DISSIDENTE-X

MANUELA FERREIRA LEITE E A APOLOGIA DA DITADURA

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«Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia», afirmou a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.

Tradução: Eu não acredito na democracia, porque é impossível obrigar as pessoas a aderirem a algo injusto, por sua livre e espontânea vontade. Só quando se está em ditadura é que a conversa é outra; podemos obrigar as pessoas pela força, dizendo como é que as coisas são e obrigando a fazer . Devíamos instaurar a ditadura durante tempo suficiente para que consigamos torná-la algo de definitivo, prometendo, no entanto que será apenas para o bem de todos por um tempo limitado e até pôr as coisas na ordem. As pessoas já se esqueceram de 1926.

Ø

Cito agora alguém (Pedro Fontela) – cheio de boas intenções – mas que (na minha modesta opinião) não percebeu como é que o seu próprio discurso “sério” é e pode ser “ocupado” precisamente pelo grupo de gente representado pela senhora Manuela Ferreira Leite, e sucedâneos do mesmo estilo e que o seu próprio discurso é efectivamente contra pessoas.como MFL que também praticam este tipo de conversa, mas com intenções autocráticas.

“…Um poder que dissolvesse temporariamente todos os outros (ou que pelo menos permitisse a sua substituição enquanto são reorganizados segundo outros moldes)..”

Fontela: já nos anos 90 isto se passava. Estas pessoas sempre trabalharam contra a democracia. Quem fizesse há 20 anos, numa qualquer conversa “normal”; um discurso “sério” falando contra corrupção e contra, por exemplo, figurinhas semelhantes à senhora Ferreira Leite, corria o risco de ver esse mesmo discurso “devolvido” como se fosse um espelho.

E devolvido como um espelho no qual pessoas notoriamente incompetentes ou corruptas, faziam o mesmo e exacto discurso contra a corrupção, e a favor da “ordem” para assim se “mascararem melhor” dentro deste regime podre – que pactua; sempre pactuou desde há 34 anos, pelo menos, com isto..

Este é o discurso “modernizado” e “enhanced/ intensificado” de Salazar e do Salazarismo sob novas roupagens….

Ø

Outro dos problemas de quem faz este tipo de discurso, mas em “sério”, está no facto se se estar a expor sem absoluta necessidade nenhuma.

Está no facto de se estar a correr o risco de se ser comparado a anti democráticos ou totalitários (e eles pululam por aí) como esta senhora e o gang que a acompanha.

Esta senhora, faz parte de um grupo de pessoas, que pertencem a vários partidos e seitas, que deveria, pura e simplesmente levar um pontapé no traseiro e ser-lhe retirada a nacionalidade e posta a correr daqui para fora.

Esta senhora gosta muito de cartas de Tarot.(Perceba quem quiser…)

É uma pessoa autoritária – notoriamente incompetente – basta ver o “trabalho dela como, respectivamente, Ministra da educação e Ministra das finanças e além disso é politicamente do mais estúpido que há.

É também pelo facto de a sua “formação” política ser a formação política da ditadura (isto é, feita nela), mas no caso dela ser apenas um sucedâneo, um placebo falhado, que ainda intensifica mais a sua incompetência.

Agora apenas teve um “lapsus linguae” e disse directamente o que era, sob a forma (pretensamente) de ironia: que é a favor do desmantelamento da democracia como sistema, mesmo a democracia portuguesa, que de democracia tem muito pouco…

Ainda outro dos problemas é o seguinte: uma pessoa fascinar-se ou influenciar-se pelas “impressões”de intelectuais portugueses do século 19, ou do 20 que preconizam soluções duras do tipo do descrito acima, apenas dá alegrias aos Ferreiras Leite deste país.

E apesar de Portugal ser uma choldra, este país fez-se de pessoas a sério e não de Ferreiras Leite e sucedâneos do mesmo estilo – que sempre tiveram acesso á comunicação social para veicularem as suas “ideias”….

Do ponto de vista pessoal não se ganha nada com este tipo de coisas.

Há 20 anos atrás a retaliação feita sobre quem criticasse o regime, especialmente em certos sítios, era o ataque declarado a essa pessoa, prejudicando-a onde quer que fosse.

Actualmente o regime e as pessoas “instaladas” dentro dele, já não precisam de fazer retaliação. São “pós-retaliação”.

Apenas contam que o “criticador” acabe por sair do país (ou viva esquecido) e esperam uma ou duas dezenas de anos para – quando esperam – voltar a contactá-lo oferecendo-lhe uma cargo ou posição para “ajudar” a pátria mãe (isto é; a choldra…em que isto foi transformado).

Caso não esperem que o ” criticador ” saia e não volte, isso também é aquilo que desejam. É uma “Win/Win situation… Imagem: We Have Kaos in the garden, numa manipulação de imagem e de palavras irónicas e satíricas extremamente acertada.

interrupcao-voluntaria-da-democracia-manuela-ferreira-leite

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