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EMEL

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Uma das formas pelas quais a “nova ditadura”, os novos micro totalitarismos que estão por aí, e se manifestam e atacam a liberdade e a democracia é exemplificada, na imagem/notícia ao lado.

A arbitrariedade de procedimentos usada como método e o uso da lei como arma de intimidação e coacção contra os cidadãos de um país.

Na notícia que insiro do Jornal Global de 16 de Julho de 2008, um cidadão de Lisboa é encarcerado. Alvo de extorsão legal.

O cidadão tem direito a um dístico da EMEL, a empresa pública de estacionamento de Lisboa, por ser morador na área. Não obstante ser morador na area respectiva e ter o distico no carro, os funcionários da empresa EMEL, rebocaram-lhe o carro.

Após diligências, teve que pagar 90 euros para retirar o carro do depósito. Procura reaver o dinheiro, que a empresa não devolve. Que a empresa se recusa a devolver.

Os democratas estúpidos que andam por aí, dirão de forma cínica, que o senhor pode ir a Tribunal. De facto, a lei permite-lhe ir a tribunal.

A lei não lhe permite em tempo útil resolver o problema, nem monetariamente lhe permite fazer a ida a tribunal: as custas do processo e o tempo de espera para resolver um assunto destes sair-lhe-iam extraordinariamente mais caras em dinheiro e temporalmente do que os 90 euros de que já foi “legalmente espoliado”.

A empresa sabe disto e pode fazer esta extorsão à vontade refugiando-se nos erros informáticos, ou outros para alegar não devoluções de dinheiro pago indevidamente. Sabem que numa análise custo benefício, as pessoas pagam este tipo de coisas e não insistem no protesto contra este tipo de arbitrariedades.

Esta é a face do novo tipo de totalitarismo que se está preparar e que se quer impor: sangrar pessoas com métodos destes mas um sangramento em pequenas quantidades, espoliando-as de dinheiro e enervando-as até ao limite.

Fazer isto a todas as pessoas de uma sociedade, gera enormes lucros para quem o faz, e acima de tudo gera o lucro do medo – origina um sentimento de medo latente nos cidadãos.

Que hesitam, por medo de penalização económica, em protestar contra este tipo de arbitrariedade.

A direita política e a esquerda política apoiam esta lógica. Isso significa que os problemas de ambas são enormes.

Já estão a começar a ficar colocados num caminho em que só conseguem obter “legitimidade” e fazer à força com que as pessoas as “escutem” permitindo que estes micro poderes arbitrários se manifestem livremente e intimidem as pessoas.

Isto também é o que acontece quando se passa demasiado poder para empresas privadas cujo único interesse é maximizar lucros: essas empresas colocadas entre dois valores; (A) o lucro e (B) os interesses dos seus clientes e da comunidade escolhem atacar os seus clientes, beneficiando o lucro.

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