DISSIDENTE-X

O DESEMPREGO EM PORTUGAL PROMOVIDO PELO PSD E POR PEDRO PASSOS COELHO – OS GRANDES ÊXITOS DESTE GOVERNO…

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Especialistas dizem que novo código vai agravar o desemprego

Porque sobe tanto o desemprego em Portugal? As empresas estão a querer despedir mais? Diogo Leote Nobre considera que há uma necessidade de sobrevivência que obriga a reduzir custos. Já Fausto Leite admite aproveitamento, por parte das empresas, para se livrarem de trabalhadores. Ambos concordam que as alterações previstas ao Código do Trabalho podem agravar o desemprego.
Diogo Leote Nobre, partner da Cuatrecasas, Gonçalves Pereira

“As empresas têm de reduzir custos e são obrigadas a despedir”

O que motiva este aumento da taxa de desemprego? As empresas estão a querer despedir mais?
Este aumento não tem rigorosamente nada a ver com qualquer mudança na legislação do trabalho, porque as alterações ainda não estão em vigor. Ainda terão que ser promulgadas. O que me parece é simples: as empresas têm de reduzir custos, sob pena de entrarem até em processo de insolvência. Como não se pode reduzir ordenados, sem reduzir o horário de trabalho, as empresas estão a ser obrigadas a despedir. Quer seja por necessidade de reduzir a sua actividade, quer tenha a ver com a necessidade de reduzir despesas, as empresas não têm alternativa se não negociar. Na minha carreira nunca assisti a tantos acordos para a cessação de contrato de trabalho.

Os trabalhadores estão mais resignados com a perda do emprego?
Os trabalhadores têm a percepção de que as empresas não têm alternativa e sentem que a situação vai piorar ainda mais. Antevêem mais mudanças. Há uma percepção psicológica que vai ser cada vez pior e não é de descartar outros pacotes legislativos que possam limitar ainda mais esta situação. Por exemplo, se Portugal precisar de um segundo pacote de ajuda, esse novo apoio pode vir acompanhado de novas medidas de âmbito laboral.

As alterações ao subsídio de desemprego são encorajadoras da procura de trabalho?
É quase ofensivo o Governo dizer que servirá de incentivo. Não há quem esteja a contratar, isso é um argumento demagógico. A questão é que também não há incentivos à contratação. Não vejo, nas alterações legislativas, nenhuma medida que promova a contratação. Não me parece que as alterações previstas do Código de Trabalho fomentem a criação de emprego.

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Notícia da comunicação social, dia 18 de maio de 2012, relacionada com os “êxitos do actual governo”em matéria de desemprego.

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Mais de metade dos jovens desempregados não aparecem nas estatísticas oficiais de emprego porque já desistiram de procurar trabalho, declarou hoje a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O desemprego entre jovens de 15 a 24 anos está nos 22,6% para a média dos 30 países da OCDE – sete pontos mais que em 2007. Em alguns países, contudo, a situação é muito mais grave: em Espanha e na Grécia a taxa ultrapassa os 50%, em Portugal está nos 36,1%, mas mesmo assim a taxa de desemprego “não reflete toda a realidade”, alerta a OCDE.

“Muitos jovens que abandonaram o sistema de ensino deixaram de aparecer nas estatísticas de emprego”, lê-se num comunicado da organização, estimando em 23 milhões o número de jovens sem trabalho. “Mais de metade desistiu de procurar por emprego”, afirma o documento.

Para a OCDE, há “uma preocupação crescente de que uma proporção significativa e cada vez maior da população esteja em risco de um desemprego ou inatividade prolongados”.

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Notícia da comunicação social, dia 18 de maio de 2012, sobre a juventude hedonista e ambiciosa que acha que deve ter um emprego, que é , como se sabe, um luxo próprio de países.

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Contratados a prazo pagam fatia de leão do desemprego recorde

Valem só 20% dos trabalhadores por conta de outrem, mas são os que mais contribuem para a subida do desemprego

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Os trabalhadores contratados a prazo são apenas um quinto do total de trabalhadores por conta de outrem, mas é desta esfera menos protegida pela lei laboral que estão a sair mais pessoas para o desemprego, segundo dados a que o iteve acesso.

Nos primeiros três meses do ano saíram cerca de 60 mil contratados a prazo para o desemprego, mais 12 mil que o registado pela esfera de trabalhadores com contratos sem termo. O regresso ao emprego é também feito sobretudo com recurso a contratos a prazo (mais do dobro dos permanentes).

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Notícia da comunicação social, dia 18 de Maio de 2012, sobre os luxos  que os portugueses querem ter, especialmente os contratados a prazo, (” a tal técnica jurídica de empregabilidade que ia reduzir o desemprego…)

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