DISSIDENTE-X

PEDRO PASSOS COELHO, ESSE LÍDER DESTEMIDO QUE FOGE ÀS MANIFESTAÇÕES (embora diga que não…)

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Visita à Bosch e à UM
Passos Coelho evita cruzar-se com manifestantes em Braga

Dezenas de pessoas concentraram-se nesta quarta-feira em frente à Bosch, em Braga, para vaiar o primeiro-ministro, mas a comitiva governamental acabou por não se cruzar com os manifestantes, conseguindo escapar, ao entrar por outra porta. Na reitoria da Universidade do Minho, Pedro Passos Coelho também foi recebido com protestos.

“Nem tem coragem para nos ouvir”, gritava, visivelmente irritada, uma mulher de camisola branca, junto à porta lateral da reitoria da Universidade do Minho, em Braga. Junto dela, quase uma dezena de desempregadas da indústria têxtil envergavam a mesma indumentária: t-shirt estampada com a imagem de um coelho sob uma mira. E uma mensagem: “Está aberta à caça ao coelho”. Aguardavam o primeiro-ministro, mas Pedro Passos Coelho evitou, mais do que uma vez, os protestos.

Como estas mulheres, algumas dezenas de desempregados esperaram o primeiro-ministro para fazer ouvir a sua contestação às medidas de austeridade. Entre dirigentes sindicais e trabalhadores de empresas em dificuldades na região, o protesto juntou cerca de uma centena de pessoas. No centro da cidade, junto à reitoria da Universidade, esperaram o chefe de governo na entrada principal, no Largo do Paço. Mas Pedro Passos Coelho optou por usar uma porta secundária,

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Notícia da comunicação social, dia 4 de Julho de 2012

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Passos Coelho: “Eu não evito protestos nenhuns”

O primeiro-ministro recusa que se tenha desviado das manifestações com que foi recebido na manhã desta quarta-feira, em Braga. Pedro Passos Coelho diz que não evita protestos e acusa os sindicatos de estarem a organizar este tipo de acções para condicionar o Governo.

Estas são “manifestação organizadas” e “prontas a deslocar-se em função da agenda dos membros do governo”, afirma Passos Coelho, deixando um recado “aos sindicatos”: “Nunca deixarei de me deslocar pelo país nem de contactar com os portugueses em função dos protestos”.

Passos Coelho esteve na manhã desta quarta-feira em Braga, para apadrinhar a assinatura de um protocolo de colaboração entre a Universidade do Minho e a empresa Bosch que vai viabilizar um investimento de 15 milhões de euros em projectos de investigação comum. Quer na empresa, quer na reitoria da instituição de ensino superior, o primeiro-ministro e a comitiva – na qual se incluía o Ministro da Administração e o Secretário de Estado da Inovação – usaram portas secundárias, evitando as manifestações convocadas para os dois locais.

No final da sessão, na reitoria da universidade, o chefe do governo defendeu que os protestos são um direito constitucionalmente garantido e que o exercício desses direitos não pode incomodar nem o primeiro-ministro nem o governo. “Eu não evito protestos nenhuns”, sublinhou Pedro Passos Coelho.

Relativamente à greve na TAP, Passos Coelho assegura que o pré-aviso “não ajuda o país” e que o simples facto de o protesto ter sido convocado com antecedência já está a provocar prejuízos, havendo capacidade turística subaproveitada em função do receio dos turistas de perderem a viagem para Portugal em função da paralisação.

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Notícia da comunicação social, dia 4 de Julho de 2012

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