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CRISE FINANCEIRA AMERICANA – A IMPRESSÃO DE MOEDA.

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A lista completa de artigos relacionados com este assunto pode ser encontrada na página da barra lateral ” Z – Crise financeira norte americana”

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Uma pergunta interessante (que nunca aparece escrita nos manuais de economia) é a seguinte.

Quanto custa imprimir uma moeda?

Quantos cêntimos custa o acto de aplicar tinta num papel pequeno; fazê-lo em milhares de milhões à quantidade e após fazê-lo, afirmar que, legalmente, cada um desses papeis tem, suponhamos, o valor de 100 dólares (ou qualquer outra moeda) lá estampado.

E depois é transaccionado por 100 dólares, isto é, é dito que vale 100 dólares.

Há um lucro que é retirado desta actividade económica – a impressão e cunhagem de papel moeda. Suponhamos que o lucro se situa nos 99 dólares por custo de impressão de uma nota. Consequentemente cada nota de 100 dólares tem como lucro unitário 99 dólares.

É correcto assumir que o lucro ( vamos supor 99 dólares sobre uma nota que sai marcada como sendo “100”) irá para algum lugar – alguém auferirá esse lucro.

Será a entidade, neste caso, o banco central, que emitiu as notas, isto é, que as mandou imprimir numa qualquer gráfica de impressão.

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O lucro.

Nos EUA, esta percentagem de lucro fica no FED – aquilo que é conhecido por “Reserva Federal”.

O FED – A reserva Federal norte americana é privado. É privado porque a estrutura accionista – os donos do FED – são bancos privados. Esta “entidade” trabalha para o Estado americano, mas não é de propriedade pública.

A consequência disto é que imprimir moeda torna-se, também, um “negócio” lucrativo, com características de “mercado”.

O Barão Rothschild pronunciou uma frase famosa, aqui “interpretada em tradução livre” da minha parte: “se eu for dono de quem faz a moeda não me importo com quem governa o país”.

Em inglês – Fonte AQUI:

I care not what puppet is placed on the throne of England to rule the Empire, …The man that controls Britain’s money supply controls the British Empire. And I control the money supply.

Retraduzida: não me importo com quem é a marioneta colocada no trono da Inglaterra para governar o Império; o homem que controla a oferta de moeda controla o Império Britãnico. E eu controlo a oferta de moeda.

O Barão Rothschild podia afirmar isso, com toda a segurança uma vez que… ele (e a casa bancária + descendentes ) é um dos donos do FED……


Apesar de ser um segredo relativamente bem guardado é comum afirmar-se sem grande margem de erro, que pelo menos estes 10 abaixo designados são accionistas (donos) do FED:

1. Rothschild Bank of London
2. Warburg Bank of Hamburg
3. Rothschild Bank of Berlin
4. Lehman Brothers of New York
5. Lazard Brothers of Paris
6. Kuhn Loeb Bank of New York
7. Israel Moses Seif Banks of Italy
8. Goldman, Sachs of New York
9. Warburg Bank of Amsterdam
10. Chase Manhattan Bank of New York.

warburg-hamburgo

(Imagem da página da Warburg de Hamburgo – inscrições minhas)

Três destes (Chase, Goldman Sachs, Lehman Brothers) estão muito inseridos na recente crise financeira.

O facto de as casas bancárias terem nomes de cidades europeias ou americanas não significa que “os países” e os cidadãos desses países percebam bem as “actividades” destes bancos e casas financeiras, ou sequer – caso o percebessem, as viessem a apoiar…

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Definição do lucro:

Temos aqui, (1) uma parte do lucro. Aquela que é “obtida” através do lucro retirado da actividade “industrial” de imprimir notas – papel moeda.

Como tal, e tendo em conta que esta é uma “economia de escala” – é necessário para dar algum lucro que sejam produzidos muitos exemplares e de forma sistemática e regular e com durabilidade de produção virtualmente ilimitada no tempo.

Podemos pois concluir, que “existe um incentivo” para a impressão de papel moeda, muito para além dos normais requisitos de existência da mesma. Que são a (1) necessidade de existência da moeda – um determinado numero definido sob parâmetros económicos e de estabilidade económica do sistema, e a (2) necessidade de se fazer regularmente nova moeda para substituir fisicamente moedas e notas que se estragam ou se deterioram, etc…

E logo aqui temos um enorme problema: “a existência” de um enorme incentivo “internacional” (isto é, americano…) para a existência de uma economia que gera uma espécie de incentivo deste tipo…

Porque, quando existe “moeda” à mais numa economia, isso gera inflação (a subida continuada e regular dos preços…) porque existe mais “moeda” a ser distribuída na economia…do que aquela que deveria ser racionalmente distribuída na economia…

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Uma das maneiras de “pôr moeda a ser distribuída na economia” é utilizada pelo FED – como banco privado que faz as vezes de Banco Central norte americano; o maior banco mundial, ou pelo menos, o que tem mais poder.

E como o FED tem o enorme poder de autorizar empréstimos a bancos enormes (dos maiores do mundo), que por sua vez, os emprestam a “consumidores finais” (dos com mais poder de compra do mundo) – particulares ou empresas – para “animar a economia”; isso significa que o FED detém dois poderes últimos: (1) o poder de “imprimir moeda” a seu bel-prazer” e (2) o poder de a “distribuir pela economia através do mecanismo dos empréstimos a “consumidores finais” – mais moeda ou menos moeda, conforme “as necessidades”… mas tudo isto em estado “amplificado” – “gigantesco” – “monstruoso”.

Mas o FED, não obedece a “interesses públicos”, mas sim a interesses privados. Este pormenor faz “toda a diferença”.

(2) E aqui temos outra parte do lucro: o poder de imprimir moeda e distribui-la -sem qualquer tipo de controlo exterior ou responsabilidade perante qualquer outra entidade.

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O FED foi originalmente criado em 1913. Tem servido como arma estratégica ao serviço de uma recente micro guerra de quase 100 anos, que tem a moeda como munição privilegiada.

Uma data especialmente importante desta guerra aconteceu no dia 15 de agosto de 1971. Nesse dia os EUA, assumiram-se como um Império. Nesse dia, os credores do dólar americano (especialmente franceses, dai a animosidade…) exigiram o pagamento das dividas que os EUA deviam aos mais variados países e entidades mundiais, mas em ouro e não em dolares.

E os norte americanos recusaram-se a pagar em ouro – tornando-se dessa maneira e a partir dessa data um império ( financeiro) mundial.

Tal aconteceu porque o dólar estava indexado ao valor do ouro. Um valor pré fixado em 1945, após 2ª Guerra Mundial (Acordos de Bretton Woods) que dizia que uma onça de ouro valia 35 dólares.

E, caso o valor do dólar se desvalorizasse, o credor, caso “não acreditasse” no papel moeda chamado dólar com o qual lhe queriam pagar, poderia exigir que o pagamento fosse feito em ouro – o ouro neste contexto funcionava como “garantia real” de que o credor obteria o seu direito.

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Nota: de 1945, até ao dia 15 de Agosto de 1971, o Império americano, era baseado no “debito – a economia americana emprestava primordialmente dinheiro. De 1971 em diante, a economia americana passou a viver de crédito, do mundo inteiro, que lhe empresta dinheiro (uma das formas é através da compra de obrigações do Tesouro norte americanas…), sem ter garantias que esta economia o venha (alguma vez) a pagar.

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Em 1971, quanto tal acto fizeram, os responsáveis políticos americanos geraram, primeiro nos EUA, um país cheio de dólares. E depois no resto do mundo, e com o resto do mundo, que as transações passassem a ser feitas em dolares.

Ou seja; (1) o dólar como moeda de troca internacional; (2) o dolar usado por todos como reserva bancária.

Nota lateral: os “lucros” derivados da impressão de mais e mais dólares aumentaram – o FED e os seus accionistas agradeceram… e enriqueceram um pouco mais…

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E foi um longo acumular de “saltos em frente” feitos pela elite política e económica dos EUA – uma elite completamente fora da lei – que gerou o que se está a passar (e que afecta todos) e que não ficará por aqui.

As “iniciais restrições” (bom senso e prudência, por exemplo) ao aumento da moeda em circulação, quando começaram a incomodar foram “ultrapassadas”.

A forma de o fazer tem sido através da especulação financeira e da impressão de moeda, e da geração de “não existência de restrições à concessão de crédito”. (Também conhecida pela expressão “desregulamentação dos mercados financeiros”…)

O que aumentou a concessão de crédito a particulares e empresas para números muito sequer para lá do razoável.

Em todo o mundo.

Daí os emprestimos bancários quase sem garantias, para compra de habitação incentivados nos últimos 8 anos nos EUA. Um dos (muitos) resultados visíveis do que se passa e derivado de uma longa história de saltos económicos (loucos), em frente.

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Devido a estas estranhas situações ocorrerem ninguém vê a análise do custo da moeda (impressão de moeda + mais o aumento da massa monetária em circulação…) a ser amplamente explicado em nenhum livro de economia, mesmo os de moedas e bancos… ou em “debates” feitos por “especialistas…”

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Existem 4 medidas da moeda em circulação: a que nos interessa é a M3.

A M0

A M1

A M2

A M3

M0 – o total da moeda física em circulação + as contas bancárias no banco central que podem ser trocadas por moeda física.

M1 consiste na M0 + o montante colocado em contas correntes (contas à ordem)

M2 consiste na M1 + as contas e depósitos a prazo com altas taxas de juro e depósitos a prazo com durabilidade temporal limitada ou de valor abaixo dos 100 mil dólares.

M3 consiste na M2 + os outros depósitos de grande duração + grandes depósitos de dinheiro institucionais + depósitos de eurodólares + repos (depósitos financeiros organizados como se fossem um contrato financeiro de futuros.

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Dá para perceber que a massa Monetária M3 é a maior de todas em circulação e que basta uma ou duas grandes entidades institucionais internacionais decidir aumentar a moeda( isto é, imprimir moeda) para que a massa monetária M3 aumente enormemente e gere imediatamente possibilidades de inflação (no mundo inteiro).

Este mecanismo é “manipulado” (tem sido) para subir ou descer ao sabor dos interesses de alguns.

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No ano de 2005, a Reserva Federal norte americana,anunciou que a partir de Março de 2006 deixaria de publicar a quantidade de M3 em circulação.

fed-anuncia-fim-da-m3

Tradução: o FED anunciou que deixaria de publicar quais eram os aumentos de impressão de moeda feitos pelo FED. O FED deixou de publicar o número de novas impressões de moeda feitas pelo FED.

Nota curiosa: Em Junho de 2004, o Irão anunciou que iria criar uma bolsa de valores mas para compra e venda de petróleo. Denominada em EUROS.

A ser efectivada no ano de 2006, no mês de Março. Curiosamente o mês em que o FED decidiu descontinuar a publicação do índice M3.

Neste mapa em baixo podemos ver a moeda americana em circulação desde 1959 até ao dias de hoje, e podemos calcular assim por alto, quanto tem trabalhado as maquinas de impressão…

currency_component_of_the_us_money_supply_1959-2007

Quem leu o artigo chamado “de onde vem as reformas da educação”, percebe imediatamente (basta somar dois + dois e correlacionar as datas deste mapa com as datas do artigo) – a relação que existe entre a recessão norte americana de 1957/58 e o que ela gerou de “modelos financeiros” a serem implementados e a relação disso com o progressivo aumento de moeda em circulação. (Dólares)

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E onde estamos agora?

Neste momento estamos na fase ulterior da crise financeira e da emissão de moeda; em finais de 2008.

O sinal lançado para o mercado é um sinal duplo.

A) faremos tudo que o pudermos fazer contra quem seja, criando novas notas de dólar nas nossas gráficas, para inundar o sistema financeiro de dinheiro (novas notas impressas) para o “tentar reanimar”. Dia 16 de Dezembro pelo FED.

B) Faremos isso, mesmo que isso acarrete hiperinflação semelhante ao que aconteceu na republica de Weimar.

fed-taxas-de-juro-historicamente-baixas-1

A hiper inflação acontece quando existe “excesso de moeda” ou de papel moeda em circulação” fazendo com que os preços subam brutalmente.

Um dos caminhos para a hiper inflação consiste no abaixamento das taxas de juro para níveis em que o custo do dinheiro quase não existe.

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O recente anuncio do corte das taxas de juro para mínimos históricos, quase próximos do zero, significa que se está a fazer duas coisas

(1) lançar dinheiro (mais dólares) no mercado, para o “estimular;

(2) lançar expectativas sobre as pessoas dizendo-lhes que devem “adquirir crédito” para ajudarem a estimular a economia.

Através desta “magia” tenta-se transformar a louca divida “financeira” em moeda a circular.

(A) Baixas taxas de juro + (B) dinheiro fácil, (= ) para animar a economia.

Curiosamente, foram estas tácticas que, no inicio da história das hipotecas bancárias criaram as actuais confusões.

Então porquê repeti-las?

Espera-se que a causa dos problemas actuais seja a cura dos problemas actuais?

É isso que se vende. Embora na realidade o que interesse seja pôr o dólar a circular e a moeda a ser impressa, porque são esses os padrões que fazem com que quem comanda o sistema o continue a comandar

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Written by dissidentex

30/12/2008 às 23:22

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