DISSIDENTE-X

BIBLIOTECAS,EMPRÉSTIMO PAGO.NÃO!. 2º

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Ontem, dia 13 de Fevereiro de 2008 foi republicado uma parte de um post sobre a abstrusa ideia neoliberal de fazer pagar os empréstimos de livros em Bibliotecas Públicas como forma de compensação por “Direitos de autor”.

Uma magnifico post com citações de Aldous Huxley, como por exemplo: “o problema que consiste em fazer amar aos indivíduos a sua servidão.”

Mas também, citações a partir de um artigo sobre as recentes “reformas” do ensino da filosofia que visam rebentar com ela para fora dos currículos das escolas para ser substituida por pessegeiradas do eduquês, visando formar cretinos plastificados ainda mais do que já são.

CATAOALTERADO

E depois, tínhamos – num coup de foudre sublime e gongórico, a apresentação ao mundo neste blog (quer dizer, esta coisa que dá pelo nome de Dissidente-x) de uma deusa das bibliotecas que com 5 posts letais em Agosto/Setembro do ano passado-2007 assassinava como um ninja invisível, uma série de argumentos dos avençados do neoliberalismo e dos cães de fila jurídicos que defendem hoje uma coisa e amanhã defendem outra inteiramente oposta com a maior cara de pau.

E ontem após a digressão Huxley e a digressão “Centro para o ensino da filosofia” entrávamos nos dois primeiros posts da Temível deusa criatura bibliotecária que habita a Biblioteca de Jacinto.

No primeiro dos posts da super ninfa ninja ela escrevia que ( isto é só um resumo):

” «A Comunidade Europeia aprovou, em 1992, uma directiva relativa ao direito de comodato e a certos direitos conexos de autor em matéria de propriedade intelectual, passando as bibliotecas, museus, arquivos e outras instituições privadas sem fins lucrativos a ter que pagar pelo empréstimo público dos seus documentos abrangidos por estes direitos de autor. “
No segundo dos posts a boa alma MCA ( Nome de código ” a Deusa ninja das Bibliotecas”- mais patético e desesperado assédio por post de blog que isto, não se pode ser…), após ter enunciado a situação no primeiro post induzia-nos numa falsa sensação de segurança no segundo post.

Pensávamos nós que íamos para uma calma passeata pelo rio fluído das palavras, mas não.

De repente transmutava-se e começava a descascar pessegueiro na sociedade portuguesa da máfia de autores e no seu representante legal jurídico etc e tal o senhor João Laborinho Lúcio que, se não estou em erro, foi um cromo que foi ministro da Justiça do Padre Cura António Guterres durante 4 anos conseguindo notabilizar-se por nada fazer na área.
Um pequeno excerto retirado do post da ninja bibliotecária, do Lúcio Jurista, em acção retórica:

“…A criação não procede do nada, o criador, em especial o criador de obras literárias e artísticas, tem pelo mesmo acto da criação uma incoercível necessidade de que a sua obra seja difundida e conhecida.”

Estão a ver, calhaus? Suas Bestas, então não apreciam o sublime?

Quo Dixit esta verborreica mistelum de sabores fragrantes é o ilustre jurista que, dotado duma incoercível necessidade de ir até à casa de banho difundir os seus fluidos corporais em excesso, teve um súbito momento de inspiração que não procedeu do nada e difundiu a sua obra. Oscultando a sua lembrança mnemónica interiorizada de que a expressão incoercível necessidade dava estilo, pose, garbo e alho francês para justificar uma argumentação vazia de significado mas plena de som harmonioso como decibéis sexys.

Observemos agora, em acção, num outro caso celebre, o Jurista Lúcio, em foto prisional – masmorra:

catao2

E eu diria mesmo mais, por Delenga Carthago, mas não sendo o Grande Catão, que a MCA disse que:

Ao post número 3 esta alma caridosa decide procurar autores, os verdadeiros e genuínos e dar-lhes a palavra. Quando os encontra após uns 5 segundos de um esforço extenuante de leitura do Jornal Público isso possibilita-me citá-la, mais uma vez. Alvissaras, senhor alvissaras…:

“””Como parece que os lesados pela não cobrança de taxas de empréstimo nas bibliotecas são os autores – pelo menos é essa ideia que faz passar a Sociedade Portuguesa de Autores – eu perguntei-me qual seria a opinião dos ditos autores em relação a isso. E eis o que que encontrei aqui (os destaques são meus):

«Escritores questionam taxa às bibliotecas
Daniel Rocha/PÚBLICO

«A não aplicação da taxa sobre os empréstimos nas bibliotecas públicas motivou, em Janeiro passado, um puxão de orelhas da Comissão Europeia a Portugal.
«Em vésperas do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que se celebra sexta-feira, a possibilidade de as obras requisitadas pelos leitores passarem a ser taxadas às bibliotecas não recolhe a simpatia dos escritores.
«O poeta José Manuel Mendes diz-se “favorável a todos os mecanismos de composição de interesses que tendam a assegurar os direitos dos autores”, mas afirma ser inadequada “a cobrança de qualquer montante tal como se acha preconizado”””

  • NOTA: neste post fala-se também de bookcrossing e da tentativa (encapotada) de começar também a cobrar por aí – um dos incentivadores do bookcrossing dá logo o toque a dizer que não acredita que o bookcrossing prejudique autores.
  • O poeta José Manuel Mendes, que, para quem não sabe, é comunista, pertence a SPA salvo erro e foi também, ao que julgo saber, um membro da famosa ala renovadora do PCP lá pelos idos de 90. Foi também deputado muitos anos….

Avançando para a 4ª incursão a sublime alma que fez este post começa a partir pedra.

Suavemente, com a suave delicadeza de uma espada japonesa a cortar seda fina, mas parte pedra. Obrigado; ò suave mineira da palavra pelo prazer que me proporcionaste ( esta última frase; é claro que se enquadra na mais torpe e abjecta tentativa de assédio sexual “por post de blog” – uma nova forma de crime nas nossas sociedades contemporâneas afectadas pela globalização…)

“””O que o n.º 3 do artigo 6º do DL 332/97 diz é que «O disposto neste artigo não se aplica às bibliotecas públicas, escolares, universitárias, museus, arquivos públicos, fundações públicas e instituições privadas sem fins lucrativos».

Isto significa que todas as empresas que desenvolvem investigação científica e tecnológica – como a indústria farmacêutica e dermocosmética, a indústria automóvel, a indústria da construção, etc. – e que têm, naturalmente, centros de documentação – não estão abrangidas por esta isenção.
Os escritórios de advogados que emprestam livros aos seus colaboradores não estão abrangidos pela isenção.
Também as grandes empresas que dispõem de infraestruturas de apoio ao lazer dos seus funcionários – ginásio, creche, piscina, biblioteca – não estão abrangidas pela isenção.
Se um café organizar uma tertúlia cultural e emprestar livros ou filmes aos seus clientes, não está abrangido pela isenção.
Os hotéis que têm biblioteca e emprestam livros ou filmes aos seus hóspedes, não estão abrangidos pela isenção.
Uma livraria que tenha uma secção de livros usados ou em mau estado e que faça empréstimo aos seus clientes, não está abrangida pela isenção.
Os hospitais que têm biblioteca e fazem empréstimo aos seus pacientes internados, não estão abrangidos pela isenção.
Os lares e residências para a 3ª idade que têm biblioteca e fazem empréstimo aos seus residentes não estão abrangidos pela isenção.
Os SPA’s, centros de férias, parques de campismo e outros espaços de lazer que têm biblioteca para os seus clientes, não estão abrangidos pela isenção.
Os visitantes da BdJ lembrar-se-ão, certamente, de outros casos.”””

Nesta altura interrompemos o post e as citações do anterior post para mostrar uma violenta acção de luta feita por dois terroristas paquistaneses que entraram em Espanha visando Portugal, mas foram lá presos, contra os direitos de autor na nossa bem amada pátria.

POSTER EMPRÉSTIMO PAGO NAS BIBLIOTECAS-NÃO

Após a acção de luta que a Nato e a Onu já desenvolveram contra os terroristas, que atacam os pobres autores, passemos ao resto do post.

Em que, escrevia eu em Agosto/Setembro passado, a Ninja de espada afiada que corta seda e foi alvo de assédio por post de blog – uma manobra torpe e vil da minha parte ( mas o que é que querem, o blog chama-se “Dissidente-x”, e não “Querido-x” ou “Fofinho-z”), era merecedora das minhas afirmações que eram que:

« Ou seja, separa o trigo do joio relacionado com mais esta treta europeizada, com mais esta vigarice apenas inventada para sacar dinheiro de forma ilegitima e acima de tudo – no caso português isso será notório – matar completamente as bibliotecas e a profissão de bibliotecário;

« Afinal de contas são coisas que custam dinheiro e pior ainda até fornecem cultura ás pessoas e nós estamos a entrar numa sociedade que abomina e ataca o conhecimento e a preparação das pessoas.

E nesta altura é necessário dizer que isto CONTINUA noutro post.
Nesse outro post a MCA, essa ninfa dos incunábulos subliminares trabzonspóricos cognoscíveis ortorómbicos, (Tradução: Assédio por post de blog através do uso de palavras que ninguém percebe…eu incluído) parte a loiça toda e mais ainda, faz um sexto post que também será dissecado.
Lá para sexta feira dia 15.
E por Delenga Carthago, assim falava o grande Catão, e o grande Lúcio Laborinho, senti uma incoercível necessidade de postar uma última imagem do nosso jurista surpreendido facialmente com um esgar melancólico, pelos meliantes que não defendem os direitos de autor.

cataoalterado2
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Written by dissidentex

13/02/2008 às 23:48

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