DISSIDENTE-X

O NOVO FASCISMO ECONÓMICO.

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1.

Uma das novas formas de fascismo e totalitarismo que estáDN 15 DE JUNHO - ELECTRICIDADE aí à solta consiste no uso da intimidação e do roubo descarado como forma de actuação exercida pelas entidades que o fazem.

O método de actuação é a lei. A lei é usada como “elemento legitimador” que nos força a aceitá-la para justificar posteriores conteúdos totalitários previstos na própria lei manifestamente tipicos de uma sociedade totalitária.

Só que agora, o totalitarismo tem um novo rosto; serve-se dos chamados “partidos de esquerda” para se apresentar ao eleitorado, para assim convencer o maior número de pessoas a – pelo voto – legitimarem determinadas situações. E é aplicado por estes mesmos partidos quando no governo, ou por comportamento de omissão (fechar os olhos à corrupção, por exemplo…) ou através de “entidades de regulação”,(criadas por lei…claro…) umas supostas entidades independentes, que regulam relações entre consumidores e vendedores num dado mercado.

As actuais entidades independentes são totalmente corruptas no seu modo de agir e decidem sempre contra os interesses dos consumidores.

Tudo isto perante a passividade e a bovinidade dos cidadãos que vão a correr muito depressa atrás de uns tipos que jogam à bola na Suíça, mas em relação a outras certas situações já não correm…

Notícia DN, o jornal do governo de dia 15 de Junho de 2008.

A empresa ou o particular fazem uma dívida que não pagam. Eu, que nenhuma dívida fiz, pago por eles. Justiça social.

O potencial que isto tem de gerar vigaristas e caloteiros é enorme. Sabem estes que podem fazer dividas à vontade que alguém as irá pagar.

Gosto também da expressão: “a EDP vai partilhar os custos com os consumidores”. A EDP não tem que partilhar nada; nem o consumidor que não fez a divida tem que ser responsabilizado ou aceitar receber partilhas. Mas temos o jornalismo de sarjeta em todo o seu esplendor.

Nota: em Direito , creio que existe a “figura” do ” a benefício de inventário”. “A” recebe uma herança, mas reserva-se o direito de a receber ou não apenas depois de verificar o inventário dessa mesma herança.

Assim escusa de aceitar pagar dividas que venham com uma herança ou uma herança que tenha mais dividas do que bens.

Segundo a lógica que aqui está , doravante se se aplicasse isto a todas as heranças, por exemplo, todos seriam obrigados a receber sem a verificação “a benefício de inventário”.

A liberdade de alguém recusar pagar dividas de outros que não lhes dizem respeito está claramente ameaçada com estas ideias. Alguém se incomoda?

2.

O fascismo económico continua em todo o seu esplendor numa outra dimensão.

chamadas telemoveis pagas

Ou seja, mais uma “adaptação” aos modelos económicos chineses e americanos e mais um pequeno passo no caminho do totalitarismo económico, bem como um ataque à liberdade individual de duas maneiras.

A) Por um lado desresponsabiliza-se completamente quem faz chamadas, de perceber que isso tem um custo económico, que isso custa dinheiro.

A(s) pessoa(s) passa(m) assim a flutuar na ligeireza da ignorância da realidade económica subjacente ao uso do telemóvel, e apenas o perceberão se começarem a aceitar chamadas por isto e por aquilo. Mas limita-lhes a liberdade individual de aceitarem chamadas, ou então sujeitam-se…(Isto é liberdade?)

E quando uma pessoa se enganar no numero que marcou e alguém atender inadvertidamente, por exemplo, uma corporação de bombeiros ou uma ambulância ou a polícia quem é que paga?

Enfim, é preciso deixar o liberalismo económico andar à solta.

B) Por outro lado constrange-se as pessoas de atenderem o telemóvel, o que na prática desvaloriza o uso do aparelho em questão, e coloca limites à liberdade de uso da coisa.

Mas não há problema. Como vem dos EUA e da China ninguém se chateia com esta ideia estúpida nem com as limitações de uso de um objecto que são colocadas desta forma. É um objecto que passa à ainda maior categoria de adorno…

Nota: Depois temos ainda o enorme maná que isto constitui para as empresas de Marketing e publicidade, bem como a falta de sossego que isto irá gerar aos utilizadores de telemóvel. Estas empresas terão campo livre para enviarem mensagens e fazerem contactos e quem cair no erro de atender, está imediatamente a pagar algo que, logo desde o início nem sequer solicitou.

Que grande favor que acabaram de obter…se agora já é o que é…

Portanto algo que eu nem quero, ser-me-á cobrado se eu me descuidar e atender.

Tudo isto porque parece que é preciso baixar os preços das tarifas. Bom…isso não se baixará introduzindo mais concorrência no mercado?

Aparentemente parece que não. Jornal Público de dia 17 de Junho de 2008.

E é assim que se ataca a responsabilidade individual, parecendo que não se está a fazer isso, não responsabilizando por dividas quem as faz, antes socializando os prejuízos ( onde está a distribuição directa de lucros aos clientes que pagaram a tempo e horas, já agora? Já que se distribuem as dividas também convinha que se distribuíssem os lucros ou não? ), e, paralelamente, criando uma técnica muito interessante que consiste em responsabilizar quem nunca aceitou receber um bem ou serviço, pagando essa pessoa por isso, por um acto que um terceiro cometeu.

Só os princípios (quer dizer, a falta deles…)que aqui estão são desde logo, absolutamente detestáveis. É a nova lógica do “neo liberalismo económico avançado”; tu gastas, mas aparece sempre uma conta que não és tu a pagar, mas sim outro e pelo meio existe um intermediário ” que controla este sistema “ e aufere os lucros do mesmo.

É brilhante como conceito, mas nada tem a ver com democracia, mas sim com totalitarismo e sujeição das pessoas a condições totalitárias e anti democráticas. Usando a economia para o fazer.

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