DISSIDENTE-X

CARRO ELÉCTRICO NISSAN RENAULT DE SÓCRATES.

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Existe um novo Messias. Chama-se Carro eléctrico da Renault – Nissan de Sócrates. Ele vem de terras do Oriente até a um dos berços da civilização europeia – a França e com passagens pela Dinamarca e Israel chega a Portugal.

População de Israel – 6.3 milhões de pessoas. População da Dinamarca – 4.484. 000 milhões de pessoas.
População de Portugal – 10.5 milhões de pessoas apáticas. Um país situado quase no Oriente, outro no norte da Europa, outro no Sul da Europa. Que apropriado para testar diferentes condições climatéricas… São estes os 3 países que foram “escolhidos” ao invés de terem escolhido ser os “testadores” do novo carro da Nissan.

Características: países pequenos, com os mercados adequados em tamanho e população/poder de compra para que se teste este veiculo eléctrico, sem a Nissan-Renault ter grandes prejuízos.

Criando ao mesmo tempo a economia de escala na produção que permita produzir para os 3 países (ou outros) em condições aceitáveis (para a Nissan-Renault).

Notícia Público de 8 de Julho de 2008

– A critica a este projecto deve ser vista em várias dimensões. Desde logo, pelo facto de ser só por existirem problemas com o preço da gasolina, que se avançou para esta hipotética solução. O que demonstra “a capacidade zero” de prevenir o futuro e pensar a longo prazo.

– A solução “carro eléctrico” não resolve os problemas de transporte de mercadorias – estas continuarão a ser transportadas por camiões a /gasóleo. O alto preço do custo de transporte manter-se-à.

– Como é que se vai convencer pessoas a trocarem o seu relativamente novo carro a gasolina, por um carro eléctrico, dizendo-lhes que deverão economicamente aceitar a desvalorização do seu actual bem para investirem em algo novo do qual não tem garantias que venha a ser muito eficaz ou usável?

Exemplo: cito parte de um texto do Esquerda Republicana a propósito deste assunto, num excerto do Jornal Público.:

…”a introdução num país [de carros eléctricos] depende mais da existência de infra-estruturas de abastecimento do que da capacidade da marca”. […] Com mais ou menos apoios públicos, assim se ditará também a dimensão do envolvimento de Portugal na que é considerada a próxima geração automóvel, até se chegar ao hidrogénio. […]

No modelo da Nissan, os proprietários dos carros não serão donos das baterias, mas de pacotes de serviço de recarregamento das pilhas de troca por avaria. As parcerias com os países interessados têm de passar por infra-estruturações, como a rede de reabastecimento das baterias. Israel, por exemplo, compromete-se a ter, dentro de três anos, meio milhão de postos de recarregamento. […]»

Como se percebe na expressão “próxima geração automóvel, até se chegar ao hidrogénio.

Significa isto, na realidade, que existe um espaço de tempo, entre a solução actual e a definitiva solução de transportes (o hidrogénio?). Esse espaço de tempo terá que ser ocupada por algo – para se manterem indústrias e quotas de mercado a facturar e aí surge o… “carro eléctrico”.

O que também significa que os primeiros a consumirem o carro eléctrico, isto é, a comprarem, serão os que pagarão os elevados custos de investigação e desenvolvimento. Isso será “mascarado” através de uma “falácia”, de uma ilusão que se criará: a de se comparar o preço da gasolina/carro a gasolina, com o preço do carro eléctrico dizendo que o carro eléctrico é mais barato.

A segunda parte do texto é também muito interessante: quem é o dono do combustível?

Em circunstancias normais é quem o compra. Aqui compra-se o carro e necessita-se de por combustível (energia). O depósito de combustível não é de quem compra o carro e que a ele está agregado, mas sim da NIssan-Renault (que controla o abastecimento). Quem paga as estruturas de combustível são os países que no carro apostam.

Ou seja, (1) o consumidor paga impostos que pagam a criação de estruturas de “apoio” à distribuição em regime de monopólio da Nissan-renault, e ao mesmo tempo o (2) consumidor paga a compra do carro e o combustível (a energia). E ainda se consegue dizer que isto é mais barato do que a gasolina…só se for para a Nissan-Renault…

O país que dá pelo nome de Portugal está a subsidiar um projecto piloto à Nissan – Renault, sem quaisquer contrapartidas.

Ainda no artigo do esquerda Republicana

…uma ideia essencial: a oportunidade de negócio não parece estar tanto na comercialização dos novos veículos, mas antes na sua exploração ao longo do seu tempo útil de vida, através do sector do abastecimento.

“…porque não posso recarregar o meu veículo eléctrico “ao sol”, através de placas fotovoltaicas? porque tenho que o fazer usando as placas fotovoltaicas da… nissan?!? sem dúvida que é um excelente negócio vender um produto que requer reabastecimento na marca, a um preço que pode representar um serviço de custo nulo! e porque se insiste tanto no “santo graal” dos carros a hidrogénio (logo, carros a combustível que terá de ser adquirido em postos de abastecimento próprios) ao invés de uma aposta muito forte na I&D da ideia solar?

parece-me que a gasolina foi apenas um primeiro passo no sector do abastecimento dos transportes. a última coisa que este lobby deseja é que eu possa “abastecer” o meu carro em casa fazendo uso dos painéis que coloquei no telhado…

Exactamente o que eu penso deste negócio.

O actual governo “de esquerda” apenas cria uma nova escravidão comercial ao país fazendo este enorme favor à Nissan Renault. Onde está a concorrência na produção de energia, ou seja de todos os consumidores a serem incentivados a produzir energia? Onde estão os padrões comuns de produção acessíveis a todos e não padrões “fechados”

Ler a este respeito um artigo no “Cabalas” sobre os primeiros carros electricos construidos em 1996 nos EUA, pela general Motors.

  • Não tinham tubo de escape, zero emissões poluentes.
  • Rápidos, silenciosos, faziam 0 aos 100 km em 9 segundos.
  • Recarregáveis com energia eléctrica na garagem de casa.

As viaturas não podiam ser compradas, mas apenas alugadas, e os contratos de aluguer não foram renovados.

E também conta a história das primeiras aventuras da Nissan, em 1997 e 2005, que produziu viaturas e após o uso delas, recuperou-as não permitindo o aluguer das mesmas, e destruiu-as posteriormente.

As próprias marcas automóveis auto boicotaram as viaturas electricas.

Excepto em Portugal, onde surgem os “novos Messias”. Ou como um país pequeno, pobre e periférico está a pagar a uma multinacional 1/3 dos custos de produção, investigação e desenvolvimento de um novo modelo de carro. Vamos votar PS?

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