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O PSD, MIGUEL RELVAS, HELENA ROSETA, PEDRO PASSOS COELHO E O NEPOTISMO

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Helena Roseta conta um caso edificante passado com Miguel Relvas.

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TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO

(…) É uma historinha que eu ainda quero contar sobre o ministro Relvas… (…)

É uma historiaque se  passou comigo, não tem nada a ver com o relatório da ERC, não tem a ver com este conflito em particular do publico … eehhh, mas tem a ver com a figura do Miguel Relvas. Eu acho que o Miguel Relvas é uma pessoa trabalhadora, rápida, é diligente, anda com uma velocidade acelerada, sempre andou… à uma certa altura ele era secretário de estado do poder local e eu era presidente da ordem dos arquitectos. e o Miguel relvas falou-me para eu ir lá falar com ele porque havia uma possibilidade de haver uma acordo entre a secretaria de estado e o ordem dois arquitectos e la fui eu,

 e o acordo era sobre um programa chamado foral que se destinava a fazer formação dos arquitectos municipais com verbas comunitárias.

Encantados, nós temos centenas de arquitectos nas câmaras municipais , temos o maior interesse em fazer formação, sim senhor.

Mas havia uma condição!

E a condição era simplesmente esta.

A formação tinha que ser feita pela empresa do Doutor Passos Coelho.

E eu fiquei passada e disse:

Desculpe lá senhor secretário de estado, nessas condições não há acordo nenhum,

e não houve!

O passos coelho nessa altura era um empresário, legitimamente, tinha a sua empresa que fazia as suas actividades, tudo isto perfeitamente legitimo.

O que eu achei completamente excessivo foi o secretario de estado dizer-me a mim na minha qualidade de presidente de um órgão publico que era a ordem dos arquitectos …

Nós fazemos isto com vocês, desde que vocês contratem a empresa deste senhor.

Azar dos tavóras , esse senhor dessa empresa é hoje o primeiro ministro e que manda no doutor Relvas.

Isto para mim…

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Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos.

Wikipedia

A GOLDMAN SACHS E O PSD: AS ESTRANHAS LIGAÇÕES ENTRE ESTA EMPRESA E ESTE PARTIDO

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Notícia da comunicação social, sobre pragas que assolam a Humanidade, dia 2 de Junho de 2012

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O PSD , partido de pessoas que não são nadaØ habilidosas, não cria uma empresa para lá colocar um dos seus boys.

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Notícia da comunicação social, dia 8 de Junho de 2012

O IGCP tem a seu cargo a emissão de divida pública, foi “transformado” e passou a ser uma empresa.

O salário do seu presidente foi aumentado.

Tudo medidas de gestão que tem em conta a austeridade…

O novo presidente é  alguém que esteve na na Goldman Sachs

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João Moreira Rato vai ser o novo presidente do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), confirmou hoje à Lusa o Ministério das Finanças.
O IGCP é a agência do Estado que tem a seu cargo a emissão de dívida pública. A liderança da instituição estava vaga desde a saída de Alberto Soares, cujo mandato expirou em Março.

Moreira Rato trabalhava actualmente no banco de investimentos Morgan Stanley, tendo também passado pelo Lehman Brothers e pelo Goldman Sachs.

Antes das eleições de 2011, Moreira Rato pertenceu ao grupo de coordenadores do gabinete de estudos do PSD, que também integrava o actual ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque. O futuro presidente do IGCP é igualmente um dos sócios do fundo de investimentos Nau Capital, um hedge fund sediado em Londres.

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Notícia absolutamente surpreendente da comunicação social, dia 18 de Abril de 2012

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Eu não minto.

Eu não engano.

Eu não ludibrio.

A política de verdade é para mim uma convicção absoluta.

Vítor Gaspar, no parlamento, dia 9 de Maio de 2012

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Notícia da comunicação social, dia 9 de Maio de 2012

ESTADO OBRIGA AVENÇADOS A DECLARAR AFINIDADES POLÍTICAS – OU O GOVERNO DO PSD COMO CONTROLADOR TOTALITÁRIO DAS OPINIÕES

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Estado obriga avençados a declarar afinidades políticas
Comissão de Protecção de Dados assegura que é ilegal qualquer tipo de declaração sobre ideias políticas

Um organismo do Estado está a pedir aos seus trabalhadores com recibos verdes que assinem um documento em como não têm “afinidades políticas” com outros colaboradores e ex-funcionários desses mesmos serviços. O jurista João Amaral e Almeida, especialista em direito administrativo, diz que “é uma invenção claramente abusiva”.

A declaração – que está a ser pedida aos colaboradores para efeitos de renovação do contrato de trabalho –, menciona, além da questão partidária, “interesses económicos” e “relações familiares”.

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O jornal i confirmou a existência desta declaração junto de trabalhadores que preferem manter o anonimato com receio de represálias que ponham em risco o seu emprego. Já lhes basta estar a recibos verdes há quatro, seis, oito ou mais anos, sujeitos a horários e a hierarquia mas sem os benefícios de quem está nos quadros.

A advogada Inês Barros, especialista em protecção de dados do escritório Vieira de Almeida, concorda que a informação pedida “extravasa o que a lei prevê”, bem como o que “estabelece a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD)”.

A lei apenas prevê a solicitação de “informação sobre a contraparte [aquele que é contratado], designadamente no que respeita à relação ou à participação de ex-colaboradores do órgão ou serviço, bem como do respectivo cônjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao segundo grau da linha colateral, ou de qualquer pessoa com quem viva em economia comum”.

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Questões como a filiação partidária ou interesses económicos são consideradas da vida privada e, por isso mesmo, teriam de ser sujeitas ao parecer da CNPD – organismo que costuma impedir a divulgação deste tipo de informações. Outra das questões reside em saber como será utilizada posteriormente a informação pedida aos trabalhadores.

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A CNPD ficou surpreendida com o teor da declaração, que “não respeita em nada a portaria em causa, além de que não seria aceitável, e está fora de questão, que uma pessoa tenha de declarar as suas afinidades políticas”, disse ao i a assessora da instituição Clara Guerra.

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“O que é abusivo é impor ao contratado que diga tudo isto”, sublinha João Amaral e Almeida. Porquê? Logo à partida porque o contratado apenas pode consentir naquilo que é do seu conhecimento. “É aquilo a que em direito se chama ‘declaração de ciência’. Isto é, só posso dizer o que sei. E ninguém é obrigado a saber a relação dos parentes com terceiros.” No entanto, a lei abrange o próprio, o cônjuge e algum familiar ou afim em linha recta ou até ao segundo grau da linha colateral, ou de qualquer pessoa com quem viva em economia comum. “É uma data de gente de uma tacada só: pais, filhos, tios e primos… É um despautério e ainda por cima abrange a pessoa com quem se vive em economia comum.”

É este o outro problema. “Quando se fala em pessoa com quem se vive em economia comum há um atentado à intimidade, à vida privada das pessoas. No limite, a pessoa com quem se vive pode até não ser o cônjuge.”

Por outro lado, a lei de protecção de dados pessoais diz expressamente que os dados de terceiros só podem ser fornecidos com consentimento de forma inequívoca do próprio.

Quanto às afinidades políticas ou interesses económicos, “trata-se de uma invenção completamente abusiva. Não está na portaria nem se sabe o que é. Além de que ter afinidades ou relações familiares é normal e não é, em si mesmo, impeditivo de uma contratação… É surrealista”, remata João Amaral e Almeida.

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Notícia da comunicação social, dia 30 de Março de 2012