INTERVALO PARA REPARAÇÕES.

Por motivos de saúde, durante uns dias (talvez 4 ou 5, não sei) não irei postar os magníficos artigos que deixam tão pouca gente entusiasmada. A razão metafísica é a seguinte: procede-se assim, a um intervalo para reparações, uma vez que a conjunção astral de uma gripe mal curada, dores lombares agudas prolongadas e um ataque de bactérias socialistas totalitárias que se espalhou na minha vista, e estranhamente todas ao mesmo tempo a acontecerem, concorrem, à vez, para me impedir de ver bem um ecrã, conseguir sentar-me sem ter dores e não fungar de 2 em 2 minutos.
Como tal a NASA accionou a clausula do Space shuttle e fui para a oficina ser reparado.
Ou seja, necessito de ser reestruturado de novo com peças novas.
Portanto até à vista, a próxima semana talvez, e os milhares de pessoas não fiquem tristes ( já ouço o tilintar das garrafas de champanhe a abrir de satisfação de alguns por esta paragem) que não se perde nada por aí além.
Quando voltar - reparado - já serei meio Homem meio Cyborg, tantos são os antibióticos, gotas para os olhos e injecções para tomar.
Ficarei de novo com o meu magnífico aspecto anterior que se pode ver nesta imagem que até me favorece.
DISSIDENTE-X E OS BLOGS MAINSTREAM
No blog InBetween, contra todas as expectativas, numa reviravolta surpreendente, indiciando uma mudança radical para as franjas do debate político, Pedro Fontela faz um devastador ataque a este Blog, embora sem o mencionar.
Cito e comento:
Há pouco tempo deu-me para filosofar sobre o que vou vivendo aqui neste mundo semi-virtual dos blogues e cheguei a uma conclusão. As pessoas que escrevem na net não gostam de incertezas. Detestam a possibilidade, a flexibilidade. No fundo a maioria faz disto campo de batalha ideológico para a causa de estimação sem dar grandes aberturas à discussão e às possibilidades. Basta ver que quem tem grandes audiências expressa regra geral aquele tipo de certeza bacoca que só pode vir de um catecismo (não necessariamente religioso) seguido à letra que não admite desvio ou contestação. São os vendedores de certezas. Certificados com diplomas universitários e currículos que contêm os melhores nomes das praças empresariais e mediáticas portuguesas querem propagar a fé.
Comentário:
Fiquei arrasado com isto. Nunca, mas nunca esperei que se cognominasse desta forma vil e obscura este blog campeão de audiências. Recuso totalmente a rotulagem de vendedor de certezas. E nunca reparei que na Blogosfera isso existisse. Tudo é democrático e debatido ao pormenor.
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Quase que sente o desconforto nesses sítios quando alguém levanta não uma oposição militante e renhida (pois isso apenas alimenta a o fogo da máquina de guerra e propaganda) mas antes aquelas questões básicas que pela sua simplicidade deixam as complexas teorias académicas completamente desarmadas face a uma realidade que não perdoa. Aí o há a fazer é remeter essas personagens estranhas e perigosas que se atrevem a pensar fora dos modelos que lhes são propostos ao isolamento. Não se comenta nada do que escrevem já que isso seria dar credibilidade às suas dúvidas e aumentaria a sua influência. Por isso continua o eterno debate preso a modelos irrelevantes que são correspondidos pelo seu simétrico igualmente fervoroso e igualmente irrelevante.
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Comentário:
Sinto-me profundamente ofendido pelo facto de se insinuar que aqui, existem profundas teorias académicas.
É fácil perceber que as pessoas queiram certezas. Todos queremos! Mas não devemos sacrificar a nossa sede de conhecimento , a nossa humanidade e a nossa honra apenas para ter alguma segurança intelectual. Devemos estar abertos a ouvir as dúvidas dos outros, a meditar o que sabemos sobre o assunto derivado da nossa vivência e em que medida os nossos próprios preconceitos nos podem cegar a certas alternativas ou interpretações. O debate público em Portugal tem muito que evoluir antes de poder começar a ser minimamente útil.
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Comentário:
Eu não quero certezas. Quero pesar menos 15 quilos.
REVOLUÇÃO CONTRA O DISSIDENTE X.
Por vezes é necessário fazer posts destes para não me levar demasiado a sério.

O dono do blog que aparece na bandeira pode chegar-se à frente e reclamar…





