DISSIDENTE-X

GUERRA ECONÓMICA

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Os donos da reserva federal norte americana, conhecida por “FED” são empresas privadas.

Tem o poder de emitir moeda, actuando em nome do Estado americano.

A reserva federal americana faz as vezes de banco central americano. É o banco central americano.

Mas a propriedade do “FED” é privada; os seus accionistas são privados. Não é o Estado norte americano o proprietário deste banco central.

Ø

O que impede os bancos norte americanos e os clientes dos bancos norte americanos de criarem quantidades enormes de moeda (triliões de dólares, e lançarem-na no mercado financeiro internacional e doméstico; fazendo-o  através da compra de acções e obrigações do tesouro de vários Estados (países)  bem como bens ( terras) e activos de empresas?

A honestidade.

Claro.

Todos sabemos que os norte americanos são mais honestos que os outros povos.

Ø

Nada impede os bancos norte americanos e os clientes dos bancos norte americanos, de (após terem criado moeda de forma fictícia) começar a fazer isto, esperando vir a ganhar (1) massivos ganhos de capital e (2) ganhos na arbitragem (compra por um valor baixo; venda por um valor superior) de compras de (a) bens e (b) activos.

Desde o ano de 2003, que o índice M3; o índice que mede a quantidade de moeda norte americana em circulação deixou de ser publicado.

Ø

A entrada massiva de dinheiro americano, (verdadeiro ou impresso em gráficas da reserva federal que trabalham noite e dia…) sob a forma de crédito nos mercados internacionais é uma estratégia financeira baseada num conceito de guerra económica.

Esta guerra económica e todo o conceito que lhe está subjacente dura à 200 anos.

Com diferentes imagens e modos de o fazer.

A versão actual consiste na entrada massiva destes triliões de dólares visando implementar esta estratégia financeira.

Ø

As consequências são imediatas.

1 – Aumentos dos preços dos bens/empresas a adquirir. Atrás dos primeiros mecanismos de especulação surge inflação.

2 – Aumento do valor da moedas em circulação (excepto aquelas em que os países não o permitem como é o caso dos BRIC).

Tal situação permite que os especuladores façam surgir a tona a sua feia cabeça.

E surgem “comprando” as suas posições nos mercados americanos com “dólares baratos”, indo usar posteriormente esse dinheiro obtido para vender ou comprar fora nos mercados internacionais; em condições mais favoráveis (para si mesmos).

A diferença entre compra /venda é uma taxa de arbitragem muito interessante que possibilita lucros de centenas de milhões de dólares.

Também possibilita que países que “não estão em linha” com os interesses financeiros neo liberais internacionais (norte americanos…) se sintam tentados a ficar em linha.

Na Europa, já foram colocados nos lugares chave os políticos necessários para ajudar a implementar este conceito de guerra económica.

Ø

Esta forma de “finanças” tornou-se uma forma de guerra.

No caso específico português, esta forma de guerra financeira está a ser aplicada contando com o beneplácito e a generosa ajuda interna de traidores e vendidos.

Portugal é um viveiro generoso de traidores e vendidos,  onde não existe memória daqueles que deveriam rejeitar a existência de traidores e vendidos e nem sequer deveriam aceitar conviver com eles.

Ø

A “guerra” financeira global exclui a ocupação militar e a ocupação do terreno contra “os hospedes que não queiram cooperar”.

Uma competição feroz global ocorre: as olimpíadas da criação de crédito com o objectivo de (1) comprar terras estrangeiras, (2) recursos naturais, (3) infraestruturas, (4) Obrigações do tesouro e (5) parcelas accionistas/ propriedade de empresas estrangeiras

Aparentemente a vitória irá para o sistema monetário cujo sistema bancário possa criar a maior parcela de crédito, fictício ou verdadeiro, lógico e racional ou absurdo e totalmente descontrolado.

Os soldados rasos que executam esta batalha são os ecrãs de computador e os teclados de onde disparam as ordens de compra e venda.

A criação de crédito a rodos justifica conceder crédito a pessoas ou empresas que nunca tiveram condições de o receber, e às quais não se espera que o consigam pagar mais do que uma década.

Placebos económicos para enganar as populações.

Ø

Quem são os vilões e adversários desta ideia /conceito de guerra económica?

São todos aqueles que são demonizados pelos responsáveis políticos e financeiros norte americanos e e pelos adeptos do neoliberalismo.

São todos aqueles os que se recusam a permitir que as suas moedas subam de valor; apenas para fazer o “jeito” financeiro aos especuladores… e jeito político aos geoestrategas…

São todos aqueles países que se recusam a ser alvo de ataques especulativos e que são demonizados e aos quais são chamados os piores nomes.

São todos aqueles que recusam o neoliberalismo económico como teoria económica e social aplicada a uma sociedade.

Ø

Países que se juntam a uma moeda diferente da sua e a usam sujeitando-se a ataques especulativos quando lançam divida publica para o mercado; são depois destruídos como um certo país da Europa ocidental situado no extremo ocidental da península ibérica, sempre com a ajuda dos traidores e vendidos que habitam no país da Europa ocidental.

Ø

Os brancos centrais estrangeiros tem duas opções.

(1) Ou aceitam passivamente que estes fluxos de dinheiro façam subir o valor das suas moedas ( o que faz com que as exportações destes países para mercados estrangeiros comecem a declinar…);

(2) Ou reciclam estes fluxos de dinheiro comprando obrigações do tesouro norte americano.

Qualquer das opções é igualmente má.

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