DISSIDENTE-X

OS ÊXITOS DO PSD ENQUANTO GOVERNO: PORTUGAL TEM O OITAVO PIOR RATING DO MUNDO (O CDS e o PSD tem que ir embora)

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VITOR GASPAR - CONTAS EM ANANASES

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Apesar das agências de rating serem entidades com credibilidade zero, eram apontadas – antes das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 – como sendo altamente credíveis, e seriam estas entidades que iriam  credibilizar o país assim que verificassem que o senhor Passos Coelho fosse primeiro ministro.

PORTUGAL - O OITAVO PIOR RATING DO MUNDO

O estudo “Sovereign Data Comparator” mostra que a República portuguesa é, nesse grupo de países, a que tem piores perspetivas económicas para os dois próximos anos: a Fitch prevê uma recessão de 3,2% este ano, seguida de nova contração de 1,5% no próximo e uma retoma insípida de 0,8% em 2014.

No grupo de Portugal,  surgem ainda Uruguai, Filipinas, Macedónia, Hungria, Guatemala e Costa Rica, mas todos vão crescer mais do que a economia nacional.

Portugal foi atirado para o lixo em novembro de 2011 pela Fitch (as outras agências S&P e Moody’s fizeram o mesmo). A avaliação foi reiterada em novembro deste ano, com a empresa a dizer que a nota do país “reflete o progresso feito no âmbito do programa do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia até à data”, mas manteve a perspetiva negativa, ameaçando o país de novo corte na classificação.

Razão: os riscos políticos, de implementação e macroeconómicos” associados à aplicação do programa de ajustamento.

Ainda de acordo com a Fitch, o país pior classificado do mundo é a Argentina (com rating CC), logo a seguir vem a Grécia (com CCC).

Angola, que se está a tornar num dos maiores parceiros comerciais e de investimento de Portugal, tem um rating BB-, apenas um nível abaixo.

No mundo há apenas 15 países com rating máximo (AAA), seis deles da zona euro: Áustria, Finlândia, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda.

Para já Portugal não está a contrair empréstimos (emissões de obrigações) aos mercados de dívida de longo prazo, pelo que o rating não é uma questão sensível. No entanto, em 2013, o processo de regresso aos mercados tornará estas polémicas avaliações e opiniões das agências de rating numa questão relevante já que contribuem para agravar o custo das colocações de dívida.

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Notícia da comunicação social, dia 10 de Dezembro de 2012

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” Lisboa, 24 mar (Lusa) — O dirigente do gabinete de estudos do PSD Carlos Moedas defendeu hoje em declarações à agência Lusa que, com as reformas que um futuro Governo social-democrata vai aplicar, as agências ainda vão subir o ‘rating’ de Portugal.

Segundo Carlos Moedas, que é um dos principais conselheiros do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, os mercados “olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia”, porque “há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português”.

No seu entender, “assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal”.”

Carlos Moedas, conselheiro económico de Pedro Passos Coelho, 24 de Março de 2011

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