DISSIDENTE-X

NEOLIBERALISMO ECONÓMICO PEDE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA.

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…Lendo tudo isto, fico com algumas impressões estranhas. Por um lado, assisto ao confesso fim do neo-liberalismo que assolou o mundo e conseguiu, em todo este tempo, levá-lo perto da ruína, criando assimetrias gritantes e nada mais que empresas financeiras, sem retorno para o estado e para os seus constituintes.

Depois, vejo que se remete agora para o estado a função de salvar os náufragos, uma solução do género ficar com a comida fora de prazo e distribuí-la pelos pobrezinhos. Por fim, vejo tudo isto a dar um grande estouro, com as grandes finanças a saírem borda fora e a deixarem o barco à deriva. É que, como de costume, todos eles falam muito enquanto a coisa está a dar. Quanto a época é de crise, parece que, de repente, ficam mudos à espera que o estado, seu arqui-inimigo, lhes resolva a vida. Nada mais normal.”

CJT no “comunicação empresarial.

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Já no Ideias soltas, CAA, parte pedra no mesmo sentido.

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Liberalismo radical sempre desaparece em tempos de crise

” Os arautos do absolutamente livre funcionamento dos mercados, os neo-liberiais de hoje, que não liberais à moda antiga como gosta, justamente, Francisco José Viegas de se demarcar, uma vez que estes aprenderam com Keynes após a depressão de 29, desaparecem sempre em momentos de crise económica e/ou financeira, ousando mesmo demandar dos Estados obrigações que em tempos de abastança recusam, chegando mesmo ao ponto de quase defenderem a abolição do seu papel de regulador. (ver notícia do Público que anuncia que o FMI pede intervenção pública mais radical no mercado) A “mão invisível” tem destas coisas, a de encher os bolsos do grande capital sem rosto em tempos de abastança e de comprometer os Estados, ou seja, os impostos dos cidadãos, em tempos de crise! Nada de novo, portanto, nem sequer a tendência dos responsáveis dos Estados para enfiar a cabeça areia adentro!

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Felizmente existem pelo menos duas almas que repararam nisto. Algo que é óbvio e que tem estado a ser feito em Portugal(e no mundo) já há vários anos.

Como nós cá, infelizmente, somos um bocadinho atrasados, este processo irá continuar a acontecer durante mais uns 5 ou 10 anos até não existir pedra sobre pedra. Depois, finalmente, quando tudo estiver completamente escaqueirado, virão os arautos das políticas sociais, quase sempre os mesmos que privatizaram à tripa forra, dizer que, afinal agora, teremos que voltar à economia social (seja lá o que isso for…).

Porque só assim defenderemos os cidadãos, as conquistas de Abril, a democracia, etc e tal.

Aposto que o nome dos novos reformadores sociais será o de “partido socialista reconstruído.”

O reconstruído é uma homenagem póstuma à destruição neo liberal ( feita pelo neoliberalismo) que estamos alegremente a assistir. Iniciada no Guterrismo, e continuada no Barrosismo-lopismo, e agora o “coup de foudre” é o Sócratismo antes Cyborg, agora de face social e humana.

Indirectamente relacionado com os dois pedaços de texto transcritos temos a poupança e o totalitarismo.

No que aos cidadãos diz respeito existe uma pequena compilação dedicada ao capitalismo português que exemplifica bem o que este é.

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Written by dissidentex

08/04/2008 às 13:06

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