TSF, JOANA AMARAL DIAS, SANTANA LOPES, BRUNO NOGUEIRA,MARIA RUEFF
A TSF, outrora uma estação de rádio com imensa qualidade e que, nos seus tempos áureos conseguía fazer jornalismo de qualidade e aliava isso à revitalização da rádio, foi um excelente projecto, quando começou há 20 anos e durante uma década seguinte, sensivelmente.
A partir de meados dos anos 90, a TSF começou a perder qualidade, e a tornar-se uma caixa de ressonância não de notícias e de jornalismo sério, mas sim de interesses económicos e políticos que definem verdadeiramente a programação da estação.
É claro que a qualidade cai a pique.
Até há um ano atrás, mais ou menos, escutava sempre que podia esta rádio; deixei de escutar, ou ouço muito pouco, porque jornalismo sério é algo que já não fazem ali.
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Segundo parece, a globalização é um fenómeno, que atinge todas as pessoas e todos os sectores da sociedade. Como tudo é, ao que parece, “Global” tal origina super competição e origina empresas que fazem serviços ou produtos que nunca esperaríamos que os produzissem. Produtos e serviços que nada tem a ver como seu negócio original e primário.
É aquilo que é em inglês se chama “o core business” – o núcleo do negócio.
O “core business” da TSF era fazer rádio; produzir notícias e jornalismo de qualidade; actualmente é produzir espectáculos promocionais com semelhanças à feiras artísticas itinerantes que andavam de cidade em cidade antigamente ( actualmente vem metidos dentro dos jornais gratuitos que se oferecem às pessoas).
Só isso explica a intensa estupidez publicitária e a cretinice completa do que se irá mostrar mais em baixo. O vírus da corrupção moral e profissional, a destruição do bom senso, e a contaminação neoliberal globalizante (ou lá o que isto é) já chegou aos cérebros equipados com um neurónio das pessoas da TSF, e essa maleita infeliz permitiu-lhes aprovarem e decidirem que a publicidade que está em baixo os…… publicite.
CARTAZ 1:
Este cartaz é…… absolutamente normal.

Anuncia os programas de rádio na TSF, de DOIS HUMORISTAS chamados Bruno Nogueira e Maria Rueff.
Os respectivos programas chamam-se Tubo de ensaio (Bruno Nogueira) e “E exame de Dona Rosete” (Maria Rueff).
Nesse programa esta goza com os analistas políticos, especialmente com Marcelo Rebelo de Sousa, e o seu “exame do Professor Marcelo”, ao criar a figura da Dona Rosete, uma simpática cidadã que faz análise política completamente destrambelhada.
Sob o ponto de vista da imagem publicitária, o cartaz mostra Bruno Nogueira com ar de engatatão, homem fatal, estilo James Bond (obviamente o humorista a gozar consigo mesmo e a não se levar muito a sério) e a gozar com este tipo de poses.
Maria Rueff faz o mesmo com ar de “mulher fatal”, que estala os dedos e seduz logo 35 tipos em 5 minutos. (Ver pormenor do microfone nas ligas…)
Tendo em conta o aspecto físico de ambos os actores é óbvio que é uma paródia que eles fazem e uma imagem extremamente cheia de humor, como forma de chamarem a atenção para os programas de rádio.
A imagem é medianamente cómica, e escrevo “medianamente” porque a próxima imagem publicitária é ultra hilariante, muito mais cómica do que esta feita pelos humoristas.
Não sei se deva criticar os humoristas por não serem capazes de algo melhor, se os hei-de louvar como Deuses, por terem – apesar de tudo – conseguído chegar perto com o seu cartaz, de uma coisa tão imbecil,absurda, cómica, ridícula como o que vem mais em baixo.
O cartaz é além disso muito bom, favorece os dois humorísticas e tem um título muito bem escolhido “Um é único, outro também”, porque não só realça e enaltece as qualidades humorísticas de ambos os actores, como, pelo escolha das palavras, dá a entender (pretende dar a entender) a quem lê, de forma subtil, que são dois programas feitos por duas pessoas, não são o Bruno Nogueira e a Maria Rueff a fazerem ambos ao mesmo tempo, o programa.
Defende-se os actores/humoristas, aposta-se na imagem de ambos para dar força ao cartaz e não baralhar a mensagem publicitária criando mais que um cartaz, e está extremamente bem feito.
Isto é claramente, um bom trabalho e um trabalho criativo e positivo.
CARTAZ 2.
Já no cartaz dois temos a imbecilidade completa. Um Tratado de Estupidez. Da TSF e dos próprios…

Aqui temos um cartaz ?!?! histriónico, cómico, ridículo, absurdo, estapafúrdio, disparatado, evidentemente, a condizer com os dois personagens que estão no cartaz.
É um cartaz que só dá vontade de rir de tão absurdo é.
É por isso é que eu escrevi lá em cima que não sabia se devia dizer mal dos humoristas Rueff e Nogueira, por não terem conseguído influenciar a produção dos cartazes publicitários para que estes fossem tão ridículos quanto este é, ou se era, de facto, impossível alcançar um tal padrão de imbecilidade absurda-cómica-política e publicitária que isto, esta coisa que se vê aqui ao lado, revela.
Penso que é impossível alcançar algo tão ridículo quanto isto; só mesmo dois políticos amadores e absurdos o conseguiriam fazer.
“Isto”, esta coisa, supostamente visa anunciar comentário político e social sério e bem feito feito todos os dias da semana por 5 políticos ou caras conhecidas da política.
Feito logo pela manhã, enquanto as pessoas ainda estão meio a dormir e vão para o trabalho, e escutam meio ensonadas estes trambolhos ridículos a explicar coisas sérias dizendo as maiores idiotices em 2 ou 3 minutos.
Mas mesmo entre os trambolhos existem “trambolhos e existem trambolhos”. Os 5 protótipos são
- Pires de Lima
- Carlos Carvalhas
- António Vitorino
- Pedro Santana Lopes
- Joana Amaral Dias
Santana Lopes
Porque é que será que só “estes dois” é que se dispuseram a fazer esta triste figura?
No caso de Santana Lopes nem vale a pena elaborar muito mais.
Este é o mundo populista dele, sempre foi, e se alguém chegar ao pé dele e lhe explicar porque é que ele não devia fazer isto e como foi o constante acumular de parvoíces ridículas destas misturadas com absurdos em que ele sempre se meteu, aliadas a sua própria estupidez natural e falta de preparação, Santana Lopes ainda recusaria admitir que isto é rídiculo. Ou nesta fase já se está a borrifar para o assunto…
Joana Amaral Dias:
Esta é o costume e o costume é uma vaidade desmesurada, uma tesão por aparecer que não é normal, uma mania que é política e que tem “capacidade” política para vir a ocupar algo em algum lado.
Umas da coisas que demonstra que esta senhora nunca irá politicamente a lado nenhum é precisamente o facto de aceitar participar numa publicidade como esta fotografa da maneira mais ridícula que se podia arranjar. (Outra coisa é o facto de politicamente ser do mais medíocre que há)
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Quanto ao cartaz:
O cartaz é extremamente cómico. Eu pelo menos ri-me bastante da bacalhaozada “soturna e sombria” que está ali.
Diria mesmo mais: o publicitário que engendrou esta ideia, deve ter escutado sugestões cretinas de Lopes e Amaral Dias e deve ter percebido que queriam lançar-se dum precipicio abaixo.
Em vez de os demover ( Amigo publicitário, estou contigo em espírito…) decidiu dar asas à loucura cretina publicitária que lhe sugeriam e proporcionou a criação de uma imagem que apenas põe a completo ridículo (mais ainda…) estas duas figurinhas do jogo de sombras políticas absurdas que temos que aturar.
Duas personagens absurdas, vestidas de preto (será alguma alusão ao filme do Ingmar Bergman sobre a visita da morte equipada com uma foice fabricada na Europa?) de microfone na mão, simulando as Virgens Vestais da Grécia Antiga (pelo menos penso que é essa a origem desta pose pedante a pretender simular a Àgora (praça pública onde se discutiam assuntos sérios)…) com a Gravitas na face (Gravitas é ter um ar sério e compenetrado de quem está a fazer algo de muito importante), são supostamente algo para levar a sério?
- Pedro Santana Lopes de microfone na mão a olhar o horizonte com ar compenetrado e pensativo é para levar a sério?
- Joana Amaral Dias, uma petulante coquete cheia de arrogância é para levar a sério de microfone na mão com ar de Virgem vestal da política?
Para quem vê este cartaz e escuta a TSF são boas notícias. Consegue-se compreender, afirmado publicitariamente pelos próprios, qual é imensa força da decadência da TSF e o facto de já lá se ter deixado de fazer jornalismo sério, uma vez que nem sequer se consegue fazer publicidade séria à programas políticos, que passam por ser sérios.
Também temos outra hipótese “económica/de gestão“: a TSF globalizou-se e expandiu-se para um franchising de palhaços tristes de circo que querem ser mimos (daí estarem vestidos de preto, com microfones azuis; será uma alusão em forma de homenagem ao grande mimo francês Marcel Marceau?, ou uma estratégia revolucionária de marketing?), mas, para ter possibilidades comerciais, decidiu expandir-se para o nicho de mercado da política.


[...] Nacional – Como se enganam os tansos e se obtém dados pessoais – Sobre a publicidade da TSF: TSF, Joana Amaral Dias, Santana Lopes, Bruno Nogueira, Maria Rueff (não resisti a roubar esta imagem que quase fala por si mesma) – Sobre as relações [...]
O olhar de Dissidente-X « O Peso e a Leveza
19/10/2008 em 13:52
Mário: estás-te a referir ao facto do widget “comentários recentes” estarem quase no inicio da página?
Joana Amaral dias: creio que não
País anedota: absolutamente. Subscrevo e acompanho
dissidentex
13/10/2008 em 13:16
1. O link para os comentários deve estar no fim e não no princípio. Chama-se a isso Usabilidade:
Ou este link para um livro bem interessante.
2. A Joana Amaral Dias tem implantes de silicone?
3. Este país é uma anedota. Já devia estar habituado
Mário da Silva
13/10/2008 em 0:34
Fontela: eu digo-te que sim, porque o Santana Lopes é o Santana Lopes.
E digo-te em relação à outra senhora que sim, porque, nunca mais me hei-de esquecer de um post que ela fez no bichos-carpinteiros em que pretendia criticar Cavaco silva/candidato a Presidente,e foi escolher para o criticar uma entrevista que o cromo tinha dado à revista K do Independente.
E trombeteira e agressiva arrasava o homem citando uma parte da entrevista e umas afirmações que o homem tinha dito na mesma.
O problema ali era que o que ela escolheu para criticar era a única parte da entrevista em que o tipo dizia alguma coisa de jeito e que tinha a ver com o facto de um primeiro ministro exigir dos seus ministros lealdade e que o principio da colegialidade fos membros do governo fosse mantido.
A senhora conseguiu não criticar nada das “todas as outras” asneiras que o homem tinha dito na entrevista e a única coisa que criticou foi aquilo que ele tinha dito bem.
O mais espantoso é que ela estava convencida que não só estava a fazer um grandioso acto de política, como que aquilo era política e da boa e criticar Cavaco chamando-lhe autoritário pelo facto de ele dizer que um primeiro ministro tinha que ter controlo sobre os actos dos seus ministros é que era fazer algo bem feito.
A lógica era tão estúpida que as criticas dela indirectamente acabavam a beneficiar o criticado…
A partir daí, sempre que a ouço e leio e vejo aquele ar definitivo cheio de certezas mesmo quando diz as coisas mais absurdas percebo o que é: a senhora está mesmo convencida que está a fazer “grandiosa política” e que é uma política fenomenal e com uma visão acima da média.
Depois a realidade encarrega-se sempre de destruir estas ilusões de grandeza e o que vemos são cartazes como este… a virgem vestal da política….
Já Santana é megalomanamente doido varrido e presta-se a estas coisas.Antes de ser primeiro ministro isto passava bem;depois de o termos visto a ser PM, isto é aquilo que se percebe que ele sempre foi: uma histriónica criatura sempre pronta a aparecer nos mais absurdos sítios.
E o cartaz é uma coisa tão ridícula…
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A questão nem é tanto pensarem que aquilo é a sério; é mais o próprio acto de se prestarem a este tipo de figuras.
São Idiotas!
E a TSF é que deveria recusar alguma vez ter publicidade a programas da estação feitos com cartazes como este.
Como é que é possível achar-se que se quer ser a estação de rádio líder nas audiências A e B e ser uma estação séria no comentário político e depois ter estes dois cromos a fazer figuras destas?
dissidentex
12/10/2008 em 17:59
ah pá… não pode ser… não acredito. É demasiado pateta até para eles… não podem pensar que estão a ser sério…
Pedro Fontela
12/10/2008 em 17:39
Fontela: por acaso discordo.
Penso que se levam a sério mas para eles “fazerem isto” é levar-se a sério.
Esta gente vive noutra dimensão( completamente doida) e acham genuinamente que isto( cartazes publicitários como este)são actos em que se estão a levar a sério.
Eles acham que isto é política e actos políticos.Dos sérios e genuínos.
E vês isso pela carinha deles na imagem.Eles acham que “aquilo” é política.
dissidentex
12/10/2008 em 17:04
Se eles próprios não se levam a sério quem é que o fará?
Pedro Fontela
12/10/2008 em 15:03
Sabine: isto é mesmo só para rir, de facto.
É o máximo do ridículo. Quando abri o jornal nem conseguía acreditar…
dissidentex
12/10/2008 em 13:00
(LOL) A TSF conseguiu alcançar um máximo denominador comum de ridículo! Esta imagem do Pedro Santana Lopes & Joana Amaral Dias está de rir!!
sabine77
12/10/2008 em 7:12