DISSIDENTE-X

IMIGRAÇÃO PORTUGUESA 2005-2006

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Este post é dedicado ao  leitor deste blog chamado “Nuno Correia” à propósito da conversa mantida na caixa de comentários do post chamado “República democrática Liberal Nepotista do Carneiriquistão”, conversa mantida  à propósito da emigração e de o Leitor “Nuno Correia” ter afirmado que estava a começar a ter consciência da dimensão da emigração (do elevado número) de portugueses para fora do país.

Neste post republicado em baixo vamos a uma outra dimensão; que não só o número de imigrantes.

Este post é uma republicação de um outro que eu publiquei em 10 de Agosto de 2006, num outro blog que eu fazia conjuntamente com outra pessoa e que já foi fechado.

É a descrição de um programa de televisão (e do que eu “vi” nele) que a RTP transmitiu a altas horas da noite em 2006 (o programa salvo erro, era uma produção RTP de 2005) sobre a emigração portuguesa no Luxemburgo.

O post foi quase totalmente replicado. (imagens e tudo)

Republiquei também os comentários que o post original tinha – TODOS OS 14 comentários do post original de 2006.

Valem mais a pena ler do que o post.

Publiquei-os TODOS!

Quer os favoráveis, quer os desfavoráveis – sobretudo os desfavoráveis.

Apesar disso tornar este texto longo e o post algo “pesado” penso que vale a pena ler – especialmente pelos comentários…

Desde insultos, explicações moralistas, acusações de eu não ser português, elogios, pedidos de emprego, de ser rico e ter uma grande casa e um grande carro mais um ordenado gordo, sogras desnaturadas… há de tudo…

Para o leitor “Nuno Correia” ( e os outros que lerem) espero que seja ainda mais esclarecedor…

Ø

avestruzSábado, 4 de Agosto. O Pedro Silva está com insónias.
Os seus demónios interiores tentam sair das caixinhas onde vivem.
Tal não pode ser autorizado porque demónios a andar pela casa sujam o chão, logo, liga-se a televisão para compensar.
Uma da manhã, Canal 2.
Apanho 2/3, a contar do fim, de um documentário sobre imigração portuguesa no Luxemburgo.
Observo a imagem da derrota completa deste pseudo país chamado Portugal. O documentário era de 2005. Recente, portanto.


No documentário, entre muitas “informações”, surgem estes dados:
desde 1965 até hoje (2005) saíram de Portugal, esse paraíso incompreendido à face da terra, 2 milhões de portugueses.

  • Desde 25 de Abril de 1974 saíram 1 milhão.
  • Dados oficiais.
  • Em estado de ditadura estúpida e retrógrada, em 10 anos um milhão saiu;
  • em democracia saiu em 30 anos, um milhão.

Fraca democracia que apresenta resultados destes.

A democracia conseguiu expulsar cá da paróquia, 1 milhão de pessoas em dados estatísticos oficiais.

O documentário é bem feito e … simpático, mas desastroso para Portugal.

Eu, que até tinha boa opinião dos imigrantes portugueses no Luxemburgo vá-se lá saber porquê…

Observa-se as imagens da vida dos portugueses lá.
Engomadinhos e a cheirarem a Luxemburgo.

  • Por detrás do verniz polido, estúpidos que nem uma maçaneta.
  • Rudes e com arestas rombas, mas, na sua grande maioria;
  • bem vestidos e
  • com 30 anos em cima de Luxemburgo parecem ser, ao primeiro contacto, mais sofisticados.

A reportagem era variada.

Parece que já não é “fácil” encontrar empregos no Luxemburgo. Parece que existem famílias inteiras de portugueses que vão para o Luxemburgo – esse El dorado. Chegados lá, nada encontram e ou começam a meter-se na droga, ou no comércio da mesma.

No Luxemburgo existem “casas de chuto”.

Diz na reportagem que, geralmente, acontece em determinados dias que a totalidade dos utentes das casas de chuto é portuguesa.
Fazer 5000 km para ir injectar uma agulha, usar um limão e apertar uma borracha é visionário. Em Portugal tal não seria possível…

Também mostra a reportagem que começam a existir outro tipo de problemas de integração, porque, começam a não existir empregos – famílias em que um ou mais membros da mesma não tem emprego.

Percebo pela reportagem, que só agora é que alguns destes idiotas começaram a compreender que … se calhar … talvez … provavelmente … fosse boa ideia mandar os filhos aprender várias línguas.

Para lá do francês e do português. Talvez aprender luxemburguês e alemão.

Parece que aprender essas duas línguas possibilita adquirir qualificações que garantem um emprego que não se baseia só em trabalho manual, mas que dá hipótese de trabalho intelectual. Mas … cretinos que estão no Luxemburgo há 20, 30, 40 ou 50 anos só agora estão a perceber isso…

Um presidente de uma associação de portugueses residente há 25 anos no Luxemburgo percebeu qualquer coisa.

Diz que acha os portugueses – por culpa própria – deveriam ter-se integrado bastante mais na sociedade luxemburguesa, em vez de viverem virados para si mesmos. (Qualquer diferença entre as comunidades muçulmanas na Europa, são só os atentados, mas de resto…)

  • Pelo meio e pelo que eu me lembro, tivemos o surreal costumeiro com os portugueses.

Associações com ranchos folclóricos e pessoas de 50 a 60 anos de idade a dizerem que aquilo é “cultura portuguesa” e “são as nossas tradições”.

  • Uma cultura desenvolvida e formatada pelo Salazarismo sobrevive e, é acarinhada ali.
  • (E pelo próprio Estado actual…) Cultura padronizada pelo formato provinciano de há 30, 40, 50 anos atrás é o que conhecem.
  • Estática e monolítica, nada criativa e desconhecedora da cultura actual e mais;
  • adversa e hostil à cultura actual que se faz no país.
  • O país actual cultural (ou outro) é absolutamente desconhecido para aquela gente, embora julguem que não.

Muda o âmbito da reportagem, fala outro português – o único que é deputado no Parlamento do Luxemburgo.

Diz que existem pessoas que não perceberam que ser português no Luxemburgo em 2005 não é o mesmo que ser português no Luxemburgo em 1980. Foi simpático e caridoso em só ter ido até 1980, para qualificar aquele bando de idiotas.

  • Está a “ lutar” para que o Luxemburgo aceite fazer uma lei da dupla nacionalidade.

Curiosamente, pensar-se-ia que seriam só luxemburgueses a oporem-se.
Não, existem portugueses que se opõem.
Enfim, os portugueses até fora de casa, num país que os acolheu, são estúpidos que nem uma porta.

O surreal continua.
Portugueses de lá mandam para cá mobílias.

Mas em quantidades gigantescas.
Porquê?

Desconheço.

(Em baixo: português disfarçado de esquilo em pleno acto de acumulação primitiva marxista de bens materiais, neste caso específico, uma “avelã capitalista -materialista…”)
esquilo-marxista-materialista
Deve ser uma qualquer “acumulação primitiva marxista de bens materiais” que escapa ao meu vulgar e “elitista” raciocínio.

O mais “giro” é que mandam, mas, muitos, não tencionam voltar.
Enfim … palavras para quê…
Conclusão: não tenho.

Antigamente ou desde sempre, os portugueses eram rudes e broncos.

  • Mas compensavam isso com humildade, trabalho e subserviência.

Agora, ali (e cá também…) nem isso.

Apenas existe uma arrogância estúpida e sem objectivos. Exceptuando a compra de mobílias e envio para Portugal, o vestir roupas caras e posar com elas apresentando-se a terceiros como um “imenso vencedor”.

  • Pelo meio da reportagem, lá aparecia a inefável estátua de gesso da senhora de Fátima e o seu culto,
  • os clubes e associações de futebol cheios de portugueses a beber cerveja Sagres,
  • as idas à igreja com padres portugueses e italianos de propósito destacados no Grã – ducado.
  • A indústria do conforto espiritual de carneiros está sempre activa.

A formatação Salazarista das mentes em todo o seu esplendor, vinda dos anos 40 e 50, até 2005 perdura.
Aquela gente saiu de Portugal porque isto era uma grandessíssima merda.
Agora estão ali, e replicam as mesmas coisas – mas desta vez “em rico” – no Luxemburgo.

  • Mas não perceberam nada.

Continuam a não demonstrar ter interesse quer para si próprios, quer para os filhos em evoluírem.

Socialmente em Portugal (e nos portugueses) não existe o menor incentivo para se evoluir. Estes portugueses do Luxemburgo estão ao mesmo nível, mas, paradoxalmente, por escolha própria escolheram não evoluir.

A pouca aprendizagem é encarada apenas como uma maneira de ganhar dinheiro para comprar mobílias e mandar para a terra ou vir cá de férias para ter – adquirir – mais bens materiais e deslumbrar os conterrâneos com a prosperidade.

  • Conceitos como cidadania,
  • felicidade;
  • satisfação pessoal;
  • orgulho de si;
  • evolução para um patamar superior estão totalmente ausentes.

Pelo contrário, o conceito de êxito é adquirir bens materiais, viver a mesma vida “mentalmente reduzida “ que, no fim de contas, também poderiam viver cá.

Por falar em reduzido:

jorge-sampaio

quase no fim do programa, Jorge Sampaio também apareceu na reportagem aquando da sua visita ao Luxemburgo.

A derrota da esquerda politica portuguesa pós 25 de Abril estava ali exemplificada como um mural vivo.

  • Os apertos de mão.
  • As bandeirinhas.
  • Os filhos de portugueses que dizem na escola, que, apesar de falarem português, não pensam voltar.
  • Mas ali porque os carneiros pais os mandam, estavam de bandeirinhas na mão a gritar Portugal.

Estava a ver aquilo tudo e estava na quinta dimensão.

  • Mas que povo é este em que eu nasci?

No fundo, no fundo aquela gente decidiu ser um zero absoluto. Fugiram para um casulo que lhes ofereceu a hipótese de evoluírem materialmente e intelectualmente mas decidiram antes ter algum dinheiro e continuar a ser boçais.

(Imagem em cima: Jorge Sampaio com um ar dinâmico e determinado…)

Perante a boçalidade, o casulo de nome Luxemburgo diz: “ok, sejam lá labregos”.
Em troca, os naturais do casulo ( o Luxemburgo ) que permite aos portugueses serem boçais, guardam para si as tarefas técnicas e intelectuais de alto calibre e empurram, dessa forma, os filhos dos esclarecidos portugueses (ironia) para tarefas manuais, para trabalhos manuais.

  • Mas Sampaio o representante da república que lá foi e ex – combatente anti regime totalitário fascista foi ali “legitimar” a derrota.
  • Legitimar a rudeza disfarçada de êxito material e potlach.
  • Disfarçar e mistificar quem vê, o triste estado em que estamos como povo.

Uma nação, sem projecto colectivo de espécie alguma.

Que apenas neste momento é um conjunto de pessoas arrogantes, um país arrogante sem que, verdadeiramente, tenhamos qualquer razão lógica para sermos arrogantes.

Ø

14 Comments:

sabine said…
Bom texto. Agora já entendo as reações portuguesas e luxemburgesas. Lembra-se de uma polemica por causa das bandeiras portuguesas no Luxemburgo durante o mundial?

Quinta-feira, Agosto 10, 2006

pedro silva said…
Isso deve-se ao facto de os portugueses no luxemburgo só terem caca na cabeça…

Quinta-feira, Agosto 10, 2006

Pedro Fontela said…
O esquilo está de morte. A imigraçao pouco (ou nada) qualificada sempre teve tendencia para ficar isolada e presa ao gueto. É até uma questao de ter contacto social com os nativos (embora admita que em certos países a coisa é mais complicada).

Sexta-feira, Agosto 11, 2006

Max Spencer-Dohner said…
“Isso deve-se ao facto de os portugueses no luxemburgo só terem caca na cabeça…”

Além de concordar, gostei do emprego do “caca”, pedro :))) Foi pueril :))))

Sexta-feira, Agosto 11, 2006

pedro silva said…
Pedro fontela:
Começa ser, pelo menos no que eu vi, não só a de “low quality” mas também a outra.
Aquilo foi incrivel de ver de tão mau que foi…

Também gostei do esquilo com a sua lógica de apropriação marxista primitiva de uma avelã capitalista…os olhos esbugalhados como um corrector de bolsa que acabou de ganhar uma comissão choruda no mercado de futuros…

Sexta-feira, Agosto 11, 2006

Hopes&Dreams said…
É de facto um bom texto. Eu estava a fazer zapping e vi um bocadinho do documentário, disse para mim «ça vas… bah!» e mudei de canal. Lá se foi uma boa oportunidade para escrever um belo post sobre a emigração postuguesa. Ainda bem que tu o escreveste. (Um aparte: É o que distingue um bom blogger de uma imberbe da blogosfera… lol). Espero que a ideia de “fechar” o armadilha tenha sido posta de lado…

Domingo, Agosto 13, 2006

tosilva said…
Claro que o Pedro Silva nunca esteve no Luxemburgo.
Consegue ser mais idiota do que os tais imbecis do Luxemburgo.
Há, no Luxemburgo, portugueses de várias matizes (imbecis e inteligentes, drogados e pessoas de bem). Claro que a visão do Pedro Silva só lhe permite olhar para um lado. Do cérebro do Pedro Silva, só metade funciona.
Claro que os emigrantes dos anos 60/70/80, que agora têm filhos lá, levaram, a maior parte deles, uma bagagem cultural muito pobre (era a que havia em Portugal). Nestas condições era muito difícil evoluir. Tratava-se de trabalhar em empregos pouco qualificados (a nada mais poderiam aspirar), ganhar e poupar o mais possível (o dinheiro é uma coisa muito importante para quem nunca o teve).Os portugueses começam por se juntar aos italianos (já lá estabelecidos há muito) com quem temos inúmeras afinidades. E criam-se, sob os auspícios da igreja católica, organizações “populares” festinhas e festarolas, com santos e padres à mistura; eles até gostavam, já que a isso estavam habituados. Depois os cantores, mais ou menos “pimba” para matar saudades da terra. Apesar da cultura elevada do país de acolhimento e dos esforços do Governo Luxemburguês (o Governo Português abandonou-os, o Consulado, mais tarde Embaixada, só serviam para recepções do jet-set local)o facto é que a maioria dos n/ emigrantes, devido ao trabalho duro e à pressão económica, não se integraram. “Preferiram” manter-se portugueses, mesmo aqueles que, em Portugal, detestavam o regime e a saua triste condição. Os filhos desses emigrantes, que hoje terão 20, 30 anos, já são outra coisa: Qualquer criança portuguesa de 12 anos fala fluentemente 5 idiomas (o Luxemburguês,o alemão, o italiano, o francês e o inglês. As escolas, lá, servem para ensinar. As pessoas de segunda geração têm uma qualificação muito superior à média portuguesa. Regra geral estão integrados. A segurança social funciona (o desemprego é reduzido, mas existe). Claro que os velhotes pensam regressar a portugal (imaginam que isto está exactamente como o deixaram, há muitos anos atrás). Mas mal chegam cá não se sentem bem. Os jovens, regra geral vêm cá pelas férias, por pressão familiar.
A diferença entre o Luxemburgo e a maioria dos países europeus (a França, por exemplo), é que no primeiro caso o governo de lá preocupou-se com a integração dos emigrantes, e a França não se incomodou. Hoje, em França, a segunda geração tem muita gente, portugueses incluídos, desenraizada, incapazes de se integrarem quer na sociedade de acolhimento, quer no país de origem. No Luxemburgo este problema é diminuto. De realçar que, em ambos os casos, o governo português os ignorou.
… Para a próxima vez, Sr. Pedro Silva, veja se não fala “por ouvir dizer”, se lhe for possível, raciocine. Investigue. De contrário mais vale estar calado do que dizer baboseiras.

Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Raimundo_LULIO said…
Talvez há quatro ou cinco anos, conheci um tipo dos seus quarenta anos que trabalhava como barman, já alguns anos, no Luxemburgo. Conheci-o no casamento de um familiar. Tipo era um espertalhão e desenrascado, o parolo ensinava tudo e todos à sua volta.Tinha deixado a mulher porque esta metera-se na droga e fugira com italiano. Arrotava cifrões por todo lado, o ignorante passava atestados de estúpidez a todos os nativos daqui do bairro. Gabou-se que chegou a namorar a filha do Maire lá do sítio e quando o patrão um italiano (pelos vistos mafioso) ia de férias confiava-lhe a chave da discoteca. Toda esta conversa era intercalada com meia dúzia de palavras que não percebia muito bem se eram termos franceses ou alemães.

Estou cconvencido que o Pedro Silva não tem razão,porventura, há gente honesta e culta entre os emigrantes portugueses no Luxemburgo, mas de facto o ÚNICO emigrante portugues do Luxemburgo que conheci, coincide com toda a caracterização do Pedro Silva.

Estranho não é ?

Sábado, Agosto 19, 2006

dorean paxorales said…
Caro Pedro Silva,

O retrato que faz lembra-me as emigracoes actuais para o Reino Unido. Onde, por sinal, existe um racismo anti-portugues que so’ em Belfast e’ assumido sem pudores.

Apenas um reparo, quanto ‘a parte que diz respeito ‘a Igreja: parece-me uma distorcao um bocadinho forcada da natural religiosidade/tradicionalismo de quem emigra.

Caro tosilva,

Uma critica frequente no seu comentario e’ celebre tiro ao “o governo portugues que abandona os emigrantes”.

Desculpe-me alguma rudeza mas… se a incompetencia do governo por ca’ ja’ levou aqueles senhores a emigrar, acha que e’ em territorio alheio e’ que vai finalmente tomar conta dos meninos?
Olhe que ja’ e’ ma’-vontade…

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Weytjens said…
Ó, Pedrito, fala daquilo que conheces e deixa-nos em paz! A RTP chegou cá e só se interessou por mostrar as realidades que confirmassem exactamente o que se pensa em Portugal dos tristes emigrantes. O resto – os casos de sucesso, de luta associativa, cultural, política, cívica, não eram “lá muito interessante!”
É só aos pobres que é censurado o sucesso material. Como não nos chamamos Bill Gates, Champalimaud, somos esquilos marxistas!

Sexta-feira, Setembro 08, 2006

|*$c0cK_x69*|X|Braga|w@rN!nG* said…
Foda-se nunca vi um blog tão estupido como o teu Pedro Silva não sei que origem és mas portugues não deves ser, mas se fores dou-te um conselho suicida-te assim fazes um favor a comunidade portuguesa, miudos como tu para rebaixarem a nossa nação mais vale nem se quer existirem…

Temos pena de existirem OTÁRIOS como tu…enfim nem todos podem ser perfeitos

Quinta-feira, Outubro 19, 2006

blink said…
A minha sogra quer levar a minha mulher para o luxemburgo e por arrasto a mim e aos meus dois filhos, o que posso fazer?? Sabendo que já tive uma vida folgada a ganhar 4 mil contos por mês e após e um negócio mal conduzido ficaram as dividas e a minha sogra a xaaateaarrr? como se diz aqui no porto tou fudid….. mano!bem mas não é só apesar de ter visto o documentario e subscrever em 100% o tua rúbrica, este mês estive no casamento da minha cunhada, e claro está rodeado de emigras que ainda me assustaram mais pela ignorancia colectiva. Bem para terminar se alguem que resida no luxemburgo tem um bom emprego de web-designer para mim p.f. salve-me porque pelos vistos a minha sogra vai-me fazer a cama lá(no luxemburgo claro) tenho casa a roupa lavada mas so falo português, mas sou experte em informática mais tipo hacker do que técnico portanto faço tudo na web. Fica então o meu endereço (vamos ver se não me arrependo) blink.pt@gmail.com

Sexta-feira, Agosto 24, 2007

Mauro said…
As tuas analises nao sendo falsas, acho que lhes falta uma certa contextualizaçao daquilo que é e continuara a ser os movimentos migratorios. Quem emigra, porque é que se emigra, com que objectivos e como é que a sociedade de acolhimento, acolhe estes fluxos migratorios. Tu analisas a sociedade luxemburguesa baseando-te somente numa emissao que tu viste, uma noite que nao conseguias dormir. Interessa-te por exemplo em analisar com olhos de ver as leis sobre a emigraçao nesse pais, e possivelemnte a hostilidade que essa populaçao continua a ter contra aqueles que quer nos queiramos quer nao sao nossos compatriotas.
Ja saiste de LIsboa? Eu venho de uma aldeia e as imagens que eu posso pintar sao relativamente proximas das que tu pintas, so que faço analises de fundo e nao me baseio somente sobre principios pequeno burgueses, para analisar uma sociedade que eu nao conheço.

Segunda-feira, Setembro 03, 2007

@ac said…
Caro Sr. Pedro Silva.

É lamentavel tal descrição e crítica da sua parte. Não sei o por quê da sua enumeração e descrição.. Mas deve ter surgido por uma revolta enorme dentro de si.
Sou Portuguesa, com muito orgulho, vivo numa cidade de Doutores, estou a meio de uma licenciatura… E como não podia deixar de ser o que me espera para o futuro talvés seja mesmo o desemprego. Nestas situação as pessoas emigrão. Muitas vezes deixando para trás familia, amigos, um meio onde estão integrados.
Não condeno as pessoas que o fazem, pois o nosso país não nós dá oportinidades nem meios para que tenhamos uma vida equilibrada. Daí as pessoas procurarem um pais melhor para viver.
Lamento que a sua ideia dessas pessoas seja tão tacanha ao ponto de se dar ao trabalho de escrever tudo aquilo q li.
Suponho que seja um homem bem colocado na vida, com um ordenado bem (gordo), com uma vivenda bem situada, um carro de alta gama.. Enfim nunca teve de trabalhar no duro para saber como se vive..
Atenção não julgue as pessoas todas pela mesma medida.
Pois cultura e educação não significa tudo..
Cumprimentos.

Sexta-feira, Setembro 07, 2007

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Written by dissidentex

10/01/2009 às 11:40

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