O INTERESSE NACIONAL NO CANADÁ
No Canada existe a defesa do interesse nacional. Fonte: Google News via Reuters.

Tradução a martelo:
Junho, 6 , 2009
(Cidade de) Whistler, British Columbia. Presidentes de câmara canadianos aprovaram uma lei que pode potencialmente, impedir que empresas norte americanas possam concorrer a contratos locais canadianos.
Esta lei é uma retaliação feita à Lei “Buy american” (compre americano) que está prevista no plano de estímulos á economia do Presidente Obama. O presidentes de Câmara votaram por uma maioria de 189-175 a lei, na conferencia dos municípios canadianos, realizada na cidade de Whistler, Columbia.
A lei diz que a Federação deve apoiar as cidades que adoptem políticas que lhes permitam somente comprar produtos de companhias, cujos países de origem não imponham restrições ao comércio contra produtos canadianos.
Os Presidentes de câmara também votaram favoravelmente para se esperar durante 120 dias enquanto o Canada continua as negociações com o governo norte americano sobre esta matéria, no sentido de se conseguir chegar a um compromisso.
Ø
No post “Quem são os donos de Portugal” era a dada altura escrito o seguinte:
(1) Primeiro que tudo é necessário definir um conceito de interesse nacional: quais são as coisas que são do nosso interesse nacional, enquanto país, defendermos?
(2) Depois é necessário, dentro do aparelho estatal, criar mecanismos que consigam criar sustentabilidade de políticas, independentemente de quem é eleito para um governo.
(3) Depois é necessário que esses mecanismos e as pessoas que os executam o pensem e o façam a “longo prazo”.
Objectivo: criar uma sustentabilidade das políticas (de defesa do interesse nacional) a executar.
Ø
No Canáda percebe-se, claramente, quando é que o interesse nacional canadiano é posto em causa e quando não é posto em causa.


Mariel: o poder dos EUA não deriva de magia.
Quem “paga” o facto de os EUA serem bem sucedidos é o resto do mundo.
Eu não sou contra o lucro, mas considero ilegítimo, imoral e por vezes ilegal, a forma como o lucro é perseguido em muitos locais.
E repare: em Portugal o individualismo é incentivado até ao grau da loucura, mas só até ao ponto em que lança as pessoas para a zona de conforto do consumo e faz delas, só aí, um rebanho bem comportado.
Noutras áreas, o individualismo é ferozmente combatido.
dissidentex
21/06/2009 em 22:20
Podia ter dito que o único interesse legítimo seria o LUCRO.
Só que eu não sou cego, nem esqueço o resto, que muitos secundariam.
Não é por acaso que há países bem sucedidos exactamente, por não viverem na cegueira… E praticam a Justiça e vivem a Cultura. O melhor exemplo que tenho são os USA.
O exemplo onde tudo se compra e só o LUCRO é legítimo são os países 3º mundistas, onde o individualismo, sobressai e a única rede de altruísmo quase só existe entre os mais pobres. “Os pobres são uns invejosos” é o que muitos dizem, provavelmente alguns novos ricos.
Nos países pobres não há sistema nacional de saúde, segurança social, etc
Por ex: em Portugal temos Reformas há menos de 40 anos!!!
Mariel
21/06/2009 em 22:06
LG:E possível enganar as pessoas durante algum tempo, mas não é possível enganar todas as pessoas a todo o tempo.
Há sempre alguém que percebe o que se passa.
dissidentex
21/06/2009 em 21:14
MARIEL:
“No mundo em que vivemos, os únicos interesses legítimos são: o lucro, a justiça e cultura.”
Permita-me ligeiramente acrescentar o seguinte:
No mundo em que vivemos, os únicos interesses QUE SÃO CONSIDERADOS legítimos são: o lucro, a justiça e cultura.
—
O facto de só estes interesses serem considerados legítimos subverte todos os outros interesses.
—
3/4 da produção de ideias originam de uma zona de interesses e de alguns países que promovem a ideia de que os únicos interesses legítimos são os que elenca.
———–
dissidentex
21/06/2009 em 21:01
Claro que o interesse do país é para quem pode e não para quem quer… Todos nós assistimos nos ultimos anos a uma mentira repetida vezes sem conta que nunca poderiamos viver fora da UE, etc.etc.etc Pode ser uma via mas decerto não a unica. Parece que não ha mais paises do mundo fora da UE e que conseguem viver muitos deles bastante melhor que nós. Continuam a soprar aos nossos ouvidos a mentira de sermos um pais pequeno, quando nos moldes europeus não somos pequenos mas sim medios e a tender para o grande. Nos ultimos tempos assistimos ao ataque sistematico do Estado, a demonização do funcionario publico, como se todos os problemas do pais dependessem deles e não da cambada de chefias corruptas e enfeudadas a interesses partidarios que esses sim, fazem com que a coisa publica não seja feita em prol de todos e com competencia. Primeiro tiraram-se as responsabilidades dos trabalhadores, diminuindo a formação, entregando os serviços em out-sourcing e agora tirando à esmagadora maioria dos trabalhadores o vinculo publico. Como se os serviços
publicos e funções de soberania nacional pudessem melhorar precarizando a situação no trabalho e tornando os trabalhadores dependentes psicologicamente das chefias e das suas chantagens psicologicas, e logo mais permeaveis a corrupção. Isto sem prejuizo de se melhorar o que esta mal arranjando formas melhores de gestão e de maior rentabilidade laboral em alguns serviços. Agora fala-se em privatizar tambem algumas funções do Estado. Pois, se nem conseguimos (ou queremos preservar) o aparelho de soberania do estado, vamos proteger que interesses economicos e de que forma???
LG
20/06/2009 em 22:43
Claro que o interesse do país é para quem pode e não para quem quer. Todos nós assistimos nos ultimos anos a uma mentira repetida vezes sem conta que nunca poderiamos viver fora da UE, etc. Pode ser uma via mas decerto não a unica. Parece que não ha mais paises do mundo fora da UE e que conseguem viver muitos deles bastante melhor que nós. Nos ultimos tempos assistimos ao ataque sistematico do Estado, a demonização do funcionario publico, como se todos os probvlemas do pais dependessem deles e não da cambada de chefias corruptas e enfeudadas a interesses partidarios que esses sim, fazem com que a coisa publica não seja feita em prol de todos. Primeiro tiraram-se as responsabilidades dos trabalhadores, diminuindo a formação, entregando os serviços em out-sourcing e agora tirando a esmagadora maioria dos trabalhadores o vinculo publico. Como se os serviços
publicos e funções de soberania nacional pudessem melhorar precarizando a situação no trabalho e tornando os trabalhadores dependentes psicologicamente das chefias e das suas chantagens psicologicas. Isto sem prejuizo de se melhorar o que esta mal arranjando formas melhores de gestão e de maior rentabilidade laboral em alguns serviços. Agora fala-se em privatizar tambem algumas funções do Estado. Pois, se nem conseguimos (ou queremos preservar) o aparelho de soberania do estado, vamos proteger
LG
20/06/2009 em 22:38
No mundo em que vivemos, os únicos interesses legítimos são: o lucro, a justiça e cultura.
Justiça para aqueles que não sabem que a sua liberdade termina, onde começa a dos outros.
Liberdade implica responsabilidade.
Lucro para aqueles que produzem, mas que não vivem de preços acordados entre “concorrentes”: sejam empresas, seja dentro de um país, seja onde for …
Produção não é bruxaria, droga e falsas expectativas. O dinheiro não faz dinheiro, duas notas 100 euros juntas não fazem outra igual, sem que antes haja alguém a produzir, mesmo explorado, vítima apenas da cadeia de valor.
Precisamos de cultura, porque não é só o dinheiro que custa a ganhar. A cultura ganha-se com esforço e dedicação. Só com uma cultura forte é que podemos ser coerentes, mesmo que isso seja viver perante a incerteza, num mundo com ilhas repletas de incoerência.
Mariel
20/06/2009 em 22:12