DISSIDENTE-X

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2009:PROGNÓSTICOS ANTES DO FIM

Cenário Partido socialista

A) Maioria absoluta

Algo quase impossível de acontecer, mas… Exteriormente pessoas do PS afirmam desejar este cenário, na prática será o pior que lhes poderá acontecer.

Com maioria absoluta, apenas se tornarão mais autoritários e autocráticos, o poder dentro do partido concentrar-se-á mais no actual primeiro ministro e a erosão política do PS será gigantesca.

Como irão resolver os problemas que existem mesmo com maioria absoluta, se até aqui não o conseguiram fazer, apenas rearranjaram e mudaram de lugar os problemas?

B) Maioria relativa

Um cenário provável que, grande parte dos membros do actual partido querem ou acham poder vir a acontecer. É um problema idêntico ao do cenário anterior, com algumas diferenças.

Possibilita que “em nome da pátria”, se fale cada vez mais da existência de um imperativo categórico – uma possibilidade de coligação; presumivelmente um bloco central – que é do agrado dos membros do PS e dos do PSD. (Embora não o digam)

A pátria, dotada de costas largas, será o motivo pelo qual altruísticamente se irá provavelmente avançar para essa solução em nome da salvação da mesma ( isto é, manter tudo como está.)

É um cenário mau também para o PS, uma vez que os obriga a ter que fazer qualquer coisa…

C) Partido socialista perde por poucos.

Este é o cenário (desejo) secreto mais desejado pelos membros do PS. É o mel secreto que se deseja. Alijar responsabilidades e ficar na confortável situação de plateia em que se tem suficiente influencia para condicionar o jogo, mas pode-se estar de fora a fazer “discursos de esquerda”.

D) O partido socialista perde por muitos.

Um cenário que não parece ser provável de poder acontecer. Uma campanha de medo baseada na instilação de medo nas pessoas dizendo-lhes que “Ou nós ou caos” ( como se o que tivemos até aqui não estivesse próximo do caos…) impede que a população – tolhida de medo – queira verdadeiramente castigar eleitoralmente um partido péssimo, sem ideologia de qualquer espécie, que produziu 4 anos de governação completamente imbecil.

No futuro, tal irá acontecer, quando as mitologias de uma pseudo esquerda caírem e as alterações demográficas no eleitorado assim o produzirem – fazendo o PS chegar ao nível a que o PCP está…

Ø

Cenário PSD.

A) Ganham com maioria absoluta.

Pouco provável que aconteça embora coisas mais estranhas já se tenham passado em actos eleitorais.

A arrogância de Manuela Ferreira Leite, e o deslumbramento dos apoiantes da mesma, fazem-nos poder acreditar que até isso é possível.

Sentem o cheiro do poder, e o cheiro da vontade em terminarem de desmantelar o Estado português – isto é, terminarem o que o Partido socialista começou.

B) Vitória com maioria relativa.

Cenário mais provável, mas mesmo assim difícil, excepto para os apoiantes da mesma. O actual PSD parece “esticado eleitoralmente até ao limite” , embora exista a secreta ideia e regozijo de uma vitória com maioria relativa, para depois “negociar” em posição de força uma solução boa, para os próprios e péssima para o pais: um bloco central.

C) Derrota por poucos.

Contrariamente ao PS, esta solução é má para o PSD e para a actual liderança. Necessita urgentemente este partido de chegar ao poder para “voltar a poder colocar pessoas em cargos” e para desmantelar o que resta do estado e dos sectores económicos que os grupos de interesse por detrás deste partido, querem abocanhar – a maior parte sectores económicos subtraídos à concorrência internacional…

Um derrota por poucos não possibilita nada disso, nem garante uma coligação pós eleitoral, garantindo no entanto, uma luta interna feita pelas diversas facções que se aglomeram dentro daquele saco de gatos de interesses.

D)Uma derrota por muitos.

Seria merecida, mas não irá acontecer. É um partido dividido em 3 facções, (qual delas a mais absurda…) que se desmembraria em lutas enormes se tal acontecesse.

Ø

Cenário Bloco de esquerda

A) Sobem a votação para 15%

Seria um tremendo resultado e colocaria o BE a jogar o jogo da entrada na primeira divisão política.

Não parece provável, devido à relativa má campanha do bloco.Apenas Francisco Louçã, dá a cara pelo bloco – ou por estratégia previamente definida ou apenas por oportunismo dos restantes dirigentes que estão á espera de ver o que isto dá.

Se der bem, aparecem. Se não der passam responsabilidades para Louçã.

Este cenário aumenta as tensões internas dentro do Bloco entre os oportunistas que querem uma coligação do BE com o PS ( um erro estratégico brutal se o Bloco o cometer), mas que é necessário a esses oportunistas, para continuarem a ser “visiveis”.

B) Entre 10 a 12 %

Constitui um bom resultado e é o cenário mais provável.

O Bloco irá beneficiar de descontentamento de imensas pessoas e irá ter aumento de votação.Isso servirá para apaziguar o relativo descontentamento dos oportunistas do Bloco e as tensões entre as diversas facções uma vez que a subida eleitoral disfarça as divergências de opinião dentro do Bloco em muitos assuntos, nomeadamente entre a questão de se saber se o partido vai para o governo coligado ou não.

Os oportunistas querem uma coligação – preferem ser Reis por um dia dos que príncipes durante duas legislaturas.

C) O Bloco desce a votação.

Pouco provável, apesar da campanha do Bloco ser um relativo fracasso. Apenas Francisco Louçã dá a cara e diz muito do que deve ser dito, mas na ultima semana tem sido completamente deixado sozinho a defender certas posições.

No futuro quando tal acontecer, a implosão acontece.

Ø

Cenário PCP

A) O PCP sobe a votação.

Não parece grandemente provável que suba muito, embora no partido comunista, uma qualquer ténue  subida de votação seja imediatamente apontada como uma grande vitória, das massas oprimidas contra o grande capital.

A tensão aqui reside na possibilidade de se começara falar numa “coligação” entre o PS+ PCP+BE, para formar um governo de salvação da pátria em coligação.

O PCP deixou que esse aroma político aparecesse no ar, até para dar alento aos seus militantes.

B) o PCP mantém a votação (+ ou – )

Parece ser o cenário mais provável o que constitui uma enorme vitória para este partido. Submetido a pressões extremas, isolamento político, e envelhecimento da sua massa adepta, é mesmo assim uma demonstração de força conseguir manter o status quo, mais a mais com o Bloco a “existir ao lado”.

C) O PCP desce.

Não é ainda para já. Serão sempre descidas controladas e lentas…

Ø

Cenário CDS

A) O CDS sobe

Parece ser relativamente provável este cenário. Apelar aos medos irracionais das pessoas, fazer demagogia sistemática em todas as intervenções, prometer ilusões patrióticas mas de defesa de grupos específicos (os mais ricos) e defesas apaixonadas do que é nacional, sempre fez ganhar votos aos demagogos anti democratas.

Com o CDS isso não é excepção.

Beneficiam ainda de pessoas que não querem votar nem PS, nem PSD porque não se revem em ambos os partidos, e dessa forma votam CDS.

É  aliás assim que este partido ganha a ilusão que é muito maior do que aquilo que é.

Na realidade é apenas uma versão (ainda mais) ridícula à direita do que é o PCP…na esquerda…

B) O CDS desce

Não é muito provável, uma vez que a o clima político propicia a que os demagogos ganhem votos e a campanha CDS é o cumulo da demagogia.

Acaso descessem a votação, a contestação interna ao senhor Portas cresceria e este teria que ir fazer demagogia para um qualquer outro lado..

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Written by dissidentex

21/09/2009 às 12:26

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