (Bush), decidiu reduzir as taxas de juro (baixou o preço do dinheiro). Fê-lo simultaneamente de duas maneiras: (1) descendo-as rapidamente e (2) descendo-as muito.
- Foi a mais rápida descida de taxas de juro nos EUA desde sempre.
Quando se descem taxas de juro está-se a indicar que o preço do dinheiro é mais baixo. Está-se a indicar aos consumidores que é possível pedir dinheiro a bancos ou instituições de crédito em maiores quantidades ou, não o podendo fazer antes da descida, passa a ser possível – agora – fazê-lo.
E, subitamente, nos EUA, foi tornado possível que quase toda a gente pudesse pedir empréstimos pagando pelos mesmos, taxas ridiculamente baixas.
O efeito desejado foi obtido e vendo a oportunidade milhões de pessoas foram pedir dinheiro aos bancos para investir.
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Estes novos consumidores, dotados de capital, olharam ao redor em busca de investimentos. Verificaram que não podiam investir na Bolsa de valores – esta tinha caído. Então começaram a investir na compra de casas. O produto substituto.
Isto aconteceu entre 2002 a 2006. Originou que, de repente, o mercado de construção e arrendamento norte americano tivesse uma súbita explosão de procura – uma bolha de consumo de casas (foi a forma como o governo americano e os interesses económicos tentaram resolver as perdas que tinham acontecido no mercado de acções em 2000 ).
Como o volume de dinheiro disponível estava estava noutro mercado diferente do accionista, os bancos e casas de credito “entraram” em força e começaram a emprestar dinheiro para compra de casas em grandes quantidades.
Quando acontece uma explosão descontrolada de pedidos de empréstimo isso faz com que o valor daquilo que se compra tenha tendência a aumentar. O que significa que, também, se pode rapidamente vender esta propriedade que se comprou por preço superior. Origina também uma apetência do consumidor por comprar mais coisas e mais rapidamente em busca do lucro imediato.
O preço de subida torna-se o seu próprio mecanismo de subida – até parar brutalmente.
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Dois tipos de corrupção motivaram o rebentamento desta bolha especulativa no mercado imobiliário.
- A primeira forma de corrupção foi a seguinte.
Um banco ( ou entidade financeira que concedeu o empréstimo) faz uma hipoteca de uma casa a um cliente. Empresta-lhe dinheiro para que este compre. Até aqui, tudo normal.
Uma qualquer entidade financeira que fez isto, viu aqui uma hipótese.
Concluiu que podia vender o “papel” que garante que aquele que pede o empréstimo o irá pagar. Concluiu que poderia vender o seu direito de cobrar às pessoas a quem emprestou (a garantia real que o banco detém para depois forçar o cumprimento da obrigação) a uma outra entidade financeira que estivesse disposta a comprar.
O cheiro a ganancia espalhou a ideia e bancos e correctores de acções por toda a América viram nisto uma enorme possibilidade de fazer …… muito mais dinheiro. Começaram a comprar estes direitos/estas hipotecas e após comprarem, juntaram-nas em “maços”/bundles de hipotecas.
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A partir desses “maços emitiram “acções de bolsa”. Sendo o valor ou o activo financeiro destas acções, o direito a receber uma parte em dinheiro daquelas hipotecas/pedidos de empréstimo.
As pessoas ou empresas que comprassem estas “acções”, tinham comprado o direito a receberem uma parte dos pagamentos que seriam feitos – no futuro – pelas pessoas que tinham comprado a casa e estariam durante 10/20 /30 anos a pagar a casa.
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Para tornar isto ainda mais doido, louco, confuso e irresponsável os bancos mais pequenos/locais venderam os seus “maços” pelo valor “100″ a bancos regionais. Estes, por sua vez, venderam a bancos nacionais. pelo valor “200″. E os bancos nacionais venderam entre si por “300″ ou por “1000″ (o que fosse) e também venderam ao estrangeiro.
Para este sistema funcionar sem problemas era necessário convencer os investidores – primeiro os americanos, depois os mundiais - que este sistema tinha garantia e era seguro.
Se os investidores exteriores a este processo pensassem ou percebessem, por um breve momento, que isto não era seguro, nunca esses investidores comprariam e a credibilidade deste negócio terminaria antes de começar.
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Para “credibilizar” este negócio foi preciso arranjar “Credit Rating Agencies”. Agências de crédito “idóneas” que classificariam (positivamente) o grau de segurança deste negócio. (Classificariam o risco de se emprestar dinheiro…como sendo …… positivo)
Foram 3 as agências: A Moody´s, a fitch´s , a Standard and Poor.
Sistematicamente, estas três consultoras/empresas de contabilidade atribuíram ratings/classificações positivas a estes negócios.
Estas classificações não tiveram em conta a capacidade das pessoas que pediram os empréstimos de os poderem, efectivamente pagar ou terem capacidade para pagar o empréstimo.
Com todo este “movimento em acção” todos os jogadores deste jogo estavam a fazer dinheiro. Todos tinham interesse em deitar a mão ao dinheiro expectável que ai viria.
O resultado:
O que agora estamos a ver.
Por todo o mundo, os detentores destas garantias virtuais e dos papeis que certificam que o que compraram vale” X” descobrem afinal que o que compraram não vale “X” , mas sim “X” menos 1000 e que as garantias são inúteis.
O problema extravasou para o mundo inteiro, porque neste negócio, ao longo desta cadeia de vendedores e compradores, também bancos estrangeiros, e governos estrangeiros, empresas de seguros internacionais, empresas privadas compraram* acções sobre hipotecas de empréstimos de habitação
Agora são donos de garantias que nada valem.
* Compraram porque lhes foi dado a ver um negócio que oferecia uma (1) alta taxa de retorno e tinha (2)“credibilidade” certificada por prestigiadas empresas internacionais de classificação de risco.
Financeiramente, quando se tem “papeis virtuais” que não valem nada, ou valem menos 1000, fica-se engasgado.
É por isso que, penosamente, os bancos mundiais (e governos e empresas) estão a alterar a sua contabilidade. Reduzindo o valor dos seus activos…recalculando-o para baixo.
- A segunda forma de corrupção foi a seguinte:
Esta ocorre no inicio do negócio.
Uma família americana, encharcada na ideia de querer obter o “sonho americano”, quer ter uma casa própria, sem ter que continuar a pagar uma renda ao senhorio. Ambos os membros do casal trabalham, mas o que ganham não chega para pagarem o empréstimo.
Subitamente, quando estão na sua casa arrendada a ver wrestling na televisão (algures em 2003,2004,2005), aparece um(a) jovem bem vestido (da companhia “XPTO”) e diz-lhes que tem noticias maravilhosas para lhes dar. Pergunta antes, quanto é que pagam de renda? E a resposta é: 800 dólares por mês.
E o(a) jovem bem vestido declara: posso pô-los na vossa casa própria mas por apenas 600 dólares por mês, menos 200 do que pagam agora.
Milhões de famílias agarraram esta oportunidade.
É claro que as clausulas posteriores em letras miudinhas foram depois explicadas. Só 600 dólares no primeiro ano, etc, mas depois torna-se diferente dependendo da subida ou descida das taxas de juro – taxa era variável.
Mas como a maior parte das famílias não entendia estas subtilezas ou não teve instrução e conhecimentos técnicos para entender claramente estes assuntos, assinou estes contratos…
Várias famílias, imediatamente, também aproveitaram para vender a hipoteca a um outro banco diferente/maior daquele que as contactou. Que por sua vez – dentro de todo este esquema – as juntou em “maços” de outras hipotecas que esteve sempre também a comprar para obter uma segurança negocial e creditícia maior e uma capacidade negocial maior caso pretendesse vender a um banco nacional, por exemplo.
O problema:
O (a) jovem bem vestido que faz a venda desta ideia maravilhosa, ao fim de 5 minutos de estar em casa dos potenciais adquirentes do empréstimo percebia imediatamente que estas pessoas não tinham hipóteses de pagar o empréstimo que lhes estava a oferecer.
Mesmo que não tivessem nenhuma doença ou não viessem a perder o emprego nunca poderiam, no longo prazo, pagar.
Mas o(a) jovem bem vestido tinha interesse em fazer imediatamente as pessoas assinarem os contratos, porque é dessa acção que as suas comissões e ordenado dependiam.
Isto sucedeu em larga escala nos EUA, também porque a administração Bush, sistematicamente, desregulamentou e retirou a fiscalização de todos os sectores ao longo dos anos.
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Agora, as empresas que tem empréstimos para receber e acções para reembolsar, verificaram que não tinham dinheiro para pagar aos seus credores – bancos e companhias de seguros – que exigiam o dinheiro (ou garantias reais sobre o mesmo).
É por isso que a “Freddie Mac” e a “Fannie Mae”, as companhias americanas de empréstimos para aquisição de habitação foram à falência apesar de terem sensivelmente cada uma 40 biliões de dólares em activos, que mesmo assim não chegavam, mesmo que vendidos, para pagar as dívidas.
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Os principais beneficiados financeiros da “guerra” entre tubarões financeiros são:
- a empresa Bank Of America.
- a empresa JPmorgan Chase.
Ambas pertencem ao grupo Rockfeller. O mesmo grupo que em finais do século 19, era dono da Standard Oil – empresa de petróleos.
Após Março de 2008, a seguradora Bear Stearns que estava em iminência de ir à falência, foi adquirida pelo JP Morgan Chase.
Os principais perdedores financeiros da “guerra” entre tubarões financeiros são:
- Citigroup Inc – em Portugal conhecido por Citibank, com aqueles abutres que rondam nos hipermercados…
- American Express – os cartões.
- Goldman sachs – afinal ter lá o senhor António Borges, candidato a chefe do PSD não impediu isto…
- Morgan Stanley
O maior banco norte americano é o Citigroup.
Os números 2 e 3 são o Bank of America e o JP Morgan Chase.


Mariel: precisamos de “locomotivas” para quê?
Para nos venderem minarquismo?
dissidentex
16/06/2009 em 16:20
Acho que o dinheiro é o substituto do poder dos senhores da época medieval. Aliás alguns só se tornaram senhores porque eram os mais capazes, segundo a lei da selva, que foi sempre a única lei, de onde parte tudo. Nos últimos tempos de conquistas do império Romano, a terra era tanta e a fome era mais, que já havia terra conquistada, como direitos, para os lideres da maralha.
Hoje as regras mudaram?
Antes do império Romano, açambarcar a europa no seu tempo, outros não tentaram o mesmo, o império Mongol (Gengis khan), outros mais… Todos deixaram marcas indeléveis. Os USA apesar de terem deixado a marca, do povo que mais contribuiu para o desenvolvimento do Séc XXI, dos maiores propagadores da ideia de mercado, começando por darem o exemplo, desde a sua fundação e o extremo do minarquismo em pleno séc XIX, resta mesmo esperar que seja um apesar… Não nos restam grandes alternativas, em termos de locomotivas, porque temos “fábricas do mundo”, “revisionistas à medida”, “povos multiculturais com problemas de castas e o mundo vai acabar à marrada e só se safa quem tem cornos, mas com inspiradores de moral e bons costumes, tipo o Gandhi”, …
Acho que devemos continuar a escrutinar o mundo e os que nos rodeiam, como se faz nas entrevistas de candidatura para os trabalhos de pessoas, que me permitem estar aqui a escrever num computador, com software oh point…
O mundo, o trabalho não é só matéria, átomos, electrões, lucros, ganhos, dinheiro e mais dinheiro…
É sobretudo escrutínio, justiça e cultura e claro um mercado, comunicação social, para todos tomarem clara a realidade, que nalguns países como em Portugal, é uma realidade tipo a bota, que não bate com a perdigota, como disse António Barreto no discurso do 10 de Junho, é tudo muito desproporcionado, megalomanias de frei Tomás faz o que ele diz não faças o que ele faz (ganda Diácono Remédios), um país de falsas auto-estimas, em que muitos deixam de ser ralé, para passarem a ser coisas, quando embarcam nessas barcas com motores que consomem o petróleo, que vai acabar por ser pago, pelos cus, pelas mamas das mulheres, pela hipoteca do barco…
Quero ver se vão continuar sacanas na altura de serem chamados de vendedores de expectativas, chamados de paneleiros, curnudos e caloteiros, depois dos bananas terem dado conta, que só se pode pagar com géneros, mesmo sendo dinheiro…
Mariel
14/06/2009 em 2:36
Rui Viana Jorge:
concordo inteiramente com a sua ideia. Embora o âmbito. do post não fosse exactamente esse.
Mas essa ideia é verdadeira se todo o dinheiro existente for o mesmo, em quantidade…
Aqui os protagonistas – alguns mudaram…
Quanto ao ponto dois, relacionado com todos os países em crise isso tem a ver com o facto de este problema ter sido exportado dos EUA, para os sistemas financeiros do resto do planeta.
Quem estava mais exposto mais em crise ficou.
E posteriormente assistiram-se a manobras defensivas de alguns governos( especialmente o Inglês e o alemão) para impedir que o dinheiro que o governo dos EUA injectou nos bancos com problemas fosse usado para que essas instituições financeiras americanas – recapitalizadas – começassem a comprar bancos europeus…
Quanto aos economistas em Portugal é para esquecer.
As actuais explicações são miseráveis, para não dizer mais…
dissidentex
28/01/2009 em 23:36
duas observações muito curtas;
1ºUma crise financeira so existe se o dinheiro desaparecer;porque se mudar de mãos, não ha crise do sistema,ha alteração de protagonistas.
2ºEstão todos os Países em crise????
Ha por aí algum economista que não seja ex-ministro (porque esses sabem tudo;até sabem não assumir responsabilidades do que fizeram a este desgraçado País)que seja capaz de explicar estas duas duvidas????quero ver
Rui Viana Jorge
28/01/2009 em 23:10
[...] mais de quatro horas, os dois posts dedicados à crise financeira americana, respectivamente: Crise financeira americana: as razões Crise financeira americana: a impressão de [...]
O GOVERNO DO BRASIL VISITA ESTE BLOG?!?! « DISSIDENTE-X
28/01/2009 em 20:33
José Sequeira:
Obrigado pelo elogio e pela paciência que teve em ler isto, dado que o assunto não é propriamente fácil
De qualquer forma a coisa ainda não acabou – penso pelo menos meter mais uns 3 artigos a explicar outras questões
e alguns vídeos, que ,para quem percebe inglês razoavelmente bem, conseguirão fazer perceber a “propaganda imensa” que está a ser feita Às pessoas relativamente a este assunto.
Estou também a fazer isto não só com a intenção de partilhar com as poucas pessoas que vem até aqui, mas também para eu próprio ficar com uns arquivos disto.
Este assunto não pode NEM DEVE ser esquecido.
dissidentex
24/11/2008 em 11:27
Li toda a colectânea de artigos e foram o melhor que encontrei. Explicar esta crise não me parece fácil, mas acho que você conseguiu bastante….Pela minha parte , muito obrigado pela achega ao meu conhecimento desta “crise”
José Sequeira
24/11/2008 em 1:31
[...] leave a comment » Ver: Crise financeira americana:as razões [...]
CRISE FINANCEIRA AMERICANA - A MOEDA. « DISSIDENTE-X
13/10/2008 em 13:40
[...] 12, 2008 por sabine77 – Sobre a Crise Financeira Norte-americana: Crise Financeira Americana – as razões – Caridade versus Solidariedade: Caridade neo liberal? Não obrigado – Leituras de Zygmunt Bauman: [...]
O olhar de Dissidente-X « O Peso e a Leveza
12/10/2008 em 14:58
Rezaf: o dinheiro não é criado a partir do nada.
O dinheiro é retirado ao orçamento de Estado americano, que , por sua vez emite alguns instrumentos para se financiar e corta em subsídios ou despesas noutros sectores.
Daqui a um ano é que se terá a verdadeira dimensão do problema.
Aquilo agora também já é sempre a andar e quem vier atrás que feche a porta.
Mesmo que seja a lógica da criação espontânea de um trilião de dólares aplicada aqui, isso tem sido o que tem andado a fazer desde há imenso tempo, em que o resto do mundo suporta o dólar.
Agora é mais do mesmo.
dissidentex
07/10/2008 em 14:48
Por enquanto… O problema não será criar mais dinheiro do nada? Se eu percebi bem a ciência oculta do capitalismo XL, o dinheiro destes “bailouts” é criado a partir do nada. Criar dinheiro custa e os preços terão que acompanhar esse aumento de custo. As poupanças desvalorizam à medida que a inflação aumenta por aí fora. Agora imagino o que irá acontecer após a criação espontânea de 1 trilião de dólares. A inflação por lá está estável agora, mas estará daqui a 1 mês?
Rezaf
06/10/2008 em 22:00
Rezaf:
A hiperinflação está, por enquanto, controlada.
As obrigações do tesouro norte americanas que a China compra regularmente garantem isso.
A União Canadá/México está fora de hipótese.Economicamente existem inúmeras corporações americanas que estão a começar a não achar piada nenhuma ao livre comércio nas Américas.
dissidentex
06/10/2008 em 14:41
Agora com o plano de Roubo Paulson aprovado, podemos esperar uma guerra civil americana, derivada da hiperinflação e juros altos que irão vaporizar a economia americana. Bush e Cia. esperam isso mesmo. Eles já impuseram a lei marcial parcialmente. E assim que estalarem os primeiros motins, é a lei marcial que vai vigorar por lá. Na verdade, isto vai culminar na criação de um estado totalitário americano. Júlio César também fez o mesmo: após vencer a guerra civil, autoproclamou-se ditador vitalício. Até já construiram campos de concentração para deter aqueles que (segundo as palavras vagas dos pré-ditadores) se possam “mover contra o governo”.
E falam numa futura união canadá-eua-méxico…
É impressão minha, ou isto está a ficar demasiado arrepiante?
Rezaf
06/10/2008 em 1:32
NUNO CORREIA:
Obrigado pelas suas palavras.
CHACATE JOAQUIM:
Presumo que está em moçambique.Penso que a corrupção aí – do sistema financeiro será algo diferente e mais localizada e com características específicas…
O poder financeiro e legislativo persegue os jornalistas aí – dessa maneira – porque o país não atingiu o grau de democracia simplificada que Portugal tem.(que é mau também)
Aqui é mais os jornalistas escreverem o que o poder económico e financeiro quer que seja escrito e passado alguns anos vão trabalhar mais bem pagos para empresas privadas de topo.
É uma forma de corrupção diferente, mais europeizada…
dissidentex
01/10/2008 em 10:05
Em Moçambique levou se o BPD e mais tarde o Banco Austral à penúri a culpa é dos Malaios segundo informações dadas por um ex-gestor sénior de Banco.
Mas nos sabemos que os empréstimos foram concedidos ao peixe grande do Partido no poder (corrupção).
Para dizer que a corrupção é feita em conexão com o poder legislativo concordo.
Quanto à Jornalistas ca entre nós não são coptados pelo contrário o poder financeiro e Legislativo Persegue-os
Pense coigo
Chacate Joaquim
01/10/2008 em 8:16
Obrigado Dissidente-X pelos seus artigos.
O seu blog e’ um achado.
Encontrei o fanta’stico artigo “CRISE FINANCEIRA AMERICANA – AS RAZÕES.” via google e desde de ontem que estou a ler outros textos.
Continuo impressionado pela (sua) lucidez, conhecimento, clareza e independência do blog.
Meus parabe’ns !
Obrigado,
Cumprimentos,
Nuno Correia
Nuno Correia
01/10/2008 em 8:14
[...] que os mercados financeiros estejam numa enorme crise, como é o caso da recente crise financeira americana e as razões para ela ter [...]
A PRIVATIZAÇÃO DOS 7% DA GALP - RAZÕES « DISSIDENTE-X
30/09/2008 em 13:18
Sabine:
no caso português foi por 3 razões
a) o governo encarregou-se de tornar os depósitos a prazo bancários “apelativos” quando alterou o regime dos certificados de aforro.
b) Os bancos aproveitaram a “crise” bolsista para venderem como um investimento seguro os depósitos a prazo feitos neles.
c) os bancos portugueses estão descapitalizados no que diz respeito aos capitais próprios. Como se lançaram em loucuras de investimentos estão vulneráveis.portanto precisam de recuperar dinheiro. Umas das formas é captando empréstimos a prazo – dinheiro que sai dos mercados de acções e dos certificados de aforro para se precaverem. Outra das formas é venderem investimentos que fizeram.
Exemplo: bcp a vender ontem ou hoje uma parte do capital que detinha num banco angolano.
—
As injecções de dinheiro cá não significam que vão À falência, primordialmente, mas sim que podem ser comprados por concorrentes estrangeiros.
E depois os membros da gestão dos bancos portugueses eram postos fora, porque mandriões principescamente bem pagos, não são tolerados pelas gestões estrangeiras.
—
A imprensa económica e não só é apenas uma grande merd*. Ajustam o discurso à medida da conversa do mercado- pode ser que assim alguém os “chame” para serem ou RP´s dos bancos ou gestores de qualquer coisa nos bancos – área nos bancos.
Ou bancos ou outras empresas da área. Vê onde está o senhor Martim Avilez de Figueiredo, ex director do Jornal de negócios – numa empresa que ele elogiou sempre muito.
Recompensaram-no arranjando-lhe um lugar porreiro e bem pago.
dissidentex
25/09/2008 em 12:35
Agora estou a perceber porque toda a gente de repente começou a achar os depósitos a prazo um óptimo investimento, e a serem recomendadas pelos jornais económicos: os bancos precisam de injeccoes de dinheiro para não irem à falência. Assim, os depositos a prazo já não sao tabelados de investimento conservador.
sabine
25/09/2008 em 9:19
Pedro: pelo que eu soube e percebi a coisa não foi isto.
Todos os que se meteram nisto especularam, independentemente de terem essa vocação ou não.
E a questão não passa só pela regulamentação.
Como ideia geral, é evidente que o mercado não regula nada, isso é uma treta.
E penso que se deve distinguir entre mercado e capitalismo aqui, já são duas coisas diferentes e este capitalismo ainda é mais diferente.
Penso que as coisas aqui talvez até fossem mais elaboradas e relacionadas ao nível pessoal, no sentido em analisar-se as pessoas do poder legislativo, conjugadas com as pessoas do poder financeiro.
dissidentex
24/09/2008 em 23:41
Em principio falo de todos, com especial relevo para as empresas base de crédito porque formam o grosso da banca primária – bancos que apenas se dedicam a negócios de especulação ou de risco elevado sabem ao que vão e o seu sucesso não retira estabilidade a outros sectores financeiros.
Claro que a questão aqui é sempre a regulamentação. O mercado não regula nada porque a sua tendência natural em qualquer sector há mais de 150 anos não é o equilibrio mas a criação e manutenção de posições de dominação que dificilmente são destruidas – e se o crime compensar então ainda se recorre por hábito a tais medidas por uma simples questão de eficiência, a mesma razão pela qual as grandes empresas preferem pagar subornos para operar em certos países a criarem barulho pelas barreiras ao mercado.
Pessoalmente o que eu acho que ainda não foi explorado em detalhe nesta crise são as relações pessoais entre todos os intervenientes. Raras vezes se fazem fretes destes sem qualquer tipo de laço mesmo quando se arrisca a economia de um país.
Pedro Fontela
24/09/2008 em 21:35
Fontela:estáste a referir às empresas presumo?
A questão, pelo que eu percebi, é que não existia qualquer limite ou montante.
Nem entidades a fazerem fiscalização sobre isto.
Basicamente o discurso foi “o mercado regula”.
Isto foi feito pelos bancos e casas de crédito americanas quase todas pela América toda.
Isto foi uma coisa que quase parece ser um esquema de pirâmide em que uns vendem a outros e assim sucessivamente até estourar.
A coisa que mais me meteu impressão foi o facto de – em nome de uma pseudo suposta iniciativa empresarial e empreendedorismo se ter emitido “acções” sobre produtos/serviços como o são os pedidos de empréstimo.
Isto foi apenas especulação atrás de especulação criada propositadamente dentro do próprio sistema financeiro e com quantidades de dinheiro incalculáveis em jogo.
Em Portugal pelo que percebi, por exemplo existem limites aos montantes que um banco empresta.
Lá o discurso será: ” limites? isto é esquerdismo ou isso “é impedir o mercado de funcionar”.
O resultado é isto que se vê.
Write- offs nos balanços e perdas enormes.
Tipico de uma economia de mercado menos da economia comunista americana, que nacionalizou disfarçadamente as empresas que faliram injectando-lhes dinheiro.
Quer dizer, os contribuintes americanos injectaram – sem terem sido tidos ou achado nisto – dinheiro.
Que mais tarde irá faltar para reabilitar a economia americana.
dissidentex
24/09/2008 em 16:20
Só acho que quem investe num produto de alto risco deve estar disposto a sofrer as consequências. Se utilizam o facto de as suas perdas nestas coisas poderem arrastar a instituição inteira atrás dela então devia haver um limite no montante que um banco comercial pode investir em produtos de alto risco para evitar que esteja em risco de falência e de arrastar milhões de consumidores atrás dele – em última análise sempre podiam te criado uma divisão para este tipo de actividades que operasse de forma a ser financeiramente independente da casa mãe.
Pedro Fontela
24/09/2008 em 15:53
http://www.theinternationalforecaster.com/International_Forecaster_Weekly/Half_a_Trillion_Bailout_For_The_Creators_of_the_Market_Crisis
É assustador…
Rezaf
24/09/2008 em 0:26