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ALBERTO JOÂO JARDIM ADERIU AO BLOCO DE ESQUERDA

«”Dá a impressão que cada um de nós está reduzido a uma parcela orçamental, está reduzido a uma parcela da manipulação dos números e em que a vida dos países não está centrada sobre aquilo que é fundamental, que é a dignidade e as necessidades da pessoa”, afirmou o chefe do Executivo madeirense.»

Não contem comigo para esses jogos de dinheiro, em que o dinheiro não é posto ao serviço dos cidadãos, em que o dinheiro não é posto pela banca ao serviço das pequenas e médias empresas, em que o dinheiro anda a dominar o Estado”.

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 Alberto João Jardim, declarações à comunicação social, dia 01 de Outubro de 2011

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O BLOCO DE ESQUERDA JÁ ENCONTROU O SEU NEVILLE CHAMBERLAIN…

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(1) Entre apresentar um programa eleitoral de esquerda, sem lunaticismos, sem derivações metafisicas, sem estar colado ao PS e sem abdicar de certos princípios ou (2) capitular perante o oportunismo da situação, algumas pessoas do BE, dirigentes com responsabilidade,embora apenas oportunistas e arrivistas já decidiram: o appeseament( com recompensas futuras) é a solução.

O exemplo disso mesmo é o post do Arrastão

sobre a análise aos resultados eleitorais de Lisboa e do Bloco.

Tudo no post é uma mentalização feita aos eleitores/militantes do Bloco que pairam pelo blog arrastão para que aceitem (mentalmente)” ir” para uma coligação com o PS.

A lógica que está por detrás disto é semelhante à lógica do futebol chamada “benefício ao infractor”.

Um jogador faz uma falta que interrompe a progressão de um adversário em direcção à baliza. Mesmo sofrendo uma falta, quem dela é alvo consegue manter-se a correr e a ir para o golo. Então o arbitro, interrompe a partida marcando a falta e parando a jogada que daria o eventual golo.

O infractor (quem fez a falta) é beneficiado porque não sofre um golo na sua baliza.

O Bloco é o adversário que vai em direcção à baliza. Quem faz a falta é o PS, e o arbitro são os oportunistas e arrivistas que defendem a coligação do BE com o PS, o infractor desta história,.

Que, após 4 anos e meio de péssima governação, e sem ter qualquer ideia concreta de como há-e sair do buraco para onde nos enfiou, vem agora pedir “ajuda” e isenção através de coligações com quem apareça para os safar.

A argumentação do arrastão é a de que pelo facto de o Bloco ter recusado “participar e viabilizar soluções de governo”, isso (ajudou) os prejudicou em Lisboa (autárquicas) e constituiu uma perda de oportunidade para futuros acordos governativos.

Existem pessoas no BE que tem pressa de chegar a secretários de estado ou ministro para depois telefonarem ao pai a dizerem que já são secretários de estado ou ministros.

Cita-se:

Ao contrário do que pensam alguns camaradas meus, o eleitorado do Bloco não é sectário nem exige que o BE se mantenha puro e virgem. Quer ver o partido a assumir responsabilidades e a mostrar o que vale. Não acha impensável que o Bloco se oponha ao PS no parlamento nacional e consiga fazer entendimentos a nível local (como o PCP já fez em Lisboa). Distingue as duas dimensões. E não lhe basta que o Bloco se apresente a votos para lhe entregar o seu.

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Camaradas do Daniel Oliveira.

Tenham cuidado com aquilo que desejam.

Quando e se chegarem ao Governo, terão problemas concretos e reais para resolverem que extravasam as cercanias do Príncipe Real em Lisboa.

Se mostrarem o que actualmente valem toda a gente verá que valem pouco.

E depois é que a ilusão fica perdida para sempre…

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Cita-se:

Agora, passado este ciclo eleitoral, o Bloco tem de reflectir. Reflectir sobre o que querem os homens e mulheres que têm feito crescer o BE. O que espera o eleitorado do partido onde habitualmente vota. Se quer um partido apenas de contra-poder ou espera que se assumam responsabilidades. Se aceita estratégias que apenas têm a afirmação do partido como meta ou se deseja que a energia que o Bloco acrescentou à política portuguesa e à esquerda tenha efeitos práticos na vida concreta das pessoas. A começar pelo poder local, onde o BE pode provar que sabe fazer as coisas de forma diferente.

Aqui temos a parte mais assumidamente Neville Chamberlain. (Sair do armário?…)

Implicitamente este senhor está a dizer que o BE chegou aos seus limites naturais de crescimento, e que deve optar por “vender-se” enquanto ainda tem algo para vender.

A terceira opção: crescer organicamente “comendo espaço político” ao PS não passa pela cabeça deste senhor, uma vez que isso não é a opção de inúmeras pessoas dentro do bloco (nem nunca lá estiveram para isso…).

É  desta forma que pessoas que se reclamam de “pertencer a um partido diferente” no fundo fazem a mesma política pequenina idêntica à dos outros partidos “normais” e apenas apresentam argumentos baseados nas contas de mercearia…

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Para o PS (E também para o PSD…) ter uma oposição de esquerda como esta é “sopa com mel…”

Verifica-se que não fazem “hold the lines” e à primeira oportunidade concreta e real de venda eles  apresentam a proposta de venda…

Pior: ficam altamente confusos com o que lhes acontece…

E assim o PS nunca será verdadeiramente incomodado…

Mas dentro do BE existiu sempre muita gente que nunca quis incomodar verdadeiramente o PS. Foi por isso que foram alcunhados de “Esquerda Caviar”…

Written by dissidentex

14/10/2009 at 7:51

ELEIÇÕES EUROPEIAS 2009

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O que é que se retira destas eleições europeias 2009?

Um breve preâmbulo para explicar algumas coisas. Um “preâmbulo” comercial.

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Quando os responsáveis de um hipermercado, ou cadeia de hipermercados, sabem que não estão em condições de competir em preço com outro hipermercado ou cadeia de hipermercados, utilizam um truque para fugir a essa competição.

Anunciam que “cobrem” a diferença de preço se o cliente encontrar no raio de “X” quilómetros o mesmo produto, mas mais barato.

O truque que aqui está é o seguinte:

estão publicamente a sinalizar à concorrência mais competitiva e mais barata que esta pode aumentar os preços até estes chegarem ao mesmo nível dos preços do hipermercado “não competitivo”.

Estão a dizer que “não queremos uma guerra de preços”. Aumentem o vosso preço e ganhámos os dois e ninguém se perturba.

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Na parte política, já a política pura desapareceu há muito tempo. E agora também existem formas sofisticadas de mercado político e de vendas de ideias.

Ontem sucedeu o mesmo, comparativamente, ao que sucede no mercado “comercial” dos hipermercados e das suas lutas semi falseadas de preços.

Uma sinalização de que; é melhor não entrarmos em guerras extremas de preços políticos.

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Dois analistas políticos do PSD, Joaquim Aguiar e Pacheco Pereira, em duas estações de televisão diferentes, a horas diferentes, mais António Barreto, um independente disfarçado do PSD, mencionaram a expressão partido de extrema esquerda, referindo-se ao Bloco de esquerda.

Que pela “primeira vez”, um partido de extrema esquerda tinha tido mais votos do que o Pcp. Que isso tinha sido uma enorme derrota do Pcp, mas que (insinuava-se nesta implicação usando estas palavras) o próximo perigo (o próximo demónio) seria o Bloco de esquerda.

E a partir daí começava-se a “insinuar” que “poderíamos ter “problemas de governabilidade futuros” porque o Pcp e o BE não seriam adequados para coligações eleitorais com o PS, e que o CDS + o PSD poderiam não chegar a ter maioria absoluta, no futuro.

Como todos podem ver, actualmente não temos, ao que parece…problemas de governabilidade….

Actualmente, tudo corre às mil maravilhas.

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Os analistas políticos do PSD começaram ontem a sinalizar aos do PS, que não estão em condições de conseguir competir pelo espaço político de forma a “ganharem inequivocamente eleições”, e que, portanto, é melhor o PS, tentar encolher o espaço do Bloco de esquerda, enquanto o PSD tenta fazer o mesmo do seu lado, e , eventualmente, isto levar a uma coligação de Bloco Central, ou pelo menos a que se “pense no assunto”.

Ou a que um “governe” , e o outro não obstaculize por aí além.

Que, no concreto, os mesmos métodos que tem levado isto para o fundo, continuem a ser seguidos e usados.

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Também existem outras implicações neste tipo de discurso.

A construção de imagens mitológicas de demónios – hoje o Bloco de esquerda, ontem o Pcp, amanhã a extrema direita, depois, quem aparecer, quer esses demónios o sejam, quer não o sejam.

As convenientes desculpas e tentativas de atribuir a outros “características” de radicais, de seres estranhos ao sistema, são uma constante do actual centro político português.

Só assim esse denominado centro político consegue manter o actual sistema decadente, ineficaz e corrupto.

É a “sistemática” construção de um “inimigo externo” que permite que isto se mantenha como está.

Chama a outros (sejam quais forem os outros) radicais, enquanto a si próprio se atribui uma imagem de moderado.

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E a abstenção chegou acima dos 60%.

Uma excelente vitória dos moderados do sistema.

Written by dissidentex

08/06/2009 at 10:16

O ERRO DO BLOCO DE ESQUERDA

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Todas as pessoas, ou pelo menos quase todas, apreciam a tranquilidade de um quotidiano repetido.

Todas as pessoas, ou pelo menos quase todas, gostam de calma e passarinhos a cantar.

É por isso que quando alguém ou alguma força política se propõe abanar a tranquilidade de um quotidiano político repetido, o deve fazer com “objectivos”.

E o Bloco de Esquerda esforça-se por abanar a tranquilidade repetida do quotidiano político mas sem definir os objectivos certos para o fazer. Notícia RTP de 12 de Maio de 2009.

É por isso que apenas tem 10% de votos.

BLOCO DE ESQUERDA - IMPOSTO SOBRE FORTUNAS

E quais são os objectivos políticos certos?

São passar por afirmar e demonstrar sem qualquer tipo de dúvidas  que as  fortunas portuguesas se recusam – de facto –  a contribuir para o (1) Estado português  (para a Nação) e por consequência, se recusam a contribuir para a (2) sociedade portuguesa, e por consequência nada contribuem para (3) Portugal.

Como tal é necessário dizer que deverão pagar as crises que geram. E geram as crises, pela complacência e pelo deixar andar, porque adoptam formas de comportamento económico que nada geram para a economia portuguesa.

Nada geram na economia portuguesa, senão monopólios e oligópolios disfarçados de economia de mercado.

Nada geram na economia portuguesa, senão bloqueios e constrangimentos no poder político e no Estado e respectivo funcionamento.

Nada geram na sociedade portuguesa senão ressentimento social e enormes divergências entre cidadãos portugueses; entre os que tem e os que não tem, uma divisão sempre artificialmente alimentada.

Nada geram senão uma cultura elitista, parasitária na economia e de constante subordinação do poder político ao poder económico e destes dois a um conjunto de pessoas nas sombras que – efectivamente controlam este país.

Os resultados estão – perfeitamente à vista.

Um país com uma economia de mercado supostamente de mercado, onde tudo aparentemente funciona, mas mal. Um país preso por elásticos sociais que se estão a romper.

Um país onde o poder político nada efectivamente manda.

Um país completamente destituído de conceitos de interesse nacional a serem aplicados pelo poder político em defesa do país.

Um país eternamente adiado e a caminho  de se tornar um Estado frágil e sem qualquer relevância política ou económica a nível nacional e internacional. (O que produzimos?)

Uma país onde é possível afirmar que os actuais filhos dos actuais  pais do actual país que dá pelo nome de Portugal viverão pior do que os seus pais.

E tudo isto é independente do poder político-partidário que esteja em funções.

Acontecerá seja qual for o partido político em funções.

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Porque o problema não é um de “partidos políticos ” ou de pessoas momentaneamente em cargos, mas sim um problema de “estrutura”; de definição do que é interesse nacional, de definição de uma linha de rumo estratégica para  país.

Porque o problema é que as pessoas apreciam a tranquilidade de um quotidiano repetido, julgando que será assim que algo mudará.

Nunca uma longa sucessão de quotidianos tranquilos repetidos mudou alguma coisa.

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Como as grandes fortunas (para utilizar o jargão do bloco de esquerda) se recusam a contribuir para o país, deverá ser dito pelo Bloco de esquerda (ou qualquer outro partido que assim o queira fazer) que estas devem ser taxadas – porque se recusam a contribuir para o país!

E acaso alguém diga que passará a existir fuga de capitais, assim seja.

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Para que queremos em Portugal estes “capitais” se estes “capitais” não contribuem para o país?

Para que “queremos ” estes “capitais” se “estes capitais” não investem um mínimo que seja?

Para que “queremos” estes “capitais” se “estes capitais” sempre que podem, minam o poder político?

Não será melhor substitui-los por outros?

Não existirão candidatos estrangeiros que nos façam o amável favor de nos libertar desta dependência?

Ficaríamos na mesma dependentes, mas pelo  menos, ganharíamos em mais competência e menos monopólios.

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Este é o erro do Bloco de esquerda.

Apenas diz que se deve aplicar impostos sobre fortunas.

Mas não diz porque é que se deve aplicar impostos sobre as fortunas.