DISSIDENTE-X

EQUILIBRIUM

O DECLÍNIO PROGRAMADO DE PORTUGAL E A ESQUERDA POLÍTICA

Uma das razões para o sistemático declínio de Portugal está na continuada importação de modelos académicos, políticos, sociais, económicos que nos são vendidos por interesses estrangeiros.

Isto acima não significa, obviamente, que o modelo Salazarista de sociedade seja aqui defendido.

Mas significa que, como povo e como país deveríamos ter um pouco mais de brio e de auto estima, e não embarcarmos  sistematicamente em promessas agradáveis e muito bonitas de “saltos tecnológicos” propostos pelos vendedores.

Basicamente porque estes saltos tecnológicos são feitos e propostos para “agarrar” o país chamado Portugal aos modos de fazer as coisas preconizados (neste caso) pelos EUA.

E como efeito disso mesmo, impedir um qualquer desenvolvimento económico, industrial ou tecnológico autónomo e com ideias e princípios próprios.

Ø

E cita-se a partir desta caixa de comentários o Pedro Fontela que diz o seguinte:

“…O facto de andarmos nesta dança de imitações do exterior há mais de 2 séculos (com resultados que vão de mal a pior) parece não fazer ninguém parar para pensar sobre a validade de um simples processo de imitação.

Estão a dar-nos para a mão as correntes que nos irão prender e nós, como bons cosmopolitas cultos que somos, aceitamos pô-las de bom grado.

Estamos dentro de um esquema de poder que não podemos controlar…”

Ø

E chegamos a uma notícia do Jornal Público- 16- 06 – 2009 – apresentada como sendo uma grande façanha.

CARNEGIE MELLON - VANTAGENS COMPARATIVAS

O actual governo de “esquerda” lançou mais  uma “iniciativa tecnológica”. O sitio oficial do evento pode ser encontrado aqui.

Registe-se a ironia de uma economia que nem sequer 2.0 é, esteja a fazer este simpático favor à economia norte americana e a uns certos interesses financeiros norte americanos.

Objectivo: obter mais rapidamente técnicos e “research”/investigação potencialmente grátis, feita por um país pobre – que paga estas contas através da sua fundação para a ciência e tecnologia.

Com o bónus adicional deste “reboot 3.0 ser implementado de acordo com os padrões da Carnegie Mellon, isto é, de acordo com os padrões norte americanos.

Outra ironia consiste no facto de se dizer que isto é feito, porque ” a corrente crise económica” criou problemas no modelo económico.

O problema é que a corrente crise económica assenta precisamente no mesmo tipo de modelo que aqui é exemplificado pela conferencia da Carnegie/ governo Português.

Ø

E como se pode ver lá em cima, é dito que “pode ajudar a definir as vantagens comparativas para Portugal” – garante o responsável coordenador do programa.

O responsável coordenador do programa aparenta ser uma daquelas pessoas que acha que o mundo só começou desde que o responsável coordenador começou a trabalhar. *

O responsável diz que é um êxito. O responsável não tem interesse próprio nenhum, claro…

Também nos fala de “vantagens comparativas”.

O que são? Mistério.

Deve ser para isso que o responsável coordenador coordena um programa destes. Supõe-se. Entre isto e astrologia…

CARNEGIE MELLON  - VANTAGENS COMPARATIVAS 2

Repare-se que o responsável do programa diz que – de forma cientifica e matemática – que o retorno só no futuro (essa entidade sempre imprevisível ) poderá ser medido.

E que a verba está a ser usada para pagar doutoramentos. No fundo aquilo que interessa mais à Carnegie Mellon/empresas – doutoramentos pagos por verbas de países estrangeiros, mas cujos resultados (os doutorandos) serão aproveitados por empresas ou interesses ligados à Carnegie Mellon.

E no fundo temos os contribuintes portugueses - que são pobres – a subsidiar as diletâncias e os interesses estratégicos de uma potência estrangeira e dos interesses por detrás dela.

A Carnegie Mellon e outras entidades do mesmo estilo concerteza farão isto em outros países.

O resultado?

Multiplicação do numero de doutoramentos e  um “abaixamento” do valor dos doutorados (porque são muitos) e um lançamento para o mercado de doutorandos a pataco.

Para Portugal, directamente, ganho nenhum. Apenas saída de dinheiro. E ilusões. Muitas ilusões.

Ø

E façamos uma pequena caminhada pela avenida da memória.

No post Dissidente-x intitulado ” “Marcas nacionais e o seu desaparecimento” era explicado como tinham desaparecido uma série de marcas nacionais.

E também era dito o seguinte, na sequência da lógica do post, citado em baixo.


Os pressupostos são sempre derivados de Adam Smith. As “vantagens comparativas”.

A versão recauchutada actual de Adam Smith chama-se Michael Porter e sua teoria do diamante competitivo.

Nos anos 90, o governo do senhor Cavaco Silva, encomendou um estudo (um milhão de contos/ 5 milhões de euros) para definir quais os casulos / nichos / “clusters” económicos nos quais a economia portuguesa se deveria “especializar”.

NOTA: sem ter a certeza, e após pesquisa, penso que o estudo em questão é este: PORTER, Michael, “Construir as Vantagens Competitivas de Portugal”, Monitor Company, Edição Forum para a Competitividade, Lisboa, 1993

A equipa de técnicos da Monitor Company (a companhia do senhor Porter) pairou aqui durante uns 4 meses recolhendo informação. Passados seis meses / um ano, apresentaram as suas conclusões.

Algum tempo mais tarde, recordo-me de ter lido uma entrevista de um industrial do norte em que a pessoa dizia que concordava na quase totalidade com o estudo dos técnicos da Monitor, especialmente porque as conclusões do estudo eram idênticas ás de um estudo interno que esse senhor tinha feito para a sua própria empresa. Ele não poderia precisamente por isso, contrariar-se a si mesmo.

O industrial em questão, bastante cavalheiro até, estava na prática a dizer que o que tinha sido feito era anunciar como boa nova aos pacóvios cá do sitio algo que já era conhecido pelos pacóvios cá do sítio.

Acrescento duas notas.

(1) * já nos anos 90 tinha sido feito um estudo e uma “coisa” para definir as “vantagens comparativas de Portugal”, na época, pelo vendedor de banha da cobra do tempo histórico em questão. (que lhes chamou “vantagens competitivas”)

(2) O “estudo Porter” custou sensivelmente um milhão de contos/5 milhões de euros.

Cito o Pedro Fontela lá em cima: “com resultados que vão de mal a pior”.

E insiro uma imagem de uma parte do documento Porter.

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Na altura foi a direita Cavaquista que nos levou para mais uma aplicação de teorias destas. Os resultados?

São conhecidos…

14 Respostas

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  1. acho q exagerei no tamanho, desculpe :P

    eram as saudades ;) ;P :)

    Metódica

    28/06/2009 em 22:29

  2. Dissidente!! há quanto tempo!! :D

    Parece que é “tradição” neste país a importação… até pseudo soluções para os nossos problemas importamos. Os problemas são nossos! Assim como os temos também deveríamos ser nós a soluciona-los, só nós sabemos onde nos ‘dói’ e qual seria a melhor maneira para fazer deixar de doer, mas enfim…
    Em primeiro lugar há que mudar mentalidades! Esta mentalidade sebastianista não nos leva a lado nenhum, ou melhor, até leva, leva para o fundo do buraco e parece que ninguém quer realmente ver!
    São os portugueses que têm que resolver os problemas de Portugal! e não estarem à espera que um outro país adopte medidas de solução de problemas que são semelhantes aos nossos, mas que por acaso o país em questão não está na mesma situação social/financeira que nós.

    Quanto à ciência… :(
    O que se pode ver é que para parcerias cientificas com o estrangeiro há sempre quem financie, mas o contrário não acontece tão prontamente relativamente a cientistas nacionais.
    Em Portugal faz-se boa ciência e ciência de qualidade, mas os portugueses não o sabem reconhecer! Só quando alguma descoberta e mediatizada e que as pessoas dizem: ah afinal também somos bons!
    Os projectos nacionais deviam ter um apoio mais permanente, deviam ser mais conhecidos e reconhecidos! Não tenho dúvidas quanto à competência daqueles que fazem ciência neste país! Temos dos melhores cientistas do MUNDO! mas ninguém reconhece…
    Esta situação faz lembrar:

    “O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.
    O que há é pouca gente para dar por isso.”

    Que raiva!!!

    Ninguém reconhece! Mas quando são reconhecidos internacionalmente, aí sim, já são grandes cientistas, trabalham no estrangeiro…
    Nós devíamos ser os PRIMEIROS a apoiar e a apostar em nós!

    Mas interesses mais altos se levantam!
    O governo parece mais interessado em apostar em grandes obras do que na ciência! Não digo que as grandes obras não sejam importantes, mas há outras coisas que também deviam ser devidamente valorizadas e não estão a ser. O futuro de um país não se sustenta apenas em pontes e aeroportos!
    E ninguém vê!

    “óóóó — óóóóóóóóó — óóóóóóóóóóóóóóó

    (O vento lá fora).”

    Metódica

    28/06/2009 em 22:28

  3. PATA NEGRA:

    o Inglês nas escolas, lançado por este governo foi uma coisa completamente avulsa e gratuita que não irá resolver nenhum problema de fundo.

    O que deveria ter sido feito era incentivar a que as pessoas aprendessem mais do que uma língua.Isso é que é uma vantagem comparativa…

    NUNO CORREIA:

    os noruegueses foram patriotas e defenderam aquilo que era deles, o país deles.
    Agora tem um fundo soberano de 140 biliões de euros para gerir.

    Portugal tem o quê para gerir?

    dissidentex

    26/06/2009 em 22:05

  4. Tenho uma sugestão: retirar o inglês das escolas e fazer com que nenhum português saiba uma palavra dessa língua.
    Os países, tal como as pessoas, devem ser eles próprios.

    Pata Negra

    26/06/2009 em 21:53

  5. A historia recente da Noruega desde os fins dos anos 60 e’ um exemplo de como se pode aproveitar uma oportunidade e desenvolver um pais pobre no numero 1 do mundo em qualidade de vida actualmente.
    No fim dos anos 60 (68/69) o governo recebeu a noticia que tinha sido encontrado petroleo na costa norueguesa. Todo o governo e classe politica actuou de forma CONCERTADA de forma a PROTEGER os interesses do pais e guardou segredo durante 1 ano criando legislacao blindada e uma empresa que iria gerir esses recursos. Tinha nascido a Statoil. Desde o aparecimento desta empresa, o pais obteve dinheiro mas tambem obteve desenvolvimento porque a Statoil previlegia empresas Noruegas e fomenta a criacao de outras de forma a tirar poder a fornecedores estrangeiros chave. E’ uma historia comovente, ha mais detalhes na net certamente, mas e’ para dizer que a Noruega nao e’rica porque tem petroleo porque se assim fosse a Nigeria ou Angola tambem seriam, mas sim porque TODOSs protegem e fomenteam o tecido economico nacional e o bem comum.
    Em Portugal e’ exactamente o contrario: o jardim do vizinho tem sempre a relva mais verde do o nosso. A vergonha e falta de estima nacional sao a cause de declinio.

    Nuno Correia

    26/06/2009 em 21:41

  6. Mariel:

    a economia de mercado que temos actualmente está a destruir os Estados.

    Quanto às empresas e Estados gordos não sei de onde vem essa sua ideia.
    Em Portugal é notório que o numero de funcionários públicos em termos de rácio comparativo com os países europeus é menor do que estes.
    E nem é preciso ir a números, basta ir a um qualquer local de atendimento público em Portugal para se ver muito pouca gente em serviço.

    E quanto às empresas o sobre numero de funcionários em empresas privadas com menos gente do que seria aceitável é constante e por todo o lado, sendo ainda pior em empresas maiores.

    Neste momento,cada vez que contacto com empresas privadas para resolver algum assunto, os tempos de espera regra geral ainda são maiores do que quando contacto QUALQUER organismo do estado.

    E não sei se a competitividade é a única forma de vencer decente ou uma contribuição decente para a sociedade.

    E a democracia começa a ser os votos expressos nas caixas de comentários.
    Ou os partidos arrepiam caminho ou passam a ser os votos das caixas de comentários a ditar o jogo.

    dissidentex

    26/06/2009 em 10:19

  7. Sabine: é bem verdade. Que importa o resto se se tem um mestrado mas se continua a não perceber nada de nada?

    E o pior é que existem uns iludidos que julgam que vão poder “safar-se” vivendo de esquemas e enganando os outros.

    Mas infelizmente para eles, não vão.
    Mas é melhor deixá-los pensar que sim, que vão ter êxito continuando assim.

    dissidentex

    26/06/2009 em 8:59

  8. Os estados vão continuar a existir, conforme o desejo das suas populações, e terão de ser pagos, conforme a conveniência e cumplicidade das populações. Estados gordos, empresas gordas, todos sabemos que são dominadas por despesas de PESSOAL.
    A competitividade é a única forma de vencer, não a todo custo, mas por contribuição decente para a sociedade. É assim que surgem os campeões nos jogos olímpicos!!! E são jogos de várias nações, com equipas dominantes e as restantes como Portugal, reservam para si alguns trunfos. Agora não podemos é ser como os TUGAS “EXCELENTES” que exigem dos nossos atletas, aquilo que eles nunca tiveram em outras provas oficiais; ou ainda pior crucificarem os atletas que se ficam pelas expectativas e eu costumo dizer que só os Bancos acertam e de tão habituados que estão a dizer mé mé mé, nem sequer olham que um só Banco apoiou campeões : Vanessa Fernandes, Cristiano Ronaldo!!!
    Deixaram de fora o Nelson Évora, é a vida, se calhar deve haver no Youtube um video com ele a pedir melhores condições, com ele a treinar numa pista improvisada no meio de um corredor (isto anos antes dos Olímpicos de 2008).
    A democracia não são só os votos expressos aqui nas caixas de comentários. São os votos dentro dos partidos (que existem há 35 anos), e se não for dentro dos partidos que as coisas mudem, não vão ser os meros legitimadores finais (o povo generalizado), que vão mudar qualquer coisa. Partidos têm nas suas fileiras muita gente interessada e representante de interesses e são eles que se vão ver acossados quando lhe bater à porta a tal vontade legítima de nos estabelecermos por conta própria e não termos de partilhar os nossos louros, com corpos estranhos.

    Mariel

    25/06/2009 em 22:58

  9. Relativamente aos “acordos internacionais” claro que as regras do jogo são viciadas à partida. Por exemplo no caso da (WCO) Organização Mundial das Alfândegas que impõe as regras de jogo ao nível do funcionamento das Alfândegas. O projecto que se perfila do Single Window (ja aceite e em marcha para os próximos anos na União Europeia), que visa segundo dizem harmonizar os procedimentos das trocas de comercio, internacionais, aumentar a segurança na troca de mercadorias, combater a contrafacção etc,através de um processo que permita aos operadores económicos do seu escritório acederem a uma rede aduaneira mundial por interfaces técnicas standardadizadas e fazerem as suas declarações directamente dos seus escritórios em qualquer sistema aduaneiro internacional. Claro que por um lado diminui a soberania dos estados e por outro tem tendência a criar um monopólio de comunicações controlado por uma qualquer entidade mundial que fique com o controlo dos portais de acesso, além de obviamente favorecer amplamente os grandes potentados económicos com dinheiro e influencia para tirar partido do sistema. Mas o que me parece crítico para os países menos evoluídos é que vão ter que adoptar sistemas tecnológicos que não controlam nem dominam. Isto é, não apenas ficarão na dependência tecnológica de quem lhes tiver que fornecer os softwares e sistemas necessários, como ainda por cima vão ter que pagar por isso (e a preços bem carotes atendendo ao tipo de softwares de segurança necessários). Isto claro, para serem considerados parceiros comerciais fiáveis ao nivel internacional. Alias é o mesmo tipo de processos em curso noutras entidades mundiais tipo Organização mundial do comercio etc. Os arautos clamam que isso será benéfico para o desenvolvimento dos paises mais atrasados, mas claro que quanto a este aspecto basta ver os exemplos passados para verificar a completa falácia dessas afirmações!!! E também, penso terá um efeito de autentica bomba atómica entre os pequenos operadores económicos que sem dinheiro para investir neste tipo de tecnologias vão sendo cada vez mais empurrados para franjas de operação cada vez mais estreitas, deixando a grandes empresas o dominio de uma cadeia logistica de uma ponta a outra (fabricação, transportador, transitário, agentes de navegação etc etc etc) sendo todo o sistema operacional suportado pelo dinheiro dos papalvos dos contribuintes que são os únicos a pagar.

    LG

    25/06/2009 em 20:16

  10. Esses mestrados não devem ser nada inocentes e devem ser pagos duplamente – agora e depois dos mestrandos chegarem… Mas como isso faz haver gente com a graduação de uma prestigiada universidade norte-americana, que importa o resto?!

    sabine77

    25/06/2009 em 19:59

  11. MARIEL:

    Singapura é uma ditadura muçulmana Hightech.

    Alocar capital para enriquecer empresas em vez de Estados é um ataque à democracia como sistema, e um ataque ao bem estar dos cidadãos.

    Não mencionei consumir nacional, em exclusivo, mas sim produzir nacional e feito cá.

    PEDRO FONTELA

    O problema e realmente esse: não vale a pena falar de competitividade quando não temos escala para competir nem nunca teremos, se colocados em plano igual a países grandes.
    Isso é jogar o jogo com regras viciadas.Os Estados não só não são iguais em tamanho/população/recursos como o sitio em que estão geograficamente condiciona.

    Esse é o jogo ideológico de uma certa elite financeira e política.

    dissidentex

    25/06/2009 em 12:10

  12. Dissidente,

    Eu digo-te já porque é que as pessoas não percebem aquilo de que estás a falar:
    1) São avessas a qualquer alteração nos seus hábitos de consumo no imediato.
    2) Não sabem pensar a longo prazo.

    Daí que dada esta imbecilidade crónica se tenha que glorificar o que vem de fora (é a única opção que sobra) e se fale cada vez mais em ser competitivo quando no fundo não se percebe a ponta do que são questões de escala e de valor estratégico. Penso que alguns ainda nem chegaram à brilhante conclusão que as unidades base do sistema internacional (estados) não são todas iguais e que não partilham todas o mesmo potencial, nesta situação percebe-se que sistematicamente sejam os mais fortes a impor um sistema de competição “livre” mas que no fundo só o é porque eles têm vantagens que sabem ser inalcançáveis pela maioria.

    Pedro Fontela

    25/06/2009 em 11:20

  13. Nós temos é de descobrir sim, as nossas vantagens competitivas, porque num mundo global, já antes era e havia prenúncio de que o capital não tem pátria. É o único factor produtivo intangível, logo de fácil, deslocamento, como a presente crise o veio demonstrar pela analogia “vasos comunicantes”. Quanto a estes programas, parcerias com universidades estrangeiras, não somos caso único no MUNDO. Olhem Singapura tem pólos do INSEAD, do MIT e sabe-se lá mais o quê. As fronteiras já só servem para conservar franquias, taxas. E foi essa a razão de criação de uniões económicas (acabar com franquias). Com esta forma, pretende-se alocar o capital nas organizações/corporações em vez de enriquecer os estados. No mercado o capital das corporações encontra-se disperso em Bolsa. Por exemplo: Eu posso fazer render a disponibilidade de trabalho de deficientes, cegos, surdos e mudos… Não os posso descriminar, como também não os posso obrigar a que lhe sejam dadas tarefas como se tratassem de pessoas com as capacidades que imagino, mas que são falsas, porque não se está atento ao que existe. E em Portugal, os nossos resultados seriam desastrosos se tivéssemos de obrigar as pessoas a consumir nacional, só por consumir, a preservar as mercearias de bairro (altas margens nos produtos que cobram), a obrigarmos-nos a ser como os Chineses, cagando para boas práticas internacionais, etc
    Enquanto andarmos numa espécie de caça fantasmas, nunca vamos ter prémio da caça, mas só até darem conta por si próprios ou por razões de força maior externa, que é tempo de mudar de vida…

    Mariel

    25/06/2009 em 2:36

  14. Como diria o Salazar Beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses. Cortiça para rolhas não falta. E pelo menos até ja estamos avançados a fazer “leis da rolha”:mrgreen:

    LG

    25/06/2009 em 0:51


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