DISSIDENTE-X

HOT FUZZ.

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AGENTE NICHOLAS ANGEL !

Agente da Polícia Nicholas Angel. Nasceu e estudou em Londres.

Completou a Universidade de Canterbury em 1993 com distinção em política e sociologia.

Fez o treino no Instituto de Polícia de Hendon.

Mostrou grandes aptidões nos exercícios práticos.

Especialmente, pacificação urbana e controlo de tumultos.

A sua carreira académica foi brilhante nos trabalhos teóricos e nos exames finais.

Recebeu o Bastão de Honra.

Graduou-se com distinção, ingressando na Polícia Metropolitana.

Depressa provou a sua eficiência e se tornou popular na comunidade.

Melhorou as suas aptidões com cursos de condução avançada e ciclismo avançado.

Envolveu-se profundamente em diversas actividades extra curriculares.

Detém o recorde da Polícia Metropolitana dos 100 metros.

Em 2001 entrou ao activo na divisão de resposta armada OE19.

Foi premiado pela sua coragem e trabalho na resolução da Operação Crackdown.

Nos últimos 12 meses recebeu nove louvores especiais.

Bateu o recorde de detenções da Polícia Metropolitana.

E foi ferido três vezes no cumprimento do dever.

O mais recente foi em Dezembro, quando foi ferido por um homem vestido de Pai Natal.

– Olá, Nicholas. Olá, Sargento.

– Como está a mão? Ainda está um pouco rígida.

As ruas podem ser muito perigosas.

Espanta-me que ainda não tenha pedido um posto à secretária. Eu fiz isso.

O meu escritório é nas ruas.

Sem dúvida.

O seu recorde de detenções é 400% superior ao de qualquer outro agente.

E está mais do que na altura de dar melhor uso a tamanha aptidão.

– Vamos nomeá-lo Sargento. – Compreendo.

– Em Sandford, Gloucestershire.

– Onde, desculpe? Em Sandford, Gloucestershire.

– Isso é no campo. Sim, é lindo.

Não há um posto de Sargento em Londres?

Não.

– Posso ficar aqui como agente? – Não.

– Tenho alguma escolha? Não.

Sargento, gosto disto aqui.

Sempre quis transferir-se para o campo.

– Sim, daqui a uns 20 anos. Então, aqui tem.

Não me lembro de lhe ter dito isso.

Disse sim. Disse:

“Um dia adorava ir viver para o campo, Janine.”

Gostaria de falar com o Inspector.

Pode falar com ele, mas garanto-lhe que ele lhe dirá exactamente o mesmo que eu.

– Olá, Nicholas. Como está a mão? Ainda está um pouco rígida.

– E como estão as coisas lá em casa? – Desculpe?

– Como está a Janine? – Já não estamos juntos, senhor.

– Bem. E onde está a viver? – Está na caserna.

– Com os recrutas? – Sim, vive como um vagabundo.

Bem, então já tem as malas feitas.

Nicholas, damos-lhe um belo cargo com uma casinha de campo, numa adorável povoação que penso que foi premiada Vila do Ano não sei quantas vezes. Irá fazer-lhe bem.

– Não sei o que dizer. – Sim? Sim, obrigado?

Não, lamento. Vou ter de…

– Quer discutir isto com os superiores? – Sim, quero.

Quer que incomode o Inspector Chefe?

Sim.

Quer que faça o Inspector Chefe vir até cá?

– Sim, quero. – Muito bem.

Kenneth!

– Olá, Nicholas. Como está a mão? – Ainda está um pouco rígida.

– Inspector Chefe… Sente-se.

Sei o que vai dizer,mas a questão é que anda a deixar-nos mal vistos.

Desculpe?

Todos reconhecemos o seu mérito, mas tem-nos desapontado bastante.

Trata-se de jogar em equipa, Nicholas.

Não pode ser o Xerife de Londres.

Se continuar a controlar a cidade, continuará a ser excepcional e não podemos tolerar isso.

Acabará por nos deixar sem emprego.

– Com todo o respeito, senhor – Não pode fazer uma pessoa desaparecer.

– Posso, sim. Sou o Inspector Chefe.

– Bem, dê as voltas que der a isto, há algo que não tomou em consideração.

E é o que a “equipa” irá achar disto.

– BOA SORTE NICHOLAS

Diálogo do filme “Hot Fuzz” que mostra bem todos os paradoxos da actual “civilização” moderna. A própria história do filme – um grupo de criminosos, mas todos eles pessoas “decentes e normais”, pilares da comunidade, é exemplar.

Estes “habitantes” hostilizam estranhos que chegam a uma aldeia inglesa apenas pelo facto de estes, pelo seu aspecto, perturbarem o bom aspecto da mesma e por via disso transformam a aldeia no local de Inglaterra onde não existe crime, podendo concorrer ao titulo de aldeia mais segura da Grâ Bretanha.

Para não perder o título, estas pessoas “decentes e normais” assassinam. Uma parte do crime é além disso inexistente porque é “legalizado” e permitido desde que “autorizado” pelas pessoas decentes e normais.

Mostra também a paranóia envolvente e o que daí pode resultar: câmaras de vigilância por todo o lado e o uso que delas se faz, por grupos organizados de cidadãos.

E o agente Nicholas Angel, por ser demasiado competente, é transferido para a aldeia onde não há crime. Rapidamente percebe que é onde há mais crime, é naquela aldeia.

A aldeia tem espantosas semelhanças com Portugal. Aqui também é tudo muito pacífico, mas muito corrupto e criminoso.

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Written by dissidentex

18/10/2008 às 12:01

Publicado em FILMES, HOT FUZZ, PERSPECTIVAS

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