DISSIDENTE-X

IPHONE 3G DA APPLE

A APPLE, uma empresa que sempre foi conhecida por conseguir criar um “barulho publicitário” enorme em relação aos seus produtos, em que muitas vezes são apenas produtos de tipo “a montanha pariu um rato”, fez mais uma vez o mesmo relativamente ao IPHONE, uma espécie de novo telemóvel, mas com mais umas trezentas novas funcionalidades e conceitos de WEB 2.0 nele integrados.

No dia 11 de Julho de 2008, após a criação de enormes expectativas relativamente ao produto, um país em crise, aguardou, após já ter esperado vários meses e ter continuado a ser aumentada a sua expectativa, pela ligação e activação do produto À APPLE.

O produto custa 599 euros.

Algumas notas.

- O serviço de activação do mesmo falhou na origem, na APPLE. O mau jornalismo português simbolizado pelo Jornal Público dedica imensa atenção a este assunto, querendo parecer convencer-nos que isto é que é jornalismo e que isto tem algum interesse como notícia.

- A lógica da APPLE é a mesma da lógica do carro eléctrico Nissan-Renault de Sócrates. Os primeiros consumidores a entrar na compra do produto/serviço são aqueles que pagam o custo de investigação e desenvolvimento do produto e pagam os erros - os primeiros erros - que qualquer empresa comete ao lançar um produto novo.

- Precisamente pelo facto de existirem (sempre ) os primeiros erros conjugados com os custos de investigação e desenvolvimento, o produto quando sai de fábrica, construído em economia de escala deveria ser mais barato, deveria ser muito barato. Não o é, precisamente porque é necessário “amortizar” aqueles erros e custos iniciais bem como investigação e ainda aplicar uma margem de lucro sobre esses erros e sobre a investigação e desenvolvimento.

- O consumidor português ou o outro consumidor de um país onde seja lançado um produto destas características irá pagá-lo mais caro, em várias vertentes: erros + investigação + a taxa de o lucro aplicada pela empresa sobre estes defeitos estruturais do produto + o marketing e publicidade necessários para ocultar estas realidades anteriores, o que origina 599 euros e consumidores apenas muito satisfeitos porque pagaram uma quantidade enorme de dinheiro por um produto com esta lógica a ele aplicada.

- É especulativamente possível pensar que os problemas na origem para activar o produto são propositados: apenas visam criar a ansiedade no consumidor. Que não pode reclamar recusando o produto porque já o comprou e porque não existe alternativa dentro do mesmo género. Logo para quê investir em melhores servidores para proceder à activação?

No meio disto tudo temos o paroquialismo dos portugueses que, ficam cheios de peneiras e vaidade por fazerem parte de um grupo de 22 países ao qual a APPLE fez o amável favor de começar a vender o Iphone.

Não conseguem sequer perceber que isto não significa nada; antes estão a pagar um preço de custo alto por um produto que não é de primeira necessidade, num país pobre - embora onde não existem todos o membros da população em estado de pobreza.

O jornal Público, para supostamente criar audiências ou motivar “audiências tecnológicas” eleva o assunto quase à categoria de assunto de estado.

Só faltou um editorial exigindo medidas de apoio psicológico às famílias que ficaram devastadas e com profundos traumas psicológicos por não conseguírem activar um brinquedo de 599 euros.

Que os batalhões de psicólogos, sociólogos e demais ornitólogos se apresentem ao serviço, se fazem favor.

Temos no entanto uma nova oportunidade de negócio à vista. Uma nova oportunidade de criar um “cluster de empreendedorismo”. Cursos profissionais de 3 anos de duração, com possível mestrado posterior, para ensinar a superar o trauma de se ter adquirido um Iphone da APPLE e não se ter conseguído activá-lo.

Se já existem cursos do Instituto do emprego em formação profissional para jogadores de futebol, porque não cursos de 3 anos de superação do trauma psicológico por não se conseguir activar um Iphone 3g?

CARRO ELÉCTRICO NISSAN RENAULT DE SÓCRATES.

Publicado em ECOLOGIA-AMBIENTE, EMPRESAS E MARCAS ESTRANGEIRAS, NISSAN-RENAULT, VIGARISTAS by dissidentex em Julho 11th, 2008

Existe um novo Messias. Chama-se Carro eléctrico da Renault - Nissan de Sócrates. Ele vem de terras do Oriente até a um dos berços da civilização europeia - a França e com passagens pela Dinamarca e Israel chega a Portugal.

População de Israel - 6.3 milhões de pessoas. População da Dinamarca - 4.484. 000 milhões de pessoas.
População de Portugal - 10.5 milhões de pessoas apáticas. Um país situado quase no Oriente, outro no norte da Europa, outro no Sul da Europa. Que apropriado para testar diferentes condições climatéricas… São estes os 3 países que foram “escolhidos” ao invés de terem escolhido ser os “testadores” do novo carro da Nissan.

Características: países pequenos, com os mercados adequados em tamanho e população/poder de compra para que se teste este veiculo eléctrico, sem a Nissan-Renault ter grandes prejuízos.

Criando ao mesmo tempo a economia de escala na produção que permita produzir para os 3 países (ou outros) em condições aceitáveis (para a Nissan-Renault).

Notícia Público de 8 de Julho de 2008

- A critica a este projecto deve ser vista em várias dimensões. Desde logo, pelo facto de ser só por existirem problemas com o preço da gasolina, que se avançou para esta hipotética solução. O que demonstra “a capacidade zero” de prevenir o futuro e pensar a longo prazo.

- A solução “carro eléctrico” não resolve os problemas de transporte de mercadorias - estas continuarão a ser transportadas por camiões a /gasóleo. O alto preço do custo de transporte manter-se-à.

- Como é que se vai convencer pessoas a trocarem o seu relativamente novo carro a gasolina, por um carro eléctrico, dizendo-lhes que deverão economicamente aceitar a desvalorização do seu actual bem para investirem em algo novo do qual não tem garantias que venha a ser muito eficaz ou usável?

Exemplo: cito parte de um texto do Esquerda Republicana a propósito deste assunto, num excerto do Jornal Público.:

…”a introdução num país [de carros eléctricos] depende mais da existência de infra-estruturas de abastecimento do que da capacidade da marca”. [...] Com mais ou menos apoios públicos, assim se ditará também a dimensão do envolvimento de Portugal na que é considerada a próxima geração automóvel, até se chegar ao hidrogénio. [...]

No modelo da Nissan, os proprietários dos carros não serão donos das baterias, mas de pacotes de serviço de recarregamento das pilhas de troca por avaria. As parcerias com os países interessados têm de passar por infra-estruturações, como a rede de reabastecimento das baterias. Israel, por exemplo, compromete-se a ter, dentro de três anos, meio milhão de postos de recarregamento. [...]»

Como se percebe na expressão “próxima geração automóvel, até se chegar ao hidrogénio.

Significa isto, na realidade, que existe um espaço de tempo, entre a solução actual e a definitiva solução de transportes (o hidrogénio?). Esse espaço de tempo terá que ser ocupada por algo - para se manterem indústrias e quotas de mercado a facturar e aí surge o… “carro eléctrico”.

O que também significa que os primeiros a consumirem o carro eléctrico, isto é, a comprarem, serão os que pagarão os elevados custos de investigação e desenvolvimento. Isso será “mascarado” através de uma “falácia”, de uma ilusão que se criará: a de se comparar o preço da gasolina/carro a gasolina, com o preço do carro eléctrico dizendo que o carro eléctrico é mais barato.

A segunda parte do texto é também muito interessante: quem é o dono do combustível?

Em circunstancias normais é quem o compra. Aqui compra-se o carro e necessita-se de por combustível (energia). O depósito de combustível não é de quem compra o carro e que a ele está agregado, mas sim da NIssan-Renault (que controla o abastecimento). Quem paga as estruturas de combustível são os países que no carro apostam.

Ou seja, (1) o consumidor paga impostos que pagam a criação de estruturas de “apoio” à distribuição em regime de monopólio da Nissan-renault, e ao mesmo tempo o (2) consumidor paga a compra do carro e o combustível (a energia). E ainda se consegue dizer que isto é mais barato do que a gasolina…só se for para a Nissan-Renault…

O país que dá pelo nome de Portugal está a subsidiar um projecto piloto à Nissan - Renault, sem quaisquer contrapartidas.

Ainda no artigo do esquerda Republicana

…uma ideia essencial: a oportunidade de negócio não parece estar tanto na comercialização dos novos veículos, mas antes na sua exploração ao longo do seu tempo útil de vida, através do sector do abastecimento.

“…porque não posso recarregar o meu veículo eléctrico “ao sol”, através de placas fotovoltaicas? porque tenho que o fazer usando as placas fotovoltaicas da… nissan?!? sem dúvida que é um excelente negócio vender um produto que requer reabastecimento na marca, a um preço que pode representar um serviço de custo nulo! e porque se insiste tanto no “santo graal” dos carros a hidrogénio (logo, carros a combustível que terá de ser adquirido em postos de abastecimento próprios) ao invés de uma aposta muito forte na I&D da ideia solar?

parece-me que a gasolina foi apenas um primeiro passo no sector do abastecimento dos transportes. a última coisa que este lobby deseja é que eu possa “abastecer” o meu carro em casa fazendo uso dos painéis que coloquei no telhado…

Exactamente o que eu penso deste negócio.

O actual governo “de esquerda” apenas cria uma nova escravidão comercial ao país fazendo este enorme favor à Nissan Renault. Onde está a concorrência na produção de energia, ou seja de todos os consumidores a serem incentivados a produzir energia? Onde estão os padrões comuns de produção acessíveis a todos e não padrões “fechados”

Ler a este respeito um artigo no “Cabalas” sobre os primeiros carros electricos construidos em 1996 nos EUA, pela general Motors.

  • Não tinham tubo de escape, zero emissões poluentes.
  • Rápidos, silenciosos, faziam 0 aos 100 km em 9 segundos.
  • Recarregáveis com energia eléctrica na garagem de casa.

As viaturas não podiam ser compradas, mas apenas alugadas, e os contratos de aluguer não foram renovados.

E também conta a história das primeiras aventuras da Nissan, em 1997 e 2005, que produziu viaturas e após o uso delas, recuperou-as não permitindo o aluguer das mesmas, e destruiu-as posteriormente.

As próprias marcas automóveis auto boicotaram as viaturas electricas.

Excepto em Portugal, onde surgem os “novos Messias”. Ou como um país pequeno, pobre e periférico está a pagar a uma multinacional 1/3 dos custos de produção, investigação e desenvolvimento de um novo modelo de carro. Vamos votar PS?

LIDL, VIGILÂNCIA ELECTRÓNICA

Artigo do Blog Devaneios desintéricos acerca de empresas alemãs,especialmente de uma que conhecemos bem em Portugal.

Através de uma compilação de várias histórias, verificamos que o novo totalitarismo já não se manifesta através de um ditador e da sua corte de amigos e apoiantes, mas sim através da vigilância electrónica.

Transcreve-se uma parte e acrescenta-se um artigo do Jornal Global de 1 de Abril DE 2008, 3 dias depois da data da reportagem ligada do The Times online:, não assinado e não transcrito de nenhum outro jornal( o Global recorta notícias de outros lados), especificando que a administração do Lidl, pediu desculpa. No artigo do Times Online existe uma descrição do comportamento dos detectives- ex-Stasi que vigiavam os funcionários e as recomendações deles em relação a funcionários que lá estavam.

Estavam porque alguns foram entretanto despedidos através da recomendação de não renovação de contrato.

A vigilância electrónica (e ainda por cima ilegal) ainda por cima, serve para causar problemas a pessoas na sua vida privada e no seu trabalho.

” Saber que a sociedade comercial Lidl, multinacional alemã do sector dos supermercados, espia regularmente os trabalhadores dos seus estabelecimentos na Alemanha e noutros países do leste europeu, detendo um conhecimento chocantemente pormenorizado (v.g. saber quem não paga as contas da TV cabo) das suas vidas pessoais constitui um facto susceptível de chocar qualquer consciência minimamente alertada para os direitos cívicos de cada indivíduo;

Que agora seja descoberto que a Deutsche Telecom (congénere germânica da “nossa” PT) tem vindo a recorrer sistematicamente à espionagem de trabalhadores, administradores, membros de sindicatos e jornalistas para “evitar fugas de informação” que possam debilitar a situação financeira da sociedade no mercado bolsista, não poderá deixar de igualmente nos impressionar;

Como não poderá deixar nos perturbar o facto de agora se saber que Deutsche Bahn, a “CP alemã”, é suspeita de espiar a vida pessoal dos seus próprios gestores, recorrendo não raras vezes, e por exemplo, a escutas telefónicas naturalmente ilegais;

Imensamente mais alarmante, contudo, é saber que os três casos estão ligados entre si pela presença de uma empresa de “investigações secretas privadas” -a Network Deutschland - que utiliza o know-how dos seus membros: nada mais nada menos que ex-agentes da polícia política da Alemanha de Leste, a pouco recomendável STASI - Ministerium für Staatssicherheit.

A História Política tem atestado a dinâmina de permanente reabilitação e reinvenção dos métodos totalitários. Mas, por paradoxal que possa parecer, tal reabilitação tem pouco de inovador, mais a mais quando se evidencia, de forma tão límpida e cristalina, que o Capitalismo modierno, fazendo uso dos mesmos métodos totalitários, não consegue ser muito melhor que o Comunismo mais abjecto.

Sobre comunismo e Stasi mais abjecto verificar o artigo “A vida dos outros” sobre um filme feito na Alemanha à propósito de escutas e vigilância electrónica durante o comunismo.

Agora os rejeitados de outrora são reciclados e recuperados pelo capitalismo actual para atacar a democracia.

Quanto à hipocrisia do pedido de desculpas, é de notar o “à vontade” com que se pede desculpas, mas, presumívelmente, continua-se a fazer o mesmo.

POBREZA. DESEMPREGO. FOME.

Publicado em DESEMPREGO, DISCRIMINAÇÃO, EMPRESAS E MARCAS ESTRANGEIRAS, FOME, POBREZA, SIEMENS by dissidentex em Julho 5th, 2008

O Magnifico Portugal democrático ( isto é, falsamente democrático), produz isto que se vê aqui ao lado. Uma junta de freguesia gasta metade do seu orçamento a pagar contas dos seus munícipes.

Há a questão de se fazer isto para se ganhar as eleições, mas também há a questão de as pessoas estarem realmente a passar dificuldades.

A população desta área representa um estrato populacional de pessoas com mais idade, de terceira idade, rurais ma sua maioria e com rendimentos baixos. O editorial pertence ao Jornal Global de 1 de Julho de 2008.

Na outra parte do Portugal democrático temos uma notícia do jornal online Kaminhos de Leiria, no dia 27-05-2008, onde democraticamente foram criados novos pobres, pessoas que trabalham e tem supostamente uma vida estruturada, mas são pobres na mesma.

Atrasam-se a pagar as prestações de vários serviços que a sociedade em que vive, psicologicamente e fisicamente, lhes exige que adquiram, sob pena de exclusão social e desintegração.

Democraticamente são mandadas desta forma para o lixo, para o limbo, para uma zona não existente da sociedade.

Estamos a ser todos convencidos de que “isto” é algo de normal e que estas pessoas merecem o que lhes acontece, coisa que na maior parte dos casos não é verdade. Já para não falarmos nas questões económicas subjacentes a isto, que consistem no facto de uma Junta de freguesia não estar a fazer aquilo que uma Junta de freguesia deveria estar a fazer, mas sim a pagar a vida dos seus munícipes. Justificadamente, diga-se, mas esta filosofia que está por detrás - de um assistencialismo que torna as pessoas dependentes em extremo e lhes ataca a sua dignidade enquanto seres humanos é algo do pior.

Esta é a face da subvertida e sabotada democracia portuguesa; democraticamente a pobreza é distribuída por todos, velhos e pobres, urbanos e rurais. Dizem-nos que devemos aplaudir isto. Eu não!

Ainda na Kaminhos do lado esquerdo temos “GARANTIAS” da parte do Governo que não existe um risco de fome em Portugal, que é baixo. Pobre é um Governo que profere este tipo de afirmações , e o mais espantoso ainda é dizer-se que o risco é inexistente caso as instituições de apoio á fome e á pobreza funcionem bem. La Palisse não diria melhor.

Acrescento eu também que, se não chover, as probabilidades de fazer sol são altas.

Já na TSF, notícia de 4 de Julho de 2008, com a maior das calmas desvaloriza-se as falências de empresas dizendo que isso até é normal.

Posso informar se calhar em primeira mão que de forma normal, a Siemens portuguesa, de forma normal e com toda a normalidade vai despedir 300 pessoas no âmbito dos despedimentos de pessoas a nível mundial que visam despachar 17 mil pessoas.

Não é propriamente uma empresa que esteja a reformular a sua base criativa. Mas a irresponsabilidade e o estar-se completamente a borrifar para estes assuntos conjugado com não se saber mesmo o que dizer perante os problemas são as imagens de marca deste governo que, alegremente, desvaloriza aquilo que é óbvio para todas as pessoas.

Devemos sentir orgulho nisto, dizem-nos.

MÉDICOS DE CLINÍCA GERAL DEFENDEM CRUZAMENTO DE DADOS.

Uma das classes mais parasitas e protegidas da sociedade portuguesa (europeia?) decidiu deixar cair a mascara.

E, sob a capa da eficiência tecnológica médica defendem uma das mais perigosas medidas que se pode propor: o cruzamento de dados médicos, que depois, andariam a flutuar ao sabor dos interesses económicos.

Parece que a definição é a seguinte.

As tecnologias de informação são uma “ferramenta de partilha de cuidados”. Esta é uma expressão tão vaga, tão cheia de vácuo que percebemos que a médica dinamarquesa que a proferiu estará concerteza a candidatar-se a um qualquer cargo político.

É também uma teoria segundo a qual os cuidados a ter com o doente serão partilhados Deveras ?

Está-se a pretender convencer as pessoas que o médico e o doente, conjuntamente, estarão democraticamente a decidir a solução de uma doença. Na maior parte dos casos, o doente não tem qualquer informação ou conhecimento acerca de terapêuticas.

O próprio clínico - dotado da maior das arrogâncias que tem e possuídos do mais completo mercantilismo - apenas diz e assim se faz.

A ferramenta permitirá ao doente e ao clínico:

(1) rever o historial (2) marcar consultas (3) informar-se sobre medicação (4) ver resultado de exames (5) e a realização de consultas pela Internet.

Isto é extraordinário. Nada disto requer a existência de uma médico. Diria mesmo que pelo andar da coisa, o doente caso necessite de uma operação poderão - através da partilha de cuidados - operar-se a si mesmo sem a necessidade de um médico.

Como já pode ver o resultado de exames, informar-se sobre medicação, rever o historial, marcar consultas a si mesmo através da Internet está habilitado a operar-se a si mesmo?

A mesma médica dinamarquesa que explicou estas vantagens também explicou logo as desvantagens ( que anulam largamente as vantagens…)

(1) Admitiu a eventual existência de constrangimentos resultantes da concentração de dados em sistemas informáticos (2) sobrecarga de informação (3) susceptibilidade perante cortes de energia (4) necessidade de garantir a segurança dos dados (5) e a eventual redução da avaliação médica limitando-se este maravilhoso sistema totalitário ao armazenamento de dados.

No artigo Tabaco Sócratesa dada altura escrevi o seguinte:

Eu sou a favor da democracia e do pluralismo numa sociedade. Acho que o totalitarismo é uma coisa má. Peço desculpa. Estou envergonhado pelo que acabei de escrever;isto de ser à favor da democracia e do pluralismo é algo que está fora de moda e não se enquadra nas sociedades modernas do nosso tempo, que, aparentemente são “pós-modernas e pós democráticas”.

Dissidente-x a purgar-se de forma irónica.

Depois escrevi o seguinte:

Mas é um totalitarismo muito especial.

Paradoxal.

Aquilo ( actualmente) que causa o dano deverá ser aquilo que origina a cura do dano.

Esta médica dinamarquesa é absolutamente excepcional. Causa o dano com as suas ideias totalitárias disfarçadas de avanços tecnológicos e ao mesmo tempo propõe a cura dizendo-nos quais são os perigos que advém das soluções que propôs para melhorar qualquer coisa.

Isto é a pós-democracia em todo o seu esplendor, ou melhor, são os médicos a afirmarem que desistiram de ser médicos e que preferem ser guardiões de um sistema totalitário a implementar, apenas mordomos desse sistema, de um pequeno segmento desse sistema.

As soluções “ferramenta de partilha de cuidados” são todas, mas absolutamente todas, soluções que apenas empurram trabalho e responsabilidade para cima do doente e o retiram do médico.

Os perigos são problemas derivados das “soluções” e impõem gastos de dinheiro gigantescos, isto caso uma sociedade que os adopte queria ser democrática, e continuar a sê-lo.

Como a democracia é um valor em declínio substituído pelos custos e pelo dinheiro provavelmente, se ninguém nada disser, irá avançar-se para as soluções e ignorar os perigos.

A notícia é do Correio da manha - 25 de Junho de 2008

Quem organiza este simpático colóquio totalitário é a Fundação Astra zeneca. A Astra Zeneca são laboratórios de produção de medicamentos.

- Vamos supor que um grupo bancário decide comprar este laboratório.

- Um grupo bancário tem dentro do seu núcleo de negócios companhias de seguros.

- As companhias de seguros vendem seguros de saúde.

- As companhias de seguros tem interesse prévio em saber qual é o historial clínico do doente/cidadão que se quer segurar.

- Com dados informáticos organizados da forma que a médica dinamarquesa explanou NINGUÉM escapa a ser prejudicado na compra de seguros de saúde e no ser ou não ser preterido para fazer tratamentos ou outras formas de intervenção clínica.

HIPERMERCADOS CARREFOUR NA CHINA. E O APPESEAMENT…

SUPERMERCADOS CARREFOUR -BBC- CONQUISTA DE MERCADO-CHINA(1) No ano de 2007, notícia BBC, os hipermercados Carrefour, tiveram problemas na China. Sendo o segundo maior retalhista mundial, apenas atrás da norte americana Wall Mart, a administração do Carrefour está desejosa de encurtar a distancia para a líder. Para tal, lançaram-se, no mais absoluto neo liberalismo económico e com a maior agressividade comercial possível, sem regras de qualquer tipo.

Foram para a China.

A agressividade deles é notória, para conquistar quota de mercado na China que antecipam vir a ser o maior mercado mundial de retalho e que tem taxas de crescimento de consumo, entre 20 a 30% ao ano.

Suponho que, estrategicamente, os Chineses estarão, de algum modo, a bloquear americanos e/ou outros, para darem uma pequena vantagem ao Carrefour. Suponho.

Neste momento o Carrefour ja vai nos 100 hipermercados abertos an China. Em portugal até há pouco tempo tinham 12 Hipermercados abertos, que venderam ao Modelo- Continente. Uma das razões também se prende com a necessidade de arranjar dinheiro e financiar a expansão em mercados com estas taxas de crescimento, e potencial, enquanto que, um mercado pequeno, periférico, e saturado como o mercado português, por exemplo, não tem interesse ou é negligenciável.

Para se expandirem a esta velocidade, começaram a subornar,assim o entenderam as autoridades chinesas. Ou começaram a subornar ou foram convidados a subornar pelos altos dirigentes do partido, que, quando lhes conviesse dariam a ordem para “entalar o Carrefour” e deixar sair as notícias de que esta organização estaria sob investigação/suspeita. Apesar disso o Carrefour continua a abrir supermercados…

Em 2007, o Carrefour foi analisado pelas autoridades chinesas por suspeitas de corrupção.

SUPERMERCADOS CARREFOUR- 3 MORREM EM CORRIDA AOS SALDOS(2) Para se dar uma ideia do aumento de consumo na China, e no grau de loucura misturado com o capitalismo desenfreado, misturado ainda com o relativismo pela vida humana que acontece na China - o novo campeão dos direitos humanos designado como tal - volta-se de novo às notícias da BBC.

No dia 10 de Novembro de 2007, saiu a notícia que 3 pessoas morreram, devido a uma “corrida às promoções” num dos hipermercados Carrefour. Parece que havia óleo alimentar para cozinhar em promoção.

Nada disto perturba ninguém… suponho até que existirão defensores por aí a dizer que isto é uma situação perfeitamente normal e que até se deveria evoluir para a mesma em Portugal…alterar o código do trabalho, etc…

No entanto e como as ironias das coisas são o que são, o Carrefour continua a ser o que é e continua a fazer asneiras e a sentir na pele o que é o relativismo e a falta de princípios a fazer-se negócios. Bem como, a demonstrar como o appeseament político e económico em relação à China tem preços a pagar elevados.

Por todos nós, e não só por estas empresas e os seus accionistas gananciosos…

Isto porquê?

Morreram 3 pessoas no Carrefour de Chongking ( China), numa venda de óleo alimentar em saldo.

(3) Porque, recentemente existiram boicotes à passagem da chama olímpica por Paris, capital da França. Isto relacionado com as recentes repressões sangrentas da revolta tibetana. (A) Manifestantes chineses muito chateados pelo facto da chama olímpica e o seu trajecto terem sido recentemente boicotados na viagem até à China, começaram a protestar contra esse facto.

Escolheram o Carrefour para o fazer - um símbolo conveniente. Embora, analisando de outro modo, o Carrefour merece-o porque é uma empresa, como se comporta, absolutamente detestável, ao nível das patifarias que a wall Mart e outras do mesmo estilo faz.

CHINA- ARTISTAS CHINESES PROTESTAM COM A FRANÇAE é assim que temos uma manifestação e protestos corporizados no Carrefour ( a empresa merece-o), mas onde se está a jogar já um outro jogo, que é o jogo da acusação (B) dos meios de comunicação ocidentais serem parciais na cobertura dos acontecimentos; de (C) o Ocidente estar por detrás do separatismo tibetano.

Outras reacções incorporam o facto de artistas Chineses cancelarem uma exposição em França, como forma de protesto, pela maneira como a chama olímpica teria sido não dignificada na sua passagem por Paris.

Sem dúvida porque as autoridades chinesas estariam à espera que em países apesar de tudo democráticos, se mandasse o exército disparar contra manifestantes como se faz na China, ou outra coisa de tipo semelhante…

Isto representa a cedência ao appeseament desta feita, feito à China e ao seu comportamento.

A “atitude” que os dois artistas chineses - na notícia acima - demonstram; é de uma incomparável arrogância perante o facto de existirem franceses que dão o seu apoio ao boicote contra os Jogos Olímpicos. Tal deveria deixar as pessoas a pensar.

Especialmente pelo que deixa mostrar da parte chinesa e da”mentalidade média” da mesma. Que é a ideia de que acham que não existem quaisquer limites ao que quer que façam.

Isto também representa outro problema. O de estarmos todos a deixar que estas empresas de vampiros como o Carrefour, sejam, na prática, quem está a “representar” o Ocidente em termos de política externa.

A imagem que transmitem para fora é aquela que é.

A China está a usar os Jogos Olímpicos e a sua economia em crescimento gigante, bem como algumas empresas europeias, para fazer intimidação; tentando evitar que a Europa os pressione, sobre a repressão no Tibete, e que a Europa tome a decisão de boicotar os Jogos Olímpicos. Ameaçando nas entrelinhas que as principais empresas europeias perderão “negócios” na China.

(4) A China serve-se também do “conteúdo” que foi escrito neste artigo sobre China, Jogos Olímpicos, Tibete de alguns dias atrás:

MULTINACIONAIS CHINESAS E DE PAÍSES EMERGENTES

A China está a usar o crescente peso das suas empresas e do seu comércio/produção de serviços/produtos para intimidar Geoestrategicamente os blocos económicos- políticos que a contrariem naquilo que a China julga ser os seus direitos naturais - perante a complacência e o appeasemet da Europa(e dos EUA…). Dito de outra forma, das empresas europeias e dos seus accionistas gananciosos… e de vistas curtas…

(5) Quanto ao Carrefour e ao facto de serem umas “peças” do pior que há, o assunto já tinha sido aqui tratado no Dissidente-x uma vez.

CARREFOUR- EGIPTO

À propósito o Rally Paris Dakar e dos caso dos cartoons dinamarqueses.

Relativamente ao caso dos cartoons dinamarqueses, na altura o Carrefour, meteu “contra cartazes” nos hipermercados que tem no Egipto pedindo desculpa pela publicação de cartoons feitos por dinamarqueses.

É uma empresa “5 estrelas” esta…

O Carrefour constitui dos piores exemplos do capitalismo predatório mundial e da total falta de valores e princípios da sua administração cedendo de forma cobarde; sem sequer ter que justificar algo que não lhe dizia directamente respeito; ao appeasement.

INTERNAUTAS CHINESES -NACIONALISMO(6) Tendo-se ainda mais razões para desconfiar da China e das suas intenções está a prova nesta notícia de hoje,dia 21 de Abril de 2008- Jornal Destak.

Um ataque concertado, fazendo-se valer do número de utilizadores de Internet, despoletam o pior do pior. Uma campanha de orgulho nacionalista ferido (pseudo ferido) relativamente a este assunto.

A imprensa estrangeira é criticada por estar a veicular notícias falsas, os protestos durante a passagem da chama Olímpica são criticados e já existem à venda T-shirts com os dizeres ” Eu amo o Tibete, mas odeio o Dalai Lama” e “I do not love CNN”/não amo a CNN.

Goste-se ou não se goste de budismo ou do Dalai lama, isto é preocupante a vários níveis. Os cidadãos chineses, e os que aderem à Internet, apesar de tudo, são mais instruidos, sabem - mesmo na China - que existe censura.

Ora, se os cidadãos chineses sabem que existe censura, também deveriam, por maioria de razão, raciocinar e perceber que, se calhar, o seu governo lhes estará a mentir ou pelo menos a deformar de alguma maneira, a apresentação da realidade.

Como tal, deveriam desconfiar do que lhes é dado. Mas não. Antes pelo contrário, estão a reagir exactamente contra os supostos interesses ocidentais que estarão a manipular o que se passa e passou no Tibete, ofendendo a “China”.

Isto demonstra um sentimento nacionalista perigoso, agressivo, xenófobo, e anti estrangeiros, mas pior, representa a ideia de que não sentem qualquer tipo de restrições nem de que “outros” fiquem incomodados com atitudes chinesas.

Este assunto era facilmente enfrentado com um boicote aos Jogos Olímpicos. Não só por causa do Tibete, mas também. Em vez disso, contemporiza-se.

É necessário que accionistas ganhem dinheiro. É necessário que a organização da economia mundial gere desempregados na Europa e na América, por causa da China. Quando for necessário enfrentar a China serão os accionistas a fazê-lo ou os cidadãos desempregados?

PUBLICIDADE M&M.

Publicado em EMPRESAS E MARCAS ESTRANGEIRAS, M&M, PUBLICIDADE BEM FEITA by dissidentex em Fevereiro 27th, 2008

A empresa de publicidade Clemenger BBDO da Austrália ( Veja-se AQUI a diferença para o que a BBDO portuguesa faz e compare-se com a Clemenger BBDO…) fez uma campanha publicitária brilhante. Simulou umas eleições presidenciais em 2008, para associar a campanha às eleições norte americanas. ( Um exemplo oposto e falhado de tentativa de associação mental de ideias publicitárias mas mal feito e imbecil pode-se encontrar AQUI )

Mas nestas eleições especiais :-) os candidatos :-) são os doces m&m convidando as pessoas a votar no m&m favorito e oferecendo um prémio de 100.000 dólares. A eleição é apenas destinada a residentes da Austrália e da Nova Zelândia com idades superiores a 13 anos.

Criaram um site na Internet que finge acompanhar as iniciativas de campanha (comícios, conferências de imprensa…) dos candidatos. Sugiro visita e sugiro clicar na opção em cima “The candidates” para se ver vídeos de campanha eleitoral e biografias dos candidatos absolutamente hilariantes… :-) especialmente do RED, BLUE e do YELLOW. ( O “BLUE” afirma com voz de falsete num comício ” isto é o que podes tu (eleitor) fazer por um candy… simulando Jonh F.Kennedy… o Red corre na rua gritando que a RedVolução está a acontecer…)

Site de Internet com a cobertura em tempo real das eleições.

Os :-) candidatos :-) apresentam-se com :-) poderosos :-) argumentos…eleitorais…

Cartazes de propaganda/publicidade: absolutamente fabulosos, quer como conceito/ideia, quer na execução gráfica dos mesmos. ( Especialmente o RED…)

Observe-se o RED:

SLOGAN DE CAMPANHA - ” A REDVOLUÇÃO É AGORA “MMRED

Observe-se o CRISPY:

SLOGAN DE CAMPANHA: “CARREGANDO OS NERVOS DE TODA UMA NAÇÃO” MMCRISPY

Observe-se a MISS GREEN:

SLOGAN DE CAMPANHA - ” MISS GREEN, TRABALHANDO AS SONDAGENS ” (POLLS) MMGREEN

Observe-se o YELLOW:

SLOGAN DE CAMPANHA - ” O DOCINHO DO POVO “MMYELLOW

Observe-se o BLUE

SLOGAN DE CAMPANHA - UM VOTO EM BLUE É UM VOTO EM YOU (VOCÊ) MMBLUE

DISCLAIMER: ESTE POST NÃO SIGNIFICA PUBLICIDADE ENCAPOTADA À ESTE PRODUTO/MARCA.

É APENAS UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA DA QUAL GOSTEI BASTANTE E DOS CARTAZES DA MESMA BEM COMO DO CONCEITO POR DETRÁS DELES.

OPTIMUS, Pseudo Rebranding, Nokia Trends Lab

Enviado por mão amiga, através de correio electrónico, chegou-me um opúsculo dicotómico hilariante, produzido por um simpático habitante da Lua, que escreveu umas coisas acerca da Optimus, e da nova campanha de marketing da Optimus.

É um crente na publicidade e no marketing, de ” cabeça cheia ” de estereótipos aprendidos na Faculdade de Marketing, glorificando uma péssima campanha de publicidade que a Sonae / Optimus tem andado por aí a tentar enfrascar as televisões e alguns sítios da Internet com anúncios. Cito o opúsculo dicotómico hilariante daqui em diante até ordem em contrário:

O Rebranding da Optimus tem sido muito comentado na blogosfera. O novo posicionamento está engraçado, a campanha de marketing foi agressiva e inovadora. No entanto não deixo de ficar surpreendido com o montante gasto: 32M€!!! Tudo elaborado com o objectivo de despertar a atenção, provocar a diferenciação!

Até ai tudo bem. Contudo depois pus-me a fazer contas: 100€ de oferta * 300 mil novos clientes = 30M€!

Resultado: Passariam de 13% de quota de mercado (segundo a Agência Financeira) para 16%! Neste caso aumentariam a base de clientes em cerca de 20% (em termos relativos)!.

No primeiro caso despertaram a atenção, no segundo caso despertariam a acção (O ultimo estágio do processo de decisão dos consumidores)!

Nota final: Como actual cliente espero que não apareça um “segundo orçamento” para finalmente levar os potenciais clientes a agir! Aumento nas tarifas aos actuais clientes é que não vinha nada a calhar!

Fim de Opúsculo.

Passemos ao queijo.

1. A Sonae nas telecomunicações é uma péssima empresa. Tem e sempre teve uma estratégia errática, oscilante, confusa para o mercado, incompetente, e quando os resultados disso mesmo se percebem, a Sonae faz o que os clubes de futebol e os respectivos treinadores fazem: culpa o árbitro.

O arbitro da Sonae é um Deus Janus pós-moderno. É “O Estado” e é, a “Portugal Telecom”. Os dois oficialmente designados “culpados” do facto da Sonae ( área telecomunicações) ser uma má empresa.

O que é interessante verificar é que…… “O Estado”…… somos todos nós. Como somos todos nós; todos somos culpados da Sonae - Telecomunicações não ter audiência suficiente nas telecomunicações.

Fico muito sensibilizado, como consumidor, que uma empresa, que me pretende vender um produto, utilize repetidamente, uma estratégia de dizer que, “eu-consumidor”, sou culpado de não comprar o produto que, “ela - Sonae-telecomunicações”, quer vender.

Positivo, isto…

Como a culpa é do arbitro, é essa a razão porque estando há mais de 14 anos ( 10 no móvel …) nas telecomunicações, são o número 3 do ranking das telecomunicações há 14 anos. Não saem de onde estão. Não é deles próprios a culpa. É “do Estado” e da “PT”. De todos nós que somos estúpidos e não vemos que é óbvio comprar Optimus. Calhaus,pá!

2. Quando lançaram a 3ªrede de telemóveis, conhecida por “Optimus”, a ideia, recordo-me, era chegar ao número 1.

Várias razões para isso.

  • “as peneiras e o ego desmesurado ” do chefe da Sonae e do filho dele assim o diziam e queriam: a Sonae quer sempre ser o número 1 nos mercados onde actua.
  • Contudo, a empresa que quer ser o « número 1 nos mercados onde actua» para lançar a rede Optimus teve, à época, que ir pedir”ajuda” à France Telecom.
  • Na altura, se bem me recordo, até chegaram a ter uns 20, 22% iniciais de quota de mercado.
  • Depois desvaneceram-se, porque “a estratégia deles é errática, mal pensada e cometeram erros uns atrás dos outros”.

E chego ao post do habitante da lua. Um habitante da Lua que,”vê” coisas, que mais ninguém vê. Mais: faz isso com a “convicção da obrigatoriedade”como diria um qualquer jurista…

E o que “vê” este habitante da Lua?

Que o Rebranding da Optimus tem sido muito comentado na blogosfera. Na do Marketing, porque na outra ninguém disse grandes coisas. Que eu visse, mas eu não sou omnisciente … e a única coisa que li, foi num blog em que o autor se queixava da irritação que lhe dava o anúncio “Pop-Up” que aparecia com aquela coisa cor de laranja que passa por ser a nova “Brand” da Optimus rebrandizada…

Depois comenta que o novo posicionamento está muito engraçado, foi agressivo e inovador. Concordo, mas discordo, como diria o outro.

O posicionamento tem tanta graça como a leitura do rotulo de uma embalagem de Corn Flakes escrita em alemão. Não foi agressivo porque o simpático habitante da lua tem andado distraído e não tem visto televisão ou escutado rádio. O que tem sido mesmo, verdadeiramente agressivo tem sido a publicidade Sonae aos Hipermercados Continente , constantemente desde o inicio de Dezembro de 2007, a passar um irritante anúncio de bailarinos e uma cantora bailarina a furar os tímpanos a quem ouve - um anúncio, aliás , copiado dos musicais dos anos 50/60 da dupla Fred Astaire/Ginger Rogers. Nada nas campanhas de publicidade Sonae é original …

Também convinha dizer que a campanha não é inovadora. A Nokia, essa empresa de somenos importância no panorama mundial das telecomunicações lançou um conceito/ideia chamada Nokia Trends Lab. O conceito foi originariamente pensado e desenvolvido na América Latina e rapidamente passou para a Europa e resto do mundo. Juntam-se artistas, jornalistas, designers, etc, e todos juntos conceptualizam e executam um concerto num local a designar.

E para fazer ” passar “esse conceito” em termos publicitários surgiu uma campanha de publicidade, essa sim, inovadora, chamada Trends Lab, que imagine-se só, tem este conceito:

NOKIATRENDSLAB

Já uma imagem que tirei da página da Optimus onde somos convidados a ver o que mudou revela-nos que de facto mudou muita coisa. O nome Optimus Trend Lab não foi adoptado.
Estão a ver a diferença, pategos? É tudo diferente duma campanha para a outra … Vocês são mesmo estúpidos e não conseguem ver a genialidade do acto de gastar 32 milhões de euros a copiar uma campanha da Nokia. Ótarios…

OPTIMUSTRENDSLAB

 

Como diria o habitante da lua:
” …Tudo elaborado com o objectivo de despertar a atenção, provocar a diferenciação! …”

Não vêem a diferença, ò camelos? Então não se vê que é tudo diferente? Vê-se CLARAMENTE que no conceito da Nokia Trends Lab as bolhas são ortorômbicas e no conceito da Optimus são triclínicas.

Então não vêem que:

…No primeiro caso despertaram a atenção, no segundo caso despertariam a acção (O ultimo estágio do processo de decisão dos consumidores)!…”

Sendo que, o primeiro caso, foi a Nokia. No segundo caso a minha acção foi despertada, colocando a Sonae/ Optimus no final da lista de preferências, embora ainda à frente das Telecoms do Burkina Faso e do Nepal. Pelo menos, destas. E fazendo este post desfavorável. Aqui não se aplica o conceito treta ” é melhor ter má publicidade do que não ter nenhuma publicidade”.

Sobre o rebranding podemos é especular. O magma gelatinoso cor de laranja é uma medida da solidez da “Brand Optimus” , isto é, uma gelatina. Deixam ver para fora o que são por dentro na realidade.

Gelatina de mercado, sem consistência.

ADENDA: este post deve ser visto em conjunção com ESTE