DISSIDENTE-X

DESEMPREGO. DUMPING. GALIZA.

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Uma das “técnicas” da mistificação e traição nacional é a seguinte:

“…Esta estratégia pressupõe – logo à cabeça – que 2 milhões de portugueses serão considerados “dispensáveis”, e que mais 6 milhões sejam extremamente pobres mesmo vivendo em Portugal.

1,5 milhões viverá extremamente bem e dirá que a culpa dos pobres serem pobres é dos próprios. Que a culpa é apenas deles. 3,5 milhões de outros portugueses viverão num novo patamar de classe média, pobres mas que lutarão para manter esse estatuto de pobreza disfarçada. Assim se garante um país assimétrico de 12 milhões de pessoas – a meta a atingir.

É por isso que o ano passado – 2006 – saíram 100 mil pessoas deste tugúrio e ninguém se importou minimamente com isso. Há imigrantes para importar em quantidade suficiente e a política de aquisição de nacionalidade portuguesa é legalmente generosa.”

Também podemos considerar o seguinte retirado deste artigo sobre desemprego:

“…O vizinho espanhol, não tem a sua economia tão aberta como é a nossa economia. Como a nossa economia é aberta – totalmente – e como somos pequenos em tamanho e população, as nossas pequenas empresas, são forçadas; por via da tal economia – totalmente aberta – a competirem, não só com o vizinho forte, mas com a liga de amigos chamado EU, e rebentou…”

“…Nota mental para não me esquecer: como a natureza tem horror ao vazio e parece que a economia também, o desemprego português tem que ser exportado para qualquer lado.

A solução óbvia

A solução óbvia é exportá-lo (do lado dos desempregados) para o vizinho do lado. Devido a peculiaridades cá da paróquia, também para ex-colónias, Angola e Moçambique, e para Inglaterra. Mas isto é dual.

É dual porquê? Porque a economia menos aberta (a espanhola), precisamente por ser menos aberta cria na economia mais aberta – a do tugúrio Portugal- um ainda maior aumento do desemprego do que o que já seria expectável.

A conclusão a chegar é a de que a Espanha, está na prática a exportar desemprego para cá, precisamente por ser uma economia muito menos aberta que a portuguesa…”

E tudo isto para dizer o seguinte ou de como as coisas se estão a começar a descontrolar. Notícia Destak de 19-03-2008, mas também apareceu noutras coisas de comunicação social. Apareceu, mas não foi VISÍVEL… apenas marcou o “ponto” para que ninguém dissesse que isto não tinha sido publicado…metida no meio de outras dezenas de “notícias” para passar despercebida…TRABALHADORES PORTUGUESES NA GALIZA-DESEMPREGO

Continuando a citar a notícia do jornal:

...Disse ainda que os governos «fecham os olhos» porque esta é uma situação que «igualmente lhes interessa sobremaneira». «O Governo português consegue assim uma ‘saída’ para os milhares e milhares de desempregados do País. O Governo espanhol consegue, no caso da linha de alta velocidade, obras mais rápidas a mais baixo custo. E andamos nisto», criticou Xosé Melón….”

Esta é a dimensão da traição e da mistificação ao nível governamental ( e da “elites” ) ; a tal suposta elite que deveria governar no sentido de zelar pela população que governa. Incapaz ( isto é, estão-se a borrifar para o assunto…) de gerar empregos em Portugal dentro de um sistema económico totalmente aberto ao exterior, embora ao mesmo tempo com uma administração e gestão do Estado totalmente obsoleta, o governo português, a “esquerda democrática e moderna”, os tais que arrotam “Liberdade e 25 de Abril” por todos os poros, sempre que abrem a boca, decide “fazer” este acordo tácito.

Exportar como gado humano, trabalhadores portugueses que ainda não decidiram aderir ao carjacking ou arrancarem caixas multibanco da paredes.

Sujeitando-se, em nome da “honestidade” que lhes foi vendida como sendo uma grande valor pessoal a preservar a irem trabalhar em estado de dumping para a Galiza. Como é óbvio e apenas e só, humano, na Galiza, já não se está a achar piada nenhuma à invasão de pessoas, do “país irmão Portugal”, a ganharem menos de metade que os locais.

Daqui aos sentimentos de nacionalismo e de xenofobia é só um pequeno passo.

E como se irá resolver isto pelos “democratas” de esquerda?

Provavelmente com retórica. Sempre retórica e apelos à “liberdade, à democracia “. Ou, “chantagem emocional”, e insinuar dividas de gratidão que os portugueses terão para com os “democratas” de esquerda, e portanto a pedir que se aceite isto como uma “política de esquerda”. ( A direita política, os neo liberais e todas as forças extremistas de cariz nacionalista agradecem com entusiasmo este tipo de situações…Est)

De caminho isto é o que está acontecer, no terreno real. Está-se, também, a esvaziar o país de portugueses. É aliás por isso que a taxa de desemprego oficial apenas está nos 7.5% – 8% , senão já estaria nos 15% ou mais porque, existem portugueses que continuam a sair.

A sair deste inferno ridículo em que o país está transformado com a sua economia de papel, completa e totalmente aberta.

Agora já os próprios espanhóis estão com problemas, mas estão a jogar estrategicamente, circunscrevendo o desemprego apenas a uma área:a Galiza.

E nós, Portugal apenas contribuímos para a economia espanhola com estas “técnicas”.

Pelo meio os traidores políticos portugueses sacrificam mais duas gerações de portugueses, apenas para manterem o actual sistema político completamente obsoleto que está. Sem existir qualquer reforma ou qualquer noção de coesão nacional ou defesa dos interesses do país.

Os beneficiados são os do costume; cite-se o sindicalista:

“…«São só vantagens para as empresas, que conseguem mão-de-obra muito mais barata, e até para os trabalhadores portugueses, que acabam por ganhar muito mais do que ganhariam se trabalhassem em Portugal, e isto se lá arranjassem trabalho. Os únicos prejudicados são os trabalhadores galegos, que se vêem a braços com uma intolerável concorrência desleal», reiterou Xosé Melón….”

Na próxima revolução que acontecer em Portugal terá mesmo que haver sangue.

Foi o que faltou na ultima.

Faltam 19 dias para comemorar 34 anos de uma coisa chamada “25 de Abril de 1974” que, 34 anos depois, apenas dá resultados destes.

Isto são êxitos?

A noção de êxito mede-se, actualmente, por magotes de portugueses irem “dumpingizarem-se” para a Galiza?

Qual é a diferença disto e dos magotes de portugueses que saiam a salto de Portugal antes do 25 de Abril para França?

Alguém sabe explicar?

Há para aí algum ” democrata de esquerda” que arrote e que me consiga explicar?

Ou está demasiado ocupado a comer de alguma manjedoura?

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Written by dissidentex

06/04/2008 às 12:40

Publicado em DESEMPREGO, ESPANHA, PAÍSES, PORTUGAL, TRAIÇÃO

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