DISSIDENTE-X

Archive for Novembro 2010

A RYAN AIR QUER EXTINGUIR O DIREITO À GREVE

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A Ryan air quer extinguir o direito à greve.

A Ryan Air é uma companhia privada que concorreu ás últimas eleições legislativas portuguesas e após ter sido eleita,  foi convidada a fazer parte do governo português.

Os resultados eleitorais da Ryan Air são inequívocos.

Nada mais normal que esta empresa privada exija mandar no governo português.

ESTAMOS MAIS POBRES, DIZ BELMIRO DE AZEVEDO…

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Um homem pobre fala de pobreza.

É preciso coragem, nos tempos que correm, para o fazer.

Um homem pobre apenas ganha 435.900 euros por ano e é dono de uma empresa que vale dois biliões de euros.

Fonte da imagem abaixo:  relatório e contas da empresa Sonae – anexo à proposta 1 – ano 2009, página 71

Não estão incluídos prémios pelas participações nas reuniões do Conselho de administração (930 euros por reunião), nem uma remuneração anual  pela responsabilidade assumida (valor entre os 1900 e os 3000 euros)  – página 69

Este homem está mais pobre.

Não foi aumentado de 2008 para 2009.

Written by dissidentex

22/11/2010 at 20:11

LU XIAOBO, PRÉMIO NOBEL ( (GEO) POLÍTICO) DA PAZ

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A atribuição do prémio Nobel da paz do ano de 2010 não foi uma coincidência.

A atribuição do prémio Nobel da paz é uma cerimónia que concentra as atenções mediáticas do mundo inteiro.

Atribuir o prémio Nobel da paz a um cidadão chinês, no actual contexto geopolítico e económico internacional é uma estratégia. Não um acaso.

O prémio foi atribuído pelo facto de os direitos humanos estarem em causa na China (verdade), mas não só.

Uma rede de activistas de direitos Humanos e ONG´s (organizações não governamentais) alimentou esta candidatura.

Estas ONG´S são controladas pelos Estados Unidos e tem servido fielmente a política externa americana e os seus interesses geopolíticos.

Ø

Ao atribuir-se a este homem o prémio Nobel da paz, por ser activista dos direitos humanos, escritor dissidente e vítima do regime repressivo chinês está-se a também a procurar almejar outra coisa: preparar o terreno (mediático e político) para apresentar a China como o “novo inimigo” do mundo.

Lu Xiaobo é apenas o idiota/oportunista útil que serve de meio para atingir o fim.

Os direitos Humanos que são violados em vários lugares (muito na China) são assim, postos de parte,  desvalorizados e “misturados” , sendo assim usados como arma de arremesso política, e sendo usados como manipulações de origem geopolítica, que nada tem a ver com  a verdadeira defesa dos direitos humanos.

Que deveria assentar em ser sempre feita sem estes interesses particulares geopolíticos por detrás…

Ø

Liu Xiaobo foi “promovido” a Nobel da paz porque existia genuíno interesse pelos seus problemas com o Estado repressivo Chinês e existia interesse em contribuir para ajudar a resolver os problemas da China, no que toca a violações de direitos humanos, ou porque isso serve a política externa dos EUA?

Ø

A posição dos verdadeiros e altruístas  activistas dos direitos humanos é assim contaminada, e descredibilizada, em qualquer parte do mundo em que se encontrem a trabalhar e a arriscar a vida.

Haverá sempre alguém que lhes mandará à cara este tipo de decisões e de “prémios” que tem interesses geopolíticos ocultos por detrás.

Ø

Lu Xiaobo tem amigos curiosos.

Foi presidente de uma organização de escritores (PEN),  na variante chinesa chamada Independent Chinese Center até 2007.

Actualmente tem um lugar no Conselho de administração.

O problema é que o PEN, a organização de escritores em que Lu Xiaobo está presente, não é uma organização de escritores que se decidiram juntar como se fossem uma tertúlia literária, visando defender a liberdade de escrita ou de expressão, por si só,  um valor universal a defender.

Não é um conjunto aleatório de escritores cheio de boas intenções que se decidiram organizar para tal.

Faz parte do conjunto de ONG´s apoiadas e financiadas pelos Estados Unidos.

Essas organizações influenciam e servem como instrumento para conseguirem determinados objectivos políticos dos que as patrocinam.

Ø

O PEN declara-se como sendo a mais antiga organização de defesa dos direitos humanos… (uma tentativa de definir a organização como sendo a verdadeira e legítima…)

Foi criada nos anos 20 do século 20 por H.G. Wells e G.B.Shaw (entre outros).

Só por acaso eram – à época – dois dos mais importantes estrategas geopolíticos do Império britânico.

Ø

Nos dias de hoje, o PEN é apoiado financeiramente por fundações e empresas americanas e europeias, entre as quais as Bloomberg e o ministério norueguês dos negócios estrangeiros.

Entre as suas declarações de intenções está a “criação de uma “cultura mundial”, seja lá o que isso for ou significar… ou seja lá isso uma tentativa de criar um padrão de escrita mundial… organizado segundo os cânones do modelo mental e económico dos E.U.A.

O PEN faz parte de uma rede maior chamada IFEX.

Um dos membros da IFEX ( International Freedom of Express exchange) é a organização Freedom House, um Think Thank financiado pelo Departamento de Estado norte americano.

O NED – National Endowment for Democracy também.

Esta rede tem perto de 90 ONG´s, todas afirmando estarem a defender ” o direito à liberdade de expressão”. Seja lá o que isso significar, no contexto mundial actual…

Os termos em que esse direito é ou não defendido, são outro assunto, que a IFEX não esclarece… verdadeiramente…

Ø

A Freedom house foi criada em 1941, visando (primeiro) promover a entrada dos EUA na segunda guerra mundial, e subsequentemente(depois) ajudar a desenvolver propaganda anti comunista.

Tem estreitas ligações com a CIA e um dos seus anteriores presidentes  directores foi James Wolsey, que foi director da CIA.

Não é uma organização “neutra”.

A Freedom House desempenhou “papeis” nas recentes actividades revolucionárias nos mais variados países do mundo, desde a Ucrânia até ao Tibete.

Written by dissidentex

13/11/2010 at 11:48

CHINA, OS MERCADOS E OS DIREITOS HUMANOS

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Existem por aí umas vozes confortáveis de cidadãos bem instalados na vida que se manifestam de forma extremamente indignada acerca das violações dos direitos humanos na China.

Existem por aí umas vozes confortáveis de cidadãos bem instalados na vida que se queixam da visita do Presidente Chinês a Portugal.

Existem por aí umas vozes confortáveis de cidadãos bem instalados na vida que se queixam da proibição feita sobre uma organização que se pretendia manifestar contra a vinda do Presidente chinês.

Ø

Independentemente de se considerar justas ou não estas posições baseadas na moral e na indignação normalmente apenas selectivas;

independentemente de não ser um bom sintoma que uma manifestação seja afastada do local da visita porque  alguém com espírito totalitário decidiu  que pode prejudicar a visita;

torna-se necessário afirmar que os mesmos cidadãos , quando existem violações de direitos humanos em Portugal olham para o lado.

Apesar das violações de direitos humanos em Portugal serem pequenas, quando comparadas com as chinesas,  o que ressalva é que para os cidadãos portugueses com as suas vozes confortáveis de cidadãos bem instalados na vida, o grau de violações dos direitos humanos é considerado como sendo de tipo gradativo.

É por essas razões que são tão lestos a manifestarem a sua repulsa em quilos de indignação com a China e a ignorarem olímpicamente as pequenas violações de direitos humanos em Portugal.

A China é longe e não se arrisca nada por proferir palavras de desagravo contra os chineses.

Já as pequenas violações de direitos humanos em Portugal podem suscitar problemas de relacionamento entre os pequenos membros da societé de salon portuguesa e a sua corte de capelinhas de amigos medíocres e corruptos… mas que se acham acima de qualquer falta moral…

Ø

 

Estas conversas de salões de chá bem pensante sobre direitos humanos são também (1) convenientes e (2) morais.

Há sempre conveniência em arrotar convenientes indignações a propósito destes assuntos, esquecendo convenientemente de largar o arroto indignado quando cidadãos portugueses são alvo de violações de direitos humanos.

Para estes “Cruzados” da indignação anti chinesa, os cidadãos não são todos iguais, embora estes mesmos “Cruzados  jurem pelas suas famílias que o são e que não tem nunca , nem nunca tiveram, qualquer ideia de discriminação sobre ninguém…

Ø

Estes arrotos dos “Cruzados” metem nojo.

Ø

Actos de valentia verbais sobre assuntos que estão a 20.000 Km de distância.

Quando os assuntos estão a 10 Km de distância (podendo ser resolvidos…) ou a 300 Km, por onde andam estes Cruzados do arroto?

Ø

São, além disso, também considerados como sendo questões morais.

E as questões morais são questões que todos discutem.

Todos ficam felizes por as discutir.

Todos ficam felizes a discutir questões de moralidade , que se passam num país que está à distancia de 20.000 Km.

Ø

Amoralidade apresenta aspectos eminentemente democráticos:  toda a gente a pode discutir.

A moralidade é bela.

Os sentimentos que dela emanam são belos.

Uma lufada de auto satisfação egocêntrica emana mais forte deste exército de “Cruzados” lutadores retóricos que discutem acaloradamente moral e direitos humanos na China.

Que orgasmo.

Ø

Acaso se perguntasse a estas pessoas se tinham estômago para o resto que se pretende após as discussões sobre moral e direitos humanos, a resposta será não tenho tempo…

Ø

Já quanto a China e aos mercados o que se vai passar é o seguinte:

Ø

Ou como diz o próprio na entrevista:

(P) Onde é que entra a China?

(R ) A Alemanha sabe que pode contar com China porque Pequim não quer ficar sozinha com o dólar para o resto da vida. A china é a única entidade do mundo convictamente empenhada – pelo menos enquanto esta direcção lá estiver – em que o euro não se afunde. Quer ter outro parceiro que não apenas o dólar e no que puder ajudar, fa-lo-á.

Comprar dívida emitia por entidades europeias…
Ø

Ø

Existem por aí umas vozes confortáveis de cidadãos bem instalados na vida que se manifestam de forma extremamente indignada acerca das violações dos direitos humanos na China.

Quando a China comprar dívida soberana portuguesa estas vozes confortáveis irão protestar?

Os “Cruzados” da indignação anti chinesa, irão soltar o proverbial arroto da indignação e irão ficar indignados por a dívida externa portuguesa continuar a ser financiada pelos violadores de direitos humanos, ou irão convenientemente e moralmente assobiar para o lado em relação a este assunto?

DÍViDA EXTERNA PORTUGUESA E OS MERCADOS

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Os mercados, essa entidade desconhecida que não foi eleita, exigiram que um país pequeno e cheio de traidores e vendidos em todos os lados, aplicasse um orçamento bizarro.

Um orçamento que significa a implementação da austeridade ( mas não para todos) e a implementação de cortes nas despesas (mas não para todos) para que os mercados finalmente se acalmem.

Apesar de os mercados serem uma entidade desconhecida que não foi eleita, parece que existe a necessidade de os acalmar.

Chá de camomila não funciona.

A diferença no spread da taxa de juro desses magníficos produtos financeiros que dão pelo nome de “Cds”  – credit default swaps” está a aumentar.

Ø

E a maquina de propaganda manifesta-se.

Agora começa a ser-nos explicado que os mercados  – essa entidade que é desconhecida e não foi eleita – estão desconfiados do orçamento e como tal não acreditam no seu cumprimento.

Ø

É uma explicação tão falsa como outra qualquer explicação que se possa inventar.

Ø

Para a semana, os mercados exigirão que se sacrifiquem cabras num altar.

Daqui a duas semanas terá que sacrificar-se uma virgem recém nascida.

E os vendidos aplaudirão com entusiasmo.

Especialmente os que querem chegar depressa ao poder.

O ESTADO PREDATÓRIO PORTUGUÊS

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Um Estado predatório é um Estado subordinado inteiramente aos interesses financeiros.

O governo de um Estado assim, foi ocupado de forma total pelos interesses financeiros.

Os interesses financeiros dizem: ” queremos que as dividas sejam pagas na totalidade”.

Ø

Não nos interessa quais é que são os efeitos do pagamento dessas dividas, para o resto da sociedade.

Não nos interessa o que acontece ao resto da sociedade.

Não nos interessa os efeitos na economia da sociedade.

Ø

Também exigimos, enquanto Estado predatório português, que as nossas jogadas financeiras irresponsáveis, sejam cobertas, pagas e assumidas pelo Estado português  e pelos contribuintes.

Os nossos buracos financeiros, derivados da nossa incompetência, da nossa maldade e da nossa irresponsabilidade devem ser pagos na totalidade pelos contribuintes.

Mesmo que isso enfraqueça e reduza a economia e a sua capacidade de funcionar a um nível básico.

Mesmo que isso enfraqueça a sociedade e reduza a sua capacidade de funcionar a um nível democrático.

Ø

Não queremos saber, se, para obter isso, seja necessário privatizar a segurança social ou reduzi-la até a um mínimo.

Não nos interessa se, o Estado português terá que reduzir 5% ou 20% ou 50% dos ordenados de quase toda a gente, menos dos escolhidos.

Não nos interessa se o Estado português, terá aplicar uma redução do nível de vida da população quase toda.

Nós somos as instituições financeiras.

Nós somos os interesses financeiros.

Queremos ser pagos por termos emprestado, por continuarmos a parasitar, e por controlarmos a economia até chegarmos ao ponto do caos; o Estado português e o país.

Somos o Estado predatório português.

Temos direitos adquiridos, mas acusamos outros de os terem.

Temos comunicação social, mas acusamos outros de a terem.

Acusamos sempre outros das nossas falhas predatórias.

É a nossa natureza e não queremos combater a nossa natureza.

Ø

Dizemos aos políticos –  que são as nossas marionetas preferidas – que não devem esquecer-se que dependem de nós para serem eleitos.

Dizemos aos políticos – que são as nossas marionetas preferidas – que,  quando saírem do poder podem continuar a ser eleitos para conselhos de administração de empresas que vivem em semi monopólios ou são apenas fachadas para lugares bem pagos;

porque nós dizemos que podem.

Façam aquilo que nós dizemos ou apoiamos fantoches melhores que vocês.

E podemos arranjar vendidos melhores que vocês.

Em Portugal a prostituição não sexual está em alta; não há falta de pessoas que se vendem.

O Estado predatório português corrompe e não há falta de pessoas que se vendem.

O fantoche prospera, no ambiente putrefacto do Estado predatório português.

Ø

Não queremos saber da economia; queremos que a economia e a sociedade morram e depressa.

Somos os interesses financeiros.

Somos o Estado predatório português.