DISSIDENTE-X

A GRANDE OGIVA DO SUL.

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Uma das magnificas personagens (ironia) do excelente teatro de manipulação da opinião pública e subversão da democracia como sistema, manifestou-se no dia 15 de Julho de 2008, ao abrigo da liberdade de expressão, como se poderá vislumbrar aqui ao lado.

( Ler este artigo em conjunção, por exemplo, com o artigo “José Sócrates, complexo petroquímico de Sines e a Megalomania” . E raciocinar. Sines fica no Alentejo…*)

Sobre as manifestações desta personagem em 9 de Dezembro de 2007, publiquei aqui um artigo chamado “Turismo e serviços, a destruição de Portugal”

Transcrevo uma parte desse artigo.

” O objectivo oficial desta conferencia era a promoção de ligação entre a Universidade e o mundo empresarial. Acrescento eu, entre uma certa universidade e um certo meio empresarial.
O objectivo oficioso era à ajuda à criação dum consenso fabricado embutido na cabeça dos portugueses – transmitido primeiro aos mensageiros que são os fazedores intermédios de opinião – o publico da Universidade católica. Nessa conferencia, o Sr. Lopes defendeu o fim apocalíptico da economia portuguesa. Aconteceria caso não se avançasse para a promoção de certas actividades económicas.

1. O turismo
2. e os serviços.

No anterior post de 7 de Dezembro de 2007 (ligação em cima) fala-se de uma conferência que tinha sido oferecida em 2002; aos jovens “vencedores” da U. Católica. Foi-lhes demonstrado por “A” mais “B”, que se seguissem a rota definida pelas organizações que estão por detrás do senhor Lopes seriam “vencedores”.

“Fazer-se a cabeça” dos jovens Católicos era o nome do jogo. Apoiado na força do nome “Ernâni Lopes” e na aura que este nome supostamente carrega; eram informados que o capitalismo industrial estava a ser destruído; no seu lugar surgiria o capitalismo informacional e, adicionalmente, a Globalização já acontecia desde há 100 anos.

Verdadeiramente a ideia consistia em defender que o turismo e os serviços é que são boas opções para Portugal. A empresa do senhor Lopes chamada “Saer”, uma empresa que tem clientes que pagam bastante por informação e que querem – necessitam economicamente – que o país aposte no turismo, também tem um interesse na veiculação destas “mensagens” – interesses próprios a defender…

Normalmente, para solidificar a difusão da sua mensagem, o Senhor Lopes usa dois métodos. (1) uma retórica muito peculiar e (2) umas profecias apocalípticas de meter medo ao mais corajoso.

No artigo que insiro a ligação ele usava a a retórica metafórica das “cascas de maça” para se referir ao capitalismo.

No texto da imagem acima ele usa a expressão “Grande Ogiva do Sul” para se referir ao Alentejo. (Sobre as profecias apocalípticas é mais adiante…)

Nesta notícia que eu insiro a imagem, houve um momento de apelo ao sentimento. O senhor Lopes indicou que “O Alentejo, não é um caso perdido” e que “tem o maior potencial de crescimento do país”.

Por acaso até não tem, mas interessa dizer que tem, uma vez que, presumivelmente, os clientes e os interesses que este senhor representa querem que o Alentejo seja a região com o maior potencial de crescimento. ( De turismo e serviços…) Esperam vir a ganhar muito dinheiro com isso.

Para alcançar máximo efeito na propaganda, ao apresentar o relatório e as contas semestrais da Saer, (o pretexto conveniente para se falar de turismo), Lopes utilizou uma técnica clássica. Ainda por cima Hegeliana e marxista…vejam lá…

Chama-se tese, antítese e síntese.

Primeiro (Tese) afirmou que “no passado foi feita uma leitura intuitiva da situação no Alentejo”, mas agora (Antítese) (ele, Lopes) traz a novidade aos pacóvios e avança que “há que fazer uma leitura micro geopolítica”. (um palavrão cheio de gongorismo sonoro…).

Dessa nova leitura micro geopolítica ( síntese) que Lopes faz, surge a “nova visão”.

“O Alentejo como grande Ogiva do Sul”

Depois, num registo que suponho ser de tipo hilariante, Lopes, carrega em estilo cossaco para a visão do Alentejo ogivado e colocado ao sul. E aposta em:

– Agricultura de valor acrescentado

– Acesso a serviços de saúde de qualidade competitiva

– No turismo

– Na atracção de uma segunda residência para os mais ricos
– E numa industria sofisticada. *

( Achei especialmente digno de nota que o item turismo seja apresentado desta forma tão simples, enquanto que os outros itens tem “explicações adicionais”…)

(Um país que noutras áreas do seu território não consegue criar ou atrair”indústria sofisticada” irá fazê-lo no Alentejo?)

(Os serviços de saúde de qualidade competitiva , como “competem”, terão que ser pagos, logo serão “privados”, logo não beneficiarão a população do Alentejo… que não pode pagar…)

(O que é uma “agricultura de valor acrescentado? O que é uma indústria sofisticada?)

(Uma segunda residência para os mais ricos irá fazer aumentar o custo de vida para a população residente, ou não? ).

Após a teoria da Grande Ogiva do Sul passamos para a estratégia e a sua definição. Acena-se com a cenoura afirmando que o potencial não está só na região Almada-Seixal (regiões que pertencem ao Alentejo, como se sabe…) e fala na “não reprodução de modelos do passado assentes em investimento em infraestruturas”.

( E como é que “os ricos” que querem a segunda habitação irão para o Alentejo, sem infraestruturas? Ou teleportam-se para lá através das portas de tele transporte das naves do Star Trek??)

E terminou usando a sua arma tradicional – o lança misseis Lopes-Saer 3.0, lançando mais um míssil (o apocalíptico zx) de profecias de desgraça dizendo que a economia portuguesa está mal, ( uma novidade que ninguém sabia…e que o senhor Lopes repete desde há 30 anos) e terminando com uma frase profética, ao melhor estilo de Nostradamus.

“O importante não é sair da crise, mas sim como passar por ela”.

Eu diria mesmo mais.

“O importante não é sair da crise, mas sim como lucrar com ela”.

( à conta dos pacóvios que enganamos com conversas de turismo e serviços para nosso único benefício e dos nossos clientes…)

(Imagem em baixo: o presidente da câmara de Beja foi eleito pelo partido comunista – isso ajuda a explicar a estupidez das declarações e o porquê de ser citado na página da Saer…)

(Sem qualquer acrimónia, dedicado ao Bidão Vil…)

Artigo da SAER a 2 de Agosto de 2008

Artigo da SAER a 2 de Agosto de 2008

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