DISSIDENTE-X

LUIS FILIPE MENESES E SARKOSY

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Post do blog Herdeiro de aécio.

1.

Não fosse a enorme hipocrisia que grassa por todo o mundo a respeito do proteccionismo económico e a assumpção do que é mais do que óbvio por parte do presidente francês, num discurso que efectuou ontem na sede da Alston, em La Rochelle, não mereceria o destaque que a notícia do Público lhe dá e que aqui faço eco. A que ainda há que juntar o predicado adicional de Sarkozy ser tomado por um corajoso, ao fazer um discurso ao arrepio das regras da União Europeia e do mercado interno, conforme a crítica da última página do mesmo jornal, que lhe atribui uma setinha negativa pelo discurso e para ainda condenar Bruxelas por fechar os olhos.

Independentemente de quem assina aquela segunda prosa (de iniciais P.F.), que se mostra suficientemente obnóxio para ainda não ter descoberto como funciona a verdadeira estrutura de poder dentro da União Europeia (já foi descoberto há bastantes anos que, na União, só os países pequenos têm regras, os grandes não…), a minha consideração pelos profissionais da informação afundou-se ainda mais quando, a propósito daquele importante discurso, fui pesquisar o nome Sarkozy às notícias do Google e o destaque ia, todinho, para as sequelas do seu casamento com Carla Bruni e para a vitória que os dois obtiveram num processo contra a Ryanair…

 

meneses-estúpido

2.

Luís Filipe Meneses, entrevista ao Jornal Expresso, 22 de Dezembro de 2007

Titulo: “Quero fazer como Sarkozy”

Parte da entrevista respondendo à pergunta:

Quais devem ser as Funções do Estado?
O Estado deve sair do ambiente, das comunicações, dos transportes, dos portos, e na prestação do Estado Social deve contractualizar com os privados e acabar com o monopólio na saúde, educação e segurança social.

É isso que se propõe fazer?
É. Eu proponho-me dizer aos portugueses que quero privatizar todos os sectores que referi, já, não é amanhã de manhã. Proponho-me liberalizar a legislação laboral porque não podemos ter o melhor de dois mundos. E não sou dos que acham que é virando os recursos do Estado Social para economia que vamos adquirir a competividade, . Por ai vamos destruir o que temos sem construir nada em troca. Lá para frente a Europa vai ter que ter um posicionamento diferente em relação à globalização, vamos ter que negociar direitos ambientais, do Homem, sociais, à escala global. Hoje, temos que dizer às pessoas: a 10 anos de distância, o kit social que o Estado pode garantir é isto …. Eu não defendo o Estado Social mínimo mas defendo o Estado Social possível, nada garante que o que temos hoje e é bom se possa manter daqui a 10 anos. A forma de salvar o Estado social é rapidamente trazer os privados para a educação, a saúde, a gestão.

Admira Sarkozy?
Sou um admirador do estilo do Sarkozy. Da ideia de fazer e ter ideias claras. A lógica das oposições tem sido muito a de não correr o risco de ter ideias. O sr. Sarkozy deu um contributo para tornar as políticas mais claras, como antes fizeram a sra Tacther, ou o professor Cavaco Silva.

 

meneses-cipolla

3.

Nicholas Sarkozy, ontem , dia 6 de Fevereiro de 2008, La Rochelle , França, fábrica da Alsthon. Notícia Jornal Público

 

sarkosyprotecionismo.jpg

 

 

E AINDA:

sarkosyprotecionismo2.jpg

4.
Quero fazer como sarkozy:

  • O Estado deve sair do ambiente, das comunicações, dos transportes, dos portos,
  • Proponho-me liberalizar a legislação laboral
  • A forma de salvar o Estado social é rapidamente trazer os privados para a educação, a saúde, a gestão.

5.

Sarkozy:

Não vejo qual o problema de o Estado ajudar as empresas do país. Vou interferir, quando achar que vale a pena. Não é a deixar que as empresas fechem que se governa.”

Nicolas Sarkozy disse que não se arrependia de ter “renacionalizado parcialmente” aquela multinacional da área dos transportes e da energia,

“A França não receia a concorrência, mas não aceita que um concorrente venha aqui disputar o mercado, mas mantenha fechado o seu

“mais gente a trabalhar nas fábricas do que nos escritórios”.

“Há quem diga que a indústria em França está acabada e que o futuro são os serviços, mas no dia em que fecharem todas as fábricas não haverá emprego também nos serviços. A indústria não só não acabou, como é essencial à economia de um país rico, é o motor do progresso da produtividade e do bem-estar material de uma sociedade.

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Written by dissidentex

07/02/2008 às 10:58

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