DISSIDENTE-X

Archive for the ‘JORNAIS’ Category

CANADÁ: PROTESTOS SISTEMÁTICOS DOS ESTUDANTES SÃO IGNORADOS PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL OCIDENTAIS

Notícia da comunicação social de outro lugar que não o Ocidente, dia 31 de Maio de 2012

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No livre e hipócrita ocidente, sempre tão disposto a chatear as pessoas com notícias de primaveras ocorridas em países do médio Oriente, ou da Ásia ou da china, ou de Marte ou de Alpha Centauri e das supostas liberdades que daí advém para os povos desses países, escolhe ignorar tudo aquilo que se está a passar no Canadá.

Há mais de 100 dias que há manifestações no Quebeque

100 dias!

Ninguém reparou?

JOSÉ SENA GOULÃO DESCREVE A MANIFESTAÇÃO DE 22 DE MARÇO DE 2012

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Esta manifestação começou calma, muito calma. Gente a conversar, juntar cartazes, pessoal de bicicletas, amigos sentados no chão no Saldanha.

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Começámos a subir a Rua do Carmo, depois a Rua Garret onde começámos a ver o movimento anormal de carrinhas de Polícia de Intervenção e corremos até ao sítio para onde se dirigiam. Perdi-me da Patrícia e fui direito ao rapaz que aparece em todos vídeos a tirar o sangue da testa e atirar para cima da Polícia e apenas tirei uma fotografia (a penúltima aqui). Não tive tempo para me aperceber do que realmente estava a acontecer ali. Quando me virei para trás tirei esta última que aqui está e vi que estavam a começar a avançar e que iriam varrer tudo o que estava à frente.

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Por mais absurdo que possa ser o comunicado da PSP que refere que nós jornalistas devemos estar atrás da linha policial (provavelmente para apanhar a cara de quem leva e não a de quem bate, como diz o Francisco Paraíso hoje no CM), foi exactamente isso que eu tentei fazer porque me vi numa situação em que iria ser apanhado no meio da confusão sem sítio para escapar. Andei na direcção deles a dizer que era jornalista em voz alta e fiz sinal para que me deixassem passar para trás da linha que estavam a fazer e foi aí que me bateram pela primeira vez na cabeça e caí ao chão. O resto as imagens mostram como foi, sendo o resultado dois cortes na cabeça, 6 pontos, ombro, costas e joelhos amassados mas acima de tudo uma sensação de medo e impotência perante tudo o que estava a acontecer. A cara do polícia que me bateu era de raiva, até a língua estava a morder. Repeti não sei quantas vezes que era jornalista em pânico e nem assim ele parou, ainda deu com mais força. Nunca pensei que aquilo pudesse acontecer cá.

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Ainda mais revolta causa ver as imagens da Patrícia a ser agredida daquela maneira! Como é possível?! Desde quando uma mulher com uma câmara fotográfica é ameaça para alguém?

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Não sei se foi premeditado ou não, mas a falta de inteligência daqueles animais não alcança que para cada câmara que tentam que não fotografe ou filme a sua brutalidade há dezenas de outras a captar o que está acontecer. E o resultado está à vista. As imagens daquelas duas senhoras já mais velhas, uma a levar uma joelhada no peito e outra a ser atirada ao chão também não há palavras para descrever. Parabéns a quem captou tudo isto para que se possa ver e rever. A única coisa boa que se tira disto é exactamente a atenção que o assunto está a ter, para que não se repita.

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Fotografo José Sena Goulâo, descrição dos acontecimentos que experimentou viver, no dia 22 de Março de 2012

GREVE GERAL DE 22 DE MARÇO DE 2012 – POLÍCIAS ATRIBUEM RESPONSABILIDADE A QUEM DEU ORDEM DE ACTUAR – O JORNAL EXPRESSO BRANQUEIA

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“Quando dão a ordem para avançar, é quase impossível travar-nos, já não ouvimos ninguém, deixa de haver uma linha de pensamento, e a questão de serem fotojornalistas ou cidadãos nem se nos coloca naquele momento: a nossa função é limpar o local”, confessou ao i um agente do Corpo de Intervenção (CI) que pediu o anonimato.

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Segundo Ricardo Noronha, uma testemunha ouvida pelo i, “tanto o polícia agressor como a fotojornalista agredida já nos acompanhavam desde a praça do Saldanha, era impossível o agente não saber quem ela era quando a agrediu no Chiado”. Segundo Noronha, os incidentes surgiram “quando a PSP tentou deter um dos manifestantes”. Os restantes “tentaram pacificamente impedir e foi aí que a PSP começou à bastonada”. A resposta “foi o arremesso de garrafas de água e cerveja”, seguindo-se “a entrada da polícia de choque, que até senhoras de idade agrediu”.

(…)

Este polícia de choque lembrou que “na greve de 24 de Novembro detivemos um homem que estava a dar pontapés nas grades frente à Assembleia da República, mas quando já estava algemado disse que pertencia às brigadas de investigação criminal da PSP”.

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Notícia da comunicação social ofendida quando lhes toca a eles, mas pouco ofendida quando toca a cidadãos comuns, dia  23 de Março de 2012.

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O jornalismo amarelo e que branqueia no seu melhor. Uma capa ridícula onde uma greve geral da qual resultaram incidentes é omitida. Capa do Jornal Expresso, dia 23 de Março de 2012.

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CAVACO SILVA E O GOVERNO: O SPIN COZINHADO PARA CONFUNDIR A OPINIÂO PÚBLICA

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Jornal Expresso, dia 28 de Janeiro de 2011

Fonte

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No Domingo, dia 29 de Janeiro de 2011, e para reforçar a dose do dia anterior, tentando dar a entender que estão mesmo zangados (etc e tal) cozinhou-se mais uma “dissensão ficticiamente sangrenta entre estas pessoas do mesmo partido”.

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Notícia da comunicação social, dia 29 de Outubro de 2012

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Notícia da comunicação social,dia 30 de janeiro de 2011

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SPIN:

In public relations, spin is sometimes a pejorative term signifying a heavily biased portrayal in specific favor of an event or situation. While traditional public relations may also rely on creative presentation of the facts, spin often, though not always, implies disingenuous, deceptive and/or highly manipulative tactics. Politicians are often accused of spin by commentators and political opponents when they produce a counterargument or position.

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Assessoria (spin)
“A gestão das notícias por profissionais de comunicação e por agências noticiosas, tanto independentes como ligados a governos ou ministérios. A profissionalização da comunicação pública em geral.

Os spin doctors* popularizaram-se no Reino Unido durante a década de 90 e estiveram especialmente associados ao apertado controlo que o novo Partido Trabalhista exerceu relativamente à sua imagem pública, antes do governo Blair, em 1997 (e subsquentemente). As artes negras da manipulação mediática eram usadas não só externamente, para controlar tanto quanto possível o fluxo, e até o estilo, da informação usada pelos jornalistas, mas também internamente, para assegurar que os próprios políticos trabalhistas permaneciam «on message» em todos os momentos.
(…) Nos últimos dias de governação, o governo conservador liderado por John Major foi perseguido pela sordidez e pelo escândalo, o que contribuiu indubitavelmente para a sua derrota nas eleições de 1997. Consequentemente, o «spin» podia operar em ambos os sentidos – como manipulação oficial, para proteger o governo, e como uma vingança dos que não têm voz, para «os manter honestos».
Uma das suas mais peculiares aspirações à fama provinha da afirmação de que o «spin» podia provocar a ocorrência de um acontecimento antes de ele ter acontecido. Parte da arte do «spin» consistia em usar contactos seleccionados e fugas de informação para provocar a cobertura na imprensa e na rádio ou em espectáculos televisivos antes da publicação de algo arriscado – por exemplo, um relatório crítico ou números pouco precisos sobre a economia.

* termo que designa o assessor de comunicação na área política (n. da T.).”

HARTLEY, John, Comunicação, Estudos Culturais e de Media, , Quimera, Lisboa, 2004, págs. 27 e 28

O PSD E O EXPRESSO – PROPAGANDA ELEITORAL DISFARÇADA DE JORNALISMO

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Capa do jornal Expresso – dia 7 de maio de 2011

O dono do jornal Expresso é o senhor Pinto Balsemão – militante do PSD

O dono do Jornal Expresso é o dono da empresa de comunicação social – televisão que dá pelo nome de “Sic”.

O “PSD” é bastante amigo do senhor Pinto Balsemão (ou será o contrário ?) e uma manchete destas é colocada falando de algo que incomoda o senhor Pinto Balsemão desde sempre: a existência de canais públicos de televisão.

É muito mais fácil e melhor cartelizar o mercado televisivo, com 3 concorrentes privados, do que com concorrentes públicos.

Se o senhor Pinto Balsemão se incomoda tanto com canais públicos de televisão, porque não sai da do negócio da televisão?

Isto é propaganda em interesse próprio, não jornalismo.

Isto é condicionamento da opinião pública e um frete ao PSD (e como eles precisam que lhes façam fretes…)

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIATICA (5)

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41. Cozinhar as manchetes – 3 simples técnicas.

Técnica 1 – títulos noticiosos enganadores feitos para favorecer uma certa mensagem, mas feitos a partir de notícias verdadeiras.

Técnica 2 – Títulos noticiosos completamente falsos.

Exemplo 1: “armas de destruição massiva encontradas no Iraque”.

Exemplo 2: “A segurança social está falida”.

A partir de determinada altura a maior parte da população começa a acreditar porque a repetição dos títulos noticiosos enganadores ou falsos é constante.

Técnica 3: inserir propaganda dentro de notícias como  tal sendo um facto ou razões para algo acontecer.

Exemplo: o mercado bolsista subiu (ou desceu) hoje porque… (inserir a propaganda que interessa…)

42. A repetição e a confiança daí derivada.

Existem 11 milhões de cidadãos em Portugal.

Os convidados para aparecerem na televisão (nos meios de comunicação social e política)  contam-se pelos dedos das mãos.

O acto de promover o sistemático aparecimento nos  canais comunicacionais das mesmas pessoas é inteiramente do agrado do sistema comunicacional/ político dominante.

O objectivo é o de criar “fontes confiáveis”, que sejam aceites como sendo de “confiança” pelos cidadãos, independentemente daquilo afirmem estar constantemente errado, ou de quanto tenham estado errados no passado.

43. A repetição e a confiança daí derivada 2

Após a criação de fontes confiáveis”; estas passam a ser transformadas em propagandistas.

Estas pessoas encarregues de fazerem propaganda são apresentadas pela comunicação social (ou política) ao publico em geral, como sendo “especialistas”.

Estes “especialistas”, regra geral, não representam a maioria do pensamento político  do público, estiveram quase sempre enganados no passado em relação a inúmeras questões sobre as quais tenham produzido opinião, e estas pessoas, nunca são ou foram responsabilizadas por nada do que tenham afirmado.

Paralelamente, pessoas que tenham estado correctas ou que tenham opiniões que representem semelhanças com as opiniões da maioria das pessoas, são transformadas em pessoas quase anónimas, que raramente ou nunca aparecem a dar a sua opinião, excepto se o objectivo for o de fazer-lhes uma “entrevista hostil”.

É uma técnica usada para criar uma dose de “realidade artificial”.

44. Mensagens subliminares.

Qualquer coisa que se diga envergando uma aparente mensagem patriótica ou uma mensagem que defenda certos e determinados interesses.

Os anunciantes preferem associar-se a coisas positivas, a coisas que o cidadão/audiência; escolha ou se sinta identificado, para dessa forma alcançarem o seu objectivo.

Se fizerem as coisas bem, quase ninguém notará isso.

Ex: um banco comercial que publicita uma representação desportiva nacional, associando os seus interesses em fazer negócio com a ideia de pátria.

45. Reorientação do conteúdo das questões.

Através da realteração das questões ou da subtil alteração das mesmas, uma empresa de comunicação social pode mover a discussão para um âmbito diferente.

A) Esta técnica pode ser usada nos resultados das sondagens.

B) Esta técnica pode ser usada para alterar o tema de um debate.

46. Realidade manufacturada.

Técnica que assenta na força bruta comunicacional. Na comunicação social consiste na alteração dos ângulos de imagem, nos eventos fabricados (numero de pessoas presentes num comício político, por exemplo).

Com o uso da câmara de filmar uma pequena multidão pode ser feita parecer enorme.

47. Realidade manufacturada 2.

Uma empresa de comunicação social, ou um grupo cartelizado de empresas de comunicação social poderá “minimizar” ou maximizar” um qualquer protesto social ou político; poderá através dos movimentos da câmara de filmar diminuir ou aumentar esse protesto.

Ao fazer tal, um dialogo correspondente que sirva os objectivos pretendidos poderá ser inserido em cima das imagens.

Outra técnica é a de escolher criteriosamente à “mão” pessoas da “audiência” para que estas opinem de acordo com a ideia que se pretende propagandear.

48. Jornalismo de investigação (ou a ausência dele…)

Sob a capa de estar a fazer jornalismo de investigação, os meios de comunicação social, podem  “destruir uma vitima” ou ajudar um “amigo” a salvar-se do problema.

Ou existir apenas uma ausência de jornalismo de investigação.

49. Orientação da cabeça do espectador/ cidadão.

Técnica simples e poderosa que é usada de forma invasiva para introduzir conteúdo editorial, dentro de simples notícias.

50. Orientação da cabeça do espectador /cidadão – técnicas e exemplos

Esta técnica funciona pelo levar do cidadão/ espectador através de formas subtis,  até ao caminho de um pré definida conclusão.

Ou alternativamente, por levar o espectador/cidadão a achar que o objecto de debate é estranho e inadequado pelo facto deste mesmo objecto de debate não estar em conformidade com a propaganda dominante, veiculada, quer pelo meio de comunicação social, quer pela propaganda política. (que é previamente definida pelo “difusor” da mesma).

Exemplos:

(1) “não acha que…” – algo com o qual se deve concorda (em função do que vem a seguir…)

(2) “Não se pode deixar de concordar com…” ( pseudo – perito – especialista de alto perfil mediático que se enganou dezenas de vezes,mas que volta a aparecer semana  sim, semana sim , para despejar mais propaganda…)

(3) “Eu sei que… (ponto de vista propagandista), e você?”

(4) “Muitos portugueses acreditam que (ponto de vista de propaganda) ; qual é a sua opinião?”

(5) “Cada vez menos pessoas acreditam que…” (ponto de vista de propaganda…)

(6) “Toda a gente quer…” (ponto de vista de propaganda)

(7) “O melhor caso é…” (ponto de vista da propaganda…)

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (4)

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31. Uso de música, luzes, efeitos especiais, barulho, ruídos, confettis, jornalistas,  etc.

A música e as luzes podem ser poderosos promotores de emoções.

Todos os acima referidos são amplamente usados. E  amplamente usados contra o publico consumidor ou eleitor.

Exemplo: ao promover a linha oficial do partido ou do empresário, é necessário ter-se o alinhamento “certo de luzes e música”.

Exemplo: a criação de ênfase através do uso de “luz dramática”.

Exemplo: Os seus pontos de vista são representados por pessoas igualmente idênticas a si.

32. Evidencias fabricadas.

Técnica que é praticada pela auto promoção; usando-se a si mesmo como ” a fonte” ou repetindo evidencias fabricadas ou inexistentes.

33. Evidencias fabricadas – os métodos.

A auto promoção pode incluir uma “imagem” autenticada  e confirmada por “especialistas” que façam a inclusão da informação que se deseja, a  exclusão ou exagero da informação que é prestada.

Gravações áudio e produções de vídeo podem ser utilizadas, bem como “dossiers” ou documentos escritos.

34. As evidencias fabricadas – os alvos

Os meios de manufacturação  das evidencias fabricadas podem ser apenas alguns utilizados ou todos utilizados, ao mesmo tempo.

Serão “todos” ou apenas alguns apresentados como sendo “a verdade”,.

Podem também apenas ter alguma base de verdade ou serem completamente fabricados.

Podem revestir características de somente serem “pagamento” por troca de promoção.

35. Alargamento e alavancagem do grupo mediático de comunicação social ou política.

O grupo mediático que controla vários canais de comunicação pode usar um das suas companhias “parentes” para fomentar anúncios, propaganda ou “boa vontade” do publico relacionada com a “agenda de assuntos” que se quer fazer impor.

36.Alargamento e alavancagem do grupo mediático de comunicação social – o espectro de actuação.

O alargamento e alavancagem pode ser feito de forma coberta ou de forma explicita.

É uma vasta arena onde podem coexistir ambas as sub técnicas.

Exemplo: A companhia de música do grupo mediático promove estilos de música que promovem o ponto de vista do grupo mediático – quer através das letras da música, quer através do estilo musical.

Exemplo: A companhia de música do grupo mediático promove estilos de música que impedem o aparecimento de alternativas concorrentes.

37. Alargamento e alavancagem do grupo mediático de comunicação social – os diferentes canais.

O grupo mediático pode promover o seu “lema” em nome das notícias.

O grupo mediático pode promover a sua ideologia massacrando com uma mensagem repetida, usando as suas subsidiárias para isso.

O grupo mediático pode usar séries de televisão, filmes ou outras zonas de actuação para impor as suas mensagens ideológicas – da sua própria escolha.

Os grupos mediáticos de comunicação social ou política, à medida que se tornam mais e mais poderosos e menos numerosos, utilizam esta táctica de formas cada vez mais potentes.

38.Enumeração de uma série de cadeias de acontecimentos conjugada com a falta de memória da população.

Técnica que funciona pela enumeração de “verdades irreconciliáveis”.

Verdades que são absolutamente distintas, não são encaradas como tal; antes são reconciliadas umas com as outras pela desconstrução de todos os acontecimentos, que são convertidos em apenas mais um acontecimento que pertence a uma cadeia de acontecimentos.

Dessa forma descarta-se a informação passada acerca do que aconteceu, e descontextualiza-se, excepto se tal não for útil fazer ou for aconselhável não o fazer.

É uma forma de atacar a memória colectiva.

39.Enumeração de uma série de cadeias de acontecimentos conjugada com a falta de memória da população. A verdade antes e depois.

Se uma pessoa se recorda da verdade “antes” e a versão actual da verdade não é idêntica com a versão da verdade “antes”; então deve ser criada uma situação que apague da memória das pessoas a versão da verdade “antes” ou caso ela exista tenha sido produzida através de “engenharia revertida”.

A ser feito algo em contrário surgem incongruências. Fazendo desta forma evitam-se.

O resultado: forçar o consumidor/cidadão a esquecer-se do passado. E a concentrar-se no que é dito no presente.

O resultado: toda uma série de sound bytes e propaganda desejados e criados para darem um resultado que interessa que seja dado.

40. Cozinhar as manchetes.

Os títulos das notícia são uma oportunidade para os revisionistas ou para os oportunistas para criarem propaganda enganosa ou notícias fabricadas.

A razão é simples: mais pessoas ligam aos títulos do que as notícias propriamente ditas.

Como tal pode-se cozinhar manchetes ou títulos de notícias.

As verdadeiras notícias são afastadas e a propaganda é intensificada.

GUIA DE TÉCNICAS DE PROPAGANDA MEDIÁTICA (3)

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21. Inserir anúncios publicitários e vendas camufladas como sendo notícias.

Fazer sair “histórias cheias de simpatia para com os anunciantes, ou caso seja essa a necessidade; fazer sair histórias cheias de simpatia para com as companhias/empresas/religiões que são as donas da estação de TV, da estação de rádio, ou do jornal.

Alternativamente fazer sair histórias cheias de simpatia para com a empresa religiosa que for a dona/accionista da estação de televisão, da estação de rádio, do jornal.

Tal será feito como se o profissional de comunicação social estivesse a cobrir verdadeiras histórias de “interesse humano” ou verdadeiras notícias.

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22. Conduzir entrevistas de forma hostil ou amigável à vez.

Deve-se entrevistar pessoas que tenham visões com as quais nós concordamos, de maneira “amigável”.

Deve-se entrevistar pessoas que tenham visões com as quais nós discordamos, de forma hostil.

Técnica que será mais eficaz quando o tom de voz, a pose, a atitude são todas mantidas num tom “baixo”.

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23. Convidar entrevistados sob falsos pretextos e depois hostilizá-los.

Convidar um entrevistado estando este convencido que vem sob um determinado pretexto; depois ter uma conversa com o entrevistado de forma pessoalmente agressiva, durante todo o tempo de duração da entrevista.

E repetir durante esse tempo todo, como sendo verdadeiras, coisas que o entrevistado nunca disse ou repetir coisas que tenham sido ditas, mas foram retiradas do contexto.

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24. Convidar entrevistados para uma entrevista “amigável” falsificada.

Convidar alguém e rotular essa pessoa como sendo um “especialista” ou um “professor” ou de alguma outra maneira extremamente favorável ao entrevistado, mas cuja entrevista que é feita  versa sob um assunto diferente do percurso do “especialista”…

O ponto importante aqui é que o espectador/ouvinte/cidadão sai do que viu/ouviu nada impressionado com o conteúdo.

Dessa forma “anula-se a hipótese de o espectador ser informado…mas promove-se a pessoa.

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24. Apresentar o “humor”como arma de propaganda.

Apresentar “actos de comédia” ou piadas como suporte do ponto de vista que se quer fazer prevalecer.

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25. Apresentar o humor como arma de propaganda deselegante ou rasca.

Apresentar “humor” de absolutamente mau gosto, mas que suporte a visão ideológica ou política que se quer impor.

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26.Rotular pessoas de forma elegante ou deselegante para criar efeitos de gueto

Rotulagem de pessoas ou grupos em pequenos guetos, atribuindo conotações positivas ou negativas consoante se necessite.

Ex: “ele é um teórico das conspirações”…(conotação negativa) para afastar para um canto, qualquer um que contrarie o caminho certo das  ovelhas…

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27.Usar o poder das palavras para dar ênfase ou não dar ênfase

Ex: a multidão estava “aquecida”/”apimentada”/ “em fogo” com os discursos que foram antes feitos…

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28. Dividir e reinar.

Criar discussões artificiais e simplistas entre grupos de pessoas/cidadãos para as manter distraídas e a discutirem entre si, as questões o mais completamente triviais que se consigam arranjar .

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29. Uso indiscriminado de “fontes anónimas”.

Geração indiscriminada de notícias usando “fontes anónimas”.

Técnica variada que pode ir da má citação até à mentirola completamente fabricada, tal como, uma fonte anónima que é inteiramente fabricada e ficcional e apenas criada para gerar uma determinada reacção ou realidade artificial.

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30.Uso de imagens/metáforas que guiam o espectador/cidadão num determinado sentido.

Uma técnica “avançada” que está presente em todos os departamentos de relações públicas de todas as grandes empresas.

Se às pessoas é dito que algo é verdade, então esse algo será verdade mais cedo ou mais tarde.

É uma forma de “moldar” a opinião pública.

Ex: afirmar que “70 % da população de um país é a favor da solução “A” para o assunto Xyz.

A ideia é que, a repetição constante de uma mentirola não provada, criará o efeito na opinião publica de passar a ter essa mesma opinião que se quer promover.

Ex: o país “está fora da recessão” ou “o país está a crescer”. Tal visa criar na opinião pública um efeito de confiança e de “consumir” para que a ideia antes veiculada se torne realidade.