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CENÁRIOS E TENDÊNCIAS PARA OS PRÓXIMOS 20 ANOS – 6

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SUPER TENDÊNCIAS PARA OS PRÓXIMOS 20 ANOS

MICRO ANÁLISE SOCIAL E ECONÓMICA.

Processo de longo termo analisando os processos em espectro largo e de grandes tendências, ao nível social, e económico a nível mundial.

A LISTAGEM COMPLETA DOS ARTIGOS ENCONTRA-SE NA PÁGINA DA BARRA LATERAL CHAMADA “Z- CENÁRIOS”

1. Os negócios vistos como um ecossistema de empresas.

  • conjuntos de empresas todas juntas, quer geograficamente, quer na atitude de negócio – cooperando e competindo ao mesmo tempo.
  • Sistemas abertos e redes de sistemas abertos.
  • Os limites das industrias, mercados e negócios deixam de ser rígidos, tendência de dissolução de uns nos outros.
  • Tendência para a criação de novas cadeias de acrescento de valor ao produto.
  • Integração do consumidor e “coopetição” entre empresas, interagindo com o consumidor.
  • Agregação de negócios( Mashups): novos interfaces negociais originam novas formas de negócios.

A) Tendência para a agregação de empresas, mesmo que sejam competidoras na mesma área de negócios, ou área geográfica; cooperam ao mesmo tempo em areas de interesse especifico para obterem sinergias ao nível de custos.

Problemas:

– Uma região ou país é colocada perante uma pressão incrível. Não mais existe uma fábrica ou duas de áreas de produção/serviços dispersas;a tendência será para que grupos de empresas se movam como bandos de gafanhotos para uma dada área. A pressão é colocada sobre a área/país no sentido de proporcionar “melhores condições” (isto é, subsídios brutais+trabalhadores especializados) visando manter estas empresas naquela area.

– Uma região ou país é pressionada a ter todo um conjunto de “técnicos, operários, trabalhadores de todas as espécies” necessárias para acomodar todo um grupo de empresas que por razões de matérias primas (acesso às mesmas) ou outras ali ficaram. É desta lógica que parcialmente deriva o nome de clusters.

– Problemas para regiões ou países que não não sabem como formar a sua mão de obra, porque não sabem quem vem ou como atrair o que interessa.

– Problemas de formação de monopólios naturais, mas apenas para os habitantes dessa área/país.

B) sistemas abertos e padrões abertos, quer nos materiais (software) usados por todas estas empresas, quer no desenvolvimento de padrões futuros a usar.

B1) Redes abertas para – através de um padrão comum a todos – as empresas poderem coopetizar ( cooperar + competir).

Razão: com padrões diferentes utilizados por cada um é impossível existir cooperação e competição ao mesmo tempo. A ” batalha estratégica” ” das empresas está em ver quem impõe o seu padrão como “standard” que todos virão a usar.

Sub Razão adicional: futuros padrões a usar deverão ser copiados tecnologicamente dos antigos. O dono(s)/inventor(es) do padrão tem mais facilidade (detentor do sistema) em conseguir fazer com que futuros padrões de outras invenções sejam os seus.

A “rede aberta”possibilita, também , o aumento do número de utilizadores/consumidores. O padrão é o mesmo para todos.

Problemas:

ameaças sérias à privacidade dos indivíduos. Ex: um sistema que proponha que um utilizador de software informático na Internet tenha – (1) para sua comodidade e (2) comodidade dos serviços/ empresas que usa , uma unica senha de acesso a várias contas em que se tenha registado. A interoperabilidade da senha por vários sistemas diferentes, centraliza a informação.

Esta é depois disponibilizada por várias companhias que oferecem os serviços que o utilizador usa. Nada impede que as companhias forneçam a senha única a governos ou entidades privadas, ou por (a) ameaça legal, (b) ou por favor, (c) ou por venda a dinheiro.

Adicional: Nada impede que estas – analisando os padrões de uso do consumidor/utilizador – não façam estudos demográficos de mercado para “orientar” os gostos do consumidor – de forma subliminar – forçar, parecendo ser o consumidor a querer fazê-lo, a adquirir algo ou comportar-se de alguma maneira comercialmente mais atraente para estas empreas.

Adicional 2: Nada impede que estas empresas não forneçam os dados de consumo/gostos (informação agregada em bases de dados interoperáveis com sistemas dos serviços de segurança de um país ou países) a um Estado ou conjunto de estados para “verificação”.

Adicional 3: os dados podem ser usados como uma forma subtil de controlo do cidadão, condicionando-o na sua vida cívica, impedindo -o de intervir ( porque os seus dados/informação ) estão como uma espada sobre a sua cabeça ( contra si podem ser usados, quando “necessário”).

C) as industrias/serviços deixarão de ter “uma característica ” definida. Serão misturados” uns nos outros. A mesma fábrica ou unidade de produção terá capacidade para fazer coisas dispares entre si. Atrás desta dissolução, o próprio mercado será algo de difuso, com produtos incorporando muitas características de outros produtos.

Problemas:

– Preços de produtos cada vez mais difíceis de definir na cabeça do consumidor em termos de análise custo benefício. Limitação disfarçada da liberdade de escolha.

D) o produto será acrescentado de cadeias de valor. O produto terá que – sucessivamente – acrescentar valor para quem o compra. A tendência será para a não importância do simples acrescento valor. Ex: telemóveis, que tem uma função primária: falar-se e receber chamadas mas que tem tem neste momento incorporadas 300 novas funcionalidades – quase todas inúteis.

É a cadeia de valor do produto, a capacidade que a empresa que o produz tem de acrescentar tudo isso ao produto, marketizar e convencer o mercado que pelo facto de vender um produto ao qual foi capaz de incorporar mais 300 novas funcionalidades; isso representa inovação e futuro.

  • A nova ideia será acrescentar a uma cadeia de valor que já tem 300 funcionalidades;
  • novas cadeias de valor paralelas a cadeia de valor original;
  • já não se tratará de um produto com objectivos de aumento da cadeia de valor existente;
  • mas da criação dos conceitos de várias cadeias distinta de valor dentro do mesmo produto.

E) o consumidor visto com parte integrante da produção /conceito do produto.

O consumidor – será chamado a “opinar” sobre o produto. A ideia é ajustar o mais possível o produto ao consumidor e chegar a uma situação em que cada consumidor terá um produto totalmente adequado a si.

Problemas:

– Para o consumidor isto significa que ele está trabalhar gratuitamente para fazer um produto/serviço pelo qual, depois ainda o vai pagar. Paga duas vezes o mesmo produto.

– Apesar das ideias de costumização à medida como um alfaiate o faz, as técnicas de produção são as mesmas em todo o lado. O produto saíra assim mais pobre mesmo que costumizado à medida porque a técnica de produção á mesma. Ex: os actuais carros que tem todos as mesmas linha aerodinâmicas, porque foram todos testados em túneis de vento que todos os construtores possuem.

Mesmo que exista custumização, existirão características idênticas para todos os veículos.

– A tendência poderá ser para a existência de produtos diferentes, mas iguais, mesmo que customizados, levando a enviesamentos da criatividade ao nível do consumo de massas.

F) Os negócios terão tendência a serem agregados sob a forma de mashups, seguindo no entanto as adaptações próprias aos ramos de negócios em que se situam. Sendo o mashup um sitio Internet que usa/coloca conteúdo proveniente de mais do que uma fonte( de códigos diferentes que se interligam/interoperam entre si), a junçãoid e tudo permite criar uma serviço parecendo novo e tendo as características de “serviço completo”.

É assim possível combinar dados numa só página, provenientes de diferentes e mais dispares fontes.

Nos negócios, tal será provavelmente feito com a agregação de diferentes formatos de produtos a serem vendidos de forma interoperável.Ex teórico: Consolas de jogos fabricadas por diferentes fabricantes mas em que a interoperabilidade entre todos é total. Ex:teórico: motores de automóvel que passam a ser fabricados em séries interoperáveis entre si, mesmo que feitos por duas dúzias de fabricantes – o mini mashup actual que existe nesta área é o mesmo fabricante construir um motor que é idêntico para três ou quatro dos seus carros.

A lógica que disto deriva será a oferta de serviços cheios de software ou conceitos comuns a várias marcas/ empresas e não o produto por si só. Isto origina uma mudança por exemplo ao nível do marketing necessário para vender o produto. Já não um marketing focalizado nas características do produto, mas nos serviços que o produto pode render a quem o adquire.

Problemas:

– O consumidor será cada vez mais iludido e enganado com o que adquire, e verificará, crescentemente, que adquiriu imensas funcionalidades que não queria.

– Encarecimento artificial do produto/serviço que se adquire. Ex: os actuais serviços de Internet em Portugal. Desejando o consumidor um acesso simples à Internet, é-lhe oferecido uma vasta panóplia de serviços, e agregações de serviços. Que servem para justificar o maior preço que paga, e justificam a agregação, do ponto de vista do produtor, de inúmeros serviços, que lhe permitem ganhar economia de escala e maximizar lucros, mas oneram o consumidor e baralham a percepção geral do mercado.

– Confusão geral de conceitos relativamente ao produto/serviço que se adquire, afastamento entre os consumidores que entendem algo do que compram por oposição a uma cada vez maior quantidade de consumidores que nada entendem do que compram – fosso entre gerações possível e amplificado por estas características técnicas

– Ataques à democracia – ideia de contrato social entre gerações – atacados pela “distância” “tecnológica” existente entre quem domina o saber/conhecimento e quem não domina – amplificado pela distorção demográfica entre uma minoria de mais jovens, quase iliterados em tudo excepto em tecnologia e uma grande maioria menos iliterada em interacções sociais, mas colocada fora do jogo tecnológico. Tensões sociais. Afastamento geracional. Tensões entre novos e velhos.

Continua

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Written by dissidentex

22/07/2008 às 10:22

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