DISSIDENTE-X

Archive for Janeiro 2010

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (2)

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11. Revisão histórica.

Consiste na omissão de reacções negativas a uma noticia ou opinião que se quer veicular; que são substituídas  pela criação de reacções positivas feitas pelos próprios.

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12. Ganhar o “espectador/consumidor/cidadão”.

Cultivar de forma massiva a boa vontade e a lealdade/fidelidade do “espectador/consumidor/cidadão” fazendo a cobertura de “histórias de interesse humano e “de fazerem chorar as pedras da calçada” .

É feito através do uso de pessoas de “quem se gosta” – que são atractivas para o espectador(consumidor/cidadão e que sejam pessoas com as quais o cidadão/consumidor/espectador se possa identificar e sentir como “próximas de si”.

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13. Com ênfase e muita repetição.

Cobrir histórias/ assuntos/ temas que estejam de acordo com a agenda de interesses de quem os promove sistematicamente… e sistematicamente…e sistematicamente…

Uma variação moderna da expressão “lavagem ao cérebro…”

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14.”Os especialistas”

Convidar frequentemente pessoas que sejam apresentadas como tendo “credenciais”.

Pessoas que possam fazer-se passar por “especialistas”, professores, gurus, Deuses vivos, ou outros títulos que fiquem bem.

Muitas vezes, ou dito de outra maneira, frequentemente, estes exércitos de especialistas auto nomeados ou designados tem conflitos de interesse, um interesse pessoal ou profissional, um interesse financeiro ou familiar  ou de promoção na carreira, investido no assunto para o qual foram “convidados” a debater; ou alguma outra filiação política, religiosa ou ideológica (pertencer a sociedades secretas…) que não é mencionada, e relativa ao ponto de vista que se espera que promovam, e que adultera a “limpidez da opinião…”

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15.”Repetir sistematicamente uma mentira”

A repetição frequente de uma mentira leva a que o cidadão/ consumidor comum comece a acreditar ser verdade aquilo que se diz…pois se a “televisão disse”…

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16.Vilipêndio e criação de vilões e de imagens de vilões…

Pessoas ou personalidades cuja opinião política ou posições acerca de um certo assunto se quer que sejam suprimidas ou abafadas são subtilmente (ou não tão subtilmente, por vezes…) vilipendiadas ou apresentadas como sendo “possíveis vilões”.

Normalmente esta supressão/sabotagem destas pessoas é feita exponenciando ou aumentando assuntos perfeitamente banais ou triviais ou opiniões que estas pessoas e personalidades, por acaso simpatizem, e que não seja considerado de “bom tom”simpatizarem.

Assim se faz uma boa tentativa de assassínio de carácter…

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17.Falar em “Jogo de equipa” e manter apenas os “jogadores de equipa”.

Se, por exemplo, um apresentador de notícias ou jornalista ou editor de notícias tem a opinião considerada como “errada”… é despedido, e substituído por alguém que tenha a opinião correcta.

Passado algum tempo, só as notícias do “sistema” passam para a população…

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18.Opiniões editoriais metidas dentro de notícias.

No “jornalismo”, os artigos de opinião são normalmente o, ou fazem parte do “editorial” .

É ai onde a “opinião” é expressa.

Mas as “visões editoriais” veiculando “opiniões à medida de quem defende certos interesses podem ser introduzidas como sendo “notícias”.

Dessa forma, consegue-se “programar” o leitor ou espectador…

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19.Mentiras apresentadas como sendo “verdades”

Fazer correr uma história ou um “titulo de capa” que se sabe não ser verdade, mas que corrobora o ponto de vista que se quer fazer impor; apenas apoia o ponto de vista que se quer “vender”.

Subtilmente, também, e a seguir, traduz-se algo mal ou cita-se algo incorrectamente para “vender este tipo de história”.

Alternativamente, publicar ou apoiar sondagens que tenham como objectivo mostrar um determinado resultado desejado pelos grupos de interesse que o desejam.

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20.Decidir quem é “saudável e pode ser mostrado ao espectador/ouvinte/cidadão.

Apresentar notícias ou pontos de vista que se quer que sejam “suprimidos” , sendo essas notícias apresentadas como “extremas”, doidas, perigosas ou faltando-lhes legitimidade.

Para reforçar esta situação, chama-se um dos nossos “especialistas” para validar a opinião de que estas notícias são “extremas, doidas, perigosas ou falta-lhes legitimidade”.

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GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (1)

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1. Armadilhar o debate e os termos em que o mesmo é realizado.

Escolher debater e discutir um tema sério com os dois lados políticos representados.

Mas em vez de ter um debate “lógico”, escolhe-se um participante do “centro” político e outro das “extremas”. O debate é assim pré condicionado para obedecer aos interesses do “centro”político.

Alternativamente, escolher “um oponente” forte para o o ponto que se pretende promover e um oponente fraco para a opinião que se quer suprimir ou desacreditar.

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2. Pré programar a resposta dos espectadores.

Uma técnica das mais comuns. Faz-se a cobertura de uma história, mas feita com a cobertura ideológica que quem o faz quer promover.

Depois, continua-se na mesma história, indo entrevistar “pessoas normais” que apoiam estes pontos de vista que se querem divulgar.

Mas são apresentados estes pontos de vista como sendo a “opinião popular prevalecente” ou o único ponto de vista que existe.

O espectador fica “pós programado” com uma atitude e com uma opinião subconsciente acerca do assunto.

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3. Distrair as pessoas do que interessa.

Em vez de fazer a cobertura jornalística de verdadeiras histórias, é antes feita a cobertura de histórias sem relevância nenhuma, como o  saber-se notícias de artistas e demais figuras públicas, sempre sendo isso feito como se de uma produção grandiosa se tratasse.

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4.Histórias de casos de interesse humano e de fazer chorar pedras da calçada.

Histórias que façam as pessoas “sentir-se bem”, em que “no final tudo acaba bem”. O país está bem, as coisas são piores noutros locais. Intensifica-se os assuntos com os quais o espectador se sentirá bem, e isso fará o espectador sentir-se complacente e acrítico.

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5. Realidade artificial.

Uma programação inteira de uma estação de televisão armadilhada, e adicionado uma subtil edição das notícias chegadas; consegue-se criar uma realidade virtual.

Um apresentador de televisão com bom aspecto é necessário.

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6. Programação directa.

Uma história é feita e noticiada com a especifica intenção de fazer o espectador ficar com a opinião que se deseja que fique.

A realidade pode variar da notícia de; sendo ligeiramente falsa a totalmente falsa.

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7.Anúncios especiais com intenções especificas que passam por ser “verdadeiras histórias”.

Nesta técnica interesses privados passam por ser apresentados como sendo “notícias ” e são apresentados como tal.

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8.A técnica da “grande mentira”.

Promover como notícia verdadeira uma mentira de tal forma enorme que ninguém questiona a autenticidade da notícia.

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9.Omissão.

Notícias que não sejam do interesse serem noticiadas, ou que possam causar embaraços  a quem  apoia ou financia não são noticias nem alvo de interesse.

Uma alternativa é evitar convidar uma pessoa proeminente que tem uma opinião discordante daquela “opinião mainstream”que interessa promover.

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10. O fogo amigo.

Escolher para participar em debates pessoas que representam as opiniões que se quer promover, mas chamar estas pessoas sistematicamente.

Ou, em alternativa, chamar pessoas que tenham fracas qualificações para o debate e que representem ideias que se quer que não sejam promovidas.