DISSIDENTE-X

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (2)

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11. Revisão histórica.

Consiste na omissão de reacções negativas a uma noticia ou opinião que se quer veicular; que são substituídas  pela criação de reacções positivas feitas pelos próprios.

Ø

12. Ganhar o “espectador/consumidor/cidadão”.

Cultivar de forma massiva a boa vontade e a lealdade/fidelidade do “espectador/consumidor/cidadão” fazendo a cobertura de “histórias de interesse humano e “de fazerem chorar as pedras da calçada” .

É feito através do uso de pessoas de “quem se gosta” – que são atractivas para o espectador(consumidor/cidadão e que sejam pessoas com as quais o cidadão/consumidor/espectador se possa identificar e sentir como “próximas de si”.

Ø

13. Com ênfase e muita repetição.

Cobrir histórias/ assuntos/ temas que estejam de acordo com a agenda de interesses de quem os promove sistematicamente… e sistematicamente…e sistematicamente…

Uma variação moderna da expressão “lavagem ao cérebro…”

Ø

14.”Os especialistas”

Convidar frequentemente pessoas que sejam apresentadas como tendo “credenciais”.

Pessoas que possam fazer-se passar por “especialistas”, professores, gurus, Deuses vivos, ou outros títulos que fiquem bem.

Muitas vezes, ou dito de outra maneira, frequentemente, estes exércitos de especialistas auto nomeados ou designados tem conflitos de interesse, um interesse pessoal ou profissional, um interesse financeiro ou familiar  ou de promoção na carreira, investido no assunto para o qual foram “convidados” a debater; ou alguma outra filiação política, religiosa ou ideológica (pertencer a sociedades secretas…) que não é mencionada, e relativa ao ponto de vista que se espera que promovam, e que adultera a “limpidez da opinião…”

Ø

15.”Repetir sistematicamente uma mentira”

A repetição frequente de uma mentira leva a que o cidadão/ consumidor comum comece a acreditar ser verdade aquilo que se diz…pois se a “televisão disse”…

Ø

16.Vilipêndio e criação de vilões e de imagens de vilões…

Pessoas ou personalidades cuja opinião política ou posições acerca de um certo assunto se quer que sejam suprimidas ou abafadas são subtilmente (ou não tão subtilmente, por vezes…) vilipendiadas ou apresentadas como sendo “possíveis vilões”.

Normalmente esta supressão/sabotagem destas pessoas é feita exponenciando ou aumentando assuntos perfeitamente banais ou triviais ou opiniões que estas pessoas e personalidades, por acaso simpatizem, e que não seja considerado de “bom tom”simpatizarem.

Assim se faz uma boa tentativa de assassínio de carácter…

Ø

17.Falar em “Jogo de equipa” e manter apenas os “jogadores de equipa”.

Se, por exemplo, um apresentador de notícias ou jornalista ou editor de notícias tem a opinião considerada como “errada”… é despedido, e substituído por alguém que tenha a opinião correcta.

Passado algum tempo, só as notícias do “sistema” passam para a população…

Ø

18.Opiniões editoriais metidas dentro de notícias.

No “jornalismo”, os artigos de opinião são normalmente o, ou fazem parte do “editorial” .

É ai onde a “opinião” é expressa.

Mas as “visões editoriais” veiculando “opiniões à medida de quem defende certos interesses podem ser introduzidas como sendo “notícias”.

Dessa forma, consegue-se “programar” o leitor ou espectador…

Ø

19.Mentiras apresentadas como sendo “verdades”

Fazer correr uma história ou um “titulo de capa” que se sabe não ser verdade, mas que corrobora o ponto de vista que se quer fazer impor; apenas apoia o ponto de vista que se quer “vender”.

Subtilmente, também, e a seguir, traduz-se algo mal ou cita-se algo incorrectamente para “vender este tipo de história”.

Alternativamente, publicar ou apoiar sondagens que tenham como objectivo mostrar um determinado resultado desejado pelos grupos de interesse que o desejam.

Ø

20.Decidir quem é “saudável e pode ser mostrado ao espectador/ouvinte/cidadão.

Apresentar notícias ou pontos de vista que se quer que sejam “suprimidos” , sendo essas notícias apresentadas como “extremas”, doidas, perigosas ou faltando-lhes legitimidade.

Para reforçar esta situação, chama-se um dos nossos “especialistas” para validar a opinião de que estas notícias são “extremas, doidas, perigosas ou falta-lhes legitimidade”.

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