DISSIDENTE-X

BIBLIOTECAS.EMPRÉSTIMO PAGO. NÃO! 3 º

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Conforme eu já tinha afirmado no primeiro post (AQUI) e no segundo post (AQUI) a suave ninja ninfa que habita neste incunábulo blogosférico que dá pelo nome de “A Biblioteca de Jacinto”, fez 5 posts entre Agosto e Setembro de 2007. Onde analisava o problema respectivamente:

  1. Sob o ponto de vista dos autores, dos consumidores;
  2. da máfia dos direitos de autor; da União Europeia;
  3. e do jurista Lúcio laborinho, por Delenga Carthago, assim falava o Grande Catão.

Para a nossa vasta audiência que já não se recorda deste ilustre personagem recordemos o ilustre orador em acção:

cataoalterado3

Após visão bucólica do trabalho Jurídico eu escrevia que a ninja ninfa do Blog a Biblioteca de Jacinto decidia fazer a seguinte acção bélica:

E ao quinto post ela parte a loiça toda. Com a suave subtileza do nenúfar…

“” Diz-nos esta que «defende, como sempre defendeu, que a promoção da cultura e do acesso à mesma não poderão nunca ser prosseguidas desprotegendo o autor e o Direito de Autor, sob pena de não serem alcançados os objectivos pretendidos mas o seu inverso. “Aliás” – destaca [João Laborinho Lúcio] – “velha é já a discussão entre a alegada bifurcação entre o direito de acesso à cultura e o direito à criação intelectual e respectiva protecção dos autores e dos seus direitos, dois direitos estribados na lei fundamental. Parece-nos, contudo, que esta bifurcação é aparente, pois que ambos os direitos só podem conduzir a um mesmo fim“.»

Ora não podia o Dr. João Laborinho Lúcio ter mais razão! Mas, como jurista que é, o Dr. João Laborinho Lúcio deveria dominar melhor a retórica: usar argumento alheio em favor próprio exige habilidade. Pois que outra coisa coisa têm os bibliotecários dito e gritado aos quatro ventos: o acesso livre e gratuito à informação não prejudica – antes protege – os direitos dos autores?”””

Nesta altura importa discutir bifurcações e as suas ramificações.
Num mundo normal, as pessoas pedem isto:
BIFURCAÇÕES1BIFURCAÇÕES1

No mundo dos Juristas Lúcio Laborinhos e da máfia dos direitos de autor as pessoas pedem isto:

BIFURCAÇÕES2BIFURCAÇÕES2


  • Quanto ao jurista em questão começo já por dizer que é um tretas e não tem caso.
  • Mas como percebeu o filão que vem dali – da SPA e também, pela pseudo profissão que exerce, sabe bem como é importante a conversa dos direitos de autor.
  • Ninguém mais tem ganho dinheiro neste país com os direitos de autor que certos “juristas” da nossa praça que adoram a verborreia legal que está sempre a sair por lei e a ser constantemente alterada.
  • Depois de ser constantemente alterada isso, por sua vez, proporciona-lhes que escrevam novos livros, novos manuais, novos artigos, novas frases com as palavras “bifurcação” e “lei fundamental”.
  • E até, num dia bom, com as palavras “vitualhas” e Ius Imperium.
  • Ou até mesmo num sublime orgasmo jurídico a palavra “anticonstitucionalmente”, que creio ser a maior palavra existente em língua portuguesa.

E muitas vezes estes senhores fazem novas versões com alterações de 20 páginas em 500 do novo livro jurídico a sair e tudo isto é principescamente pago. É também uma maneira de tornar a lei ( e a interpretação dela) totalmente confusa e ilegível. O resultado é o Estado a que isto chegou.

O meu comentário a isto é:

É INSUPORTÁVELÉ INSUPORTÁVEL

Portanto estes defensores da SPA tem interesse directo que passa por algo mais do que defender o seu cliente . Também é um tretas argumentativo. Como todos ou quase todos. Quando começam com a conversa de “estribar direitos” e “bifurcação”e que estes são “estribados na lei fundamental” ( lei fundamental é outro código retórico para dizer a palavra constituição…) está tudo dito acerca da argumentação que aqui está.

Nota lateral de índice sexual/ficção científica neo gótica de quase mau gosto: bifurcação lembra-me sempre o corno que chega â casa e descobre a respectiva com outra mulher ou com um anão, o que for melhor. Ou o filme “Matrix” em que o personagem “NEO” tem que tomar o comprimido azul ou o vermelho. Estão a ver a “bifurcação” entre o azul e o vermelho? É fixe e giro dizer “bifurcação”, não é?

Bifurcação também rima com aldrabão.

  • Por vezes penso que a existir uma nova revolução, deveria começar-se por matar todos os advogados. Com requintes de crueldade.

Quanto aos “”autores”” estão à vontade. Continuem com estas ideias idiotas e a darem cobertura a coisas abjectas como a actuação do SPA e verão o que lhes acontece. É que pura e simplesmente ninguém os lerá. Apenas matarão o mercado. Ou melhor chacinarão o que ainda parece que resta.

Do ponto de vista pessoal; recuso-me, a esta lei ser aprovada, a apoiar a existência de bibliotecas públicas.

Não é aceitável que se pague impostos, e uma das funções deles é precisamente alocar dinheiro para constituir e manter uma rede de bibliotecas públicas, precisamente para dar acesso gratuito ao PÚBLICO; e depois ao mesmo tempo, pagar-se para ler livros que lá estão. Nesse caso privatizemos todo o sistema.

  • Depois vamos a ver quantas é que ficam de pé.

É absolutamente espantoso que uma associacãozeca de pseudo defensores dos direitos de autor consiga condicionar o poder político deste país com a cobertura da União Europeia.

É a frase do Huxley NO PRIMEIRO POST “desenvolvendo- se sob a pressão da eficiência e da estabilidade”. Estamos na Europa, para que esta emita ordens absurdas em nome de uma qualquer harmonização cretina decidida por pessoas absurdamente bem pagas em Bruxelas, que depois ( indirectamente) concede poderes extraordinários a coisas como a SPA. Em nome da eficiência e da estabilidade.

Nota lateral: num dos textos a MCA, a deusa autora dos mesmos ( mais uma tentativa cretina e patética de assédio sexual por post de blog), exige que, caso os autores queiram que se pague direitos por serem lidos em bibliotecas então também deverão pagar para que os livros deles estejam lá e não outros no lugar dos livros deles – porque é isso que se passa, por exemplo, num supermercado, via política comercial das editora – as mais fortes.

Lógica correcta. Mas como isto não é decidido cá, mas em Bruxelas e pela política neoliberal económica, a médio prazo isto significa, na prática, um totalitarismo de teor semelhante ao comunista.

  • Antes só os autores “aprovados” pelo partido” é que podiam ser expostos.
  • Aqui só os autores que o mercado aprova; isto é;
  • os que tem dinheiro para pagar serem expostos;
  • ou os que as editoras deles pagam para serem expostos em bibliotecas públicas é que serão aprovados.
  • Fácil será concluir que as bibliotecas terão tendência a transformarem-se naquilo que os hipermercados já são actualmente.
Ou seja todo o autor que edite pensamento critico ou que fuja à norma será, desta forma disfarçada e encapotada, VETADO pelo “mercado”. O mercado “concorre” a eleições democráticas?
  1. Ou seja, «como não vende», não é publicitado.
  2. Não sendo publicitado não existe.
  3. Logo através desta pescadinha de rabo na boca, assegura-se que só os “autores” do regime – isto é os que tem dinheiro e editores grandes por detrás tenham hipóteses de vender e de ser lidos.
  4. Logo o autor obscuro, não é inserido dentro de uma biblioteca.
Tal qual todo o autor dum qualquer país de leste antes de 1989.
  1. Agora o que muda são as maneiras de fazer as coisas.
  2. É assim que se condicionam pessoas a aceder a cultura.
  3. O mais estranho é que como vem da Europa ninguém ache isto anormal.
  4. Que ninguém perceba que isto mata editoras locais; isto é portuguesas;
  5. que ninguém perceba que isto ataca qualquer especificidade literária de um país como este;
  6. e com o tempo, isto dilui até fazer desaparecer qualquer forma de escrita feita em português.
  • Isto é uma jogada criada e concebida para atacar culturas de menor expressão, ou países mais fracos.
  • Países esses que nunca terão qualquer hipótese no actual esquema económico mundial, de concorrer em termos de igualdade com outros.

Pelo meio ainda temos traidores e patrocinadores disto. As SPA´s cá do sítio. As pessoas como o Huxley diz, têm que ser felizes amando a sua servidão. Viva a Europa que nos traz a servidão. Trouxe-nos a paz , dizem os seus defensores e agora traz-nos a servidão. Que bom. Estou tão feliz.

 

POSTER EMPRÉSTIMO PAGO NAS BIBLIOTECAS-NÃO

A PETIÇÃO ONLINE PODE E DEVE SER ASSINADA AQUI

To: Governo Português e Comissão Europeia Em defesa do empréstimo público nas bibliotecas portuguesas!

A Comissão Europeia, a 16 de Janeiro de 2004, decidiu pedir a formalmente informações a Espanha, França, Itália, Irlanda, Luxemburgo e Portugal no que se refere à aplicação a nível nacional do direito de comodato público harmonizado nos termos da Directiva 92/100/CEE relativa ao direito de aluguer, ao direito de comodato e a certos direitos conexos aos direitos de autor em matéria de propriedade intelectual.
Isto significa que há o risco de ser instituída uma taxa sobre o empréstimo de livros e outros documentos nas bibliotecas portuguesas, sejam elas públicas, escolares, universitárias ou outras.
Num país como Portugal, em que as dificuldades económicas e os incipientes hábitos de leitura dificultam o acesso de vastos sectores da sociedade ao conhecimento e à cultura, uma medida dessa natureza seria catastrófica, asfixiando os trabalhos em curso de promoção da leitura e constituindo um passo na direcção errada, no caminho da requalificação dos portugueses, para enfrentarem com sucesso os desafios da designada sociedade do conhecimento.
Estas medidas acabariam por «matar a galinha dos ovos de ouro» com efeitos nefastos para os próprios autores. As bibliotecas, caso tenham de desviar parte do seu orçamento para o pagamento de taxas por empréstimo, começariam a adquirir menos livros. Os autores deixariam de contar com as bibliotecas para divulgar as suas obras. Deixariam de contar com as bibliotecas para adquirir as suas obras. No mercado livreiro português, com tiragens que raramente ultrapassam os 3000 exemplares, as bibliotecas representarão, em muitos casos, pelo menos 10% das vendas.
Acompanhando o movimento europeu de contestação a esta tomada de posição da Comissão Europeia, a Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas – BAD, solicita a divulgação / e apoio ao presente manifesto, exigindo ao Governo de Portugal que mantenha as isenções relativas a Bibliotecas, Arquivos e Museus, contempladas no Decreto-lei nº 223/97, de 27 de Novembro.

PETIÇÃOBIBLIOTECASPETIÇÃOBIBLIOTECAS

E ISTO AINDA CONTINUA…

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