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TRATADO EUROPEU, afinal aquilo é uma ferramenta operacional.

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Fonte: Diário de noticias, o jornal actual do regime em competição com vários outros, para ver quem é o que pratica jornalismo mais desonesto.

Notícia: de 13 de Dezembro de 2007, não assinada, constituindo pura propaganda.E estúpida ainda por cima. Será que a alimária que escreveu isto ainda não percebeu que são javardices destas que estão a dar cabo das vendas dos jornais?

Técnica: a notícia está dividida em duas partes. Na primeira temos a ladainha pró Tratado europeu, chamando-lhe “Ferramenta operacional”. Podiam também ter chamado a isto “Ferramenta de gestão de crises” ou “Ferramenta institucional” ou “ferramenta contra os desafios do futuro”, ou ” Ferramenta de inovadora visão estratégica” ou demais tretas do mesmo estilo. Assim parece mais conversa de loja de ferragens. Ajusta-se melhor. Transcreva-se a primeira parte:

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Tratado de Lisboa: uma ferramenta operacional

“”” A Europa tem agora as mãos livres para se dedicar à questão central de definir o seu novo papel num mundo globalizado”, afirmou ontem Angela Merkel, no Parlamento alemão. Esta é a questão central daqui para a frente, aberta pelo conjunto de reformas institucionais constantes do Tratado Reformador de Lisboa – que hoje vai ser assinado -, destinadas a arrumar uma casa que vai acomodar mais de três dezenas de inquilinos. Os tratados de Maastricht, Amesterdão e Nice foram fazendo obras parciais de reabilitação do edifício institucional, sem atingir a coerência operativa a mais longo prazo.

Pode argumentar-se que em Lisboa se vai dar um salto em frente com o mesmo alcance do falecido Tratado Constitucional, sem os símbolos próprios de poderes soberanos. O que não o reduz, como pretendem aqueles que advogam uma ratificação rápida e em força, a uma caixa de ferramentas operacional, sem a dignidade e a dimensão suficientes que justifiquem consultas referendárias.

O ponto polémico deste Tratado está na necessidade da sua entrada em vigor rapidamente para aumentar a coerência da projecção externa da União Europeia, o que faz com que não se consiga livrar da suspeição de os povos da Europa, se fossem consultados, poderem negar-lhe o apoio unânime. Por isso, provavelmente, vencerá o sentido prático da ratificação generalizada pela via parlamentar. “””

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Técnica: na segunda parte quem escreve isto demonstra ser uma de 3 coisas: ou é estagiário ( a), ou é estúpido, ou é corrupto. Inclino-me para as 3 hipóteses em conjunto. Trata-se de uma análise económica que saiu de dentro das embalagens de catering da Nestlé, como brinde para compra de outra caixa de flocos Nestlé, mas de figos,não de cereais, cheia de jargão idiota e a predispor as pessoas para mais despedimentos e mais crise.

O cretino que escreveu isto nem sequer consegue ser coerente, uma vez que o Tratado Europeu vai fazer toda a gente – a partir de agora – defecar suavemente com cheiro a Channel 5 tal é a força poderosa do tratado. Não se percebe, pois, como uma coisa tão boa não impede as reestruturações ( isto é – despedimentos) de que fala este “texto” feito por um(a) imbecil.

Resta notar que “despedimentos” são chamados de “reorganização”. Uma das coisas que o Diário de notícias deveria fazer era reorganizar dali para fora a besta elevada ao quadrado que escreve uma porcaria destas. Claramente é um medíocre vendido que entrou lá por cunhas. Transcreva-se o resto da pocilga em forma de texto.

FERRAMENTA OPERACIONAL



“””Muitas empresas vão “atacar” o ano de 2008 reorganizando-se. Uma reorganização que passa, inevitavelmente, por racionalizar custos. E essa racionalização implica, infelizmente, cortar nos empregos.

Um dos sectores onde esta realidade mais se acentua é no das telecomunicações e media. Daí o anúncio do corte de mais 600 empregos na PT, feito há dias por Henrique Granadeiro, e a necessidade de reduzir 200 postos de trabalho na RTP, afirmada ontem por Ponce Leão, o administrador que está de partida e pode arcar com o ónus desta decisão.

2007 já foi um ano de crise. Que tende a manter-se em 2008. E, perante menos receitas, é preciso cortar nos gastos. A PT e a RTP não fazem mais do que adoptar o modelo da gestão privada, no qual o próprio Governo tem vindo a insistir. Depois de anos de maus vícios, em que, enquanto empresas públicas, puderam viver “à grande”, passando ao lado de todas as crises e contratando sem critério como em todo o sector do Estado, é no pessoal que têm agora maior espaço de redução.

Mas a necessidade de reorganização estender-se-á a outras empresas e até a outros sectores. Uma realidade que é preciso enfrentar porque as receitas não vão aumentar.”””

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  • O mais giro é que esta coisa é classificada como “editorial” no Jornal.
  • “Aquilo”não é uma constituição, é uma “ferramenta operacional”.

Altere-se já o currículo das faculdades de direito. Em vez de Direito Constitucional I e II , deveremos passar a chamar às cadeiras ” Ferramenta Operacional Bechtel I” e ” Ferramenta Operacional Bechtel II”.

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Written by dissidentex

16/12/2007 às 13:15

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