DISSIDENTE-X

CHIP ELECTRÓNICO AUTOMÓVEL PARA CONTROLO DE PESSOAS

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Na sua marcha para o totalitarismo e para uma sociedade controlada e onde existe a coacção legitimada sob a forma de lei, o actual governo que diz ser socialista, de esquerda e democrático- coisas que não é – aprovou a instauração obrigatória na livre República Portuguesa de um chip nos automóveis.

Protestos? Nenhuns.

Em Portugal toda a gente gosta de ser vigiada e controlada.

Como este “produto totalitário” é impossível de vender de forma comum e normal é necessário criar pretextos comuns e normais que justifiquem a aplicação destes tiques totalitários.

1. Existe uma óbvia violação da privacidade dos condutores.

2. Existirão sempre dúvidas quanto à entidade que fiscalize isto, especialmente num país como Portugal em que a seriedade das pessoas não abunda.

3. a lógica que está por detrás disto e a de controlo das pessoas vigiando o uso que estas fazem dos seus carros.

Se juntarmos a esta forma de vigilância, outras formas de vigilância, algumas que se anunciam, a conjugação de todas permitirá perceber que um qualquer cidadão está vigiado 24 horas por dia.

4. A má fé do governo é enorme. A 16 de Julho de 2008, (Data da imagem em cima é do Jornal de quinta feira, 17 de Julho de 2008) uma altura de férias em que as pessoas estão com a cabeça noutro sítio foi feita esta proposta para legislar. De facto isto é sério…

Como é necessário vender este produto usou-se técnicas de convencimento a martelo.

– Que pretende facilitar o trabalho das forças de segurança;

– Porque terão acesso à informação sobre a inspecção e o seguro automóvel. (Mas não tinham já acesso até aqui? Não existiam já umas bases de dados dentro do carro até para facilitar o pagamento de multas de transito? Então para que é que é preciso mais um sistema?)

– O sistema é de uso obrigatório. (Porquê?)

-Segundo o governo contribuirá para a segurança rodoviária ( uma pessoa despista-se com o seu carro, mas ficamos a saber que pelo facto de ter o chip electrónico já não irá despistar-se com o seu carro? Ou a ideia será outra, controlar a velocidade de carros e onde estão?)

– O chip vai permitir a identificação de veículos furtados, acidentados e abandonados.

Relativamente aos veículos acidentados:

Se a ideia é saber que um carro já foi acidentado,(e quem era o condutor) essa é uma informação que só tem valor para as companhias de seguros. Deveremos pensar que esta informação irá ser comunicada a companhias de seguros? No meio deste nevoeiro parece que sim…

Relativamente aos veículos abandonados:

Actualmente já existe a hipótese de verificar isso através dos pagamentos de seguro e pelos próprios avisos de cidadãos que notificam as câmaras municipais que está um veiculo em qualquer sitio abandonado. Para que é que é preciso um chip? ( Ao menos caso quisessem argumentar como deve de ser, diziam que era para criar rapidez…mas as pessoas já nem se importam com a forma mais ou menos disfarçada como se implementa uma medida totalitária…)

Relativamente aos veículos furtados:

Mas alguém acredita que ladrões profissionais de carros não lhes retirem o Chip antes de os roubarem ou utilizem métodos electrónicos para desabilitar o Chip?

Mas alguém acredita que uma pessoa que faça um roubo de carro apenas para com ele andar durante umas horas será apanhado graças ao Chip?

– Depois temos a ideia de – para dar “racionalidade” e “lógica de utilização” a isto de se afirmar que o Chip vai servir para pagar portagens e outras taxas rodoviárias.

Mas e se eu não quiser utilizar o Chip como meio de pagamento para pagar portagens e outras taxas rodoviárias?

Sou obrigado a pagar com “esta moeda?

E para onde vão as informações relativamente ao meu histórico de pagamentos? Quais é que são as minhas garantias? O que é que vai ser feito a essa informação?

E o que são “outras taxas rodoviárias? O que é que isto significa” outras taxas rodoviárias?

É pagar o selo do carro por Chip? É o quê? São novos impostos a criar?

Outro tipo de problemas tem a ver com o espaço público e a liberdade que nele deveria existir.

Como publiquei neste blog a 12 de Janeiro em Privacidade e negação do espaço público – chips em automóveis o seguinte:

««« O conceito democrático de “liberdade de movimentos”é fortemente atacado. Conceito esse que serviu para legitimar por exemplo, a guerra ideológica- política contra o comunismo na URSS, e satélites – onde ele não existia, mas que – agora – já não é questionado; antes abandonado desta forma suave e despercebida.
««« O espaço público, como local de convívio dos cidadãos é também atacado. Deixa de ser possível estar “anónimo na multidão”.

– O sistema do Chip custa 10 euros e é pago pelo utilizador.

Isto recorda-me que na China existe pena de morte e que os condenados à morte pagam a própria bala que o vais matar.

Aqui temos a morte da liberdade por coacção em Chip.

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