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Archive for Março 2009

SINTRA – ANGOLA – EMIGRAÇÃO – VISTOS – DESEMPREGO

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A vitória do magnifico “regime” que temos manifesta-se em todo o seu esplendor.

Em Sintra, os desempregados fazem filas de 100 metros.

Sem dúvida, típico dos países europeus desenvolvidos (ironia).

filas-de-desempregados-em-sintra

Notícia do Jornal Global de segunda feira 9 de Março de 2009.

Em Março estavam só inscritas em Sintra mais de 14 mil pessoas.

Magnífica República esta que protegeu de tal forma os seus cidadãos que os impediu de chegar a este estado…

E para variar das filas passamos para Angola.

Parece que junto ao consulado angolano existem, (diz quem lá passa) * inúmeras pessoas a fazer fila para tentarem obter visto de entrada em Angola.

O actual regime político português, está a incentivar isso, parecendo não o querer fazer, para não dar muito nas vistas.

E uma das recentes maneiras de o fazer foi estabelecer “conversações” com “José Eduardo democrata dos Santos” o líder angolano pedinchando mais vistos, para portugueses.

José Eduardo, que já anda nisto há muitos anos, meteu os portugueses no bolso e exigiu contrapartidas tremendas.

O regime político português incompetente, traiu mais uma vez os portugueses, precisamente porque está “à rasca” com a taxa de desemprego que não para de subir.

Como tal agora descobriu uma “nova (velha) táctica para a baixar ou pelo menos estagnar: facilitar a saída de portugueses daqui para fora.

vistos-de-entrada-para-portugueses

* Parece que para se pedir um visto para Angola custa 500 euros e é necessário tirar uma senha. E também existem longas filas. Uma nova indústria está a nascer em Portugal: a indústria da “fila”.

filas-para-consulado-angolano

SETENTA MIL EMIGRANTES NOS ÚLTIMOS 3 ANOS

QUE NÃO CONTAM

PARA A

TAXA DE DESEMPREGO PORTUGUESA!

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Written by dissidentex

18/03/2009 at 18:59

MOVIMENTO DE UTENTES DE TRANSPORTES DA ÁREA DO PORTO

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Três activistas do movimento MUT – AMP – Movimento de utentes de transportes da área metropolitana do porto foram condenados em Tribunal a pagar uma indemnização.

A razão pela qual a tem de pagar é típica de um proto estado totalitário.

mut-amp-blog-tribuna-socialista

A imagem acima foi retirada do blog – Tribuna socialista.

Devo acrescentar que sou completamente contra os princípios legais que se chamam:

  • Principio da inamovibilidade dos Juízes.
  • Principio da irresponsabilidade dos Juízes (pelas decisões que tomam).

Supostamente, estes dois princípios garantem a independência do Tribunal e do acto de julgar, mas não é isso que começamos, sistematicamente, a ver acontecer.

Esta decisão acima tomada é uma decisão política, não uma decisão técnica.

A fundamentação da decisão diz que todas as formalidades não foram cumpridas.

Exijo que as pessoas que fizeram o ultimo alarido revolucionário em 25 de Abril de 1974 sejam condenadas por esse mesmo facto: as formalidades necessárias para promover um alarido revolucionário que alterou um regime para deixar tudo na mesma não foram cumpridas.

Este senhor juiz deveria ser despedido.

Mas, devido aos dois princípios acima enunciados não poderá ser, uma vez que os princípios acima enunciados garantem “margem” para que se tomem decisões políticas que passam por ser sentenças criminais.

E parece ser a “isto” que se chama “independência do acto julgar”…

No caso de algum magistrado ler esta critica, argumentará que “o comum mortal que a fez não possui conhecimentos técnicos para criticar”, uma argumentação de autoridade mas de nenhum bom senso, ou ameaçará com processos crime quem faz as criticas porque “ofenderá o bom nome e a honra dos digníssimos magistrados”.

Na parte em que tenha que explicar qual é o bom senso inerente a uma decisão errada como esta nada será dito.

Este poder discricionário baseado em pura força e não em bom senso e autoridade técnica tem que ser retirado aos juízes portugueses.

PETIÇÃO CONTRA DIAS LOUREIRO NO CONSELHO DE ESTADO – A CORRUPÇÃO POLÍTICA

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Aviso: o post seguinte é pago e contém publicidade.  As respectivas marcas e o uso das mesmas são propriedade dos seus autores. Qualquer violação dos direitos de autor será plenamente sancionada dentro dos limites plenos da lei.

Ø

O blog 5 dias.net, num assomo de irreverência e pundonor, decidiu fazer a única coisa que até agora justifica que aquele blog exista.

Decidiu um dos bloggers lá do sitio, lançar e publicitar uma petição “anti corrupção”.

O objectivo da mesma é expulsar o senhor Manuel (Pai já sou Ministro) Dias (Cerebrum precisa-se Já)  Loureiro do Conselho de Estado Português.

Corrupção, sim, mas tanta não…

Ø

PUB

A petição do blog 5 dias é patrocinada por Cerebrum forte, Edição especial – síndroma Dias Loureiro.

cerebrum-forte-amp

Cerebrum forte – “edição especial Dias Loureiro” representa o mais recente esforço dos laboratórios  Milan-Bullshit no combate à perda selectiva de memória observada recentemente em vários locais do Planeta, especialmente Portugal. Neste ultimo país várias figuras proeminentes   da sociedade local foram severamente afectadas.

Cerebrum Forte é um bio intensificado tratamento contido em 10 ampolas de 10 Ml, dosagem diária recomendada.

Para casos de perda de memória relativa a balanços financeiros e escrituras de constituição de sociedades, os laboratórios Milan-Bullshit recomendam 20 Ml diárias.

Milan Bullshit: sempre perto de si, a fazê-lo recordar de nós! Compre já senão não esgota!

FIM DA PUB.

Ø

Penso que a seguir devemos lançar uma petição para que o blog 5 dias feche as portas…

Em baixo vai ser publicitado o texto da petição.

Encontrei-o no Inbetween, um blog do Pedro Fontela.

Apesar do senhor Fontela ter escrito um artigo violentíssimo contra o Blog Dissidente-x onde, entre muitas outras coisas, me apelida de caquéctico utópico, eu que não guardo rancores, decidi, mesmo assim, divulgar esta petição.

Ø

PUB

O artigo violentíssimo contra o blog Dissidente-x é patrocinado por:

henrykissinger-alterado

Precisará a América de uma nova caquectologia externa é um novo manual sobre caquectologia escrito por um brilhante analista utópico caquéctico dos finais do século 20, inícios do século 21. Henry kissinger explica-nos de forma suave, a nova arquitectura mundial caquectológica e utópica, revelando ainda o seu segredo para a escrita deste livro: toma 10 ampolas de Cerebrum forte – edição especial Dias Loureiro, todos os dias.

Promoção: se comprar nos próximos 15 dias, adquire como oferta, 2 caixa de ampolas Cerebrum forte – edição especial Dias Loureiro, para ajudá-lo a não esquecer o que já leu do livro, quando o começar a ler…

FIM DA PUB

Ø

Penso que é necessário higiene em Portugal e começarmos a livrar-nos dos Loureiros que andam por aí. Ou como diz o Fontela:

“…Sendo um gesto pequeno é importante mandar um sinal que nem todos os cidadãos consideram a corrupção política como algo aceitável. Por favor leiam e se concordarem assinem.

Ø

PUB

O texto da petição para a remoção de Dias Loureiro do Conselho de Estado tem o patrocínio de:

Vídeo Disco triplo MÃO MORTA – “Pai sou ministro e o ar nesta latrina há muito tempo que está a cheirar mal”:

album-ao-vivo-tributo-a-dias-loureiro-mao-morta

Os Mão morta são de Braga e constituíram-se, desde a sua fundação numa das mais irreverentes bandas alternativas da actualidade. Neste concerto tributo ao vivo, um DVD que mostra toda a energia animal, e vegetal e cerebral da banda, decidiram homenagear a coragem viva de um homem que luta contra o esquecimento; Dias Loureiro, e manifestarem a sua repulsa contra o ar desta latrina que já há muito tempo está a cheirar mal – uma reminiscência do seu trabalho discográfico de 1998.

Com o patrocínio de Cerebrum forte, caso adquira um exemplar com 10 cêntimos estará contribuir para o combate à falta de memória na área de São Bento (Lisboa e arredores e Cascais e toda a linha, bem como no bairro da Lapa)

FIM DA PUB

Ø

1. Manuel Dias Loureiro é, por indicação do Presidente da República, membro do Conselho de Estado.
2. Enquanto administrador do Banco Português de Negócios (BPN) viu o seu nome envolvido em diversas irregularidades. Dessas irregularidades resultaram problemas graves para aquela instituição bancária que levaram à intervenção do Estado, com graves prejuízos para erário público. A intervenção da Caixa Geral de Depósitos para salvar o BPN será suportada pelo dinheiro dos contribuintes.
3. Ouvido em Comissão Parlamentar de Inquérito, o ex-administrador e actual conselheiro de Estado desmentiu o vice-governador do Banco de Portugal sobre uma conversa por eles tida, dando assim a entender que este estaria a mentir aos portugueses.
4. Na mesma Comissão Parlamentar de Inquérito, o conselheiro Manuel Dias Loureiro mentiu, como comprovam documentos entretanto tornados públicos, sobre o seu envolvimento num negócio da Sociedade Lusa de Negócios em Porto Rico.

Tendo em conta:
1. Que o Conselho de Estado é um órgão de soberania não electivo que deve merecer toda a dignidade institucional e deve estar, pelas importâncias funções que pode desempenhar em momentos de crise, acima de qualquer suspeita;
2. Que o conselheiro Manuel Dias Loureiro tem assento naquele órgão por indicação do Chefe de Estado, e não por inerência, e que todos os seus comportamentos põem em causa o bom-nome do Conselho de Estado, da Presidência da República e do País;
3. Que mentir a uma Comissão de Inquérito Parlamentar é um acto de enorme gravidade cívica, legal, política e institucional, ainda mais inaceitável quando vindo de um conselheiro de Estado;
4. Que permanência do conselheiro Manuel Dias Loureiro naquele órgão lhe garante imunidade;
Os cidadãos portugueses abaixo-assinados apelam ao ainda conselheiro Manuel Dias Loureiro que, a bem do bom-nome daquele órgão de soberania e da democracia e dando um sinal claro de que não vê o seu cargo como forma de protecção e que quer o cabal esclarecimento de todos os factos, se demita do Conselho de Estado.
E que, caso este teime em não o fazer, o Presidente da República, que o indicou para o cargo, deixe claro que este conselheiro de Estado já não conta com a sua confiança.

Ø

Pode-se assinar esta petição lá em cima na primeira ligação inserida.

OU AQUI

O SISTEMA FINANCEIRO É QUE INTERESSA, O RESTO QUE SE LIXE (INGLATERRA)

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Um dos grandes problemas actuais do mundo é o facto de ser o sistema financeiro e todos os apêndices a ele ligados (bancos, seguradoras,etc) mandarem de facto no planeta, apesar de todas as dissertações em contrário que dizem que não é assim…

Outro dos grandes problemas é o facto de a generalidade das pessoas, persistir em não ver que a situação é, de facto, essa.

Q2uando um conjunto de interesses apoiados no dinheiro  contactos privilegiados, e capacidade de persuasão se mexem exigem comando. Exigem poder. Exigem mandar. Exigem um “ambiente” que os beneficie.Exigem um ambiente que aumente o poder que tem.

E como exigem comando e poder e um ambiente favorável, exigem que o resto siga, mesmo que  esse seguidismo seja contra os interesses do resto.

O resto pode ser entendido como ” o resto da sociedade…”

Depois surgem os pequenos pormenores que confirmam que está um ataque a ser feito ao “resto” e que estas forças que tem poder tentam moldar e impor a sua visão do mundo.

E como é essa visão do mundo?

É simples.

Afirma-se que um determinado sector – normalmente o sector que pertence ou que gera dinheiro e poder a quem quer definir (ainda mais) as coisas a seu bel prazer – deve ser defendido a todo o custo.

Por oposição a todos os outros sectores dos quais deve ser retirado qualquer tipo de esforço para os conservar.

O sistema financeiro e os poderosos interesses por detrás fazem isto sistematicamente há muitos anos. Os resultados estão à vista.

No entanto continua-se a querer mais do mesmo.

Ø

Este post é dedicado à Sabine.

Uma vez disse-me (e as dúvidas dela eram perfeitamente legítimas e lógicas) numa caixa de comentários (não encontro o comentário…)  que não sabia o que deveria pensar das minhas alegações acerca do Plano nacional de turismo português (dissecado em 4 posts), destinado a transformar Portugal num micro hotel em ponto grande.

Portugal deveria ser rentabilizado turisticamente…

Devendo o país abdicar de outras coisas, nomeadamente manufactura…

Acontece que membros do actual governo Inglês pensam da mesma maneira. Relativamente à Inglaterra e ao que nela deve ser feito.

Numa notícia do The telegraph, 3 de Março de 2009, um alto funcionário /conselheiro o Governo Britânico antes da queda do Banco Northern Rock, produziu, num relatório sobre a industria da defesa inglesa o seguinte:

“Only high-quality professional services, financial services and the City of London have any real value and they should be supported at all costs. The rest of the country can be turned over to tourism.”

Tradução a martelo: Apenas serviços de elevada qualidade, serviços financeiros e a City of London (Bolsa de valores) tem real valor e devem ser apoiados a todo o custo. O resto do país pode ser entregue apenas a actividades turísticas.

turismo-em-inglaterra-gordon-brown

É um alto funcionário de um governo que passa por ser “de esquerda”…a dizer o que diz.

Como se diz na ultima parte sublinhada a azul, desvaloriza-se a defesa e as restantes actividades.

Num país como a Inglaterra, com aspirações a grande potência, os interesses financeiros já se atrevem a dizer publicamente o que pensam.

Que o país apenas deve ser uma plataforma giratória financeira, devendo submeter-se ou deixar que os EUA a defendam… na área da defesa.

O resto?

O resto que se lixe.

O COMPUTADOR MAGALHÃES, A INTEL E A MICROSOFT

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O computador Magalhães é um verdadeiro achado. Até, pasme-se, já é um caso de estudo da Intel. Diz a própria Intel, claro, em 7 de Outubro do ano passado…

magalhaes-caso-de-estudo-da-intel

Nota lateral

Analise-se a frase: “…estamos a procurar incluir o “e-learning” ( ensino à distância pela Internet)…”

Como é “à distância”, e no futuro – excluirá (irá tentar-se isso, evidentemente…) – a necessidade de professores humanos, uma vez que a “distância” gerará provavelmente programas automáticos que produzirão respostas em vez dessa coisa aborrecida que é perguntar a um professor…e obter uma resposta. Seráo “ensino de consumo imediato…”

Ou, possivelmente,  gerará um professor num qualquer local a falar para 100 mil alunos, ao mesmo tempo?

Cito “computador Magalhães e como este ajuda a destruir a escola”, na seguinte parte:

“(2) Outra forma de – a médio prazo – transformar os alunos em algo pior do que já são, é através deste brinquedo, proceder à desautorização completa da figura do professor, mais ainda do que ela já está.

Um professor afirma algo, e numa página acessível pelo computador está lá dito o contrário. Ou algo que não tenha nada a ver com o assunto.

Como se defende o professor desta situação?

Vamos antes pensar ao contrário: o objectivo é – também – retirar importância ao professor enquanto pessoa e profissional.”

Ø

Escusado será dizer que qualquer ideia de pensamento reflexivo e critico sobre o que se está a aprender desaparece com o “e-learning” via Magalhães ou outra coisa qualquer do mesmo estilo.

Ø

Voltemos à notícia do Expresso, e à responsável da Intel, Lila Ibrahim. E à “graxa” e elogios que esta dá ao pseudo projecto português.

A dada altura a senhora declara isto:

“…Lila Ibrahim considera que o mais importante é o projecto global de modernização do ensino básico (e-escolinhas), incluindo as aplicações de software e os conteúdos nacionais (por exemplo, a Diciopédia). Afinal, aquilo que torna o Magalhães diferente dos outros projectos ClassMate PC existentes no mundo.”

Como se fosse uma coisa “extraordinária a inclusão da Diciopédia no projecto – um produto, salvo erro, da Porto editora... uma entidade que tem extensos contactos com o Ministério da educação desde há anos…

O problema é que o Software é pago e bem pago; gerador de “imensos interesses”, quando poderia ser o  Estado Português a criar ou mandar criar software “livre” para isto, de raiz; ou aproveitando e melhorando o existente.

Ø

Lila Ibrahim que é a directora da Intel para os mercados emergentes, preparou-se bem. Sabedora que a psique nacional portuguesa carece de estima, preparou um discurso onde se diziam umas coisas específicas para lamber o ego aos portugueses e estes ficarem (como sempre ficam) muito satisfeitos por uma estrangeira tão importante os elogiar. E cita-se:

“Visito 20 países por ano, vejo muito tecnologia a ser usada no desenvolvimento económico e social, mas não encontrei nenhum projecto tão ambicioso e bem estruturado”

Aqui temos um argumento de autoridade e conhecimento. Visita 20 países e não viu nada como o que está a ser feito em Portugal com o Magalhães.

Importa dizer que:

Mesmo que tivesse visto não o diria. Uma das frases de propaganda deste produto é o facto de ser um projecto “único” ( quantas vezes já escutamos o senhor José Sócrates a dizer elogios ao Magalhães e ao seu governo utilizando este argumento…) por isso se Lila Ibrahim está a vender um produto, terá forçosamente que salientar as características únicas do mesmo, precisamente para aumentar o desejo de quem compra por esse produto…

Isto é o “básico” da publicidade…

E com o Bónus adicional que o produto não é único, mas sim uma adaptação do Intel Class Mate PC que a empresa chamada Intel fez – a criação de um Notebook de baixo custo para países subdesenvolvidos…

Na continuação dos discursos e dos elogios Lila Ibrahim diz ainda que:

“O Magalhães pode transformar-se no pólo de atracção para o desenvolvimento de “software” e conteúdos e até da produção de periféricos (por exemplo, o microscópio). Isto é uma oportunidade única, porque Portugal está a transformar-se num caso de estudo mundial”.

Repare-se: “pode” transformar-se e não “irá transformar-se”.

Pode é uma hipótese, um futuro hipotético qualquer. Nada aqui está assegurado.

Nota hilariante lateral: a produção de microscópios (periféricos?!?!) por causa do Magalhães é apenas chamar-nos imbecis…

Contudo:

O desenvolvimento de software e conteúdos estava assegurado, se isso fosse deixado ao cuidado desta empresa, que já produz software livre e bem desenvolvido desde pelo menos 2001.(Ou de outras que, concerteza, surgiriam…)

O problema é que esta empresa é (1) exclusivamente portuguesa e (2) trabalha software, usando um  (3) sistema operativo de que a Intel não gosta… e como não gosta conseguiu persuadir o governo português (com um dedo de ajuda da Microsoft, suponho)  a fazer com que o software instalado no Computador  Magalhães arranque em dual boot (duplo arranque) como se pode ver exemplificando,  na imagem abaixo, um computador organizado segundo esta lógica, embora neste caso usando um Linux Ubuntu, instalado ao mesmo tempo com um Windows Xp.

dual-boot

Isto é, o utilizador ao ligar o computador escolhe qual o sistema operativo a utilizar.

Conhecedores do perigo de deixarem os Magalhães virem só de raiz equipados com o “Linux Caixa mágica”, a Intel (e a Microsoft) fez “pressão” para (aqui utilizou o argumento da liberdade de escolha do utilizador…) para que viessem em dual boot instalados ambos os sistemas operativos.

O utilizador que apenas conhece Windows, não muda para Linux e assim se perpetua o ciclo.

A coisa é tanto mais grave quando estas cópias de Windows são pagas principescamente. Mais abaixo irá ver-se porquê.

Ø

Aqui vamos de viagem pela Blogosfera. Remeto para este post do blog bit.ate . org /José Rocha. E transcrevo:

...e dos milhões que uma “plataforma” candidata anda a mamar mesmo de forma ilegal, mais uma estrondosa evidência de como os nossos impostos andam a ser muito mal geridos:
– Direcção-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos, acaba de oferecer cerca de 10 milhões de € do erário público à M$ para, pasme-se, “Renovação do Licenciamento de Software – Microsoft“!

É fartar, vilanagem!

Ø

E já agora, mostre-se uma pequena imagem por mim retirada a partir da ligação do Bit.ate sobre o dinheiro gasto em licenças:

software-microsoft-comprado-pela-administracao

O primeiro “valor que ali está significa que DEZ (10) MILHÕES DE EUROS foram pagos à Microsoft em licenças de utilização de software.Apenas só no primeiro valor…eapenas só durante um ano. No ano a seguir continua-se a pagar licenças e assim sucessivamente…

Ø

Quais são os valores pagos pelo Estado Português para vir lá nos computadores Magalhães o software da Microsoft?

– Aparentemente nenhuns porque  “aquilo” parece ter sido instalado de borla.

Mas os custos estão noutro lado. O não desenvolvimento de casas de software portuguesas na área do Linux, que desenvolvessem software é uma realidade. É assim que se travam concorrentes…e se asfixiam projectos autónomos de países em vias de desenvolvimento…

Ø

Voltando à directora da Intel; como boa vendedora, Lila Ibrahim, oferece -também – uma promoção.

A promoção tem a forma de uma “cenoura”, um incentivo ao apoio à Intel e ao Magalhães e por inerência ao negócio todo que está por detrás disto. E cite-se:

“…Por isso, Lila Ibrahim espera que dentro de um ano o sector português de software já tenha criado um número significativo de aplicações e conteúdos, porque “o mercado de 500 mil Magalhães já é relevante”…”

O “mercado” é relevante para a Intel e para a Microsoft, uma aliada de longa data da Intel. Só.

Para os pais, para os consumidores, para os cidadãos, para as empresas, que pagam o orçamento de Estado é ruinoso este negócio.

Além disso a senhora “espera” que. Mais uma vez uma “frase hipotética” e vaga…

Ø

E porque é que tudo isto é dito?

Porque existiu em Portugal uma recente polémica acerca de um erro no Magalhães, (apresentada como um erro no Magalhães…) relacionado com um software chamado Gcompris e os erros de escrita do produto.

E repare-se nesta notícia (Jornal Destak) em que se vai despachar Magalhães para Macau. A coisa é tanto mais estranha quando ainda existem pessoas em lista de espera para receberem Magalhães, em Portugal,  mas enfim…

Observe-se e veja-se na imagem abaixo, retidado de uma notícia no Jornal Destak -11 -03 -2009,  como o responsável da JP Sá Couto faz lobby a favor da Microsoft:

destak-caixa-magica-linuxPessoalmente, não acredito – nem sequer por um instante – que um responsável por uma empresa de informática que monta computadores, não saiba que não existe nenhuma empresa chamada Linux, a preparar um programa chamado Caixa Mágica.

Este senhor está dentro do meio informático, e saberá o mínimo dos mínimos; saberá que existe uma empresa chamada caixa Mágica, que se dedica a produzir sistemas operativos em sistemas Linux.

E que essa empresa fabricou um sistema Linux chamado Caixa Mágica.

Ou é o responsável a dar uma “facada” ou é o jornalista que fez a notícia que não estava a perceber nada do que estava noticiar.

Qualquer das duas hipóteses é péssima.

Pelo meio temos mais uma vez a mistificação das coisas.

Esta hipotética “internacionalização” do Magalhães é muito boa, mas para a JP Sá Couto. Como aliás se vê em tudo, isto, na parte em que o responsável pela maquina, diz que nada tem a ver com os conteudos.

São os conteúdos e a forma como são feitos que gerarão dinheiro e rendimentos futuros e não a montagem do produto. Tudo o resto continua a ser o que era: licenças de software principescas a serem pagas à Microsoft, bloqueio das casas de software portugueses, e transferência de dinheiro para os bolsos de algumas pessoas.

Pelo meio, evidentemente, ataca-se o modelo de negócio – MUITO MAIS BARATO E DE MELHOR RETORNO PARA PORTUGAL – criado pela Caixa Mágica (e outras empresas que surgiriam).

Quem deveria “parar” isto seria oa ctual governo; o que vemos é o actual governo a incentivar isto.

Retire as conclusões quem quiser.


Written by dissidentex

12/03/2009 at 15:20

A UNIÃO NACIONAL DE CAVACO SILVA

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Existem Estados socialistas.

Existem Estados comunistas.

Existem Estado democratas.

Existem Estados liberais.

Existem Estados Totalitários.

Existem Estados falhados.

Existem “não Estados.”

E existe Portugal, o Estado a que isto chegou.

Ø

Quando um regime político está a dar as últimas, o que os seus principais responsáveis fazem é apelar ao “povo” para que este “resolva” os problemas que os seus principais responsáveis políticos criaram e que criaram conscientemente.

Há uns dias inseri um post sobre o patético e miserável pedido de apoio a imigrantes feitos pelo senhor Cavaco Silva, um dos grandes responsáveis pelo estado actual das coisas. Mas que espera que todos nos esqueçamos disso. Chamava-se, Portugal, Cavaco Silva, emigração e a mediocridade de um regime.

Estava este post relacionado com a patética tentativa de “enganar emigrantes” convencendo-os a virem investir e depositar dinheiro em Portugal.

Depois de anos seguidos a fio, se incentivar um discurso e uma prática política anti Portugal, de se dizer que “agora não existem fronteiras”, “estamos inseridos num vasto espaço europeu ou mundial” , “estamos integrados na economia mundial”; agora que as coisas estouraram, recorre-se a métodos do passado com apelos patetas aos imigrantes para que ajudem o país.

Ø

A coisa é no entanto pior.

cavaco-silva-apela-a-uniao-2006

Em 2008 (Jornal Destak)  dizia o senhor o seguinte e importa notar como é – esta linha de discurso – perversa.

Mas reveladora de muita coisa.

Deve-se “valorizar” os 5 milhões de pessoas que vivem fora (a questão de saber-se porque é que foram obrigados a viver fora, não é mencionada…) mas ao mesmo tempo deve apoiar-se a internacionalização das empresas portugueses (por internacionalização das empresas portuguesas entenda-se que estas devem sair de Portugal e venderem ou criarem empregos lá fora).

3 anos depois diz-se que (a partir do post já anteriormente ligado)

Um Portugal que se sente legitimado para pedir o apoio dos portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro tem de estar à altura de responder às necessidades desses mesmos portugueses e de tudo fazer para promover a sua ligação ao país”.

Juntando uma coisa a outra deve-se depreender que os imigrantes portugueses deverão mandar dinheiro para Portugal para continuarem a “sustentar” o actual estado de coisas.

Paralelamente, e em “troca” o país irá responder às necessidades destes mesmos portugueses (uma frase totalmente oca e sem significado verdadeiro nenhum), e ajudá-los a serem inseridos num esforço de promoção da sua ligação ao país.

¤

Mande dinheiro para Portugal.

Em troca oferecemos gratidão e dizemos-lhe que você está ligado a nós.

Fique muito feliz com isso.

Como se pode recusar uma oferta tão boa? (Estou a ser irónico…)

Ø

Seria de esperar que o dinheiro solicitado  fosse para “ajudar” a criar DIRECTAMENTE empregos em Portugal, mas verifica-se que não.

O pedido de dinheiro e de ajuda aos cinco milhões de Portugueses é – conclui-se isso – para que ajudem o “regime” –  não o país, que regime e país são coisas diferentes, note-se – a manter-se à tona.

O objectivo: evitar motins e uma alteração do regime; ajudando a manter as pessoas  “calmas ” e controladas, enquanto as empresas portuguesas alegremente se internacionalizam e criarão empregos “fora de Portugal”.

Isto é um excelente negócio, para as empresas portuguesas e para certos interesses financeiros cá dentro do país e aqui  cita-se um excerto de Pedro Fontela:

” Há vinte e muitos anos que todos os sectores da elite empresarial/política tentam convencer a população portuguesa que o caminho a seguir era o da eliminação do Estado enquanto elemento económico e que qualquer plano que vise garantir qualquer autonomia local é mau a não ser que se entenda por economia local não a criação de riqueza e bens usando os nossos próprios recursos mas sim a preservação dos magnatas de origem nacional – que alegremente nos vendem a todos a vários governos e interesses de fora por menos de 30 moedas de prata…”

e nós todos – a população portuguesa – ainda pagamos impostos para termos um caixeiro viajante travestido de Presidente da República para falar e defender coisas que são completamente contrárias aos nossos interesses…

Ø

E em 2008, relacionada com 2009 e o Orçamento de Estado, (Jornal Destak) o mesmo Cavaco Silva continuava a apelar à “União” (vamos safar as pessoas “ricas” que estão com problemas…) embora desta vez num discurso interno, virado para dentro do país. Parece que era necessário:

…“procurar mobilizar todos, responsabilizar todos” para que seja possível ganhar “confiança acrescida para enfrentar os obstáculos” que existem pela frente….”

De facto isto é fenomenal.

E cito CJT em directo do Fractura.net

... É necessário que as associações patronais desçam à terra e abracem a causa como iguais, a bem da sociedade. É necessário que os representantes sindicais estejam aptos a tomarem decisões em consciência, pelos e para os trabalhadores. É necessário que os trabalhadores sejam instruídos no que ao estado da empresa respeita. É necessário, por fim, que o governo fiscalize activamente as manobras das empresas e das instituições de crédito que, à boleia da crise, parecem ganhar oportunidades para lidarem com a sociedade do trabalho como muito bem lhes apetece.
É necessário, em suma, que aconteça tudo o que Cavaco teria impedido que acontecesse ao tempo em que era governo.

Ø

Descontando a ironia óbvia (Cavaco Silva nunca impediu NADA quando era governo…)  o mesmo CJT tem um lema no seu blog que se aplica com propriedade ao discurso de Cavaco silva de “União nacional”.

“If you can´t dazzle them with brilliance, baffle them with bullshit“.

Tradução a martelo: Se não consegues deslumbrá-los com brilhantismo, surpreende-os com tretas que parecem verdades.

Written by dissidentex

10/03/2009 at 16:33

O COMPUTADOR MAGALHÃES, OS INTELECTUAIS E A REVISTA LER

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revista-ler-capa-antonio-barreto(1) Para se conseguirem audiências convida-se uma pessoa conhecida, das artes e das letras, da academia.

(2) Põe-se a imagem dessa pessoa na capa da revista para a qual se convidou uma pessoa conhecida das artes e das letras, da academia.

(3) Faz-se uma entrevista a essa pessoa conhecida, oriunda das artes e das letras da academia, e retira-se uma frase que a pessoa conhecida disse. Uma frase bombástica ou aparentemente bombástica que chamará a atenção de quem a veja na capa e depois queira adquirir a revista.

A frase é ” O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal”.

(4) E assim se alcança o efeito pretendido: notoriedade.

Importa notar que o conteúdo da mensagem de António Barreto é “contra” uma lógica de mercantilização e de alienação que o uso do (computador) Magalhães criará numa sala de aula. Também é contra a lógica “de mercado” e de marketing chico esperto da direcção editorial da revista Ler.

Isto num puro domínio da “ética” e dos princípios…bem entendido.

E a revista não nos desmente, antes confirma.

Ao lado do titulo com a imagem de António Barreto e a frase

” O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal”.

está a frase

“…os intelectuais:podemos acreditar neles”?

Ø

Barreto é a doença e o antídoto de si mesmo. É simultaneamente apresentado na capa desta revista como uma “voz de autoridade” e ao mesmo tempo é rotulado de ” intelectual, ao qual se planta a duvida de não ser (em) credíveis para podermos neles acreditar.

Ora… se António Barreto é visualmente apresentado com o suposto ar mitológico imaginado do que será um “ar intelectual” (um tipo velho, de barbas, de ar sábio, com um livro na mão) para corroborar a imagem e a frase relacionada com o Magalhães;

ao lado de António Barreto surge uma frase a atacar os intelectuais. A comparação e o paralelismo é óbvio…

Eis como se faz um exercício desonesto pseudo cultural e se desvaloriza uma opinião “bombástica” para a qual se trabalhou para se obter, apenas para ao lado dessa opinião bombástica, estar uma frase a destruir.

Numa simples capa esta revista atacou mais a leitura, ao destruir desta forma assassina e “silenciosa”, a critica de António Barreto ao computador e ao ideal de sociedade que está por detrás da ideia, do que mil Magalhães a trabalharem em várias salas de aula.

Artigo relacionado com “Computador Magalhães e como este ajuda a destruir a escola”

Written by dissidentex

09/03/2009 at 18:26

COMPUTADOR MAGALHÂES E COMO ESTE AJUDA A DESTRUIR A ESCOLA.

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revista-ler-capa-antonio-barretoApesar de não ter grande simpatia por  António Barreto, aquela frase na capa da revista é inteiramente verdadeira.

(1) Oferecer um computador quase com ar de brinquedo, equipado com placas gráficas topo de gama  (placas que melhoram a performance visual e de velocidade de software que necessite de muito grafismo e melhor imagem, como o são os jogos de computador…) a alunos do ensino primário e secundário é o equivalente a atacar a tiro esses mesmos alunos no que a leitura – ao incentivo de hábitos de leitura – diz respeito.

(2) Outra forma de – a médio prazo – transformar os alunos em algo pior do que já são, é através deste brinquedo, proceder à desautorização completa da figura do professor, mais ainda do que ela já está.

Um professor afirma algo, e numa página acessível pelo computador está lá dito o contrário. Ou algo que não tenha nada a ver com o assunto.

Como se defende o professor desta situação?

Para o actual Ministério da educação/ governo em funções não se defendem os professores desta situação…

(3) E já não mencionando o problema da fidedignidade das fontes… que aparecem por toda a Internet.

Vamos antes pensar ao contrário: o objectivo é – também – retirar importância ao professor enquanto pessoa e profissional.

Assim se consegue a médio e longo prazo… melhor chegar a uma posição de “melhor controlo” da sociedade no seu conjunto.

A máquina de produção de alienados sem consciência de si mesmos, que mal sabem ler  e compreender começou a ser posta em funcionamento…

É a nova natureza do novo totalitarismo.

Esconde-se atrás da tecnologia.

Artigo relacionado com “Computador Magalhães, os intelectuais e a Revista Ler

Written by dissidentex

08/03/2009 at 22:10