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Archive for the ‘CHICOS ESPERTOS’ Category

OS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO, PEDRO PASSOS COELHO E O PSD – VAI-SE VENDER POR UM EURO ESTA EMPRESA… (O PSD e o CDS tem que ir embora)

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Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vão voltar a sair à rua a 1 de Outubro, em protesto contra a anunciada reprivatização da empresa, que, acusaram, será feita “por um euro”.

“O que nos foi dito pela administração dos ENVC é que o ferryboat Atlântida faz parte, como activo, do caderno de encargos da reprivatização. Assim, os estaleiros vão ser vendidos por um euro, provavelmente”, explicou António Costa, coordenador da Comissão de Trabalhadores da empresa.

Isto porque aquele ferryboat encomendado por 50 milhões de euros pelo Governo Regional dos Açores e rejeitado em 2009, estará agora avaliado, segundo os trabalhadores, em cerca de 35 milhões de euros, tendo os ENVC um valor nominal de 29,9 milhões de euros.

(…)

O capital social dos estaleiros é composto por 5,950 milhões de acções, detidas totalmente pela Empordef – holding pública para as indústrias de Defesa –, com um valor nominal, cada, de cinco euros, o que perfaz um total de 29,9 milhões de euros.

O Conselho de Ministros definiu quatro potenciais investidores finais – de Portugal, Brasil, Noruega e Rússia – para a alienação do capital social dos ENVC, empresas que devem apresentar as propostas vinculativas até fim de Setembro.

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Notícia da comunicação social, dia 12 de Setembro de 2012

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CORRUPÇÃO EM PORTUGAL: A GERAÇÃO DOS CHICO ESPERTOS

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(…) Os “casos Relvas” pouco tem a ver com o percurso mitificado dos nossos fundadores. Simbolizam antes a geração de “chicos espertos” que, já durante o século XXI, chegou ao poder. Provêm maioritariamente das jotas, chegam a deputados de quarta fila durante a década de 80, com 20 e poucos anos, e rapidamente descartam quaisquer qualificações académicas em detrimento de uma actividade política rapidamente recompensadora. São recrutados com o secundário completo, sem que o sistema os obrigue à conclusão de um grau académico, rapidamente se tornando protegidos e/ou afilhados, categoria que geralmente acumulam com a de cacique empenhado e que lhes possibilita a obtenção de lugar de destaque nas hierarquia da jota e/ou do aparelho partidário. Depois, quando fora do Parlamento, e da intervenção nos “Passos Perdidos”, são encaixados em empresas amigas, escritório de advogados amigos ou no sector Estado amigo. Até regressarem a São Bento e, imaginem, ao Governo de Portugal. Tudo dentro da normalidade construída e cimentada nos últimos 30 anos da democracia portuguesa pelos partidos do arco governamental (porque nestes casos não há ideologia que aguente). Assim não estranha a inconsequência e impunidade política. Ou, o arranjinho para a empresa do amigo, a licenciatura aos 40 anos ou a mania do controlo da comunicação. Afinal, Relvas mais não faz que reproduzir um padrão de comportamento tantas vezes utilizado e reutilizado por uma geração de chicos-espertos que, aproveitando a sedimentação do nosso sistema político, e a entrada de Portugal na CEE, se especializaram na permanência permanente (redundância deliberada) na órbita do sistema, assim fazendo uma vida.

E enquanto esta caravana passa, certamente que muitos dos de 75 levam as mãos à cabeça questionando-se: “como foi isto possível” (os puros); enquanto outros lavam as mãos e batem na cabeça dizendo: “como pude eu fazer isto possível” (os padrinhos).

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Artigo de opinião na comunicação social, dia 17 de Julho de 2012

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