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Archive for Novembro 2012

O ESTADO PROVIDÊNCIA É SUSTENTÁVEL (O CDS e o PSD tem que ir embora)

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PEDRO PASSOS COELHO - O PSD E O CDS TEM QUE IR EMBORA

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Confrontado com os disparates que leio e ouço na comunicação social, em texto anterior (“Um bolo muito apetitoso”) expliquei sumariamente em que consiste o mecanismo de repartição que sustenta a nossa Segurança Social. Hoje pretendo mostrar aos leitores que a ideia da falência da Segurança Social, e do Estado-providência em geral, faz parte de uma retórica inspirada na ideologia neoliberal. Essa retórica será repetida até à exaustão para inculcar nos cidadãos a inevitabilidade da privatização de boa parte da provisão pública.

O objectivo é, criando um clima de anomia social, converter o Estado-providência num Estado de serviços mínimos, complementado com uma rede de assistência aos mais desamparados através das IPSS. O resto da população tornar-se-ia o mercado dos grupos económicos privados.

O pretexto para este golpe político é a crise financeira em que estamos mergulhados. Com uma política económica deliberadamente recessiva – o suicídio para que caminha a Europa, segundo Paul Krugman –, as receitas dos impostos e das contribuições sociais afundam-se e as transferências sociais disparam. Consequentemente, o subfinanciamento dos serviços públicos torna-se dramático e, com um nível de desemprego de Grande Depressão, a Segurança Social acabará por entrar em défice. Evidentemente, bastaria não pagar os juros da dívida para que o garrote financeiro ficasse no imediato aliviado. Mas também sabemos que essa despesa não é igual às outras e, face à conhecida irredutibilidade da Alemanha, esse incumprimento implicaria a saída do euro. Esta é a única opção que permite ao país lançar uma estratégia de desenvolvimento que lhe dê futuro. Infelizmente, alguma esquerda ainda receia assumir as implicações da denúncia do Memorando e o não pagamento dos juros, desse modo atrasando um debate público que já deveria estar em curso.

As dificuldades de financiamento da saúde e da educação que hoje vivemos, e a insustentabilidade da Segurança Social que este caminho induz, estão a ser deliberadamente criadas pela política económica suicida que a UE nos está a impor.

PEDRO PASSOS COELHO - DESTRUIR A ESCOLA PUBLICA

O abandono da moeda única permite ao país voltar ao crescimento económico e ao normal financiamento do Estado-providência. Portugal pode enfrentar com seriedade o seu défice externo se dispuser de soberania monetária e de autonomia para conduzir políticas públicas, com destaque para as políticas cambial, de comércio externo e industrial. Quanto ao défice público, deixa de ser um problema a partir do momento em que o governo se financia no Banco de Portugal e a economia relança o seu crescimento.

Dirão alguns, então e o problema do envelhecimento demográfico? Mais que um problema, é sobretudo um espantalho ideológico esgrimido para justificar a introdução de uma componente de capitalização. Quando a economia começa a crescer, sobretudo através de um forte aumento da produtividade, então o aumento do consumo dos pensionistas, no futuro, será coberto pelo maior produto a repartir nessa data. Mais ainda, num contexto de crescimento, o desemprego diminui, dessa forma aumentando as receitas de contribuições e reduzindo a pressão sobre as despesas da Segurança Social. Por outro lado, nesse novo contexto, e sendo necessário, seria mais fácil aumentar a taxa social única, em alternativa à redução de prestações, ou ao aumento da idade da reforma, como até agora se tem feito.

Com a adesão ao euro, o nosso crescimento económico tornou-se medíocre, o desemprego disparou e o Estado-providência ficou sob pressão. Hoje está nas nossas mãos decidir que vamos ter um Estado-providência sustentável. Mas terá de ser fora do euro.

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Artigo de opinião da comunicação social, dia 29 de Novembro de 2012

Written by dissidentex

30/11/2012 at 13:38

VÍTOR GASPAR, O RADICAL. E ACRESCENTA-SE: ” TALIBAN E INCOMPETENTE” ( O CDS e o PSD tem que ir embora)

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O Ministro das Finanças, Vitor Gaspar, é um homem inteligente e qualificado, mas também obcecado e, por isso mesmo, perigoso. Tem uma agenda de desvalorização interna e privatização do Estado Social. É um técnico, politicamente muito hábil, que procurou no encerramento do debate orçamental transferir para os seus adversários políticos as características que melhor o definem a si próprio: radical e aventureiro.

Só alguém assim pode pretender impor ao país, pela segunda vez consecutiva e numa dose reforçada, uma receita que já falhou. Só um radical se dispõe a retirar 5,3 mil milhões de euros à economia portuguesa em 2013, em cima dos mais de 10 mil milhões que retirará durante o ano de 2012. Só um aventureiro se predispõe a fazer experiências numa economia complexa com base em cenários delirantes que nenhum economista subscreve. É exemplo disso a tentativa frustrada de, através de alterações na TSU, transferir rendimento diretamente de trabalhadores para patrões. Só um conservador radical aproveita a crise presente para transformar o Estado Social português numa versão minimalista e assistencialista.

No entanto, não demonstrou qualquer vergonha quando acusou de radicalismo e aventureirismo aqueles que, no PS, defendem o financiamento da dívida pública pelo BCE. Não há nada de mais bom senso que defender que o BCE tenha os mesmos instrumentos dos Bancos Centrais dos Estados Unidos da América, Inglaterra ou Japão. Basta para isso ler o seu “amigo” e conselheiro económico de Durão Barroso, Paul De Grauwe, na defesa de que não pode existir uma moeda única sem este mecanismo. Se há lição a tirar desta crise europeia é a de que o euro não pode sobreviver sem um Estado europeu digno desse nome. Pelo contrário, de Vitor Gaspar nunca ouvimos uma ideia, uma proposta que vise solucionar o carácter europeu desta crise.

Radical é um Ministro das Finanças que tenta excluir, pela via da retórica, todos os que querem participar no debate político com propostas praticadas no mundo real. São homens assim que perigam a nossa democracia.

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Artigo de opinião na comunicação social,  conservador, cordato e suave, sobre Vítor Gaspar, o ministro “impressionante”, dia 28 de Novembro de 2012

Written by dissidentex

29/11/2012 at 9:37

ORÇAMENTO 2013 – APENAS O ORÇAMENTO MAIS ESTÚPIDO DO MUNDO (O CDS e o PSD tem que ir embora)

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A maioria parlamentar aprovou terça-feira o mais estúpido Orçamento do Estado que Portugal alguma vez conheceu.

É estúpido porque parte de um quadro macroeconómico completamente irrealista, com base numa recessão prevista de 1 por cento, quando no mesmo dia a OCDE apontou para -1,8% e todas as previsões conhecidas, nacionais e internacionais, se fixam claramente acima do valor definido peloGoverno e pela troika.

É estúpido porque o défice do próximo ano não será cumprido, assim como não foi o deste ano, já que parte de pressupostos que não se vão verificar.

É estúpido porque insiste no caminho de um fortissimo aumento de impostos para tentar alcançar o défice quando o resultado final será a devastação da economia e a correspondente quebra de receitas fiscais, gerando a necessidade de voltar a aumentar impostos para atingir o défice e aprofundando ainda mais a recessão.

É estúpido porque as expectativas de cumprimento deste orçamento são nulas – e isso é mais um passo para ele não ser cumprido.

É estúpido ainda porque não aproveita as janelas abertas pelos responsáveis do FMI para aliviar a carga fiscal e as metas do défice.

E é estúpido porque depois da decisão do Eurogrupo sobre a Grécia se tornou claro que a própria troika começa agora a admitir que este caminho de austeridade sobre austeridade não conduz ao paraíso mas ao inferno e é contrário aos objetivos que pretende atingir.

Este orçamento é um nado-morto, que será alvo de remendos ao longo do ano. É um orçamento contra os contribuintes, que estimula a economia paralela, a fuga e a evasão fiscal devido à injustissima carga fiscal que lança sobre os contribuintes. É um orçamento contra a economia. E é um orçamento estúpido porque nos conduz a um abismo económico – mas apesar dos avisos e dos alertas, insiste em caminhar nesse sentido.

Verdadeiramente, este orçamento não merece vir a conhecer a luz do dia. Não merece entrar em vigor. E os contribuintes portugueses estão muito longe de merecer o flagelo fiscal que este orçamento lhes quer impor. 

 

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Artigo de opinião, comunicação social, dia 27 de Novembro de 2012
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Written by dissidentex

28/11/2012 at 17:09

Publicado em A QUADRILHA, ORÇAMENTO DE 2013

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O PSD NO GOVERNO – UM PARTIDO POLÍTICO QUE FAZ AUMENTAR A DÍVIDA PÚBLICA PORTUGUESA PARA VALORES ABSURDOS (O CDS e o PSD tem que ir embora)

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Com a habitual incompetência misturada com maldade pura e comportamento psicopata, a quadrilha está a aumentar a dívida pública para valores perfeitamente incomportáveis e absurdos.

Depois de o fazer, irá afirmar que não existem condições para se manter o Estado Social ou a vida ou o que a quadrilha ache que a incomoda.

Os psicopatas devem ser acossados de todas as formas.

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Portugal terá de adiar o regresso aos mercados segundo prevêem os analistas do banco norte-americano que consideram “insustentável” a trajectória orçamental escolhida para Portugal.

(…)

O Citigroup prevê uma contracção de 4,6% do produto interno bruto português (PIB) em 2013 e de 2,4% em 2014 e a “fadiga causada pela austeridade está a crescer rapidamente”, salienta. A dívida pública deverá crescer para um valor equivalente a 140% do PIB até 2014, sem reestruturação, estima o banco.

(…)

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Notícia da comunicação social, sobre divida pública portuguesa e reestruturação de empréstimos manhosos pedidos sob falsos pretextos, dia 27 de Novembro de 2012.

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CAVACO SILVA, UM PRESIDENTE COMPLETAMENTE INCOMPETENTE PARA OCUPAR O CARGO E QUE É UM EMBARAÇO E UMA VERGONHA PARA OS PORTUGUESES (O CDS e o PSD tem que ir embora)

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É inacreditável como pode ser tão medíocre e incompetente a pessoa que ocupa o cargo de Presidente da República.

Este senhor é uma profunda vergonha e um embaraço enorme para qualquer português.

A desonestidade intelectual e política deste senhor são perfeitamente repugnantes.

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“Numa altura em que urge criar riqueza no país e gerar novas bases de crescimento económico, é necessário olhar para o que esquecemos nas últimas décadas e ultrapassar os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e até da indústria, com vista a produzirmos, em maior gama e quantidade, produtos e serviços que possam ser dirigidos aos mercados externos”, defendeu.

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Notícia da comunicação social,sobre as afirmações de uma pessoa totalmente indigna de ocupar o cargo que ocupa, dia 21 de Novembro de 2012

Written by dissidentex

23/11/2012 at 11:37

Publicado em CAVACO SILVA

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VÍTOR GASPAR, UM PSEUDO MINISTRO TOTALMENTE INCOMPETENTE OU A DÍVIDA PÚBLICA PORTUGUESA QUE AUMENTA, AUMENTA…AUMENTA…(O CDS e o PSD tem que ir embora)

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O “Grande Gaspar” que é inflexível e durão com todas as pessoas-; com este senhor baixa as calcinhas e dá o dinheirinho para a Madeira…

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Notícia da comunicação social, dia 21 de Novembro de 2012, sobre a coragem do ministro das finanças que enfrenta Alberto João Jardim, com um saco de dinheiro…

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E adivinhe-se de onde vem o dinheirinho para estas brincadeiras?

Do facto de a IGCP – tutelada pelo Ministério das Finanças –  passar o tempo (de dois em dois meses) a emitir divida ( isto é, a pedir dinheiro emprestado...) é um pormenor de somenos importância…

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Notícia da comunicação social, dia 21 de Novembro de 2012

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A POBRE POLÍCIA PORTUGUESA, COITADA…( O CDS e o PSD tem que ir embora)

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A carga da polícia de choque que se seguiu à manifestação do dia da greve geral teve o condão de provocar um estranho unanimismo na opinião pública, partidária, etc. Avaliar a violência da polícia de choque ocupou nesse dia um lugar secundaríssimo – afinal, os polícias que faziam a segurança do parlamento estiveram sujeitos a uma martirização provocada por “meia dúzia de profissionais da desordem”, para usar a expressão do ministro da Administração Interna Miguel Macedo. E, feito inédito, essa circunstância transformou uma carga policial num feito de elogio unânime dos partidos do governo ao PS – ou de silêncio do quem cala consente do PCP e do Bloco de Esquerda. Como se uma interrogação sobre a proporção da intervenção policial pudesse ser automaticamente confundida com o apoio aos hooligans que atiraram pedras à polícia, o silêncio entupiu muitos daqueles a quem a actuação das forças da ordem – varrendo tudo à sua volta e detendo indiscriminadamente cidadãos pacíficos de São Bento até ao Cais do Sodré – perturbou profundamente.

Afinal, como é que a polícia não consegue neutralizar a “meia dúzia de profissionais da desordem” e parte para uma intervenção violenta em larga escala? Aqui ao lado, a jornalista Rosa Ramos explica que prevaleceu na polícia a teoria de que detenções cirúrgicas nas manifestações são excessivamente arriscadas e podem potenciar a violência. Uma fonte policial admite ao i que foi avaliado o risco de, “com detenções isoladas” se vir a “gerar uma situação de enorme instabilidade” – admitindo a polícia que os restantes manifestantes poderiam solidarizar-se com os “profissionais da desordem” – e que o desfecho final poderia ser uma carga policial “ainda pior”.

Numa manifestação maioritariamente pacífica, como até agora têm sido as manifestações, este risco foi sobreavaliado.

A edição do “Correio da Manhã” de ontem dava conta de um mal-estar instalado dentro da polícia pela demora em actuar. À pergunta sobre a demora em actuar ainda não houve uma resposta cabal. Não há uma única razão de segurança aceitável para manter a polícia e o parlamento sujeitos à martirização transmitida em directo. Mas pode haver razões políticas: o argumento da martirização conseguiu transformar uma carga policial num acto aceitável para a maioria dos portugueses; e em imediata sequência transformou as manifs em territórios de risco. Se isto interessa a alguém, não é seguramente ao Menino Jesus.

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Artigo de opinião, dia 19 de Novembro de 2012,sobre os pobres polícias portugueses que estão traumatizados, por terem feito uma carga policial pouco excessiva, na opinião dos próprios…

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Notícia da comunicação social, sobre um aumento de ordenado ” CONHECIDO” 5 dias antes da carga policial que deixou os nossos bravos agentes incentivados e aditivados,  deprimidos…e psicologicamente atormentados por não terem sido usados convenientemente na refrega em questão – a pátria estava em perigo , há que acudir… dia 14 de Novembro de 2012

O PSD, MIGUEL MACEDO, AS PEDRADAS E A POLÍCIA PORTUGUESA EXTREMAMENTE INCOMPETENTE

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Portugal tem uma polícia extremamente incompetente. Os próprios gostam de ser incompetentes.

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Durante duas horas ?!?! permitiram que duas dezenas de pessoas os apedrejassem, durante um dia de greve geral (14 de Novembro de 2012) que tinha uma manifestação também programada para terminar em frente à Assembleia da República.

Ao fim de duas horas de apedrejamento, feito por duas dezenas de pessoas, iniciaram uma carga policial contra todos os outros manifestantes, permitindo assim que os apedrejadores pudessem escapar passar impunes (e isto foi tão conveniente para tantas pessoas especialmente para a própria polícia…)

Pelo meio, percebe-se que existem polícias à paisana dentro de manifestações que se recusam a prender apedrejadores  “externos” à própria manifestação”. (estão lá a fazer o quê, se se recusam a fazer o seu trabalho? )

Também se percebe que existem pessoas que são “agentes provocadores” colocados dentro de manifestações, para criarem confusão e justificarem a intimidação posterior;

assente em cargas policiais sem regras e que atingem quem está na manifestação e quem não está, recusa de direitos de representação legal a detidos, tentativa de humilhação dos detidos pós manifestação, entre outras.

Sobre tudo isto, sobre esta maneira odiosa e ridícula como a polícia portuguesa se deixa tratar (e trata os cidadãos que deveria proteger) só se deve nutrir o mais profundo desprezo.

A polícia portuguesa é desprovida de valores!

Não tem qualquer espírito de missão!

Gostam apenas de serem mandados ir até à categoria classificativa de  “apenas rinocerontes que gostam de bater…”

Permite que o poder político a humilhe, a desvirtue, lhe cague e mije em cima e  ainda por cima, a polícia portuguesa acha mesmo (até agora calaram-se como bons incompetentes que são, não falando publicamente sobre este assunto…) que “fez um bom trabalho” no dia 14 de Novembro de 2012. (Assim o dizem os comentadores encartados pseudo especialistas lambe botas da cor do governo…)

A estupidez incompetente da polícia portuguesa vai a este ponto.

Já está neste ponto.

Será que é por terem de ser obrigados a conviver com o ministro da administração interna?

Tão estúpida e incompetente é a polícia portuguesa que parece ser incapaz de perceber para onde está a ser levada e atraída…

Fica a dúvida: de que lado está quem dá ordens à polícia? Dos que querem que a contestação se torne violenta ou dos que defendem o direito à manifestação?

*nota: não aprecio particularmente o blog que citei, mas as perguntas tem razão de ser.

Se eu estiver num passeio de uma rua a ser assaltado, e no passeio da rua em frente estiverem polícias, já percebi!

Duas horas depois a polícia portuguesa aparece para prender os assaltantes.

Não os encontrando, faz uma carga policial sobre quem lá estiver…

e chama a isso” um trabalho bem feito…”