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VIDEO VIGILÂNCIA – MAIS LOCAIS AUTORIZADOS.

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Mais uma daquelas notícias que passa despercebida, embora os efeitos (alguns positivos, quase todos os outros negativos) do conteúdo notam-se cada vez mais.

A notícia é “estranha” pela neutralidade aparente da mesma. Como o Correio da Manhã não faz um arraial com esta notícia, e tendo em conta a origem ideológica deste jornal, só se deve esperar que estejam a apoiar esta medida. Só isso explica este “desprendimento noticioso” que se vê aqui.

Por acaso é isto que é jornalismo, mas é isto, relativamente a outros assuntos que eles não fazem.

Quanto ao conteúdo, o cinismo do mesmo é notável. E a caminhada para uma sociedade de vigiados continua, perante a completa apatia das pessoas.

Na ribeira do porto e na praia da rocha abdicou-se do espaço público e da liberdade no mesmo fazendo existir lá policiamento. Policiar um espaço público e possibilitar que todos os que lá andem o fama à vontade?

Claro que não. O que temos em compensação e o ataque à privacidade de todos e o beneficio do negócio económico da produção e manutenção de câmaras de filmar. E pelo meio convence-se as pessoas que estão mais seguras…quando não estão.

(Pagamos à polícia exactamente para quê se depois se colocam câmaras de vigilância a fazer “trabalho policial” em sítios que devia ser a polícia a fazê-lo?) (Pois, os gratificados em bancos é que interessam…)

São opções, que separam quem acha que deve existir uma democracia e quem acha que deve existir um país vigiado. O ministro Rui Pereira é um dos herdeiros ideológicos de pessoas que eram contra a censura, a perseguição das polícias políticas e a vigilância injustificada de cidadãos de 1974 para trás.

Em “modo democrático”, este partido que está no governo tem sido sempre o primeiro a dar pequenas dentadas em conceitos de liberdade, que, curiosamente, defendia que se aplicassem quando o país que dá pelo nome de Portugal estava em regime de ditadura.

São acções destas que deram origem à palavra “Cataventos”

Na notícia é também hilariante verificar como é feita a aplicação das “garantias” democráticas que o sistema pretensamente nos oferece. Estas coisas só são autorizadas através de parecer favorável da CNPD. Extraordinário.

É uma garantia poderosa, esta.

Se acaso e hipotéticamente uma lei extremamente injusta sobre vídeo vigilância estabelecer que todo o espaço público do país deve ser vigiado por câmaras de vigilância ficaremos concerteza agradecidos e descansados pelo facto de a CNPD ter autorizado tal coisa.

Mas é assim que se usa a lei para subverter a democracia. Com entidades, “nomeadas” que “validam e legitimam” actos que ( lentamente e insidiosamente) alteram o conceito de democracia.

Só faltou nesta notícia, dizer-se que estas autorizações de vídeo vigilância tem a ver com o facto da Al kaida andar a rondar a baixa do porto ou a Praia da rocha. ( Ah… espera, que para isso, para legitimação do terrorismo, serve a terceira localidade, objecto de vídeo vigilância – Fátima. Ok, estamos entendidos…)

O novo slogan é:

De câmara de vigilância em câmara de vigilância até à cobertura total.

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Written by dissidentex

16/10/2008 às 21:17

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