DISSIDENTE-X

GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO DE 2012 – POLÍCIAS ATRIBUEM RESPONSABILIDADE A QUEM DEU ORDEM DE ACTUAR – O JORNAL EXPRESSO BRANQUEIA

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“Quando dão a ordem para avançar, é quase impossível travar-nos, já não ouvimos ninguém, deixa de haver uma linha de pensamento, e a questão de serem fotojornalistas ou cidadãos nem se nos coloca naquele momento: a nossa função é limpar o local”, confessou ao i um agente do Corpo de Intervenção (CI) que pediu o anonimato.

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Segundo Ricardo Noronha, uma testemunha ouvida pelo i, “tanto o polícia agressor como a fotojornalista agredida já nos acompanhavam desde a praça do Saldanha, era impossível o agente não saber quem ela era quando a agrediu no Chiado”. Segundo Noronha, os incidentes surgiram “quando a PSP tentou deter um dos manifestantes”. Os restantes “tentaram pacificamente impedir e foi aí que a PSP começou à bastonada”. A resposta “foi o arremesso de garrafas de água e cerveja”, seguindo-se “a entrada da polícia de choque, que até senhoras de idade agrediu”.

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Este polícia de choque lembrou que “na greve de 24 de Novembro detivemos um homem que estava a dar pontapés nas grades frente à Assembleia da República, mas quando já estava algemado disse que pertencia às brigadas de investigação criminal da PSP”.

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Notícia da comunicação social ofendida quando lhes toca a eles, mas pouco ofendida quando toca a cidadãos comuns, dia  23 de Março de 2012.

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O jornalismo amarelo e que branqueia no seu melhor. Uma capa ridícula onde uma greve geral da qual resultaram incidentes é omitida. Capa do Jornal Expresso, dia 23 de Março de 2012.

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