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KEENAN – TEMOS 50% DA RIQUEZA MAS APENAS 6.3% DA POPULAÇÃO

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kennanEsta é uma citação em Inglês do antigo embaixador americano na Rússia, e ex secretário de Estado, George F.Keenan, retirada do documentos “memo pps23” de 28 de Fevereiro de 1948

“…Furthermore, we have about 50% of the world’s wealth but only 6.3 of its population. This disparity is particularly great as between ourselves and the peoples of Asia. In this situation, we cannot fail to be the object of envy and resentment. Our real task in the coming period is to devise a pattern of relationships, which will permit us to maintain this position of disparity without positive detriment to our national security. To do so we will have to dispense with all sentimentality and daydreaming; and our attention will have to be concentrated everywhere on our immediate national objectives. We need not deceive ourselves that we can afford today the luxury of altruism and world benefaction…
In the face of this situation we would be better off to dispense now with a number of the concepts which have underlined our thinking with regard to the Far East. We should dispense with the aspiration to ‘be liked’ or to be regarded as the repository of a high-minded international altruism. We should stop putting ourselves in the position of being our brothers’ keeper and refrain from offering moral and ideological advice. We should cease to talk about vague — and for the Far East — unreal objectives such as human rights, the raising of the living standards, and democratization. The day is not far off when we are going to have to deal in straight power concepts. The less we are hampered by idealistic slogans, the better.”

Tradução a martelo.

Mais ainda, possuímos 50% da riqueza do mundo, mas apenas 6.3 % da população. Esta diferença é particularmente grande quando comparada com os povos da Ásia. Nesta situação não podemos falhar e deixar-mo-nos ver como o objecto da inveja e do ressentimento. No período que se avizinha, a nossa verdadeira tarefa é a de engendrar um padrão de relacionamentos, que nos permita manter esta disparidade, sem que exista erosão da nossa segurança nacional.

Para alcançar isto temos que dispensar todos os nossos sentimentalismos e sonhos. e a nossa atenção terá que ser concentrada em todos os lados em que estejam presentes os nosso objectivos. Não nos podemos auto enganar pensando que podemos praticar o luxo do altruísmo e fazer bem ao mundo.

Em face desta situação, faremos melhor em dispensar já os inúmeros conceitos relacionados com o extremo oriente.Devemos dispensar a “aspiração” a que gostem de nós ou a sermos vistos como o Alto Depósito de boas intenções a nível as relações internacionais.

Devemos deixar de nos colocar-mos na posição de sermos o “protector do nosso irmão” e retrair-nos de oferecer conselhos morais e ideológicos.

Devemos deixar de advogar objectivos vagos – e no que respeita ao Médio Oriente – irrealistas tais como direitos humanos, a elevação dos níveis de vida, e a democratização. Não está longe o dia em que teremos que lidar com estritos conceitos de poder.

Quanto menos estivermos amparados por conceitos idealistas, melhor.

Parte da filosofia contida no documento, (sermos egoístas e não altruístas) ajuda a explicar a lógica que está por detrás da recente crise financeira americana e muito do comportamento dos EUA, nas relações internacionais.

Parte da filosofia contida no documento é não só aplicada pela elite financeira americana, nas suas relações com países ou empresas terceiras, como começa a ser aplicada nas relações dentro do próprio país, entre americanos “comuns” e a própria elite.

Parte desta filosofia é altamente contagiosa.

Foi “exportada” utilizando as palavras “liberdade” e mercado livre”, e foi “transmitida” para fora dos EUA, para algumas da elites europeias, financeiras e não só.

Em Portugal esta filosofia foi completamente absorvida pelos responsáveis políticos e económicos que tem – mal lhes deram este espaço para jogar – utilizado todas as políticas ao dispor do Estado e das empresas privadas, segundo os princípios que ali em cima estão expostos.

A própria ideia original de Keenan era aplicável à geoestratégia. A ideia por detrás desta filosofia, transmutou-se para outras áreas.

Onde em Keenan existia uma ideia de auto protecção e retraimento, uma ideia defensiva, foi a ideia subvertida, existindo – agora – uma ideia de ataque e hostilidade, mas já contra partes ou segmentos do próprio povo que não concordem com o que as elites preconizam.

Essa é a diferença fundamental.

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Written by dissidentex

21/11/2008 às 14:08

Publicado em GEORGE F KEENAN

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