DISSIDENTE-X

Archive for the ‘ATAQUE ÀS PESSOAS’ Category

ISABEL JONET DIZ QUE A CARIDADE É MELHOR QUE A SOLIDARIEDADE. FELIZMENTE ESTÁ ENGANADA.

Ø

Acompanhei com distanciamento a polémica sobre as declarações de Isabel Jonet, no mês passado, acerca da necessidade do empobrecimento em Portugal.

Afinal de contas, ela tem feito um trabalho admirável no Banco Alimentar contra a Fome e todos devíamos estar-lhe gratos por isso. Uma pessoa que faz um trabalho de natureza prática não tem de ter um pensamento sofisticado sobre a pobreza e a desigualdade. Não devemos esperar que Isabel Jonet, depois de um dia de trabalho no Banco Alimentar, passe os serões a ler John Rawls ou Amartya Sen. Por isso, as críticas que então lhe foram dirigidas pareceram-me claramente excessivas e mesmo deslocadas. Agora, mudei de opinião.

Jonet dá esta semana mais uma entrevista, desta feita ao jornal i, onde declara: “Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social”. De forma cuidadosa, admite que necessitamos tanto de uma coisa como da outra e até considera errada a diminuição dez algumas prestações sociais. Na verdade, se Jonet tivesse dito que precisamos tanto de caridade como de solidariedade, eu concordaria. Mas ela disse algo subtilmente diferente, ou seja, que a caridade é preferível à solidariedade. Isto é, que a benevolência individual trata melhor os problemas da pobreza e da injustiça do que a solidariedade socialmente organizada através do Estado.

susaninha

Estas declarações – que Jonet dirá sempre que foram mal interpretadas, como se quem fala publicamente tivesse o monopólio da interpretação daquilo que diz – recordaram-me aquilo que se contava aqui há uns anos sobre as aulas do filósofo libertarista (ou neoliberal) Robert Nozick. Este escreveu uma famosa obra, intitulada “Anarquia, Estado e Utopia”, na qual atacava a ideia de justiça social considerando que, na verdade, qualquer esquema solidário ou distributivo implicava interferir na propriedade e liberdade dos mais ricos, o que significava tratá-los instrumentalmente e isso era indefensável de um ponto de vista moral. Pois bem, enquanto ensinava estas teorias, Nozick faria correr entre os estudantes uma caixa-mealheiro onde estava escrito “Contribuições para a pobreza em África”. A ideia era clara: a caridade substituía com vantagem a solidariedade.

Quando Isabel Jonet vem agora dizer que a caridade é preferível não podemos desligar-nos de um contexto político no qual o Governo pretende impor um corte devastador no Estado social, em especial nas prestações sociais. Ou seja, os discursos de Jonet e do Governo funcionam em tandem. Eles fazem cada um por si aquilo que Nozick fazia em simultâneo na sua sala de aula. Ao dizer que a caridade é preferível, Jonet está também a dizer, de forma sub-reptícia, que o Governo tem razão em cortar na solidariedade.

João Cardoso Rosas, Professor Universitário

Ø

Artigo de opinião, dia 12 de Dezembro de 2012

Ø

Notas:

Como ser humano, esta senhora vale zero.

O desprezo e o ódio que nutre pelos seus semelhantes é tremendo, das trevas, insidioso, negro como o mais negro coração negro.

E só consegue fingir que sublima isso usando os pobres e a caridade.

E através deles usando-os como armas de arremesso político.

Uma atitude que considero desprezível.

Do mais baixo moralmente que pode existir.

O Banco alimentar contra a fome é uma arma organizada contra a sociedade e não a favor da sociedade.

Anúncios

QUEM DETÉM A DÍVIDA PÚBLICA PORTUGUESA? (O CDS e o PSD tem que ir embora)

Ø

PEDRO PASSOS COELHO - UM GOVERNO DE ESQUEMAS

Ø

Os donos da dívida

Não sabemos em detalhe quem detém os títulos da dívida pública portuguesa. * No entanto, as estatísticas europeias dão-nos indicações da identidade dos credores por grandes agregados: empresas não-financeiras residentes (empresas sediadas em Portugal), empresas financeiras residentes (bancos, companhias de seguros e fundos financeiros sedeados em Portugal) e resto do mundo.

Infelizmente «resto mundo» é demasiado vago. No entanto, a partir de dados disponíveis na página do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) podemos discriminar a dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF) e Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Se tirarmos do «resto do mundo» as parcelas respeitantes ao FMI, MEEF e FEEF ficamos com um agregado «outros não residentes» que inclui empresas financeiras, não financeiras e famílias estrangeiras.

O gráfico seguinte representa a evolução destas parcelas entre 2002 e 2011 (últimos dados disponíveis).

GRAFICO DE EVOLUCAO DA DIVIDA PUBLICA PORTUGUESA 2002-2011

Podemos constatar nesse gráfico que, de 2002 a 2008, o peso entre os credores do Estado português das empresas, bancos e fundos de investimento estrangeiros foi sempre superior a 50% e se foi acentuando, chegando aos 75%. A partir deste ano – o ano da grande crise financeira – os investidores estrangeiros foram abrindo mão dos títulos portugueses. Em final de 2011 já detinham menos de 50%.

O peso entre os credores do Estado português dos particulares residentes (famílias portuguesas) que era relativamente elevado em 2002 (25%) foi também diminuindo ao longo do período, situando-se em 5% em 2011.

** A partirde2010Em contrapartida, aumentou o peso dos bancos, companhias de seguros e fundos de investimento portugueses e, em 2011, surgiram os fundos europeus e o FMI como grandes credores de Portugal.

Em 2011, o FMI e os fundos europeus detinham 19% da dívida e prevê-se que venham a deter 34% em 2012 e mais de 50% em 2014.  Em 2012 cerca de 70% da dívida pública portuguesa será detida pelo FMI, os fundos europeus e o sector financeiro português e em 2014 esta percentagem poderá chegar aos 80%.

 *** Significa isto que ao longo da intervenção da troika os credores privados internacionais terão passado de uma situação, em 2008, em que detinham 75% da dívida portuguesa, para uma outra, em 2014, em que deterão apenas 20%. De 2008 a 2014 os credores privados internacionais ter-se-ão livrado dos títulos de dívida pública portuguesa.

**** Para isso mesmo pode ter servido a intervenção da troika: para limpar os balanços das instituições financeiras estrangeiras (sobretudo europeias) de títulos da dívida portuguesa tornados demasiado arriscados. Para onde transitou o risco? Para os fundos europeus e o FMI, isto é, para os cidadãos dos países da eurozona que estão a garantir as emissões de títulos destes fundos destinadas aos empréstimos a Portugal.

***** Na realidade o “resgate” a Portugal, que nós estamos a pagar da forma que se sabe, é o resgate de bancos europeus que emprestaram acima das suas possibilidades.  

Ø

Autor:  José Maria Castro Caldas/auditoria cidadã, dia 2 de Dezembro de 2012

Ø

Breves notas:

* Porque é que não sabemos em detalhe quem detém os títulos de dívida pública portuguesa? O que é que o governo de Portugal e as instituições que gerem estes montantes estão a esconder?

** A partir de 2010 os grandes bancos portugueses começaram a comprar dívida pública portuguesa. Estando eles próprios em dificuldades; o que lhes foi então prometido para que o começassem a fazer?

*** Se está tudo a correr tão bem na actual política do governo (segundo os próprios o afirmam…), porque é que os credores privados internacionais estão a abandonar a dívida pública portuguesa? E porque é que os bancos comerciais portugueses tomam o lugar deles?

**** Exactamente! Para onde transitou o risco?

***** Através da transferência do risco das entidades financeiras europeias para as entidades financeiras portuguesas que estão a fazer a chantagem económica, política e social que se sabe.

Ø

DA TRAIÇÂO

A BANDEIRA AO CONTRÁRIO (O CDS e o PSD tem que ir embora)

Ø

Ø

Os governantes riram e voltaram-lhe as costas. Alguém há-de reparar o erro.

Só que o erro já foi, noutra altura, acerrimamente criticado. Numa altura em que não era erro, mas um modo de protesto.

Tudo o que diz respeito à bandeira nacional tem um simbolismo e hasteá-la ao contrário não foge à regra. Em tempos, durante as grandes guerras, as bandeiras hasteada ao contrário eram sinal de que o local estava dominado pelo inimigo, enviando um pedido de socorro. Trata-se de um sinal reconhecido ao nível internacional.

(…)

Mas voltemos um pouco atrás. Em 2009, um programa de televisão mostrava uma imagem da bandeira nacional invertida, o que causou uma grande celeuma entre a classe política e originou mesmo um comunicado de Belém.

“A bandeira nacional é símbolo da soberania da República, da independência, da unidade e integridade de Portugal é a adoptada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910”, lembrava-se no site da Presidência.

Era depois recordado, em concreto, o artigo 332º do Código Penal, que pune com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias “quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a bandeira ou o hino nacionais, as armas ou emblemas da soberania portuguesa”.

Hoje, o chefe de Estado sorriu com o incidente e deixou a outros a função de reparar um acto falhado de muito simbolismo.

Ø

Notícia da comunicação social, dia 5 de Outubro de 2012

Ø

Em contexto militar, explicou o coronel Cracel, um país pode ser invadido e isso traz normalmente várias variáveis, como a invasão, o colaboracionismo de algumas elites, a violência contra as populações e as detenções.

“Se transpusermos isso para a situação que vivemos, de algum modo é aquilo a que estamos a assistir. Não é uma invasão militar, mas é uma invasão económico-financeira, em que os ingredientes não diferem muito daquilo que acontece com uma invasão militar”, apontou Pereira Cracel.

Acrescentou que, tal como numa invasão militar, o pedido de resgate financeiro de Portugal à União Europeia trouxe “um inimigo, um adversário que impõe as suas regras, violentando, com a colaboração de alguns”, apontando que também já surgiu a variante “resistência”.

Ø

Notícia da comunicação social,dia 5 de Outubro de 2012

Ø

TRABALHADORES DO PRIVADO PERDEM DE CERTEZA UM SALÁRIO EM 2013; MAS PODEM PERDER DOIS

Conteúdo deste post relacionado com este

Ø

Todos, funcionários públicos e trabalhadores no sector privado, vão ter uma redução no seu rendimento em 2013 que será superior ao corte de um dos subsídios e, nalguns casos, será de dois subsídios. Mais, portanto, do que foi desde ontem noticiado.

Os funcionários públicos, como sofrem ainda o efeito da mudança de escalão de IRS por diluição de um dos subsídios, vão perder mais do que o equivalente a dois subsídios.

Em causa está uma conta: o aumento dos sete pontos percentuais incide sobre o salário bruto, sendo descontado na totalidade ao salário líquido. Quanto mais alto é o salário, maior é percentualmente o desconto face ao salário líquido. Assim será a não ser que a proposta apresentada pelo primeiro-ministro seja alterada. Tal como está, ela ainda pior do que parece para os trabalhadores portugueses.

Faça você mesmo
O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou na sexta-feira, dia 6 de Setembro, que “o Governo decidiu aumentar a contribuição para a Segurança Social exigida aos trabalhadores do sector privado para 18%”. A actual taxa é de 11%. Em contrapartida, anunciou o primeiro-ministro, isso permitirá “descer a contribuição exigida às empresas também para 18%”.

Em termos brutos, o agravamento da taxa corresponde a uma redução de 7%. Mas, em termos líquidos, quanto maior for o salário, maior é o corte, atingindo-se muito rapidamente, à medida que os salários sobem, uma redução no rendimento equivalente a dois salários.

Contactado o Ministério das Finanças para comentar esta notícia, o gabinete de Vítor Gaspar preferiu não comentar.

Ø

Salário mensal de 1000 euros brutos
A perda de rendimento líquido ultrapassa o equivalente a um salário líquido logo a partir dos mil euros de salário bruto, o que atinge pessoas que levam para casa, neste momento, cerca de 800 euros. Neste caso passa a receber 730 euros, mantendo-se as actuais taxas de IRS, o que corresponde a um corte de 8,8%.

Salário mensal de 2000 euros brutos já perde mais de um salário e meio
Com este salário já se perde mais do que um subsídio e meio, em termos líquidos. Quem está a receber cerca de 1400 euros (ou seja, ganha cerca de dois mil euros brutos), vai deixar de receber 10% do seu rendimento mensal o que corresponde a perder mais de um salário e meio em termos anuais.

Salário mensal de 3000 euros brutos perde 10,9%
Um salário bruto de três mil euros para um casal com dois titulares e dois dependentes verá o seu rendimento líquido mensal cortado em 10,9% – perda mensal de 210 euros por aumento da taxa social única -, o que corresponde, em termos anuais, a cortar 1,7 subsídios. A perda anual é de 2.940 euros.

A partir dos 7 mil euros brutos, desaparecem dois salários
A redução no rendimento que se leva para casa atinge os 14%, ou seja, o equivalente aos dois subsídios, de férias e de Natal, a partir de salários brutos de sete mil euros ou líquidos da ordem dos 3.900 euros.

Ø

Notícia da comunicação social,dia 8de Setembro de 2012

Ø

TABELAS  PUBLICADAS NO JORNAL DE NEGÓCIOS

Ø

Ø

Ø

O PSD, PEDRO PASSOS COELHO E OS CORTES NO SUBSÍDIO DE NATAL/FÉRIAS PARA OS TRABALHADORES MANDRIÕES DO PRIVADO (esses parasitas… )

Ø

Ø

Ø

Notícia da comunicação social, sobre comunismo de mercado que socializa os prejuízos e privatiza os lucros, dia 6 de Julho de 2012

Ø

Ø

Ø

Notícia da comunicação social, sobre um pirómano económico que anda à solta por aí, dia 5 de Julho de 2012

Ø

O PREÇO DA ÀGUA VAI SUBIR MAIS DE 750%. POR FAVOR, APLAUDAM O PSD E O GOVERNO…

Ø

O presidente da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) defendeu esta sexta-feira que o preço destes serviços deve corresponder ao seu custo real, admitindo que na maior parte dos casos a fatura vai aumentar.

«O que se pretende em termos de prestadores de serviços de águas e resíduos é que evoluam para tarifários realistas, que se traduzam em receitas que correspondam efetivamente aos custos que têm com os serviços», sublinhou Jaime Melo Baptista, em declarações à Lusa.

Escusando-se a adiantar valores, o presidente da ERSAR afirmou que o preço da água «deve ser aquele que tem de ser», depois de calculados os custos de cada operador com o serviço.

Ø

Ø

Notícia da comunicação social, sobre mais este luxo ilegítimo de que os portugueses beneficiam e que vai ser atacado pelo governo, dia 8 de Junho de 2012.

Ø

Água: preço pode subir mais de 750%

Novo modelo está a caminho. Novas regras deverão ser postas em marcha em 2014

Os consumidores vão passar a pagar água oito vezes mais cara. Isto porque com a reestruturação do setor, há mudanças a caminho. O novo modelo implicará aumentos, que em algumas zonas podem superar os 750%, escreve esta terça-feira o jornal «i».

A ideia é que o preço da água seja uniforme um pouco por todo o país, ou seja, cerca de dois euros e meio por metro cúbico.

Ø

Notícia da comunicação social, acerca das reformas e do combate ao luxo que é o acto de beber-se àgua, por parte do governo e do regulador nomeado pelo governo, dia 29 de Maio de 2012

Ø

Por favor, aplaudam o PSD, a entidade reguladora (nomeada pelo governo)  e o Governo por erradicar este luxo que é beber àgua, esse produto supérfluo e de luxo.

Written by dissidentex

11/06/2012 at 17:52

CANADÁ: PROTESTOS SISTEMÁTICOS DOS ESTUDANTES SÃO IGNORADOS PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL OCIDENTAIS

Notícia da comunicação social de outro lugar que não o Ocidente, dia 31 de Maio de 2012

Ø

No livre e hipócrita ocidente, sempre tão disposto a chatear as pessoas com notícias de primaveras ocorridas em países do médio Oriente, ou da Ásia ou da china, ou de Marte ou de Alpha Centauri e das supostas liberdades que daí advém para os povos desses países, escolhe ignorar tudo aquilo que se está a passar no Canadá.

Há mais de 100 dias que há manifestações no Quebeque

100 dias!

Ninguém reparou?